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A DÚVIDA FILOSÓFICA

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Alexandro Souza

on 30 March 2016

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Transcript of A DÚVIDA FILOSÓFICA

A DÚVIDA FILOSÓFICA
“Por que será , então, que as pessoas tendem a expressar poucas dúvidas, a fazer tão poucas perguntas umas às outras em seu dia a dia?
Isso pode ser observado, por exemplo, na sala de aula. Quando uma professora ou professor pergunta à classe se alguém tem alguma dúvida sobre o que acabou de expor, qual é a reação mais comum? Silêncio ou algumas perguntas tímidas. A maioria tem alguma dúvida – ou muitas dúvidas – mas não ousa expressá-la. Essa postura ocorre também em universidades, empresas, encontros culturais, almoços e jantares, mesas de bar etc. Por que isso é tão frequente.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 38.
Os entraves ao perguntar:
“Uma explicação pode estar na dificuldade de expressão, isto é, na dificuldade de encontras as palavras certas para expressar a dúvida que se tem, que é muito comum. Outra razão possível seria que grande parte das pessoas não ousa expressar sua dúvida por medo de falar em público. Esse temor também é bastante comum. O desenvolvimento de maiores habilidades de expressão linguística e de comunicação oral poderia mudar esse cenário.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 38.
“Pode haver, porém, outro motivo que nos parece ainda mais fundamental: muita gente acredita, mesmo sem estar consciente disso, que ter dúvidas e perguntar é expor uma fragilidade, um sinal de dificuldade intelectual ou de falta de 'conhecimentos'. Como nossa cultura valoriza muito a inteligência e a informação (ou, pelo menos, o parecer inteligente e bem-informado sobre tudo), poucos se arriscam a ser interpretados como tolos, ignorantes ou confusos ao fazer uma simples pergunta.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 38.
“Assim, a conversação entre as pessoas costuma ser, com frequência, uma sucessão de monólogos ou de enfrentamentos, em que cada um dos interlocutores está mais preocupado em dar o contra ou exibir seus 'conhecimentos', suas certezas, do que em entender o outro ou aprender com ele – ou junto com ele. Em resumo, o que está em jogo é mais o amor-próprio, a vaidade pessoal do que a aprendizagem. E, quando não entram nessa disputa, as pessoas 'optam' pelo silêncio. O silêncio de quem não apenas não fala, mas também não ouve.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 38.
A importância do perguntar
Não há nada mais inteligente do que perguntar. Perguntas são, no mínimo, a expressão do desejo de avançar continuamente no conhecimento sobre o mundo e as pessoas, até o final de nossas vidas. Quanto mais se vive, mais se aprende, desde que haja abertura para isso.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 38.
A pergunta como interesse no outro
“Fazer perguntas pode revelar também um interesse por nossos semelhantes – pelo que o outro pensa, sente e é. Assim, o gosto pela indagação costuma vir aliado ao gosto pela escuta, pois apenas quando nos dispomos a escutar, dando a devida atenção ao que o outro questiona ou propõe. É que nos abrimos verdadeiramente para uma troca de percepções e reflexões e para o aprendizado.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 39.
A escuta do outro como a descoberta de um novo mundo
“Nesse processo, podemo descobrir que a outra pessoa – que observa o mundo a partir de uma perspectiva diferente da nossa – percebeu coisas que não tínhamos percebido ainda, notou problemas nos quais não havíamos pensado até então e vice-versa. Isso amplia nossa maneira de ver as coisas e a nós mesmos – nossos horizontes –, alargando também nossas possibilidades de escolha para a construção – individual e coletiva – de uma vida mais justa, sábia, generosa e feliz.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 39.
A dúvida como início de todo filosofar
“[…] a filosofia é uma atividade profundamente vinculada à dúvida e às perguntas. Portanto, para aprender a filosofar, é fundamental adotar uma atitude indagadora. Como afirmou o pensador alemão Karl Jaspers (1883-1969), 'as perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transforma-se numa nova pergunta.'” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 39.
A filosofia como ampliação de horizontes
“Isso ocorre justamente porque a filosofia busca essa ampliação de paisagem e horizontes: cada resposta (cada paisagem e horizontes conquistados) gera um novo terreno para dúvidas e perguntas (uma nova paisagem, com mais um horizonte a ser explorado).
Assim, mesmo que você não tenha nenhuma intenção de se tornar um filósofo ou uma filósofa, desenvolver uma atitude indagadora e 'escutadora', isto é, filosófica, pode ser de grande utilidade em muitos momentos de sua existência.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 39.
A atitude filosófica como “postura infantil”
A atitude filosófica constitui, portanto, uma espécie de retorno a essa primeira infância, a essa maneira de ver, escutar e sentir as coisas. É certo começar de novo na compreensão do mundo por meio da dúvida e de sucessivas indagações.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 40.
O conhecimento cotidiano e a emergência da crise
“É claro que esse 'começar de novo' não é possível no sentido literal da expressão, porque você já conhece, sente e imagina muitas coisas a respeito do mundo, das pessoas e de si mesmo ou si mesma, e não é possível apagar toda essa vivência. Você já tem um 'repertório' de conceitos, imagens e sentimentos sobre tudo o que foi fundamental para sua existência até este instante, mesmo sem ter consciência disso. Então, é normal que você se mova pela vida orientado ou orientada por esse 'mapa', sem precisar fazer tantas perguntas quanto uma criança, que ainda não montou seu próprio 'repertório'.
Há momentos, porém, em que o 'repertório' que uma pessoa tem não serve para enfrentar determinada situação: não é completamente satisfatório, amplo, renovador ou 'criativo'. É então que surge a quebra, o estranhamento em relação ao fluxo normal do cotidiano. Trata-se de uma oportunidade para começar a pensar na vida de uma maneira filosófica, isto é, para começar a indagar a duvidar.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 40.
A dúvida filosófica
“A dúvida propriamente filosófica propriamente dita surge de uma necessidade inquietante de explicação racional para algo da existência humana que se tornou incompreensível ou cuja compreensão existente não satisfaz. Geralmente são temas que não têm resposta única e para os quais a mente humana sempre retorna. […]
Portanto, a dúvida verdadeiramente filosófica é aquela que favorece o exercício fecundo da inteligência, do espírito, da razão sobre questões teóricas importantes para todos nós.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 41.
De omnibus dubitandum est
“Para que serve suspender temporariamente os juízos? Para escapar dos limites impostos por nossos preconceitos e permitir que outras percepções e reflexões afluam à nossa mente. Novamente aqui a disposição para escutar revela-se muito importante, pois é somente dessa forma que nos abrimos à possibilidade de reunir um número maior de antecedentes ou conhecimentos fundamentais sobre o assunto que estamos investigando.” Gilberto COTRIM e Mirna FERNANDES. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013,p. 41.
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