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O inglês como língua internacional na prática docente

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Guilherme Morais

on 5 May 2014

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Transcript of O inglês como língua internacional na prática docente

O inglês como língua
internacional na prática docente

Inglês como língua internacional (ILI)
Segundo Cruz (2006), o inglês como língua internacional (ILI) refere-se ao inglês usado nas interações entre falantes não nativos que têm línguas maternas diferentes. Ainda de acordo com a autora, essas interações têm crescido continuamente ao redor do mundo devido ao intenso crescimento do uso de ILI, estimando-se que 80% das comunicações em inglês não incluem nativos.
Qual Variante de inglês aprender e ensinar nas escolas e nos cursos de inglês?
Levando em consideração a estimativa de que 80% das interações em inglês não envolvem nativos, Jenkins (apud Cruz, 2006) afirma que "variantes do inglês não devem mais ser usados como normas para a correção da pronúncia de falantes de ILI". Segundo Jenkins, devem-se definir quais aspectos afetam a inteligibilidade em interações envolvendo falantes de ILI e quais não afetam.
Aspectos Fonológicos
"Jenkins (2000) apresenta esses aspectos através de um modelo fonológico para intelegibilidade, chamado Língua Franca Core (LFC). A autora identificou em interações problemas de comunicação devido a desvios de pronúncia produzidos pelos falantes. Baseando-se nos resultados obtidos, Jenkins (2000) propõe o LFC, que corresponde a um conjunto de aspectos de pronúncia considerados essenciais e necessários para garantir a intelegibilidade fonológica nas interações entre falantes de ILI. [...] Os aspectos incluídos no LFC são: (1) consoantes, exceto as fricativas dentais; (2) grupo consonantal; (3) extensão de vogais; e (4) proeminência." (CRUZ, 2006)
Definidos esses aspectos e encontrados aqueles que impedem a inteligibilidade nas interações em ILI, permaneceria a questão de qual variante privilegiar na correção da pronúncia dos falantes e/ou estudantes?

Como agir na situação concreta da sala de aula de língua estrangeira, ou seja, quais critérios utilizar para definir a variante de inglês estudada?
Lei das Três Línguas
(Three Language Formula)
Lei segundo a qual o estágio de alfabetização de uma criança só é considerado completo quando ela tiver aprendido a ler e a escrever em três idiomas (na Índia, isso significa, em regra, três ortografias distintas), sendo uma delas obrigatoriamente o inglês.
Exemplos
(i) In Hindi speaking States:

(a) Hindi
(b) Urdu or any other modern Indian language
(c) English


(ii) In non-Hindi speaking States:

(a) Regional language;
(b) Hindi;
(c) Urdu or any other modern Indian language
(d) English
O verdadeiro espinho atravessado na garganta
Para Rajagopalan, língua inglesa representa um símbolo profundamente contraditório (em seu país):
1) o inglês é a língua herdada dos colonizadores;
2) o inglês é a língua em que melhor exprimo meus pensamentos.


De acordo com Rajagopalan, "a pergunta pressupõe a existência de tal modelo", então, resta-nos descobri-lo ou, na pior das hipóteses, adotá-lo para fins didáticos.
World English
A língua inglesa, já há um bom tempo, deixou de ser propriedade dessa ou daquela nação, desse ou daquele país.

Como bem diz Widdowson (1994), uma língua como o inglês (há outras como o árabe, o espanhol, o português, o híndi, etc.) só pode ser caracterizada como internacional pelo fato de ter deixado de ser monopólio de uma só nação.
World English
A língua de todos
Essa língua, ou melhor, esse ‘fenômeno linguístico’ pertence a todos aqueles que dela fazem algum uso no seu dia a dia, por mais limitado ou restrito que ele seja.
World English
uma língua sem “preconceitos”
O ‘World English’ não exclui ninguém, muito menos aqueles que se acham seus únicos donos. Dessa forma, o World English não é outro nome para o Inglês como Língua Internacional (ILI) que, na visão de Cruz (2006 apud Pereira) “refere-se ao inglês usado nas interações entre falantes não nativos que têm línguas maternas diferentes”.

Agora, como já disse, os nativos também tem seu lugar no World English. Só que eles não têm mais nenhum lugar de privilégio como ‘donos’ ou ‘falantes autênticos’ ou o que quer que seja. Eles, na verdade, terão de se adaptar à nova realidade e, em muitos casos, aprender novas formas de ouvir e falar.

Tendo isso dito, Rajagopalan (2009) afirma que World English é único em seu gênero, sui generis, aliás, ele é o seu próprio gênero.

E como prova da formação do World English, Rajagopalan apresenta o caso do cidadão inglês contratado por uma escola de inglês, de São Paulo.

A teoria da multicentricidade
O World English segue, portanto, o caminho inverso ao latim: enquanto o segundo se fundiu aos diletos conforme o Império Romano se expandia, o primeiro não. O inglês, ao ser adotado como língua internacional, passou a ter vários “centros”, não existe uma única ‘gramática normativa’ para o World English. É uma língua fruto da globalização, da necessidade de se comunicar, ser compreendido pelo outro.
Rajagopalan (2009) questiona a crença sobre língua, na qual para que a interação aconteça basta apenas que duas pessoas compartilhem a mesma língua. Segundo o autor, “o fenômeno linguístico que estou chamando de World English só pode ser compreendido em sua verdadeira dimensão se deixarmos de lado uma das mais divulgadas e bem arraigadas crenças a respeito de língua e comunicação.”
Proposta de Jenifer Jenkins
Busca por um núcleo mínimo de inteligibilidade entre os falantes de diferentes formas de falar inglês
núcleo mínimo
de intelegibilidade
Opinião de Maria Nilva Pereira
“Segundo a autora [Jenkins], devem-se definir quais aspectos afetam a inteligibilidade em interações envolvendo falantes de ILI e quais não a afetam. No entanto, definidos esses aspectos e encontrados aqueles que impedem a inteligibilidade nas interações em ILI, não permanece a questão de qual variante privilegiar na correção da pronúncia dos falantes e/ou estudantes?”.

Obs: A proposta de Jenkins reitera a ideia de que existe uma variante privilegiada para aprender e ensinar inglês.

Inteligibilidade para quem?
Linguística ≠ Condições de Inteligibilidade
Para Rajagopalan, essa busca por condições de inteligibilidade é oriunda da tentação linguística de definir conceitos e categorias.

• Não se deve encarar a inteligibilidade de forma binária: “sim” ou “não”;
• O World English nos desafia a pensar na inteligibilidade como uma escala: em termos de “mais” ou “menos”.
• O World English precisa ser pensado em termos de “semelhança de família”.

Respondendo à questão de Maria Nilva Pereira:
“O conceito de ILI me parece um tanto abstrato, como agir na situação concreta da sala de aula de língua estrangeira, ou seja, quais critérios utilizar para definir a variante do inglês a ser estudada?”

Relembrando: O que é ILI?

Qual variedade deve ser prestigiada?
Há um “fosso” enorme entre teoria e prática no que diz respeito ao ensino de língua estrangeira.
No caso do World English os desafios são ainda maiores.
“NENHUMA” variedade deve ser prestigiada, ou melhor, “TODAS”!

“Como professores de inglês é nosso dever preparar nossos alunos para serem cidadãos, do mundo novo que se descortina diante dos nossos olhos e sobre o qual temos apenas uma ideia ainda muito vaga. Para atuar nesse admirável novo mundo, os nossos alunos têm de aprender a lidar com todas as formas de falar inglês”.
É preciso se adaptar às diferentes maneiras de falar inglês
Para refletir...
Para se comunicar bem com os falantes do World Engish na Copa do Mundo de 2014, basta conhecer a norma culta de uma “variedade de prestígio”?

“World cup”

“woroldo copo”

“wolordo copo”
É preciso desvincular o World English de uma cultura particular
“Cabe ao professor do World English expor a seus alunos a um grande número de variedades de ritmos e sotaques, pouco importando se eles são ‘nativos’ ou não. Outro cuidado que o professor deve ter, desde o princípio, é o de desvincular a língua da cultura desse ou daqueles país, posto que o World English é eminentemente transnacional e reflete diversas culturas ao redor do mundo – ou melhor, um pot-pourri de diferenças culturas. Não estou dizendo, de forma alguma, que devemos romper de vez a ligação íntima entre língua e cultura; estou dizendo apenas que o World English não pode ser, de maneira simplória, ligado a uma cultura particular.”
Referências Bibliográficas
CRUZ, N. C.
Inteligibilidade de pronúncia no contexto de Inglês como Língua Internacional
. Intercâmbio (CD-ROM), v. XV, p. 40, 2006.
LIMA, D. C. de (Org.).
Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa: conversas com especialistas
. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
MONTEIRTO, A. L. T.
Comunicações trans-culturais: uma ameaça à segurança do tráfego aéreo internacional
. Cadernos de Letras, n. 23, p. 123-135, jan./dez. 2007.

Webgrafia
Three Language Formula
, disponível em << http://www.teindia.nic.in/mhrd/50yrsedu/u/47/3X/473X0I01.htm >> Acesso em 30 de abril de 2014.
Inglês Americano ou Inglês Britânico?
, disponível em << >> Acesso em 01 de maio de 2014.
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