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A Crítica Social de Gil Vicente

"O Auto da Barca do Inferno"
by

Teresa Rocha

on 4 November 2012

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Transcript of A Crítica Social de Gil Vicente

"O Auto da Barca do Inferno" A Crítica Social de
Gil Vicente A sua cada vez maior preferência pela farsa satírica poderá ser igualmente resultado da influência espanhola: a de Torres Naharro.
É sob o modelo de farsa que Gil Vicente traçou um retrato, exagerado e caricatural, da sociedade portuguesa do seu tempo. Quase ninguém ficou imune às suas farpas mordazes, que foram crescendo em intensidade e atrevimento até chegarem ao ponto de incidirem sobre pessoas presentes no ato da representação. Os elementos do clero eram um dos alvos preferidos, sobretudo os das Ordens Religiosas, que Gil Vicente caustica sem piedade, denunciando o contraste entre os votos de pobreza, castidade e humildade que tomavam e a prática quotidiana de muitos dos seus elementos. O veredito do poeta não podia ser mais claro: mereciam a Barca do Inferno. A Crítica que pretendia com "O Auto da Barca do Inferno" A obra-prima de Gil Vicente é formada pela trilogia das Barcas: o Auto da Barca do Inferno (1516), o auto da Barca do Purgatório (1518) e o Auto da Barca da Glória (1519), que se debruçam sobre a temática do julgamento das almas após a morte, com a representação alegórica a representação alegórica de duas barcas que conduzem os mortos ao Paraíso ou ao Inferno, segundo os seus comportamentos em vida. Conclusão -> Beatriz Maia, nº3, 9ºA
-> Helena Robeiro, nº10, 9ºA
-> Rafaela Pinto, nº14, 9ºA
-> Maria Teresa Rocha, nº15, 9ºA
-> Mariana Rocha, nº17, 9ºA Trabalho realizado
por: A crítica social Há que assinalar, no entanto, que o poeta não foi imune a influências exteriores. Para além do aproveitamento da tradição teatral portuguesa, dizem os historiadores que foi influenciado pelo teatro espanhol, nomeadamente por Juan de Encina (considerado igualmente o “pai” do teatro no país vizinho), de quem Gil Vicente terá recebido o gosto pelos temas pastoris. Ao longo da sua carreira de dramaturgo, Gil Vicente foi enriquecendo a expressão dramática das suas peças. Inicialmente um pouco rudimentares, os autos foram incorporando elementos de uma riqueza cada vez maior, acentuando a sátira social, incluindo elementos alegóricos e mitológicos e tornando a ação mais dinâmica e fluida. Pequena
biografia Gil Vicente foi um poeta e dramaturgo português. É considerado, por muitos estudiosos, como o pioneiro do teatro português. Sua obra mais conhecida é " A farsa de Inês Pereira". Suas obras marcam a fase histórica da passagem da Idade Média para o Renascimento (século XVI).
Gil Vicente nasceu na cidade de Guimarães (Portugal) em 1466.
Gil Vicente morreu em 1536.
- Escreveu peças de teatro e poemas Os fidalgos não escapavam igualmente à sua pena. É evidente que Gil Vicente não podia citar figuras da corte ou da grande nobreza; as suas críticas mais incisivas tinham de ser veladas, canalizando a sua atenção, sobretudo, para certas características gerais: a soberba, o orgulho e a ambição, assim como o seu caráter ocioso, retratadas geralmente em escudeiros ou outros setores da baixa nobreza. Porém, o autor não se coibia de zurzir as classes populares: médicos, juízes, funcionários da administração, judeus, alcoviteiras e toda uma vaste gama de gente vulgar é citada nas suas peças, que constituem, no século XVI, um verdadeiro fresco pintado da sociedade portuguesa no seu todo. Inicialmente, as peças de Gil Vicente eram algo rudimentares. Depois, as obras vicentinas passaram a incluir fatores alegóricos e mitológicos e saíram enriquecidas.
Gil Vicente herdou a tradição portuguesa e bebeu as influências do teatro espanhol: Torres Naharro e Juan de Encina. Do primeiro poderá ter recebido influência na adoção da farsa e do segundo poderá ter seguido o modelo dos temas pastoris.
Nas suas peças, Gil Vicente lançou críticas acutilantes à sociedade do seu tempo. O clero foi uma das classes mais atingidas pelas sátiras do dramaturgo. Nessa classe critica-se sobretudo a falta de cumprimentos dos votos que deveriam seguir e são ultrapassados por uma vida imoral, ligada ao pecado.
A nobreza também foi bastante castigada. Como era uma classe dirigente, bastante poderosa, Gil Vicente não poderia correr riscos. Assim, denunciava certos vícios sociais dos fidalgos, uma classe ativa e soberba, orgulhosa e que, sobretudo, nada queria fazer de proveitosas como trabalhar, era ociosa. Introdução:
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