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apresentação UFBA - Virtude

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by

Alexandre Luz

on 31 October 2013

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Transcript of apresentação UFBA - Virtude

1. A exegese filosófica, que tem por objetivo estabelecer a interpretação apropriada de um ponto na obra de um autor.
3. um exercício de tentativa de resolução de um ponto via argumentação
o que se segue deve ser recebido como um exercício do terceiro tipo.
2.O "diálogo com a cultura", que tem por objetivo desafiar
não-argumentativamente o modo de pensar de uma dada época.
Ex.: a proposta de Rorty, a estratégia irônica moderna, etc.
Estabelecendo o ponto:
1. trata-se de uma discussão em epistemologia contemporânea
1.1. pressupostos do debate contemporâneo em epistemologia
S Sabe que p se S possui crença verdadeira e justificada de que p
a pergunta central do debate contemporâneo:
Qual a natureza da justificação epistêmica?
o debate sobre a justificação epistêmica
Internalismo
S está justificado em crer que P se S dispõe de evidências em favor de P
Externalismo
P está justificada para S se P é (ou tende a ser) verdadeira, por conta de alguma propriedade daquilo que causou P
O internalismo e a linguagem do dever
O internalismo por vezes vale-se de termos deontológicos para descrever a propriedade de "estar justificado", termos como "dever", "obrigação", "direito".
ética e epistemologia teriam, então, alguma proximidade conceitual?
Contra o deontologismo temos:

i. Firth, contra a redução dos conceitos

ii. obrigações epistêmicas,

iii. voluntarismo doxástico
separação entre investigação ética e investigação epistemológica
Isto implica, porém, na separação entre avaliação moral e avaliação epistêmica?

Em favor de uma visão integradora dos dois aspectos da avaliação do sujeito temos uma aparente intuição de que o comportamento moral e o comportamento epistêmico são guiados pelo sujeito, de modo integrado.
Linda Zagzebski e uma teoria "aretaica" das virtudes
para a epistemologia (e a ética)

1. superar o debate entre internalistas e externalistas
:

"há problemas subjacentes ao conceito de justificação que conduziram ao impasse entre internalismo e externalismo. Ao considerarmos a justificação como uma propriedade de uma crença, torna-se muito difícil julgarmos as disputas sobre este conceito se a crença é tratada como o objeto máximo da avaliação. Se, ao contrário, nós nos concentramos sobre o conceito mais profundo de virtude intelectual e tratamos a justificabilidade de uma crença como algo derivado, podemos descobrir que a justificabilidade é apenas uma dentre outras propriedades normativas das crenças e que as intuições competidoras de internalistas e externalistas requerem a análise de mais do que uma propriedade das crenças, cada uma das quais está baseada de certo modo no conceito de virtude."
O Projeto Zagzebskiano
algumas supostas vantagens
2. captar mais apropriadamente os aspectos de nossas avaliações epistêmicas cotidianas
:

"a reação das pessoas comuns à impropriedade epistêmica não consiste apenas em dizer que a crença de uma pessoa é injustificada, mas em direcionar a avaliação para a pessoa mesma, denominando-a de [possuir uma] “mente estreita”, “descuidado”, “intelectualmente covarde”, “rasteiro”, “desatento”, “preconceituoso”, “ rígido” ou “obtuso” (...). É claro que as crenças formadas como resultado destes defeitos são avaliadas negativamente, mas quaisquer termos para esta avaliação negativa, tais como “injustificado” ou “irracional”, falham em informar qualquer outra coisa além da avaliação negativa isolada (...). Conceitos como aqueles apresentados mais acima têm um conteúdo mais rico. Eles não são apenas termos normativos, avaliando negativamente, mas eles indicam o modo pelo qual o crente está a agir de modo impróprio."
3. integrar as avaliações epistêmicas às avaliações morais, permitindo uma avaliação global do caráter do sujeito epistêmico.
4. ligar a posse do conhecimento ao interesse de longo prazo no conhecimento.
o Projeto Zagzebskiano entre internalismo e Externalismo
para além do confiabilismo: o que é digno de louvor não é apenas nem prioritariamente o que pode nos conectar à verdade.

“Faculdades naturais, capacidades e talentos podem ser louvadas da mesma maneira que louvamos a beleza natural ou a força, mas não censuramos a falta deles. Virtudes são qualidades que merecem louvor por sua presença e censura por sua ausência. Virtudes são qualidades que merecem elogio por sua presença e censura por sua ausência. Uma censura ainda maior se deve a uma pessoa que possui o contrário de uma virtude, ou seja, um vício, mas nós não censuramos uma pessoa por ter o contrário de inteligência ou de boa aparência.”

Alguém pode, por exemplo, possuir a habilidade de consertar equipamentos eletrônicos, mas escolher não executa-la quando uma situação do tipo se apresenta. Entretanto, não agir de forma justa ou corajosa quando uma ocasião demanda tais excelências, é demonstrar que não possui as virtudes da justiça e da coragem, respectivamente.
Habilidades x virtudes
• Habilidades verbais: habilidades de escrever e falar;

• Habilidades de acuidade perceptual, por exemplo, habilidades para a descoberta de informações; estas são as habilidades do detetive ou do jornalista;

• Habilidades lógicas: habilidades de realizar deduções e induções; habilidade de pensar em contra-exemplos;

• Habilidades explicativas, p.ex., a habilidade de pensar em analogias esclarecedoras;

• Habilidades matemáticas e habilidades de raciocínio quantitativo;

• Habilidades de pensamento espacial, p.ex., a habilidade de pensar sobre problemas;

• Habilidades mecânicas, por exemplo, saber como operar e manipular máquinas e outros objetos físicos.

• A capacidade para reconhecer os fatos relevantes; sensibilidade aos detalhes

• Manter a mente aberta durante a coleta e avaliação de evidências

• Justiça durante a avaliação dos argumentos dos outros
• Humildade intelectual

• Perseverança intelectual, diligência, cuidado e profundidade
• Adaptabilidade do intelecto

• As virtudes dos detetives: pensar sobre explicações coerentes dos fatos

• Ser capaz de reconhecer autoridade confiável

• Análise detalhada sobre pessoas, problemas e teorias

• As virtudes para o ensino: as virtudes sociais de ser comunicativo, incluindo aí a franqueza intelectual e reconhecimento da platéia e de suas reações.
virtudes são caracterizadas por sua associação à
motivação
:

"(...) vamos definir uma motivação como uma tendência persistente para ser movido por um motivo de certo tipo. Eu proponho que uma virtude tem um componente de motivação que é específico para a virtude em questão. (...) Um motivo é uma emoção direcionadora-da-ação. Mesmo que uma emoção possa ser possuída sem ser sentida, uma pessoa que está inclinada a ter uma emoção a sente de tempos em tempos, e quando ela atua como um motivo, a pessoa deseja atingir certo fim."

a noção de motivação aproxima a posição zagzebskiana do internalismo.
Giovanni Baglione (1566- 1643)
uma primeira aproximação da noção de "virtude":

"Uma virtude pode ser definida como uma excelência profunda e adquirida de uma pessoa, envolvendo uma motivação característica para produzir certo fim desejado e sucesso confiável em realizar este fim"
virtudes intelectuais e virtudes morais
"as virtudes intelectuais devem ser tratadas como um subconjunto das virtudes morais, no sentido aristotélico desta noção. (...) Eu argumentarei que uma virtude intelectual não difere de certas virtudes morais mais do que uma virtude moral difere de outra virtude moral, que os processos relacionados aos dois tipos de virtudes não funcionam independentemente, e que a tentativa de analisá-las em dois campos distintos da filosofia acaba por distorcer fortemente a natureza de ambas. Virtudes intelectuais são mais bem compreendidas como formas de virtudes morais."

As virtudes são integradas por uma virtudede ordem superior, a phronesis, e a busca por este caráter integrado é um dever moral.
virtudes intelectuais e virtudes morais
"as virtudes intelectuais devem ser tratadas como um subconjunto das virtudes morais, no sentido aristotélico desta noção. (...) Eu argumentarei que uma virtude intelectual não difere de certas virtudes morais mais do que uma virtude moral difere de outra virtude moral, que os processos relacionados aos dois tipos de virtudes não funcionam independentemente, e que a tentativa de analisá-las em dois campos distintos da filosofia acaba por distorcer fortemente a natureza de ambas. Virtudes intelectuais são mais bem compreendidas como formas de virtudes morais."

As virtudes são integradas por uma virtudede ordem superior, a phronesis, e a busca por este caráter integrado é um dever moral.
a despeito disto, parece que nós avaliamos epistemicamente os indivíduos por conta da sua relação com uma dada crença em particular, com freqüência, e que uma teoria qualquer deve dar conta deste tipo de avaliação.
E, claro, Zagzebski procura oferecer uma teoria da avaliação destes casos.

Sendo assim, a primeira observação a ser feita é a de que indivíduos claramente não-virtuosos podem ser candidatos apropriados ao conhecimento. A estratégia para dar conta disto consiste em conceder estatuto apropriado para o indivíduo que, mesmo não sendo virtuoso, é motivado de modo equivalente a uma pessoa virtuosa.
VIRTUDE E CONHECIMENTO
Uma segunda característica das nossas avaliações cotidianas é a tentativa de captarmos o sucesso do agente (no caso da avaliação epistemológica, a consecução da verdade):

“[...] mesmo quando o componente motivacional de uma virtude é comumente associado ao sucesso, nós não dizemos que uma pessoa é virtuosa se ela não é confiavelmente bem sucedida, independente de se a maioria das pessoas que possuem tal traço é bem sucedida em alcançar os objetivos da virtude em questão. Desta forma, se ela realmente possui a virtude de ter a mente aberta, ela precisa ser, de fato, receptiva a novas ideias, examina-las de uma maneira imparcial e não descarta-las pelo fato de serem ideias alheias; simplesmente estar motivado neste sentido não é suficiente.”

E, claro, a motivação das virtudes intelectuais deve ser, em última instância, a verdade
como contraparte de um ato de virtude, podemos agora apresentar a noção de "crença justificada":

“Uma crença justificada é o que uma pessoa que é motivada por virtude intelectual, e que tem a compreensão de sua situação cognitiva que uma pessoa virtuosa teria, poderia acreditar em circunstâncias semelhantes.”

Uma crença injustificada é o que uma pessoa que é motivada por virtude intelectual, e que tem a compreensão de sua situação cognitiva que uma pessoa virtuosa teria, não acreditaria em circunstâncias semelhantes.

e, daí, podemos chegar, agora, uma definição de conhecimento:
Def 1: Conhecimento é o estado de contato cognitivo com a realidade resultante de atos de virtude intelectual.

ou, de modo alternativo,

Def 2: Conhecimento é um estado de crença verdadeira resultante de atos de virtude intelectual.

Ou ainda

Def 3: Conhecimento é um estado de crença resultante de atos de virtude intelectual. (para dar conta do neófito)


1. É plausível imaginar que as crenças de um sujeito possam ser avaliadas sob conceitos que parecem demandar alto grau de controle sobre a crença? O sujeito epistêmico suposto por Zagzebski não parece ser excessivamente sofisticado?
CRÍTICAS
2. O que significa "agir do modo como um sujeito virtuoso agiria"?

Jonathan Kvanvig: não está claro, logo de partida, se há uma entendimento característico da situação cognitiva que um sujeito virtuoso teria. Segundo ele, "existe uma variedade de tipos de entendimento que uma pessoa virtuosa poderia ter". No entanto, a exigência de Zagzebski parece ser a de que um dado sujeito em particular, S, responsável pela justificação adequada de suas crenças, tenha um entendimento peculiar, de tipo X, digamos. O problema central desta suposição consiste em avaliar uma situação epistêmica atual tomando como base a posição epistêmica de outra pessoa, que pode ter um entendimento completamente diferente do sujeito S.
(Egocentrismo)
3. principalmente: a definição zagzebskiana de virtude, que supõe que uma virtude “é bem sucedida em seu fim”, parece realizar uma petição de princípio, já que nada há, na própria posse da virtude, que indique a satisfação da condição de V.
Que fim dar à noção de virtude?

1. Como parte de uma teoria confiabilista

2. Como parte de uma teoria da racionalidade (captando o nosso interesse pela posse de crenças justificadas no futuro).
Conhecimento e virtude intelectual

Alexandre Meyer Luz - UFSC

meyerluz@terra.com.br

Self
https://sites.google.com/site/seminariolivrefilosofia/
Três atividades em Filosofia
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