Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

O NARCISISMO: UMA INTRODUÇÃO (Freud, 1914)

No description
by

Ana Bárbara de Toledo Andrade

on 21 September 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O NARCISISMO: UMA INTRODUÇÃO (Freud, 1914)

O NARCISISMO: UMA INTRODUÇÃO
1905 - Três ensaios sobre a sexualidade
Formulação da categoria de sexualidade.
1a. TEORIA PULSIONAL
PULSÃO DE AUTOCONSERVAÇÃO X PULSÃO SEXUAL

Na época da publicação do artigo, o que se entendia como “narcisismo” na literatura científica?
O termo narcisismo denotava a atitude de uma pessoa que trata o seu próprio corpo da mesma forma que o corpo de um objeto sexual é tratado.

Narcisismo, neste sentido, era entendido como perversão sexual.
Aspectos históricos da construção do conceito de narcisismo
Quando escreveu o artigo, Freud se via forçado a responder às críticas de seus adversários, com a necessidade de estabelecer a especificidade da psicanálise.

Os
primeiros dissidentes
da psicanálise, Adler e Jung, ameaçavam romper a unidade da recém-fundada Associação Psicanalítica Internacional (IPA).
Adler com sua “psicologia individual”
Jung com sua “psicologia analítica”.

(Freud, 1914)

Curso de Graduação em Psicologia – PUC-Rio
Disciplina: Patologias narcísicas e contemporaneidade
Profa.: Ana Bárbara Andrade
Freud publica “Introdução ao narcisismo” para responder, sobretudo, à crítica de Jung, que tinha colocado questões difíceis.

Jung dizia: “Esse modelo da sexualidade não funciona para determinados pacientes” , isto é, queria dizer que não servia para a psicose.
1914 - A História do movimento psicanalítico
O primeiro ataque diferido por Freud contra os seus adversários ocorre neste artigo. É um texto importante do ponto de vista da política da institucionalização da psicanálise.
1914 - O NARCISISMO: UMA INTRODUÇÃO
A categoria de narcisismo só vai aparecer na obra freudiana quase 10 anos depois de “Os três ensaios".
Até então, as pulsões de auto-conservação não pressupunham uma caráter libidinal para as pulsões do Eu.
NOTA-SE QUE AS CATEGORIAS DE SEXUALIDADE E NARCISISMO FORAM CONSTRUÍDAS EM TEMPOS DIFERENTES DO DISCURSO FREUDIANO
Mas a clínica psicanalítica evidencia que certos aspectos da atitude narcisista são encontrados em muitas pessoas – e que narcisismo não se restringe à perversão sexual.

Assim, Freud amplia o conceito de narcisismo.

O narcisismo deixa de ser concebido como perversão e passa a ser entendido como etapa necessária de constituição da subjetividade.

Assim, a noção de narcisismo ganha um ESTATUTO DE CONCEITO.
PSICOSE
O problema que a psicanálise encontrou e que exigiu que Freud elaborasse o conceito de narcisismo:

Como incluir as psicoses (parafrênicos) na hipótese da teoria da libido?

Duas características fundamentais da psicose:
> desvio de seu interesse do mundo externo

> megalomania
Afastamento da realidade na neurose e psicose:
Na neurose
– há certo afastamento do neurótico em sua relação com a realidade, mas ele não corta suas relações eróticas com as pessoas e as coisas. A relação com os objetos ainda permanece na fantasia.

Na psicose
– o psicótico retira sua libido dos objetos do mundo externo, sem as substituir na fantasia. Há uma perda da realidade .
Quando realmente as substitui – no delírio – o processo parece ser secundário e constitui uma tentativa de recuperação, com o objetivo de conduzir a libido de volta a objetos.
QUESTÃO:
O que acontece à libido que foi afastada dos objetos externos na psicose?
Essa megalomania decorre de um movimento em que a libido é afastada do mundo externo e é dirigida para o Eu.

“Mas a megalomania não é uma criação nova”

“Pelo contrário, a megalomania é uma ampliação e uma manifestação mais clara de uma condição que já existia previamente”.

A megalomania na psicose aponta a resposta:
Narcisismo primário e Narcisismo secundário
NARCISISMO PRIMÁRIO:
Originalmente, o eu é o objeto privilegiado de investimento libidinal, a ponto de ser denominado “o grande reservatório da libido”.

NARCISISMO SECUNDÁRIO:
Posteriormente, o investimento libidinal passa a se voltar para objetos externos, o que corresponde à transformação da libido narcísica em libido objetal.

O narcisismo secundário é o momento em que há o retorno do investimento libidinal ao Eu, após ter investido objetos externos.
LIBIDO DO EU X LIBIDO OBJETAL
Quanto mais uma é empregada, a outra se esvazia.

Paixão amorosa: o sujeito parece desistir de sua própria personalidade em nome do investimento no objeto amoroso.

Delírio do fim do mundo no paranoico: libido é investida no eu.

Relações entre autoerotismo e narcisimo:
não existe, desde o começo, uma unidade comparável ao eu; o eu tem que ser desenvolvido.

Já as pulsões autoeróticas são primordiais, estão lá desde o início.
Autoerotismo
Estado original da sexualidade infantil, anterior ao narcisismo, quando a pulsão sexual encontra satisfação sem recorrer a um objeto externo.

Forma primeira de sexualidade, age com independência de um objeto externo e independente de qualquer função biológica.

Estado anárquico da sexualidade no qual as pulsões parciais buscam satisfação no próprio corpo, uma satisfação não unificada.
Freud relaciona o narcisismo com os seguintes fenômenos:
PSICOSE

DOENÇA ORGÂNICA

HIPOCONDRIA

VIDA ERÓTICA

Psicose e narcisismo:
A libido se desloca dos objetos do mundo externo e se volta para o eu
Doença orgânica e narcisismo:
Uma pessoa com dor deixa de se interessar pelo mundo externo na medida em que não diz respeito ao seu sofrimento.

Ou seja: o sujeito retira seu investimento libidinal do mundo e o dirige para o seu próprio Eu (e projeta esse investimento para fora quando se recupera.

O poeta Busch, sobre a
dor de dentes
:

“Concentrada está a sua alma no estreito orifício do molar”
A hipocondria:
Quando ocorrem sensações corpóreas penosas, sem qualquer base orgânica.

O hipocondríaco retira sua libido dos objetos do mundo externo, concentrando sua libido no órgão que lhe prende a atenção.
Investe a libido em uma parte do próprio corpo.

Hipocondria X Doença orgânica
> na doença orgânica, as sensações aflitivas baseiam-se em disfunções orgânicas demonstráveis;

> na hipocondria, trata-se de uma doença imaginária.
A vida erótica dos seres humanos
Escolha objetal de tipo anaclítico:
Os primeiros objetos sexuais da criança são as pessoas que se preocupam de sua alimentação, cuidado e proteção. A escolha do objeto amoroso se baseia neste modelo.

Escolha objetal de tipo narcisista:
A escolha de objeto amoroso se baseia, como modelo, no seu próprio Eu. O sujeito procura a si mesmo como objeto amoroso.


Uma pessoa pode amar:
ESCOLHA OBJETAL NARCISISTA
O que ela própria é, isto é, ela mesma
O que ela própria foi;
O que ela própria gostaria de ser (IDEAL DO EU).
Alguém que foi uma vez parte dela mesma.

ESCOLHA OBJETAL ANACLÍTICA
A mulher que o alimenta;
O homem que a protege.

NARCISISMO PRIMÁRIO
Podemos apreender menos pela observação direta da criança e mais pela atitude dos pais afetuosos para com os filhos.
SUA MAJESTADE: O BEBÊ (“His Majesty the baby”
O bebê é instaurado como "Sua majestade, o bebê"
- O bebê como projeto dos pais que vão se realizar através do bebê.

- A aposta é que esse filho vai conseguir alcançar algo que esses pais não conseguiram.

- Onipotência sem fendas ou falhas; ideia de completude perdida pelos pais e reeditada na criança.

- Os pais se veem na criança, eles próprios, tal como gostariam de ser (grandes homens, herói, princesa, etc.).

A construção do Eu é feita por esse caminho, que vem do outro, através das figuras parentais.
Freud vai mostrar que o bebê humano – em sua onipotência narcísica – é inventado pelo adulto.


É a partir da projeção do narcisismo de um adulto que a criança pode se apropriar do narcisismo e se pensar como completo e não desamparado.
Complexo de castração
O narcisismo primário de uma criança está destinado a se quebrar ou se desiludir no curso de seu desenvolvimento.

O “complexo de castração” promove a saída desse narcisismo primário, quando:

nos meninos - a angústia de perda do falo;

nas meninas - a inveja do falo.
EU IDEAL E IDEAL DO EU
EU IDEAL:
o Eu do bebê que se constitui como “Sua Majestade”. É aquele que tem a si próprio como o seu próprio ideal. Ele vive num regime absoluto de onipotência, regime de uma idealização de si próprio.
Trata-se de um Eu ideal que vem a ser a imagem idealizada do Eu.

Idealização:
O dispositivo intrínseco ao surgimento do ego ideal: Uma atitude de fascinação, que silencia a crítica e cria um estado em que a falta e o conflito estão ausentes.


IDEAL DO EU:
é a construção necessária para a aceitação da castração.
é a interpretação que o sujeito faz para si do desejo do pai em relação a ele.
Com a projeção do ideal do eu,pode-se promover um adiamento das satisfações pulsionais e o investimento em realizações socialmente aceitas e valorizadas.

Sublimação:
O dispositivo intrínseco ao surgimento do ideal do eu: sublimação.
NOTA SOBRE SUPEREGO:
agente psíquico especial - uma
"instância crítica"
– cuja tarefa é assegurar a satisfação narcisista proveniente do Ideal do Eu.

Instância que observa constantemente o Eu real, medindo-o por aquele ideal.

Essa consciência crítica surge, primeiramente, da influência crítica de seus pais.

É uma personificação da crítica dos pais e, consequentemente, da sociedade.
Sublimação X Idealização:
Sublimação:
processo que diz respeito à libido de objeto que encontra satisfação num objeto não sexual.
O ideal do eu exige sublimação.
A sublimação é uma saída, uma forma pela qual as exigências do Ideal do eu podem ser atendidas sem envolver recalque.

Idealização:
processo que envolve o objeto sem modificar sua natureza, isto é, sem substituir um objeto sexual por outro não sexual. O objeto é engrandecido e exaltado por parte do sujeito.

Assim, o ideal do eu traz as marcas de uma relação sublimada, enquanto o eu ideal é marcado pela idealização.
Full transcript