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A FORMATAÇÃO E O TEXTO PARA A ESCRITA DE ROTEIROS

Escrita na formatação de roteiros
by

Daniel Maciel

on 5 September 2016

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Transcript of A FORMATAÇÃO E O TEXTO PARA A ESCRITA DE ROTEIROS

FORMATAÇÃO E TEXTO PARA A ESCRITA DE ROTEIROS
FORMATAÇÃO

Existem dois tipos básicos de formatação. A partir destes, existem diversas variações, utilizadas por cineastas, emissoras de TV e produtoras, que customizam de acordo com suas necessidades os dois tipos.
Duas colunas

Duas colunas é muito utilizado por produtoras de publicidade e alguns estúdios de animação, além de vídeos institucionais, alguns documentários e etc.

Críticas:

1 - Às vezes o leitor se empolga e tem dificuldade de ir para a coluna de áudio, lendo na vertical (sem parar) a coluna de imagem.

2 – Perde-se totalmente a aproximação entre uma página e um minuto de gravação.


Vantagens:

Sobretudo nos casos de animação, permite-se uma liberdade maior para brincar com cortes e efeitos tanto na parte de imagem como de áudio.

Permite separar totalmente aquilo que é áudio e aquilo que é imagem.

Cena Mestra (Master Scenes)

Leitura é vertical, ou seja, de cima pra baixo, o que vemos e ouvimos estão na sequência da leitura, o que evita ficarmos trocando de coluna, ou em alguns casos esquecer de fazê-lo e perder o fio da ação.

Cada página equivale a aproximadamente 1 minuto
.

Este tipo de formatação não é arbitrário.

Foi sendo desenvolvido pela indústria norte-americana para padronizar e facilitar o processo de produção.

Os cabeçalhos
ajudam a entender que tipo de locação serão utilizados, como e quando, sem o produtor precisar ler o que acontece na cena em um primeiro momento e para facilitar as ordens dos dias.

O diálogo
tem um espaçamento específico, pois sua quantidade é medida de forma diferente daquilo que é descrito e mostrado.

Esta formatação funciona com seus elementos fundamentais e não irei especificar a medida dos espaçamentos, pois os softwares de escrita de roteiro já colocam cada campo dentro de suas especificações.


Apresentação:

CAPA

A capa é um elemento fundamental e muito subestimado por muitos roteiristas. Como tudo que se trata da escrita de roteiros, deve ser contudente, com informações claras sobre o que se trata o trabalho.


Roteiros geralmente são escritos em fonte New Courier, tamanho 12, sem itálicos ou negritos. A história e os acontecimentos devem ser claros por si só, e não por que o roteirista quer dar destaque para essa ou aquela informação. Quando é necessário ressaltar algo, utiliza-se CAIXA ALTA.

Título centralizado,
em fonte maior do que os outros elementos. Se é um longa, curta, média, episódio piloto, de ficção ou documentário.

Se é obra original ou adaptada
. Se é adapatada é adaptada de quê? Biografia de alguém? Livro? Qual?



Direitos e registro:
Se a obra esta registrada, geralmente coloca-se no canto inferior esquerdo o número do registro e onde ele foi feito, no caso brasileiro, na FBN.

Contato:
No canto inferior direito é importante colocar o nome do(s) roteirista(s) com os contatos do mesmo, um ou mais, por exemplo: endereço, telefone, site, celular, e-mail, etc, aquilo que o roteirista achar conveniente, mas é importante ter pelo menos uma forma de contato. Afinal, se alguém ler o roteiro e gostar, como eles irão falar com você?

Nome do(s) roteirista(s).

Qual o
tratamento
e a
versão
do roteiro.

Tratamento:
é quando se muda consideravelmente a história, quando se retira ou se cria um personagem, quando se retira muitas cenas, alterando a estrutura.

Versão:
é quando há correções de português, por exemplo, melhora de cenas que estavam confusas, ou ainda, quando se ajusta cenas que não estavam funcionando, desde que estas não sejam trocadas de lugar.




FORMATAÇÃO

1 - Duas colunas (ou mais)

2 - Cena Mestra
(Master Scenes)


Estas definições são importantes para aqueles que participam do desenvolvimento, como roteiristas, produtores e diretores, e quando se vende um roteiro deixam claro o nível de desenvolvimento do mesmo.
CABEÇALHO

Escrito em CAIXA ALTA, tem a função de localizar a ação e ajudar a organizar a ordem do dia a partir da leitura do roteiro. Três elementos fundamentais.

1.
INT. ou EXT
. Definição se é interna (INT.) ou Externa (EXT.)

2.
Cenário.
Onde ocorre a ação. Geralmente se dá o contexto geral, descrevendo-o do modo rápido e eficiente, levando em consideração apenas os elementos fundamentais do cenário. Geralmente caso a locação seja muito específica, vamos do geral para o específico, por exemplo, se a cena se passa no banheiro da casa de Renato, escreve-se: CASA DE RENATA – BANHEIRO.

3.
Se é dia ou noite
Ainda, dependendo da necessidade, se for MUITO IMPORTANTE dramaticamente, pode-se especificas se se trata de uma aurora, de um crepúsculo, etc. Além disso, esta campo, pode ser complementado se é um flashback, flashfoward ou sequência de montagem.

Parágrafos de DESCRIÇÃO e AÇÃO.

Aqui é onde se escreve o que vemos e ouvimos.

Algumas informações podem ser colocadas aqui, como se é no passado, no futuro (especificar o ano, ou o dia, etc.) Ainda, nos parágrafos podem ser inseridos os INSERTS, sendo um parágrafo específico para cada, por exemplo, uma carta que é lida e o espectador vê a carta e o que está escrito nela, ou uma foto.



Personagem

Este campo é centralizado e basicamente define quem fala.
Também são aceitos alguns comandos entre parênteses depois do personagem:

(V.O.) Para Voice Over – Ou seja, quando o personagem não esta na cena, e a narra de um outro lugar, ou não está na história, ou está no futuro, ou no passado. Geralmente é usado como narração.

(O.S.) O personagem está na cena, mas não é visto no plano, geralmente usado em diálogos onde não vemos o personagem e queremos usar estratégias como suspense e não mostrar quem está falando.

(CONT.) Se o personagem fez uma pausa no que estava dizendo e não há fala de outro personagem antes que ele continua a falar.

Diálogos

O que é dito pelos personagens.

É formatado em uma coluna intermediária entre a dos personagens e os parágrafos de ação e descrição.

Das ou três linhas de diálogo são suficientes, a não ser em casos muito específicos, onde este pode ser alongado.

Diálogos grandes geralmente são explicativos e usados para contar a história, esta que deveria ser contada visualmente.

Em alguns casos utilizam-se também as:

Transições
(Que vão alinhados geralmente à direita do texto).

Usado para cortes muito específicos, fade in, fade out, etc.


Ver algum roteiro disponível na pasta.
O TEXTO
VÍCIOS

Evite começar um roteiro com:

"Nossa história começa assim"
"A cena começa do seguinte modo".

Nunca use os famosos,
“NÓS VEMOS”
e
“NÓS OUVIMOS”
.

Se o som e a imagem estão descritos no roteiro é por que nós os veremos e ouviremos.

PARÁGRAFOS E AÇÕES

Evite muitas ações simultâneas no mesmo parágrafo. Monte a estrutura da cena e escreva as ações levando em consideração a causalidade dos acontecimentos e separe-os, (os
beats
).

Geralmente uso um parágrafo para cada ação e reação (
beat
) ou até mesmo mais uma ou duas, desde que não fique confuso.

SUBSTANTIVOS

No papel, a vivacidade surge do nome das coisas. Substantivos são os objetos, os verbos são as ações.
Para a escrita de roteiros, evite substantivos e verbos genéricos com adjetivos e advérbios anexos, procure pelo verdadeiro nome da coisa:
Qual é melhor?
O carpinteiro USA um PREGO GRANDE
O carpinteiro MARRETA um CRAVO

O policial BATE FORTE na porta
O policial ESMURRA a porta

VERBOS

AÇÃO NO PRESENTE, NO AGORA.

O que precisamos escrever é o que pode ser visto.

90% das expressões verbais não possuem equivalentes fílmicos:

“Ele ficou sentado lá por muito tempo” não pode ser fotografado.
Então, procuramos descrever isto de modo visual.

“Ele tira seu décimo cigarro do maço”, “Ele olha ansioso para seu relógio várias vezes”, “ele boceja, tenta se manter acordado”.

VERBOS SER, ESTAR, HAVER E EXISTIR

Elimine os verbos ser, estar, haver e existir.
"Há uma casa grande".
Se for começo de parágrafo vá direto para o substantivo, e evite os adjetivos: "Uma mansão".
Outro caso:
"João é rico".
Isso não diz absolutamente nada. Mas...
“O motorista abre a porta do carro e o João desce vestido com um terno de 15 mil reais".

VERBO COMEÇAR

“Ele COMEÇA a SE MOVER LENTAMENTE através da sala”.

Começa, geralmente é um verbo desnecessário. É mais simples dizer que ELE SE MOVE, ir direto ao ponto.

Favoreça os verbos mais ativos e específicos e os substantivos mais concretos. Com isso, as descrições ganham mais vida.

GERUNDISMO

Evite toda construção verbal como: “ Ele está andando”, “Ela está pensando”, “Eles vão falando”, quando não forem realmente corretas, há caso em que o gerúndio é a melhor forma da descrição-ação, mas na maioria das vezes ele é um vício de linguagem. Nos casos anteriores podemos simplesmente escrever: “Ele anda”, Ela pensa”, “Eles falam”.

ADVÉRBIOS TERMINADOS EM MENTE.

Ainda, o que é mover-se lentamente? Ele flutua, ele voa, ele anda?

E o advérbio lentamente? Não seria melhor utilizar uma descrição mais precisa? Na ponta dos pés? Passo a passo? Anda se arrastando? Cambaleia?

No mínimo, isto evita rimas desnecessárias entre inúmeros ‘mente”.

FIGURAS DE LINGUAGEM

O roteirista não é necessariamente um poeta. Ele não pode usar metáforas, aliteração, rimas, sinédoque, metonímia, hipérboles, etc.

Um trabalho literário é finalizado dentro de si mesmo.

Um roteiro espera por uma câmera, por atores, por editores e outros profissionais, além disso, precisa manter a essência daquilo que chegará ao público.


Cuidado, elimine toda a metáfora ou símile que não passe no teste: “o que eu vejo (e/ou escuto) na tela?"


“Uma árvore é uma árvore”.

“Como se” é uma expressão muito difícil de ser filmada.

Por exemplo:

Ele passa pela porta “como se”...

Ou ele passa pela porta ou não passa.

Em casos extremos o “como se” pode ser utilizado. Por exemplo:

“João se abaixa e pula duas vezes como se fosse um sapo”.

Softwares de formatação
Final Draft

Magic Screenplay

StoryWriter da Amazon

Story Touch

Celtx

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