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Hermeneutica

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Fabio Vilela

on 8 March 2013

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Transcript of Hermeneutica

Pr. Pedro Estrella Hermenêutica Introdução Ilustração do tesouro “Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.”
Hebreus 5:14 A importância de seu estudo Hermenêutica Bíblica Significado Interpretar Hermenêutica é uma ciência Classificação lógica e organizada das “leis” da interpretação Hermenêutica é uma arte É um conhecimento que exige habilidade para aplicar as “leis” às passagens da Bíblia Não pode simplesmente ser aprendida numa sala de aula, mas é consequência de uma prática constante É de fundamental importância aprender as “leis” da hermenêutica bem como a arte de aplica-las, não sendo portanto uma aplicação mecânica e rígida das “leis”, para não causar uma distorção do verdadeiro sentido do texto Ao estudar a Bíblia precisamos depender de Deus e não apenas de princípios hermenêuticos de origem humana, é necessário “revelação” Exegese é a aplicação dos princípios e regras da Hermenêutica na interpretação das Sagradas Escrituras. “cada um tem a sua própria interpretação da Bíblia” Alguns comentários “as três coisas que nunca se chega a um acordo, são futebol, religião e política” Se afirmações assim são corretas então não tem sentido o estudo da Bíblia. Se um individuo pode fazer a Bíblia dizer o que ele quer que ela diga, então a Bíblia não é confiável Pessoas variadas Circunstâncias em que a Bíblia foi escrita Sacerdotes Poetas Profetas Guerreiros Sábios Pescadores Tempos diferentes Lugares diferentes Apesar dessa diversidade, podemos encontrar na Bíblia uma perfeita unidade de pensamento Exegese Devocional O que ele significa? O que ele significa para mim? Como compartilhar com você o que ele significa para mim? Homilética Estudo do Cânon Estudo do Textual Crítica Histórica Exegese Teologia Bíblica Teologia Sistemática Bloqueios para a interpretação Bloqueio Histórico Bloqueio Cultural Bloqueio Linguístico Bloqueio Linguístico Falsos Princípios de Interpretação Princípio da interpretação moralista Princípio da interpretação individualista Princípio de interpretação modernista Princípio de interpretação política Princípio de interpretação doutrinaria Princípio de interpretação literalista Resumo O estudo da hermenêutica divide-se em hermenêutica geral e especial. Como estudar hermenêutica Hermenêutica geral
É o estudo das regras de interpretação do texto bíblico inteiro, ou seja a Bíblia toda Hermenêutica especial
É o estudo das regras que se aplicam a gêneros específicos como parábolas, profecias, alegorias e tipos Vamos estudar a Hermenêutica geral em três grupos distintos: Como estudar hermenêutica Princípios gerais
Princípios teológicos
Princípios gramaticais Hermenêutica especial: Como estudar hermenêutica Profecia
Parábolas
Alegorias
Tipos O Princípio da Regeneração Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 1 Cor. 2:14 Com esta regra queremos dizer que se você deseja conhecer a Bíblia, precisa antes conhecer o autor da Bíblia "Certamente a palavra da Cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (I Cor 1:18) Esse é em um princípio básico para todo aquele que quiser compreender as coisas espirituais Todo homem nasce morto em seu espírito e precisa receber a vida de Deus dentro de si O indivíduo pode ser educado, erudito, culto e eloqüente, mas o conteúdo espiritual das escrituras lhe será completamente oculto, enquanto os seus olhos espirituais não tiverem sido abertos mediante o novo nascimento Existem duas maneiras de se aprender uma verdade espiritual:
Pela mente
Pelo espírito Logos e Rhema O Logos é a palavra escrita. Ela contém o que Deus falou por intermédio dos Apóstolos e Profetas pelo Espírito Santo. O que Deus uma vez falou está registrado nas escrituras. É esta a Palavra que nós ministramos. Por isso precisamos estar familiarizados com esta palavra e saber como interpretá-la O Rhema é a palavra vivificada em nós pelo Espírito Logos e Rhema A palavra escrita (logos) precisa ser transformada em palavra viva. A base para termos o Rhema é o Logos. Sem o Logos não podemos ter o Rhema A nossa atitude para com a palavra escrita Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra (logos); e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. João 14:23 Lembrai-vos da palavra (logos) que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. João 15:20 Santifica-os na verdade; a tua palavra (logos) é a verdade. João 17:17 E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra (logos). Atos 6:4 Crescia a palavra (logos) de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé. Atos 6:7 Preservando a palavra (logos) da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente. Filipenses 2:16 Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra (logos) da verdade. 2 Timóteo 2:15 Prega a palavra (logos), insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. 2 Timóteo 4:2 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra (logos) e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Tiago 1:22 Porque a palavra (logos) de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. Hebreus 4:12 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. Colossenses 3:16 ... Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno. 1 João 2:14 O fundamento de toda a revelação é a palavra que temos em nossas mãos. O logos é o combustível para o rhema Isaías 7:14 Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. Logos e Rhema Mateus 1:23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Textos sobre o “Rhema” Is 7:14 (logos) se tornou rhema em Lc 1:38 Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante. Lucas 22:34 ... E Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Lc 22:61 Jesus avisou a Pedro (logos) e Pedro lembrou-se do aviso (rhema) REGRA Só quem nasceu de novo pode realmente compreender a Palavra de Deus.
Não há verdadeira interpretação sem que primeiro haja regeneração.
Mesmo com a vida de Deus, é necessária a Palavra escrita + revelação
Logos + revelação = Fé O Princípio da Autoridade da Bíblia Para que possamos interpretar corretamente a Bíblia é fundamental que a aceitemos como sendo a Palavra de Deus, absolutamente infalível, perfeita e corretamente inspirada em cada detalhe abordado Precisamos aceitar a Bíblia inteira como a autoridade final sobre cada assunto ali tratado “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” 2Tm 3.16 A Bíblia diz ao seu próprio respeito, a Escritura é inspirada por Deus. Em outras palavras, a escritura foi “soprada por Deus” e por isso ela possui autoridade A Bíblia é inspirada no seguinte sentido: Homens, movidos pelo Espírito, escreveram palavras sopradas por Deus, as quais são a fonte de autoridade para a fé e para a prática na vida cristã Processo de inspiração Causalidade Divina Mediação Profética Autoridade Escrita Evidências da inspiração da Bíblia Evidências Internas a) A evidência da autoridade que se autoconfirma b) A evidência do testemunho do Espírito Santo c) A evidência da capacidade transformadora da Bíblia d) A evidência da unidade da Bíblia Evidências Externas a) A evidência baseada na historicidade da Bíblia b) A evidência do testemunho de Cristo c) A evidência da profecia d) A evidência da influência da Bíblia e) A evidencia da indestrutibilidade da Bíblia f) A evidência oriunda da integridade de seus autores Inspiração x Revelação A inspiração garante que o ensino é infalível, a revelação ou iluminação por sua vez é um conhecimento vivo, gerado pelo Espírito Santo sobre a Palavra inspirada das escrituras Provas Bíblicas da Inspiração a) As expressões que a Bíblia emprega para descrever as funções proféticas implicam necessariamente a idéia de uma inspiração divina direta (Is 8:11; Jr 15:17; Ex 1:3; 3:22; 37:1) b) Os profetas iam ao povo conscientes de que o que estavam falando era a Palavra do Senhor. Daí as expressões: "Assim diz o Senhor"; Ouvi a palavra do Senhor"; Assim me mostrou o Senhor", "Veio a palavra do Senhor..." c) A Bíblia ensina a inspiração da Palavra escrita em II Timóteo 3:16 d) Há muitas citações no Novo Testamento que indicam Deus e as escrituras como os que falam Em Hebreus 1:5-13, são citadas sete palavras do Velho Testamento que se diz haverem sido proferidas por Deus (II Sm 2:7; II Sm 7:14; Dt 32:43 ou Sl 97:7; 104:4; 45:6-7; 102:24-27 e 110:1) Em algumas destas passagens Deus está falando e em outras não. As próprias escrituras são atribuídas como palavra de Deus em Hebreus FAZER VEM ANTES DE SABER João 7:17 Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo Sabemos que o Senhor é Cristo depois de obedecê-lo Sabemos que a Palavra é de Deus depois de nos submetermos a ela Teorias da Inspiração Ortodoxia A Bíblia é a Palavra de Deus Modernismo (liberalismo): A Bíblia contém a Palavra de Deus Neo-ortodoxia: A Bíblia torna-se a Palavra de Deus A Bíblia é Seu próprio intérprete Quando você estudar a Bíblia, deixe-a falar por si mesma. Não lhe acrescente nem lhe subtraia nada. Deixe que a Própria Bíblia seja o seu próprio comentário comparando escritura com escritura Conferindo coisas espirituais com espirituais. (I Cor. 2:13) O primeiro intérprete da Palavra de Deus foi o Diabo em Gn 3:1-5 Satanás não negou as palavras que Deus dissera em Gn 2:16-17. Em vez disso torceu-as, dando-lhes um sentido que não tinham Esse tipo de erro dá-se por omissão ou por acréscimo Omissão é citar apenas a parte que lhe convém e deixar de lado o restante. Quando disse: "É certo que não morrerás",ele estava omitindo de propósito a morte espiritual Acréscimo é dizer mais do que a Bíblia diz. Em sua conversa com Satanás, Eva acrescentou algo ao que Deus disse: acrescenta a frase: "nem tocareis nele"(3:3) Temos ouvido dizer que com a Bíblia se prova o que se quer. A má vontade, a incredulidade, a preguiça e a ignorância das regras de interpretação, provará o que se queira, mas a Bíblia nunca provará o que difere da vontade de Deus Se tal falácia fosse verdade então a Bíblia não teria nenhum sentido ou mensagem para nós A Bíblia se explica a si mesma Se você se deparar com um texto obscuro aplique esse princípio e deixe que a própria Bíblia se esclareça O princípio da primazia bíblica Definição Interprete a experiência pessoal à luz da Escritura, e não a escritura à luz da experiência pessoal “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhinhas caducas..." (I Tm 4:7) A experiência pessoal é parte importante da vida cristã, mas você deve ter o cuidado de mantê-la em seu lugar próprio Conquanto você aprenda da experiência, nunca julgue a Bíblia sobre a base da experiência Perigos Primeiro perigo Alguém disse ter tido uma experiência espiritual onde anjos lhe apareceram. Depois disso passa a acrescentar coisas ao ensino bíblico Paulo afirma aos Gálatas: "Ainda que um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema". (Gl 1:18) Segundo perigo Interpretar uma orientação particular do Espírito Santo dada a você como sendo uma orientação para todos O Espírito pode tê-lo orientado a não se casar, mas isso não significa que agora todos devam permanecer solteiros Terceiro perigo Tentar adaptar o texto bíblico para se adequar à própria experiência Depois de tentar expulsar um demônio e falhar, você pode começar a reinterpretar Lucas 10:19 dizendo que Jesus deu autoridade somente aos apóstolos Entenda isso A Bíblia não diz que, porque tal coisa aconteceu, isto tem de ser verdade. Em vez disso, afirma justamente o oposto. Porque algo é verdadeiro, uma coisa particular aconteceu Por exemplo, o Novo Testamento não ensina que, porque Jesus curou os enfermos, Ele é Filho de Deus. Antes, porque ele é o Filho de Deus, ele libertou os enfermos O princípio do Exemplo Bíblico Definição Os exemplo bíblicos só devem ser seguidos quando amparados por uma ordem Todas as vezes que um exemplo é respaldado por uma ordem bíblica você deve segui-lo. Caso não haja esse respaldo da ordenança, você fica desobrigado Veja por exemplo a vida de Jesus. Sem dúvida ele é o nosso modelo maior a ser seguido, mas não precisamos seguir tudo o que ele fazia no cotidiano Jesus usava túnica, calçava alpargatas, viajava grandes distâncias a pé e sua condução era, no máximo, um jumento; e nunca se casou Nunca saiu dos limites de Israel (exceto em sua infância para fugir de Herodes). Também não precisamos falar o mesmo tipo de linguagem que Jesus usou do tipo: (na verdade na verdade te digo...) Está claro que não se espera que você siga o exemplo de Jesus em áreas como essas 1. Um exemplo bíblico pode confirmar o que você pensa que o Senhor o está orientando a fazer Você sente convicção que o Senhor deseja que você fique solteiro pelo resto da vida. Apesar da pressão, você pode sentir paz porque sua decisão é amparada no fato bíblico de que Jesus nunca se casou 2. Um exemplo bíblico pode ser uma rica fonte de aplicações à sua vida Suponha que você esteja lendo Marcos 1:35 que diz que Jesus orou de madrugada. Depois de ler você conclui que o melhor é orar também de madrugada. Todavia esse é apenas um exemplo bíblico e não uma ordem A Bíblia manda orar (I Ts 5:17), mas em lugar algum diz que deve ser de manhã cedo. Mas você faz bem em segui-lo O princípio das Promessas Bíblicas Definição As promessas de Deus em toda a Bíblia estão disponíveis a todos os crentes de todas as gerações por meio do Espírito Santo Você pode reivindicar uma promessa fora do seu contexto histórico, contanto que seja fiel ao que diz e significa a passagem É fundamental ter uma atitude adequada ao abordar as promessas de Deus.
A “caixinha de promessas” não é o meio correto de Deus falar conosco.
Abrir a Bíblia e colocar aleatoriamente o dedo em algum lugar, tampouco é um meio confiável de se ouvir a Deus As promessas são para ajudar-nos a fazer a vontade do Senhor não para ajudá-lo a fazer a nossa A questão não é apropriar-se de uma promessa em si, mas descobrir a vontade de Deus Há dois tipos de promessas que se acham na bíblia 1. Promessas Gerais São feitas pelo Espírito Santo a todos os crentes. Quando foram escritas pelo autor não visavam a nenhuma pessoa ou época em particular. Elas são gerais, isto é, destinadas a todas as pessoas de todas as gerações 2. promessas especificas São feitas pelo Espírito Santo a indivíduos específicos em ocasiões específicas.
Como as promessas gerais, as específicas são-lhe disponíveis de acordo com a direção do Espírito Santo.
A diferença é que as promessas específicas têm de ser feitas pelo Espírito Santo especificamente As promessas específicas são muito mais subjetivas do que as promessas gerais. As promessas específicas estão disponíveis para você, mas não lhe pertencerão, a não ser que lhe sejam dadas por Deus As promessas específicas são dadas freqüentemente para orientação e bênção Promessa é compromisso de Deus de fazer alguma coisa, e requer sua resposta de fé em forma de obediência Às vezes essa obediência significa esperar que o Senhor faça o que Ele prometeu. Outras vezes significa lançar-se ao desconhecido e enfrentar os riscos com fé As promessas de Deus constituem o fundamento da expressão da fé Suponhamos que você responda à promessa e ela não se cumpre. A que conclusões pode chegar? Há três possibilidades:
1. Deus o deixou na mão.
2. Você errou ao reclamar a promessa.
3. A promessa se cumprirá numa ocasião posterior e/ou de um modo que você não espera O princípio do Contexto Histórico e Geográfico Definição Para se interpretar o texto da escritura é necessário distinguir o contexto histórico e geográfico Quando estudar uma passagem, bombardeie o texto com questões como:
A quem foi escrita a carta ou o livro?
Qual foi o quadro de fundo do autor?
Quem são as principais personagens do livro?
Quais eram os interesses das pessoas?
Como Deus via a sua situação? Nem sempre você obterá do próprio texto todas essas informações que chamamos de contexto histórico e geográfico Devemos recorrer nestas circunstâncias aos estudos de história bíblica e Geografia bíblica É necessário um pouco de conhecimento da história dos povos bíblicos. Isto nos habilita a compreender muitas das narrativas bíblicas Sem conhecimentos históricos e geográfico torna-se muito difícil compreender livros como Reis, Crônicas, Esdras e Neemias Também todos os livros proféticos exigem, para sua interpretação, uma compreensão do fundo histórico e geográfico Para facilitar a determinação do contexto histórico-cultural e geográfico de um texto ou livro, pode-se fazer algumas perguntas:
1. Qual o ambiente histórico em que o escritor fala?
2. Qual a finalidade do seu livro?
3. Quais costumes podem esclarecer o significado de determinadas ações?
4. Quem foi o autor e qual era a circunstância em que ele escreveu o livro?
5. Para quem estava escrevendo (crente, incrédulos, apóstatas ou crentes que corriam perigo de tornarem-se apóstatas)? O princípio da interpretação Cristocêntrica Definição É o princípio pelo qual toda a Escritura é interpretada em relação ao seu centro – Cristo A base para esse princípio é o fato de que Cristo é a pessoa central da Bíblia Toda a palavra escrita gira em torno de quem é a Palavra viva. Sua pessoa e seu trabalho é o tema da revelação de Deus escrita Na roda da revelação divina Ele é o eixo, e todas as verdades são como raios que apontam para Ele. A verdade disto é melhor expressa nos seguintes versos: Hebreus 10:7: “Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito)...” João 5:39: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” Lucas 24:27: “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” Lucas 24:44: “importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Atos 10:43: “Dele todos os profetas dão testemunho...” João 1:45: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José.” Veja Também João 1:1, 14; 5:46,47; Mateus 5:17, 18; Atos 3:18, João 14:6 com 17:17 Todas estas Escrituras atestam o fato de que a Bíblia é centrada em Cristo, e Ele é a encarnação viva da palavra escrita Como Deus é o autor das Escrituras Ele foi capaz de centrar todos os assuntos em torno da pessoa e obra de Seu Filho: “para em todas as coisas ter a primazia” (Colossenses 1:18) Princípios Teológicos O objetivo dos princípios teológicos de interpretação é estabelecer se um ensino ou doutrina são realmente bíblicos Esses princípios normalmente obedecem a métodos indutivos e dedutivos de interpretação O que é o método indutivo? O raciocínio indutivo é o processo de raciocinar das partes para o todo Se, por exemplo, você tivesse estudando indutivamente a doutrina da igreja (eclesiologia), trataria de achar todas as passagens sobre o assunto, estudaria cada uma, e então as juntaria todas para formular a sua conclusão Este método aborda o estudo olhando para o todo e chegando a conclusões quanto às peças menores. Do quadro completo você pode concluir certas coisas acerca das peças individuais Uma vez que chegamos a conclusões gerais pelo processo indutivo podemos entender as partes pelo método dedutivo O raciocínio dedutivo é o processo de raciocinar do geral para o particular Primeira Premissa - Se pedimos de acordo com a Sua vontade, Deus nos ouve (I Jo. 5:14-15).
Segunda Premissa - A santificação está de acordo com a vontade de Deus (1 Ts 4:3).
Conclusão - Quando oramos por nossa santificação, Deus nos ouve. Veja um exemplo de raciocínio dedutivo: Em regra a primeira premissa de um estudo dedutivo só pode ser feita depois que o estudo indutivo o tenha levado a compreender em que consiste a premissa e o que significa O estudo indutivo da Bíblia é extremamente importante porque nos ajuda a definir o conteúdo de nossa fé Primeira Premissa - Deus é Deus de vivos.
Segunda Premissa - Deus é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Conclusão - Abraão, Isaque e Jacó estão entre os que vivem Jesus usou o raciocínio dedutivo em Mc. 12:26-27 Primeira Premissa - Os crentes devem ser semelhantes a Cristo.
Segunda Premissa - Cristo fazia devoções de manhã bem cedo (Marcos 1:35).
Conclusão - O crente deve fazer devoções de manhã bem cedo Outro exemplo: Lembre-se, porém, de que, os exemplos bíblicos só têm autoridade quando apoiados por uma ordem O princípio do contexto Definição É o principio pelo qual a interpretação de qualquer versículo é determinada mediante a compreensão do seu contexto A palavra “contexto” é composta por duas palavras Latinas: “con”, que significa “junto” e “texto”, que significa “tecido”. Contexto portanto indica algo que é tecido em conjunto Na literatura, contexto refere-se à ligação de pensamento que existe entre uma parte e a totalidade de um escrito Com respeito à Escritura, indica a relação de uma passagem bíblica com toda a Bíblia, com o Testamento, com o livro onde se encontra, ou mesmo com o capítulo Um dos mais antigos princípios da hermenêutica, é este: “a Escritura interpreta a Escritura.” Isso nos mostra que, o Espírito Santo irá usar a própria Bíblia para explicar a Bíblia. Isso ressalta o valor do princípio do contexto como o “mais importante principio da hermenêutica”. O contexto da Escritura pode ser dividido em quatro categorias:
A. O Contexto da totalidade da Escritura
B. O Contexto do Testamento
C. O Contexto do Livro
D. O Contexto da Passagem Como aplicar Toda interpretação bíblica deve levar em conta o princípio do contexto Os quatro níveis de contexto devem ser sempre considerados e uma ênfase adequada deve ser colocada em cada um deles Um versículo nunca deve ser retirado de seu lugar em uma passagem e nem receber uma interpretação estranha ao significado do seu contexto Exemplo Mateus 10:9-10 Alguns interpretam esse texto dizendo que um ministro não deve nunca ter qualquer provisão com ele quando viaja. Mas pelo contexto, Jesus enviou os doze para uma missão específica Se interpretarmos essa ordem para se referir a todos os ministérios cristãos, teríamos de concluir também que a pregação aos gentios e os samaritanos é proibida, e somente deveríamos pregar para a casa de Israel Ao utilizar o princípio do contexto, temos de usar sempre as declarações claras das Escrituras para interpretar aquelas mais obscuras Exemplo
Sl. 115:17 / Ec. 9:5 Estes versos obscuros sobre o estado dos mortos devem ser interpretadas à luz dos claros ensinamentos de Jesus em Lucas 16:19-31 O princípio do contexto pode ser usado para resolver problemas e aparentes discrepâncias nas Escrituras Exemplo
Jeremias 32:4 e 34:3 parecem contradizer Ezequiel 12:13 Como poderia Zedequias ir à Babilônia, ver o rei da Babilônia, e ainda assim não ver Babilônia? A resposta está no contexto de II Reis 25:6,7. Zedequias viu o rei da Babilônia em Jerusalém, teve seus olhos furados e, em seguida, foi levado cativo para Babilônia Demonstração Hebreus 10:38 – “todavia, o meu justo viverá pela fé”. Vamos considerar este versículo à luz do seu contexto nos quatro níveis A. O contexto da Passagem (Hb 10:19-12:2) O tema desta passagem é a “fé”. Essa é a palavra-chave na passagem, utilizada vinte e sete vezes B. O Contexto do Livro O objetivo do livro de Hebreus é mostrar a superioridade de Cristo em relação a todas as revelações anteriores. A mensagem principal é que o sacerdócio de Cristo é superior ao sacerdócio Araônico. O objetivo do livro é a fé em Cristo como o mediador entre Deus e o homem C. O Contexto do Novo Testamento Porque Cristo veio, Ele é aquele a quem todo o Antigo Testamento apontava. O tema do Novo Testamento é a fé n’Ele. A frase que estamos analisando ocorre em Romanos 1:17 que enfatiza justificação pela fé em contraste com as obras, e também em Gálatas 3:11, que enfatiza a vida pela fé em contraste com a vida pela lei D. O Contexto do conjunto das Escrituras A Bíblia como um todo revela que é o pecado da incredulidade que impede o relacionamento do homem com Deus e que só através da justiça que é pela fé o homem pode ser justificado diante de Deus. Quer debaixo da lei ou da graça o homem somente pode viver pela fé. A primeira menção dessa frase está em Habacuque 2:4 O princípio da primeira menção Definição O Princípio da Primeira Menção é aquele princípio pelo qual a interpretação de qualquer versículo é auxiliada por considerarmos a primeira vez em que o seu tema aparece nas Escrituras A primeira vez em que uma palavra, uma frase, um objeto ou um incidente é mencionado nas escrituras fornece a chave de seu significado em qualquer lugar da Bíblia Em geral, a primeira vez que algo é mencionado nas Escrituras traz consigo um significado que vai ser consistente ao longo de toda a Bíblia Esse princípio pressupõe a idéia de que a Bíblia é um livro completo, ao invés de meramente uma compilação de livros Esse princípio pode ser ilustrado em seis áreas principais que envolvem a utilização do princípio da primeira menção (a) princípios (b) eventos,
(c) símbolos (d) pessoas,
(e) locais (f ) profecia Exemplo de “princípio” Geralmente, a primeira menção de um princípio é para ser visto mais em sua demonstração do que em palavras Por exemplo, apesar de Gênesis 15:6 ser a primeira menção da palavra “crer”, o princípio de fé é demonstrado em Gênesis 3:20-21. Então, a primeira menção de fé deve ser considerada em Gênesis 3, em vez de Gênesis 15 Na primeira menção Deus nos dá uma demonstração de um princípio que apresenta uma verdade em forma de semente Gênesis 1:1 a 3 - Primeira menção do princípio da união do Espírito e da Palavra.
Gênesis 1:27, 28 - a primeira menção do princípio da realeza e do domínio.
Gênesis 3:21 - A primeira menção do princípio do sacrifício substitutivo Exemplo de “Profecia” A primeira menção de um tema profético, nos revela a verdade dada em forma de semente Gênesis 3:15 - Primeira profecia messiânica mencionada.
Gênesis 12:2, 3 - Primeira profecia da aliança Abraâmica mencionada.
Gênesis 25:23 - Primeira profecia mencionando Esaú que é Edom Aplicação A. O primeiro passo para utilizar o princípio da primeira menção é localizar com precisão a primeira menção na Bíblia a respeito do tópico pesquisado B. Lembre-se que o princípio da primeira menção não se refere apenas à primeira menção de uma palavra na Bíblia, assim tente descobrir se o princípio dessa palavra tem sido demonstrado antes da sua utilização C. Nenhuma menção posterior de um assunto deve ser utilizado para contradizer ou violar o que está na primeira menção D. Esse princípio pode ser utilizado em relação a todos os assuntos, mas não deve ser demasiadamente enfatizado E. O princípio da primeira menção nunca deve ser usado sozinho para interpretar um versículo, uma vez que é insuficiente para uma completa interpretação Demonstração A. princípios Romanos 3:24,25: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé...”. O tema destes versos é justificação pela graça através da fé no sangue de Jesus. A interpretação destes versos é grandemente ajudada quando consideramos a primeira menção desse princípio em Gênesis 3:21 Com o queda do homem, Deus veio e na sua graça executou a pena de morte sobre uma vítima substitutiva D. Pessoas Apocalipse 20:2: “Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos.” O assunto deste versículo é a pessoa de Satanás. Ele é mencionado como a antiga serpente e uma sentença é pronunciada contra ele. A primeira menção dele é encontrada em Gênesis 3:1-15. Assim, a primeiro menção em Gênesis nos permite compreender o pleno significado do versículo em Apocalipse F. Profecia Isaías 7:14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” O assunto deste versículo é uma profecia da encarnação. A primeira menção dessa profecia está em Gênesis 3:15, onde a semente da mulher é mencionada. Esta profecia implica no fato de que o messias deveria nascer da virgem. Assim primeira menção em Gênesis nos auxilia na interpretação da profecia de Isaías
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