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aborígenes

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by

emerson muralha

on 20 November 2013

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Transcript of aborígenes

Aborígene Australiano
História
Os aborígenes australianos descendem, provavelmente, de emigrantes africanos que, há cerca de 50.000 anos, cruzaram o mar usando canoas e toscas embarcações. Nessa época, a Austrália era ligada à Nova Guiné e era muito mais verde e menos desértica do que hoje, possuindo vários rios caudalosos que se transformaram posteriormente em córregos ou desapareceram. Os ingleses colonizaram a ilha no século XVIII. Encontraram 300.000 aborígenes divididos em mais de quinhentos grupos. Uns com apenas cem membros, outros com 1.500, conforme a diversidade e abundância de recursos alimentares. Falavam duzentas línguas - hoje apenas vinte se mantêm fortes.
Os ingleses trataram os aborígenes com racismo e foram violentos com eles. Praticaram massacres enormes, decretaram leis discriminatórias e a sua imposição religiosa quase acabou com seus cultos animistas. Em 1806, o racismo dos colonizadores e soldados os levou a violar locais sagrados aborígenes e a caçar aborígenes por prazer. Em meados dos anos 1900, com a Austrália já independente da Inglaterra, a discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de ascendência inglesa continuava. Entre 1910 e 1970, o governo da Austrália retirou 100 000 crianças aborígenas - a maioria de pele clara, ou seja, mestiços - dos pais e internou-as em centros educativos para incutir nelas a cultura ocidental.
Modo de Vida

Os aborígenes australianos são nômades, caçadores e colectores de vegetais e praticam a religião animista. No deserto, as populações concentram-se onde há água em acampamentos temporários. As habitações são simples refúgios. Erguem proteções contra o vento com ramos e moitas e, se o solo for arenoso, escavam covas para ficarem mais protegidos do mesmo. Quando as noites são frias, dormem ao redor do fogo. O cão é o único animal doméstico.
Os homens caçam animais de grande porte como os cangurus e pescam. As mulheres recolhem os vegetais e o mel, caçam animais pequenos e apanham crustáceos.
Os aborígenes não o usam o arco e a flecha para caçar, mas servem-se de lanças, bastões e bumerangues. Para a coleta, utilizam o machado de pedra e o pau de escavar. Fabricam estes utensílios com madeira, ossos e pedra.
Preparam a comida directamente sobre as brasas, pois não têm recipientes de cozinha resistentes ao fogo.
Os casamentos fazem-se entre segundos primos. Em condições extremas, são possíveis as uniões entre clãs.
Não existe um governo tribal. Quando necessário, os chefes familiares desempenham transitoriamente o papel de chefes locais.
Os aborígenes não são guerreiros. Só recorrem à guerra em ocasiões raras, sobretudo para aplicar a justiça.
A cremação dos cadáveres é uma prática comum na sua cultura. E as pessoas mais importantes podem ser conservadas em troncos de árvore ocos.
Clãs
Os clãs identificam-se com um totem, que é a representação da divindade de que se dizem descendentes. O totem costuma ter a figura de um animal, uma planta ou um objecto, que não podem ser mortos, comidos ou destruídos, porque são sagrados.
Cada clã tem um território próprio, mas não possui direitos exclusivos sobre ele, já que outro clã pode obter autorização ou ser convidado a caçar lá.
Religião e Arte
A cultura aborígene caracteriza-se pela forte união de todos os seres da natureza com o ser superior que integra tudo. Nesta concepção, o ser humano não é superior, mas partilha a natureza com os demais seres, sendo todos indispensáveis. Por este motivo, os humanos devem honrar a natureza em tudo o que fazem.
Os aborígenes usam a arte como meio de comunicação. Os instrumentos de trabalho são feitos com maestria e destreza e levam pinturas e inscrições, onde contam as histórias do povo, do clã ou da pessoa e se evoca a relação com as divindades. As pinturas do corpo ou em cascas de eucalipto usam como tema a mitologia ou retratam cenas do cotidiano.
A música é, sobretudo, vocal. O instrumento musical é o yidaki (didgeridoo), que é a representação da mãe serpente, a criadora da terra e que consiste em um tronco oco que amplia sons vocais. Para marcar o ritmo das mímicas e das danças, usam bastões.
Há, no deserto, lugares de grande valor histórico, cultural e sagrado para os aborígenes, como monólitos gigantes e crateras de meteoritos. Dentre eles, destacam-se três formações rochosas: o Chambers Pillars, o Kata Tjuta e a Ayers Rock. Durante o pôr do sol, as rochas reflectem a luz solar e parecem estar em brasa. À medida que o sol se põe, a pedra torna-se acinzentada, até acabar totalmente negra.
Aborígenes
Os aborígenes australianos são a população nativa original australiana. Têm a pele negra, como os negros africanos, pois são descendentes de populações que imigraram milhares de anos antes desde a África em direção ao leste pelo continente asiático. Atualmente, existem apenas cerca de 40 mil aborígenes não mestiços, puros, dos trezentos mil encontrados no começo da colonização da Austrália. Originalmente praticavam uma religião animista própria, ainda praticada hoje, mas muitos se tornaram cristão. Sofreram um grande decréscimo populacional com o início da invasão europeia em 1770.
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