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A mensagem

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on 4 November 2014

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Transcript of A mensagem

A mensagem de Fernando Pessoa
Poema: Fernão Magalhães
O poema Fernão de Magalhães insere-se na obra A Mensagem de Fernando Pessoa, que se divide em três partes, O Brasão, Mar Português, e O Encoberto.
O poema apresentado (Fernão de Magalhães) é o oitavo poema da segunda parte, Mar Português, que está relacionado com as descobertas.
Fernão de Magalhães
Estrutura Interna
Por:
Vitor Teixeira nº 20 12ºA1

Estreito de Fernão de Magalhães
-Viagem de Fernão de Magalhães
- Viagem de Elcano
Circum-Navegação
Fernão de Magalhães foi um navegador português
que se notabilizou por ter planeado e comandado a expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação* ao globo tendo sido completada pelo comandante Juan Sebastián Elcano visto que Magalhães morreu no trascurso da viagem.
*Circum-navegação é uma viagem marítima em torno de um lugar, que pode ser uma ilha, um continente ou toda a Terra.
No valle clareia uma fogu
eira
.
Uma dança sacode a terra int
eira
.
E sombras disformes e descomp
ostas
Em clarões negros do valle v
ão
Subitamente pelas enc
ostas
,
Indo perder-se na escurid
ão
.

De quem é a dança que a noite at
erra
?
São os Titans, os filhos da T
erra
Que dançam da morte do marinh
eiro
Que quiz cingir o materno v
ulto
-
Cingil-o, dos homens, o prim
eiro
-
Na praia ao longe por fim sep
ulto
.

VII- Fernão de Magalhães
Dançam, nem sabem que a alma ous
ada
Do morto ainda commanda a arm
ada
,
Pulso sem corpo ao leme a gui
ar
As naus no resto do fim do esp
aço
:
Que até ausente soube cerc
ar
A terra inteira com seu abr
aço
.

Violou a Terra. Mas elles n
ão
O sabem, e dançam na solid
ão
;
E sombras disformes e descomp
ostas
,
Indo perder-se nos horiz
ontes
,
Galgam do valle pelas enc
ostas
Dos mudos m
ontes
.
Estrutura Externa:
Este poema não nos fala directamente dos feitos de Fernão de Magalhães, mas sim da sua morte, fazendo-se assim uma espécie de contabilização da valia da sua vida.
Fernão de Magalhães foi morto em combate pelos Nativos de Mactan, nas Filipinas enquanto viajava.

No valle clareia uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do valle vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.

Como podemos ver a primeira estrofe do poema é bastante descritiva, apresentando uma caracterização de um ritual, (com “uma dança” que “sacode a terra inteira” e uma “fogueira”) para festejar a morte de Fernão Magalhães, do local onde se passa o ritual (“no valle”), e ainda do momento da acção, á noite, (“escuridão”).



O poema é então constituido:
Ao nivel da metrica: 4 sextilhas . Intercalam-se versos de 4(quadras) , 8 (octossílabo), 9 (Eneassílabo) e 10 (Decassílabo) sílabas
Esquema Rimatico:
aa
b
c
b
c
(Rima
Emparelhada
e
Cruz
ada
)
Estrutura Externa
Estrutura Interna:
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titans, os filhos da Terra
Que dançam da morte do marinheiro
Que quiz cingir o materno vulto-
Cingil-o, dos homens, o primeiro-
Na praia ao longe por fim sepulto.


Na segunda estrofe Fernando Pessoa refere-se aos nativos como “Titãs”. Estes eram, na mitiolgia grega, os deuses da Terra, considerados selvagens. Refere-se novamente à dança, dizendo que é aterradora (“a noite aterra”) e ao ritual, dançado para regozijar da morte de um marinheiro que “quiz cingir o vulto materno”, isto é, que quis dar a volta á Terra. No último verso desta estrofe refere-se que “Na praia ao longe” está sepultado “por fim” Fernão Magalhães.

Estrutura Interna:
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda commanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.

Na terceira estrofe o poeta refere que “a alma ousada / Do morto ainda commanda a armada” ou seja,a força e bravura deste marinheiro ainda influencia o espirito de toda a armada, e o seu espirito nobre e heróico, conduz a sua missão (cercar a Terra) ao sucesso. Os selvagens que comemoram a sua morte desconhecem este facto. Nas estrofes finais, o poeta diz que Fernão Magalhães, mesmo estando morto, conseguiu atingir o seu objectivo, de circumnavegar a Terra.

Estrutura Interna:
Violou a Terra. Mas elles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do valle pelas encostas
Dos mudos montes.


Por fim, na quarta estrofe, refere-se que a viagem que Magalhães iniciou completou-se, “violando” a Terra ao descobrir o seu último segredo. O poeta termina o poema dizendo que os “titãs” não sabem que Magalhães conseguiu, apesar de morto, o seu objectivo, e as últimas estrofes são semelhantes ás primeiras, fala-se do vale, e das sombras que perdem-se nos “mudos montes”.
1ª Estrofe -
"Uma dança sacode a terra inteira."- Hipérbole

"E sombras disformes e descompostas"- Aliteração em "d"

"Em clarões negros do valle vão" - Antítese clarões-negros e Hipérbato.

2ª Estrofe -
"Que quiz
cingir
o materno vulto
Cingil-o
, dos homens, o primeiro" -Repetição







Análise Estilística
"Na praia ao longe por fim sepulto." - Hipérbato

3ª Estrofe -
"Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço." - Paradoxo/Antíteses

4ªEstrofe -
"Violou a Terra." - Hipérbole

"mudos montes." - Hipérbato/Aliteração









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