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Abordagem Histórica da Surdez e os Mitos sobre as Línguas de

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by

Ricardo Freire

on 3 September 2014

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Transcript of Abordagem Histórica da Surdez e os Mitos sobre as Línguas de

Mitos
Contexto Histórico
Como o surdo tem sido visto e educado através da história?

Quais aspectos definem e determinam a educação de surdos hoje?
Contexto Histórico
Idade Moderna
Contexto Histórico
A Língua de Sinais Brasileira como Língua Natural.
Contexto Histórico
Idade Contemporânea
Contexto Histórico
A educação do Surdo nos Estados Unidos
Abordagem Histórica da Surdez e os Mitos sobre as Línguas de Sinais.
Paulo Victor A.
Raul Honorato
Ricardo Freire
Samara Macena
Soraya Vasconcelos

O que seria língua natural?
Chomsky
Stokoe
Mito 1
A língua de sinais seria uma mistura pantomima e gesticulação concreta incapaz de expressar conceitos abstratos.
Mito 2
Haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas.
Mito 3
Haveria uma falha na organização gramatical da língua de sinais, que seria derivada das línguas de sinais, sendo um pidgin sem estrutura própria, subordinado e inferior às línguas orais.
Mito 4
A língua de sinais seria um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral
Mito 5
As línguas de sinais derivariam da comunicação gestual espontânea dos ouvintes.
Mito 6
As línguas de sinais, por serem organizadas espacialmente, estariam representadas no hemisfério direito do cérebro, uma vez que esse hemisfério é responsável pelo processamento de informação espacial, enquanto que o esquerdo, pela linguagem.
Bonet
Alfabeto para ensinar a ler
Rodrigues Pereire
Defendia a oralização
Wallis
Fundador do oralismo na Inglaterra
Braidwood
Percebeu que o oralismo para surdos era inutil
Abbé de L'Eppé
Método novo
Amann
Usava sinais e o alfabeto
Gramática para Libras
Alfabeto digital
Mas dizia que o uso do sinal atrofiava o uso da fala.
Também seguia Bonet.
Seguia Bonet
Considerou que os surdos devem ter uma língua própria
Abbé Sicard
1790 - Abbé Sicard é nomeado diretor do Instituto Nacional de Surdos-Mudos
Itard
Médico cirurgião, residente no Instituto Médico de Surdo-Mudos
Baron de Gérando
Filósofo, administrador, historiador e filantropo
A educação do Surdo nos Estados Unidos
Thomas Gallaudet e Laurent Clerc
Fundou uma escola pública para Surdos
Horace Mann
Político e realizador de reformas na educação
Samuel Howe
Político, influenciador de Mann
Após a morte de Sicard, Massieu que seria seu sucessor natural
É afastado por influência de Jean-Marc Itard e do Baroon Joseph Marie, ambos opositores aos Sinais
Seguia a linha de pensamento do filósofo Condillac
Realizava experiências médicas no Instituto
Considerava o surdo primitivo do ponto de vista emocional e intelectual
Tentativas de restaurar a fala
Após 16 anos de tentativas e experiências frustradas, rendeu-se ao fato de que o surdo só poderia ser educado através da Língua de Sinais
Acreditava na superioridade do povo europeu
Diretor administrativo do Instituto de Surdo-Mudos
Nomeou Desiré Ordinaire como novo diretor do Instituto
Tenta banir a Língua de Sinais da educação de surdos e substituir os professores surdos por ouvintes
Diante do fracasso, reconhece a Língua de Sinais como uma língua e que ela não poderia ser substituída pela oralidade
Realizou um estágio no Instituto Nacional para Surdo-Mudos
A Língua de Sinais francesa foi gradualmente sendo modificada e começou então a surgir a Língua de Sinais americana
Foi educado por Laurent Clerc, que foi depois contratado por ele e retornaram juntos para os EUA
Em 1816 foi para França conhecer o método de L’Epée
Foi para a Europa aprender o método de Braidwood, que não quis revelar
A escola foi aberta em 1817 (Escola Hartford)
Aparecimento de novas escolas para surdos. Em 1869 haviam aproximadamente 30 escolas para surdos nos EUA
Em 1864 foi aberta a primeira Universidade para surdos, fundada por Edward Gallaudet
Em 1844 , aos visitar escolas na Prússia, Saxonia e Holanda, relatou que estas não faziam uso de Língua de Sinais e trabalhavam em uma linha puramente oralista
Grande influência no processo de eliminação da Língua de Sinais
Devido ao relatório de Mann, o conselho da Escola Hartford enviou um representante, Lewis Weld, à Europa para verificar a situação da educação do surdo em alguns países
George Day foi enviado pela Escola de New York numa visita a Alemanda, com os mesmos objetivos de Weld, descobriu que os professores utilizavam fala e sinais
Fundou em 1867 a Clark Institution, a primeira escola que trabalhava somente a oralidade
Ponce de León
O primeiro professor surdo da história

A educação dos nobres

A negação das crenças sobre os surdos
Edward Gallaudet
Decidiu realizar uma Assembleia com uma conferencia dos Diretores de Instituições para surdos
Alexander Grahan Bell
Pior inimigo dos surdos americanos
Grahan Bell nasceu numa família que trabalhava com fala e com surdos. Trabalhou com surdos nos estados unidos em 1871 sempre visando a oralização. Herdou da família o desejo de oralizar e lutou por isso toda sua vida.
Em 1887, Bell participou de um encontro promovido pela British Royal Comission, na Inglaterra, defendendo os pontos de vista em favor da oralidade e dos sinais. Concluiu-se que todas as crianças surdas deveriam ser trabalhadas no sistema oral, e se não se beneficiassem seriam expostas aos sinais.
Congresso de Milão
Na França, No instituto nacional de educação dos surdos-mudos, após L’Epée e Sicard, começaram a ser realizadas experiências conflitantes e lutas internas, relacionadas a oralizaçao dos surdos.
Método de Jacob (Rodrigues Pereire) e (Marius)Magnat: escolas particulares para famílias ricas. Grande influencia no Congresso de Milão.
Em 1872 foi realizado o VII Congresso da sociedade pedagógica italiana e decidiu-se o seguinte:
Fim do congresso de milão, realizado em 1880, com o interesse de reafirmar a necessidade de substituir a língua de sinais pela língua oral.
Depois do Congresso de Milão o oralismo invadiu a Europa.
Em 1867 viajou para Europa visitando escolas combinadas (que usavam tanto a Língua de Sinais como a oralidade)
Organizou a Assembleia e sugeriu mudanças
Na volta aos Estados Unidos estava convencido da necessidade da Língua de Sinais na educação do surdo
As escolas passaram a fazer um grande treinamento de fala • Ano do falecimento de Laurent Clerc
Objetivo da educação era a integração com a maioria ouvinte e o professor surdo era um obstáculo para essa integração
O papel do ouvinte era ajudar o surdo a negar a sua surdez e cultura
Para Bell a surdez era um desvio: modelo médico
Defensor do Oralismo
Era contra o casamento entre surdos
Pregava o Monolinguísmo
Bell considerava os surdos que usavam a língua de sinais como falhas do trabalho realizado, pois acreditava que todos os surdos poderiam aprender a falar, independente da perda auditiva.
Era importante que os surdos tivessem uma identidade comum com os falantes, ou seja, a língua.
A campanha a favor do oralismo continuava nos Estados Unidos com a fundação da associação para promover o ensino de fala para o surdo através de Bell.
Em 1878 acontece a Exposição Universal de Paris com objetivo de discutir a educação do surdo
Em 1879 acontece a primeira conferencia nacional para melhorar o destino do surdo, colocando mais ênfase na importância da língua de sinais
a comunicação do pensamento no meio humano é a língua oral;
quando guiados de forma paciente e ordenada, os surdos lêem os lábios e falam;
a língua oral tem vantagens para o desenvolvimento do intelecto, da moral e da linguística
O texto foi aprovado e estava plantada a ideia que iria florescer plenamente no congresso de milão.
Edward Gallaudet defendeu os sistemas combinados e os surdos que usavam a língua de sinais.
Uma das consequências do congresso de milao foi a demissão dos professores surdos.
Século XX
No começo do século XX encontram-se os primeiros relatos do insucesso do oralismo.
Em 1910 foi realizada, por dois psicólogos, Binet e Simon, a primeira avaliação sistemática da educação dos surdos em duas instituições francesas.
Todos aqueles que não progrediam na oralidade eram considerados deficientes mentais
O conceito de surdo passa a ser deficiente depois do Congresso de Milão.
Varias conferencias foram feitas na França, mas todas partidárias a oralidad
Os surdos instruidos começam a levantar suas vozes:
1°Congresso Internacional dos Surdos: método de L’Epée é proclamado como infalível.
2° e 3°Congressos Internacionais do Surdo: decidiram-se a favor do sistema de combinado de instrução.
4° Congresso Internacional dos Surdos: as reuniões eram separadas dos ouvintes.
Segundo Ferreri, que defendia a separação, os surdos se manteriam inferiores mesmo quando lhes era permitido à fala, pois para ele a linga de sinais era uma mimica violenta que estabelecia o parentesco dos surdos com os macacos.
“...uma subclasse sem pode de decidir o que ra melhor para eles e que deveriam se curvar frente ao “conhecimento” e poder daqueles que o detinham.” Discurso de Ferreri sobre como eles eram vistos
A realidade objetiva foi atribuindo ao surdo características de:
incapacidade
doença
necessidades especiais
Apesar do método oralista ter sido a forma dominante na educação do surdo durante o século XX até a década de sessenta, a língua de sinais continuava a ser utilizada pelos surdos.
Gregos e Romanos
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