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Fundamentos das Atividades com Bola

2013

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Fundamentos das atividades com bola
O que se ensina e como se ensina esportes hoje?
O ensino dos jogos tem privilegiado a transmissão das técnicas de forma descontextualizada.

Os comos e os quandos no ensino dos jogos
(Amândio Graça)

- Método analítico-sintético
- Ênfase na técnica
O que e como ensinar esportes?
Perspectivar a formação dos alunos,
pautada em 3 parâmetros:
1. Praticantes
2. Espectadores
3. Consumidores
Praxiologia Motriz:
teoria que estuda as práticas motrizes
a partir das ações motrizes e da lógica
interna e externa dessas práticas.

Dimensões atitudinal,
conceitual e procedimental

O saber ser/conviver
Indisciplina como revolta ou desconhecimento de regras?
Arbitrar os jogos ou não?
“Cavar faltas é um recurso. (...) Se foi falta ou não, é o juiz quem tem que dizer”.
(Neymar após amistoso contra Holanda)
Dimensão atitudinal
O saber fazer
Dimensão procedimental
O saber sobre
Dimensão conceitual
Procedimental (fazer) – habilidades, destrezas, técnicas, procedimentos, etc.;
Conceitual (conhecer) - fatos, conceitos e princípios;
Atitudinal (ser / conviver) – normas, valores e atitudes.
DIMENSÕES DOS CONTEÚDOS
CAI
CAI
Esportes sociomotrizes
apenas com companheiros
CAI
CAI
Esportes psicomotrizes
(ação motriz solitária)
CAI
Forma como ficou conhecido o sistema de classificação dos jogos/esportes de Parlebas, referente aos critérios:
C (Cooperação); A (Adversário); I (Incerteza)
Lógica interna
CAI
CAI
Esportes sociomotrizes
com companheiros e adversários
CAI
CAI
Esportes sociomotrizes
apenas com adversários
Sistema de classificação dos esportes
Fernando J. González

Critério de relação de cooperação
Esportes colaborativos
ou coletivos

Esportes individuais
Critério de oposição
Esportes com
interação com
adversário
Esportes sem
interação com
adversário
Possibilidade de classificação dos esportes (Letpef – baseado em González, 2004)
Esportes de invasão
Esportes de rede divisória ou parede de rebote
Esportes de combate ou luta
Esportes de combate ou luta: aqueles caracterizados como disputas em que o oponente deve ser subjugado, com técnicas, táticas e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização ou exclusão de espaço, em ações de ataque e defesa.
Esportes de campo e taco: aqueles que têm como objetivo colocar a bola longe dos jogadores do campo, a fim de percorrer espaços determinados conseguindo mais corridas que o adversário.
Esportes de rede/quadra dividida ou muro: aqueles que têm como objetivo lançar um móvel em setores onde o adversário seja incapaz de alcançá-lo ou forçá-lo a errar.
Esportes de invasão ou territoriais: aqueles que têm como objetivo invadir o setor defendido pelo adversário, procurando atingir a meta contrária para pontuar, protegendo simultaneamente sua própria meta.
Classificação das modalidades com interação com o adversário
Esportes estéticos (ou técnico-combinatórios)
Esportes de marca
3
Esportes de marca: aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é um registro quantitativo de tempo, peso ou distância (dados mensuráveis).
Esportes estéticos: aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é a qualidade do movimento segundo padrões técnico-combinatórios.
Esportes de precisão: aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é a eficiência e eficácia de aproximar um objeto ou atingir um alvo.
Classificação das modalidades sem interação com o adversário
Como se diferenciam?
Esportes de campo e taco
2
Para os esportes sem interação o critério utilizado é o tipo de desempenho motor comparado para designar o vencedor.

Para os esportes em que há interação, o critério de classificação liga-se ao objetivo tático da ação ou exigência que é colocada aos participantes pela modalidade para conseguir o propósito do confronto esportivo.
Lógica da comparação de desempenho e princípios táticos
Esportes de precisão
Da observação e avaliação dos comportamentos e decisões dos alunos em jogo se retira o quadro de problemas a trabalhar em contextos parcelares, criando situações de exercitação que acentuem uma das estruturas parciais do jogo (redução do número de jogadores, restrição de zonas de ação, delimitação do quadro de possibilidades; são formas de simplificar a leitura das situações).
Esta forma de jogo deverá:
1. preservar a autenticidade do jogo; 2. contemplar os elementos estruturais idênticos ao jogo (finalização/contrariar finalização; criar/impedir oportunidades de finalização; construir/impedir construção de ataque); 3. ter sempre presente as relações de cooperação/oposição, ou seja de ligação de ações entre ataque e defesa; 4. estabelecer uma dinâmica em que o fluxo entre as fases de ataque e defesa sejam naturais; 5. não condicionar a execução dos alunos a situações de resposta fechada.
OBRIGADO PELA ATENÇÃO DE TODOS E TODAS!!!
osmar@ufscar.br
Ensinar futebol (esporte - práticas corporais) a todos(as);
Ensinar bem o futebol (esporte - práticas corporais) a todos(as);
Ensinar mais do que o futebol (esporte - práticas corporais) a todos(as);
Ensinar a gostar do esporte (práticas corporais).


FREIRE, J. B. Pedagogia do futebol.Campinas: Autores Associados, 2006.
1. Representação gráfica da colocação ou movimentação dos jogadores e da bola;
2. realização em movimento lento de ação ofensiva ou defensiva;
3. equacionar com alunos a resolução de dada situação;
4. parar o jogo, retomar situação e confrontar resposta do aluno com a mais adequada;
5. participar do jogo para regular movimentação e facilitar interpretações de situações de jogo;
6. analisar e resumir a forma como os alunos estão jogando, evidenciando falhas e avanços e suas causas;
7. interpelar aluno sobre interrupção do jogo (erros e violações).
7 estratégias para o professor melhorar o ensino do jogo:
1. Criação de envolvimento social na aula que sensibilize os alunos para a importância da leitura de jogo.
2. Confrontar os alunos com os problemas do jogo.
3. Promover a compreensão e a aplicação dos conceitos do jogo (requer do aluno interpretação das situações a aplicação das noções que possui).
Necessidade do professor intervir ativamente no momento do jogo, fornecendo ensino explícito e assumindo papéis desempenhados habitualmente pelo treinador.
Características das estratégias para o ensino dos jogos
1. Simplificação do jogo formal em formas modificadas de jogo.
2. Relação entre formas de exercitação e formas de jogo.
3. Modo de integrar formas de exercitação e formas de jogo no decurso da instrução.

Baseia-se em formas modificadas de jogo, mais simples, adequada aos níveis de interpretação dos alunos e facilitadora da aquisição de conceitos e competências para o bom jogo neste nível.
Um modelo para o ensino do jogo (Amandio Graça)
O paradigma a ser superado
Neste instante, ensina-se nas aulas atividades por atividade.
Nossa situação na Educação Física é equiparada a um aluno da teoria musical que tivesse que aprender música por música. (João Ribas – Motriz – 2005)
Ensino centrado na técnica e suas limitações: O exemplo do arremesso errado que dá certo
Modelo pendular
Técnica X Tática
De forma reducionista podemos dizer que são dois os grandes métodos utilizados no ensino esportivo hoje em dia: os métodos tradicionais e os métodos ativos.
TRADICIONAIS: seguem uma progressão da técnica para a tática.
ATIVOS: partem do jogo global e da aprendizagem que o sujeito tem neste jogo (da tática para a técnica).
A técnica seria o “modo de fazer” e a tática, “as razões do fazer” e, obviamente, uma não existiria sem a outra. O que justifica o “fazer técnico” é sua utilidade e seu objetivo no curso de um jogo.
ACABOU?
Só esta diversificação já permite o avanço?
Diversificar por diferentes lógicas permite a provável adesão e identificação dos alunos com alguma das lógicas.
Mas além desta ampliação dos sentidos, é importante focar no método de ensino das práticas motoras, de modo a permitir que o aluno constitua-se em um jogador minimamente competente, cooperativo e inteligente. Perspectivando assim experiências bem sucedidas em relação aos jogos esportivos.
O ensino do jogo não deverá ser perspectivado como a aquisição de um somatório de habilidades isoladas que se autojustificam.
O professor deverá ser capaz de tratar didaticamente a matéria de ensino dos jogos, estruturar e sequenciar os conteúdos, de modo que os alunos se confrontem com tarefas ajustadas às suas possibilidades, e com apoio e ensino ativo do professor, possam ter acesso a níveis superiores de compreensão, interpretação e participação no jogo.
Conclusão
Futebol 3x3:
Modelo compreensivo para o ensino dos Jogos Esportivos Coletivos
Metodologia baseada nos jogos modificados, que enfatizam a cooperação e os jogos orientados para maximizar os resultados e as recompensas para todos os alunos por meio de ações coordenadas do grupo.
É fundamental que estes jogos reproduzam a lógica interna do esporte que se pretende ensinar.
OFENSIVOS:
conservação individual e coletiva da bola;
progressão da equipe e da bola em direção ao alvo adversário e
finalização da jogada, visando à obtenção do ponto.

DEFENSIVOS:
recuperação da bola;
impedir o avanço da equipe adversária e da bola em direção ao alvo que defende e
proteção deste alvo, visando impedir a finalização da equipe adversária.
Princípios operacionais dos jogos/esportes de invasão
O dom de jogar bola
Brasileiros já nascem sabendo jogar futebol: mutação genética ou dom divino!
As categorias e significados do dom
O EMBATE ENTRE O NATURAL E O ADQUIRIDO
A influência cultural e todos os aprendizados precisam ser considerados como fundamentais e não simples complementos do dom.
Giglio et. al. (2008)
- Horizontes Antropológicos
Conceito de dom situado no campo da fé impossibilita sua comprovação concreta.
INTRODUÇÃO /
O CARÁTER MÁGICO DO DOM
Exemplo dos gêmeos: experiência apenas não explica o sucesso/fracasso.
Dom talento (predisposição inata) X Dom dádiva (hereditário).
DÁDIVA
(ou herança)
Predisposição inata e herdada
(sucesso brasileiro no futebol seria explicado por uma combinação da qualidade genética e predisposição para a prática).
TALENTO
(ou habilidade)
Qualidade inata que pode ser lapidada
(embora seja considerada inata, costuma vir associada de valores como perseverança, vontade e sorte; causando confusão entre inata e adquirida).
O insucesso remete à contestação do dom e/ou à constatação da falta de esforço/perseverança.
Aceitar o dom naturaliza o talento/habilidade do jogador, transformando as competências para o jogo em qualidades inatas (gene esportivo).
Assumindo a ideia de dom, nega-se a possibilidade do ensino, contradizendo a perspectiva de tantas escolinhas esportivas existentes. Professores de escolinhas de futebol consideram que é impossível ensinar a modalidade: QUE PARADOXO!!!
Naturalização do dom é alimentada pela imagem do ídolo.
Naturalização do dom banaliza os estímulos recebidos e codificados.
Empenho, dedicação, trabalho, determinação... são as condições definidoras da qualidade do jogador, que são esquecidas na confusão entre inato e adquirido.
Fatores genéticos podem facilitar, mas considerar o "dom" pré-requisito para o sucesso na carreira fa os atletas descartarem todo o processo de suas histórias de vida.
Se Pelé tivesse nascido na Austrália ou nos EUA ele ainda seria o Pelé?
A história das conquistas recentes do vôlei brasileiro desafia a lógica da prontidão/aptidão natural do brasileiro para o futebol.
Aprender jogos e esportes está ao alcance de todos, embora aprender bem ao ponto de tornar-se um "craque" seja para poucos.
Os ídolos esportivos garantem a eficácia simbólica da existência do DOM, retroalimentando a cadeia de simbolismos relacionados a este fetiche como que de forma mágica.
A natureza aberta das habilidades do jogo
Tratamento didático do jogo
Modelo para o ensino do jogo
Estratégias para o ensino
- Não desconsiderar o repertório motor que o aluno já possui.
- Considerar a natureza aberta das habilidades do jogo.
- Pela natureza aberta a tomada de decisão assume papel central.
- 2 tipos de problemas do jogo
seleção (o que, quando, porque)
realização (como fazer).
Competência
multidimensional
(eficiência, eficácia,
adaptação)
Natureza
aberta
-Contextos e execuções variadas desde cedo.
- Não abusar das hab. fechadas.
- Exercitar como, o que e quando.
- Privilegiar configurações de jogo.
- Proporcionar ao aluno: compreensão do jogo e capacidade de participação nele.
TIPOLOGIA PARA ABORDAGEM DO JOGO:
1. Habilidade simples sem oposição.
2. Combinação de habilidades sem oposição.
3. Oposição simplificada, parcelas do jogo.
4. Situações semelhantes ao jogo formal.
- Abordagens tradicionais saltam direto do 1 para o 4.
- Situações da tipologia são progressivas, mas coexistem no ensino.
IDEIAS-CHAVE:
1. Simplificação do jogo formal em formas modificadas do jogo.
2. Relação entre formas de exercitação e formas de jogo.
3. Integração de formas de exercitação e formas de jogo na aula.
Ponto de partida = jogo possível dos alunos. (preservando autenticidade do jogo, contemplando seus elementos essenciais, ter relação de oposição/cooperação, ter dinâmica de fluxo ataque-defesa, não ser condicionado por respostas fechadas).
Observação dos alunos jogando (comportamentos e decisões) fornece o quadro de situações problema para os jogos da aula.
Situações problemas devem garantir: redução do n° de jogadores, restrição de zonas de ação, delimitação das possibilidades, preservando a estrutura do jogo.
- Envolvimento social que valorize a importância da leitura do jogo para o bom jogo.
- Confrontar alunos com problemas do jogo.
Promover compreensão e aplicação dos conceitos do jogo.
- Necessidade da intervenção ativa do professor.
Dicas de estratégias:
1.Representação gráfica da colocação ou movimentação.
2. Realização do movimento de forma lenta ou passo a passo.
3. Parar o jogo e repetir situação, confrontando respostas dos alunos.
4. Participar do jogo para regular movimentação.
6. Analisar e resumir a atuação dos alunos.
7. Questionar aluno sobre motivo de interrupção do jogo.
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