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Evolução

Teorias de Lamarck, Darwin e processos de adaptação e surgimento de novas espécies.
by

Thiago Rennó

on 27 August 2013

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Transcript of Evolução

Teorias de Lamarck
Jean-Baptiste Antoine de Monet, o Cavaleiro de Lamarck, foi, em 1809, o autor de Philosophie Zoologique, livro que propôs a primeira teoria científica que contradizia o criacionismo e sua ideia de que todos os seres vivos foram criados por Deus com a mesma forma que possuem atualmente.
Muitos pontos de interesse foram abordados por Lamarck em seu livro.
O primeiro deles é a origem abiogênica dos primeiros seres vivos, seguindo uma necessidade de compostos adquirirem complexidade.

Esta ideia foi melhor explorada pelos cientistas Alexsander Oparin e John Burdon Haldane no início do século XX, abrangendo descargas elétricas na atmosfera e a formação de um oceano primitivo, rico em matéria orgânica.
O segundo ponto das teorias de Lamarck que despertou grande interesse na comunidade científica da época é sua afirmação de que o ambiente interfere nas transformações dos seres vivos, gerando a conhecida "lei do uso e desuso".
1744 - 1829
A teoria do uso e desuso afirma que quando uma determinada estrutura corporal não é utilizada por indivíduos de uma população, as gerações futuras tendem a atrofiá-la, perdendo-a.
Da mesma maneira, estruturas corporais muito utilizadas seriam mais desenvolvidas nas próximas gerações.
Dois exemplos utilizados por Lamarck em sua teoria são:
a ausência de membros locomotores nas serpentes
o comprimento dos pescoços das girafas
Atualmente sabe-se que a lei do uso e desuso não é correta nos processos de evolução das espécies.
Sua aplicação pode ser adequada em apenas algumas poucas estruturas musculares e ósseas, mas ainda assim sem aplicação isolada.
Teorias de Darwin
Charles Darwin nasceu no mesmo ano da publicação de Philosophie zoologique, em 1809.
Seu livro A Origem das Espécies foi responsável pela quebra de um grande paradigma religioso que defendia o criacionismo.
Isso se deu porque as toerias darwinistas afirmavam que os seres vivos da atualidade sofreram diversas transformações até chegarem ao atual estado, portanto, não foram criados desta maneira.
1809 - 1882
Para realizar seu estudo, Darwin viajou a bordo do H.S.S. Beagle durante 5 anos, iniciando a jornada em 27 de dezembro de 1831.
Todo o material científico recolhido era enviado a seu amigo Henslow, garantindo assim os devidos cuidados.
A rota do H.S.S. Beagle foi:
A primeira parada do Beagle foi em Tenerife, dia 6 de janeiro de 1832, porém não houve desembarque devido a uma epidemia de cólera.
Dez dias depois o navio atracou em São Tiago, em Cabo Verde, onde Darwin teve seu primeiro contato com a vegetação tropical.
No dia 28 de fevereiro a tripulação desembarcou em Salvador, Bahia, onde Darwin coletou espécimes de flores e besouros.
Ainda no Brasil, Darwin passou por Abrolhos e Rio de Janeiro, onde visitou o Jardim Botânico.
FOi no Rio de Janeiro que Darwin pôde presenciar o fenômeno da correição das formigas.
A próxima parada foi em Montevidéu, no Uruguai, marcada pelo recolhimento de fósseis por Darwin.
Em Novembro de 1832 o Beagle partiu para a Patagônia e tomou o Oceano Pacífico, pela Costa Oeste da América do Sul, passando por Santiago, Valparaíso e Iquique, no Chile; e por Callao, no Peru.
Em setembro de 1835 a viagem de Darwin teve seu ponto máximo com a chegada em Galápagos, onde permaneceu por um mês.
A viagem de volta passou pela Nova Zelândia, Austrália, Ilhas Maurício, África do Sul, novamente Salvador e, 2 de outubro de 1836, retornou a Inglaterra no porto de Falmouth.
Como resultado de sua viagem, Darwin trouxe e enviou a Henslow:
um diário de bordo com 770 páginas
1383 páginas de notas sobre geologia
368 páginas de notas sobre zoologia
mais de 1500 espécimes conservados em álcool
3907 restos animais (peles e ossos)
As principais ideias do que hoje se conhece por darwinismo são:
ancestralidade comum
seleção natural
Darwin teve seu estudo baseado, principalmente, em quatro fatos observados na natureza.
Fato 1: as populações tendem a crescer rapidamente, pois o potencial de reprodução é grande, principalmente se lhes orfetadas boas condições ambientais.
Fato 2: o tamanho da população mantém-se constante, limitado pelo ambiente.
Fato 3: Os indivíduos de uma população são diferentes e únicos, inclusive em suas capacidades de adaptação.
Fato 4: uma boa porção das características presentes nos pais é transmitida à geração futura.
Vale lembrar que ao realizar seus estudos, Darwin não tinha conhecimento de genética, posto que apenas no início do século XX foram amplamente divulgadas as teorias mendelianas.
Da análise dos quatro fatos da natureza, Darwin obteve três conclusões.
Conclusão 1: muitos indivíduos morrem a cada geração na natureza, sendo que alguns não chegam a deixar descendentes.
Conclusão 2: os indivíduos que se reproduzem a cada geração são aqueles que apresentam melhor capacidade de adaptação ambiental.
Conclusão 3: como os indivíduos mais adaptados são aqueles que mais se reproduzem, as características da adaptação são transmitidas para os seus descendentes.
Quanto à seleção natural, Darwin afirma que o ambiente exerce grande influência sobre os indivíduos, mantendo em maior número os melhores em adaptação e reprodução.
Darwin também concluiu que muitas das espécies são originadas de um ancestral comum, onde cada uma possui características para adaptar melhor ao ambiente onde vivem.
A obra A Origem das Espécies foi lançada em 1859 e, em 2001, Ernst Mayr compilou os conceitos de Darwin em duas formas de evolução:
anagênese - transformação gradual, onde surgem novas características
cladogênese - surgimento de novas espécies através de adaptações de um ancestral comum
Conceitos Modernos de Evolução
Cronologia da teoria moderna da evolução:
1859 - publicação da Origem das Espécies
1886 - publicação do trabalho Seleção Fisiológica de Georges J. Romanes e a criação do termo neodarwinismo
1936 - conferência de genética e evolução de Theodosius Dobzhansky
1941 - Sistemática e A Origem das Espécies, conferência idealizada por Ernst Mayr
1944 - publicação de Velocidade e Padrão em Evolução de George Gaylord Simpson
1950 - publicação de Variação e Evolução em Plantas de George Ledyard Stebbins
A teoria moderna de evolução considera os estudo mendelianos associados às teorias Darwinistas, tomando assim bases mais completas.
Os fatores evolutivos que atuam como pauta das novas teorias são:
mutação gênica
recombinação gênica
seleção natural
Os três fatores são responsáveis pela variabilidade genética.
Um importante estudo das teorias evolutivas, somadas à genética, é a frequência gênica, que permite identificar os genes que são mair frequentes em uma determinada população.

Fatores que alteram a frequência gênica:
oscilação gênica - alteração na frequência de populações pequenas
cruzamentos preferenciais - ausência ou diminuição do acaso na reprodução
migração - deslocamento de indivíduos de uma mesma espécie
mutação gênica
seleção natural
Conceito de espécie: indivíduos pertencentes a um determinado grupo capaz de originar
descendentes férteis quando reproduzem.
Conceito de raças: indivíduos com variedades genéticas diferentes de seres de uma mesma espécie, mas ainda capazes de produzir descendentes férteis.
Isolamento reprodutivo: impede a troca de genes entre as diferentes espécies presentes na natureza.
Os processos de isolamento podem ser:
pré-zigóticos (instinto, comportamento sexual, época de acasalamento)
pós-zigóticos (híbrido estéril, morte embrionária, híbrido deficiente e fraco)
Irradiação Adaptativa: surgimento de novas espécies com características semelhantes com espécies relacionadas e a espécie ancestral.

Convergência Adaptativa: semelhança morfológica entre espécies diferentes, porém sem parentesco evolutivo, o que sugere adaptação ao mesmo meio.
Homologia: semelhança de origem entre dois órgãos ou estruturas corporais de espécies diferentes, geralmente comum na irradiação adaptativa.
Analogia: semelhança de função executada por dois órgãos de espécies diferentes, geralmente comum na convergência adaptativa.
Evolução Humana
O primeiro primata surgiu há 70 milhões de anos, porém o primeiro fóssil (Plesiadapis) tem datação de 60 milhões da anos.
Este primata ancestral foi responsável por três linhas de evolução:
a dos lêmures, gálagos e társios
a dos macacos do novo mundo
a dos macacos do velho mundo, gibões, orangotangos, gorilas, chimpanzés e hominídeos
Pontos importantes da evolução dos primatas:
dedo oponível - melhorou a manipulação dos objetos
visão binocular - proximidade dos olhos na cavidade craniana
vida familiar e cuidado com a prole
A linhagem antropoide teve seu início com o gênero Aegyptopithecus, seres pequenos que viviam em árvores.
Acredita-se que este gênero se segmentou em diferentes linhagens há cerca de 5 milhões de anos.
Os primeiros hominídeos eretos foram os Australoptecos, seguidos pelo Homo habilis, que já iniciou a manipulação de rochas para confecção de ferramentas primitivas.
Acredita-se que ambos conviveram, porém os Australopteccus foram extintos.
O Homo habilis originou o Homo erectus, que iniciou o domínio do fogo, o manejo de peles e a criação de ferramentas mais elaboradas.
Alguns descendentes do Homo erectus, denominados homens de Neandertal, já apresentavam organização de eventos fúnebres, o que sugere comunicação.
Hipótese monogenética: o Homo sapiens, evolução do Homo erectus, surgiu na África e migrou para outros continentes.
Acredita-se que ambas as espécies conviveram e competiram por recursos, porém o Homo erectus foi extinto pela melhor adaptação ao meio apresentada pelo Homo sapiens.
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