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"Memorial do Convento" - Capitulo I

José Saramago (12º)
by

Beatriz Teixeira

on 28 February 2015

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Transcript of "Memorial do Convento" - Capitulo I

José de Sousa Saramago nasceu na Golegã a 16 de dezembro de 1932, no seio de uma família de trabalhadores rurais. Foi para Lisboa muito novo para estudar. Foi diretor literário numa editora, colaborou na revista Seara Nova, no vespertino Diário de Lisboa e foi diretor adjunto do matutino Diário de Notícias. A partir de 1976 dedicou-se completamente à literatura, levando-o mais tarde a receber importantes prémios, tais como, o Prémio de Camões (1995) e o Nobel da Literatura (1998).
José Saramago viveu parte da sua vida em Espanha, com a sua esposa Pilar del Rio, onde acabou por falecer a 18 de junho de 2010.
José Saramago
"Memorial do Convento"
Introdução
O livro "Memorial do Convento" é um romance conhecido internacionalmente, traduzido para mais de vinte línguas e conta com mais de cinquenta edições. Foi publicado pela primeira vez em 1982. A ação decorre no inicio do século XVIII, durante o reinado de D. João V e a Inquisição.
Realizado por:
Beatriz Aguiar
nº4
12ºSE
"Memorial do Convento" - José Saramago
Capítulo I

Comparação à atualidade
"Já se deitaram. Esta é a cama que veio da Holanda quando a rainha veio da Áustria, mandada fazer de propósito pelo rei, a cama, a quem custou setenta e cinco mil cruzados, que em Portugal não há artífices de tanto primor, e, se os houvesse, sem dúvida, ganhariam menos."
Linguagem
Marcas da linguagem de José Saramago em "Memorial do Convento":

a ausência de pontuação tradicional, sendo a vírgula o sinal de pontuação de maior destaque, (marca as intervenções das personagens, o ritmo e as pausas);
Capítulo I
D. João V -
Reinou Portugal de 1706 até 1750. Através do Capítulo I pode-se caracterizar como infantil, não olhava a meios para atingir os fins. Prometeu construir um convento em Mafra se tivesse filhos da rainha Maria Ana Josefa, sua esposa, a quem é infiel.
Capítulo I - Resumo
D. João V, rei de Portugal, e D. Maria Ana Josefa, vinda da Áustria, estão casados há dois anos e ainda não há um sucessor ao trono português.
A rainha reza novenas e, duas vezes por semana, recebe o rei nos seus aposentos. No inicio do seu casamento, o rei e a rainha dormiam juntos todos os dias, mas, devido ao cobertor de penas que D. Maria trouxera da Áustria e porque, com o passar do tempo, os odores de ambos faziam com que o cobertor ficasse com um cheiro insuportável, o rei deixou de dormir com a rainha.
Enquanto D. Maria espera El-rei para que cumpra o seu dever conjugal, este monta as
miniaturas da Basílica de S. Pedro de Roma para se distrair e porque gosta. Depois de completa a construção miniatura, e quando El-rei se dirigia aos aposentos de sua esposa, chega o bispo inquisidor, D. Nuno da Cunha, que se faz acompanhar de um franciscano velho. D.Nuno afirma a D.João V, que frei António de S. José lhe confidenciou que, se o rei se dignasse a construir um convento em Mafra, Deus lhe daria um sucessor. Enquanto isto, a rainha reza com a marquesa de Unhão e proferem nomes de santos.
Após a saída do bispo e do frei, D.João V levanta a sua voz e faz-se ouvir em todo o reino, prometendo que construiria um convento de franciscanos em Mafra se a sua rainha lhe desse um filho. Consumado o ato, D. Maria fica a "guardar o choco", a conselho dos médicos, murmurando orações e pedindo ao menos um filho que seja. D. Maria dorme em paz, invisível sob a montanha de penas. Sonha com o Infante D. Francisco, seu cunhado, enquanto os percevejos começam a sair das fendas do dossel. D. João também sonha naquela noite, nos seus aposentos. Sonha com o filho que advirá da promessa da construção do Convento de Mafra.
Relação entre
D. João V e D. Maria Ana Josefa
Referências à Bíblia Sagrada
"... , que sem o que a isto cheira não são possíveis milagres como o que desta vez se espera, porque a outra, e tão falada, incorpórea fecundação, foi uma vez sem exemplo, só para que se ficasse a saber que Deus, quando quer, não precisa de homens, embora não possa dispensar-se de mulheres."
" ..., sempre cuida a rainha que seria sua obrigação levantar-se para as ultima orações, mas, tendo de guardar o choco por conselho dos médicos, contenta-se com murmurá-las infinitamente, passando cada vez mais devagar as contas do rosário, até que adormece no meio de uma ave-maria cheia de graça, ao menos com essa foi tudo tão fácil, bendito seja o fruto do vosso ventre, ..."
" Também D. João V sonhará esta noite. Verá erguer-se do seu sexo uma árvore de Jessé, frondosa e toda povoada dos ascendente de Cristo, até ao mesmo Cristo, herdeiro de todas as coroas, ..."
Índice
José Saramago - Biografia
"Memorial do Convento" - Introdução
Capítulo I - Resumo
Capítulo I - Personagens Intervenientes
Linguagem
Comparação à atualidade
Referência à Bíblia Sagrada
Relação entre D. João V e D. Maria Ana Josefa
D. Maria Ana Josefa -
Veio da Áustria para casar com D. João V, com quem mantém uma relação fria. Através deste capítulo pode-se caracterizar como uma mulher insatisfeita visto que sonha com o seu cunhado, D. Francisco. No reino pensa-se que tenha a "fonte seca" e que esse seja o motivo para ainda não haver descendentes para o trono.
D. Nuno da Cunha (Bispo)
- Foi a pessoa que levou frei António S. José até D. João V. Através da sua intervenção percebe-se que este é da confiança do rei de Portugal.
Frei António S. José -
Foi quem assegurou a D. João V que se construísse um convento franciscano em Mafra, Deus lhe daria filhos. Refere ser apenas a voz da verdade.
Personagens
Intervenientes
o uso de maiúsculas no decorrer das frases;
o tom cómico, trágico e irónico, tanto por parte do narrador como das personagens;
a mistura de tipos de discursos (discurso direto, indireto, indireto livre e monólogo);
D. João V casara com D. Maria Ana apenas com o intuito de procriarem. Este era infiel à rainha, tendo até filhos bastardos.
D. Maria Ana Josefa era uma mulher infeliz e insatisfeita. Não sentia qualquer desejo de estar com El-rei, evidente pelo facto de sonhar com o seu cunhado, D. Francisco.
A relação entre ambos era de certa forma um contrato, tudo com a única intenção de procriarem. Não havia qualquer tipo de desejo ou intimidade entre D. João e D. Maria Ana. Esta falta de romance é bem clara quando se preparavam para "a conjunção mística do dever carnal", devido ao excesso de roupas, procedimentos e pela presença de camareiras e camaristas.
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