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by Ana Carolina de Carvalho0 views·Updated Nov 23, 2021

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  1. Então nós falamos
  2. da classificação do tombamento
  3. Quanto à iniciativa do procedimento, então a gente falou
  4. do tombamento
  5. voluntário de ofício do compulsório. Então uma nova classificação
  6. do tombamento é quanto à sua duração está a
  7. gente pode dizer que o tombamento pode ser provisório
  8. ou definitivo, quando é que o tombamento vai ser provisória,
  9. dentro do procedimento do tombamento?
  10. A partir do momento em que o proprietário é notificado que ele tem ciência,
  11. de que existe esse processo administrativo
  12. que tem por objetivo tombar ao seu a sua propriedade,
  13. o tombamento
  14. passa a existir em um tombamento provisório.
  15. Para que existe esse tombamento provisório
  16. justamente para proteger um bem
  17. de eventuais modificações com particular,
  18. passam no curso do procedimento administrativo.
  19. Mas imaginar que
  20. se não existisse o tombamento provisório,
  21. o proprietário sendo cientificados de que seu bem vai ser tombado,
  22. ele corra para fazer todas as modificações que
  23. ele tinha vontade de fazer antes do tombamento.
  24. Então, imaginam dessa essa possibilidade, né
  25. Que existe que a lei prevê, então, que o decreto prevê
  26. o tombamento provisório.
  27. A partir do momento que o proprietário fica sabendo é notificado.
  28. Ele já não pode mais modificar o bem
  29. e esse tombamento provisório e vai durar
  30. até o final do procedimento administrativo.
  31. Então, se de fato a impugnação não foi aceita, seu particular, ficar inerte,
  32. o tom e o bem vai ser escrito
  33. no livro própria e o tombamento deixe de ser provisório
  34. e passa a ser
  35. definitivo
  36. ainda falando de tombamento, Como é que funciona? Então esse procedimento?
  37. Inicialmente, a gente vai ter um parecer do órgão técnico, no caso federal
  38. e forró,
  39. declarando que aquele bem tem um valor cultural e é relevante e merece
  40. essa proteção especial decorrente do tombamento.
  41. E aí depois desse parecer técnico
  42. ocorre essa notificação do proprietário que vai instituir
  43. aí o embargo provisório para desculpa o tombamento provisório
  44. e aí depois dessa notificação
  45. ocorrendo
  46. ou não a impugnação. Decorrido esse prazo, vai existir uma deliberação
  47. coletiva e do órgão
  48. colegiado
  49. que
  50. tem ao Troy desse órgão técnico. No caso de fã
  51. do Conselho Consultivo, ele vai analisar a impugnação caso ela exista
  52. e se ele entender então
  53. que cabe que deve existir o tombamento. Essa decisão do conselho
  54. do Conselho Consultivo
  55. vai ser encaminhada para o órgão político. Por exemplo, o Ministério
  56. do Turismo, que hoje é a secretaria ou
  57. o ministro aí responsável pela área da cultura.
  58. Ele vai homologar
  59. esse tombamento. Então, a
  60. homologação é feita pelo órgão
  61. político.
  62. Por exemplo, no município homologação pode ser feita, por exemplo,
  63. pelo prefeito.
  64. Então, depois da homologação,
  65. o ato final vai ser a inscrição
  66. no livro do tombo
  67. respectivo. Depois que a gente tem a inscrição,
  68. a gente vai ter a transcrição disso
  69. no registro público,
  70. por exemplo,
  71. do imóvel
  72. o decreto três oito, meia meia, de quarenta e um,
  73. ele vai prever uma hipótese que se e a possibilidade do particular.
  74. Depois desses atos,
  75. todos fazem Petra Um recurso apresentar um recurso para o presidente da República
  76. e o presidente da República poderia então, a seu critério,
  77. cancelar esse tombamento
  78. da doutrina? Entende
  79. que isso é inconstitucional porque você
  80. estaria ofendendo um ato jurídico perfeito,
  81. um ato
  82. juridicamente perfeito
  83. e também o direito adquirido da coletividade, de ter
  84. aquele bem
  85. protegido.
  86. Então, a ideia aqui é que isso é
  87. inconstitucional,
  88. continuando quais são então,
  89. os efeitos do tombamento? Vamos imaginar que aquele procedimento deu tudo certo.
  90. Houve uma locação, houve a transcrição.
  91. O
  92. primeiro efeito
  93. é a transcrição. Então,
  94. no Livro do Tombo que a gente viu, então, com terminou o processo administrativo,
  95. a gente vai transcrever no Livro do Tombo.
  96. Existem então, no decreto, a previsão de quatro tipos de livro tombo
  97. arqueológico, etnográfico e paisagístico,
  98. o histórico das belas artes e os das artes aplicadas.
  99. Segundo efeito,
  100. a existência, a incidência de restrição, a alienação do bem tombado,
  101. se ele for público,
  102. esse bem vai ser
  103. inalienável.
  104. Se ele for particular, não existe restrição.
  105. O bem vai poder ser
  106. transferido a título
  107. gratuito a título oneroso.
  108. Não existe mais o direito de preferência e foi revogado.
  109. Então, em razão disso,
  110. não existe qualquer dever do proprietário de comunicar o órgão público
  111. acerca da transferência
  112. do bem tombado.
  113. Continuando o terceiro efeito,
  114. são também passam a incidir sobre o bem restrições relativas à sua modificação.
  115. O proprietário não pode destruir, mutilar ou demolir a coisa tombada.
  116. Ele também não vai poder reparar, pintar o restaurar
  117. sem que o órgão competente, seja em âmbito federal, estadual, municipal.
  118. Autorize
  119. nessa modificação aí essa pintura, esse restauro, esse reparo
  120. no bem
  121. caso particular, promova
  122. reparos. Essa pintura se restaurou qualquer modificação
  123. no bem, sem a autorização devida,
  124. Ele vai decidir não só a infração administrativa,
  125. mas também nos delitos dos artigos sessenta e dois sessenta e três e sessenta e cinco
  126. que a gente vai falar mais lá na frente.
  127. Quarta- Efeito do tombamento
  128. a possibilidade de fiscalização pelo órgão público para
  129. ver se o bem está sendo bem conservado.
  130. Caso particular
  131. em peças.
  132. A fiscalização ou dificulte ele pode sofrer
  133. incidência de uma multa em âmbito administrativo.
  134. Quinto efeito do tombamento
  135. A restrição, não só
  136. ao bem tombado como a gente acabou dizer, mas também as propriedades vizinhas,
  137. porque não adianta. Você tombam bem
  138. e permitir, por exemplo, que se construam arranha céus em volta desse bem,
  139. que ninguém consiga enxergar, Disse.
  140. Bem
  141. que ele perca e a sua ambiência, que o local em que ele especial em que ele é inserido
  142. e que era possível de ver e apreciar esse bem.
  143. Então,
  144. as propriedades vizinhas também vão sofrer uma restrição
  145. para preservar a ambiência à visibilidade do bem tombado
  146. Sexta-. Efeito do tombamento é o dever de indenizar.
  147. Na verdade, a jurisprudência entende que só vai existir esse dever de indenizar
  148. se.
  149. O tombamento foi feito de uma forma que ele impeça o uso do bem
  150. ou que ele causa um esvaziamento econômico do bem. Tão regra geral é
  151. o tombamento.
  152. É
  153. uma decorrência é uma aplicação da função social da propriedade.
  154. Em função disso, não vai caber indenização.
  155. Só é possível indenização
  156. quando o tombamento impeça o uso do bem
  157. ou causa o seu esvaziamento econômico.
  158. Sétimo e último efeito do tombamento
  159. é a possibilidade de custeio de reforma pelo poder público.
  160. Só vai existir esse pagamento da reforma necessária ao bem tombado.
  161. Se o particular proprietário não possui recursos,
  162. o ônus de comprovar essa ausência de recursos é dele,
  163. então ele vai comunicar e fortes. Olha, não tem dinheiro,
  164. O bem está deteriorado
  165. e precisa de reformas.
  166. Eu não tenho condições.
  167. Se o particular não fizer essa comunicação,
  168. ele vai
  169. ser condenado
  170. à multa
  171. no dobro do valor do dano causado ao bem
  172. o quarto poder público. Eles sentem se mais sendo notificado.
  173. Avisado pelo particular dessa necessidade de reformas e da ausência de recursos,
  174. ele tem que iniciar essas reformas em até seis meses
  175. ou providenciar a desapropriação.
  176. Se ele não fizer nada,
  177. tinha sucedido Não promover reforma ou se ele não desapropriar o bem
  178. particular, pode requerer o cancelamento
  179. do tombamento.
  180. O regime do tombamento pelo regime jurídico do tombamento permite, então
  181. esse cancelamento
  182. do tombamento nessas hipóteses então,
  183. que o poder público não tomar nenhuma das atitudes aí
  184. para proteger o bem
  185. próximo instrumento relevante ao registo,
  186. ele vai ser voltado a que é o patrimônio
  187. e
  188. material.
  189. Ele está previsto no Decreto três cinco cinco um, de dois mil,
  190. e ele também tem livros.
  191. São os livros dos saberes, que vão falar dos conhecimentos e modos de fazer
  192. celebrações, formas de expressão, seja ela literária, musical, plástica,
  193. cênica e lúdica.
  194. E também o livro dos Lugares que vai falar de mercados,
  195. que vai registrar em mercados feiras, praças
  196. onde se produz em práticas culturais coletivas.
  197. A diferença do principal do registro
  198. e do tombamento não só é o objeto, mas também a finalidade.
  199. No tombamento, você quer manter o bem naquela forma?
  200. Você quer apenas
  201. é proteger o bem para que ele não se deteriore para que ninguém modifica o bem?
  202. Por que você quer que o Benfica
  203. naqueles a para aquele exata forma,
  204. no registro? Não.
  205. Ele percebe que o patrimônio material ele está em constante mudança.
  206. Ele é muito dinâmico essas práticas culturais
  207. relativas à moda, de fazer celebrações.
  208. Elas mudam muito, porque a cultura é muito de econômica.
  209. Então ele não quer carreta, esse imobilismo desse patrimônio
  210. imaterial.
  211. Ele vai ser a notar,
  212. por exemplo, esse saber esse modo de fazer
  213. vai fomentar essa prática. Vai incentivar essa prática e vai fazer
  214. o acompanhamento
  215. aqui. É interessante a gente dizer
  216. que o decreto cinco mil setecentos e cinquenta e três, de dois mil e seis, promulgou
  217. a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Material.
  218. Então, é mais um instrumento que prevê aí
  219. a proteção
  220. do patrimônio
  221. imaterial.