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Ana Carolina Carvalho
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Updated Apr 15, 2022
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Chapter 1
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Auto-generated
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ainda dentro desse assunto,
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Fundação competência legislativa em matéria ambiental,
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o último tema relevante
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é a competência legislativa residual dos estados.
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Então, a gente tem a competência privativa da união,
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daqueles temas que, se relação em alguma parte, com o meio ambiente, tem.
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A regra geral é que a competência
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legislativa concorrente, regras gerais para a União,
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a possibilidade de
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suplementação.
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Eu complementação pelos estados e também
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a possibilidade de legislação pelos municípios,
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quando houver predominância do interesse
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quando houver interesse predominantemente local.
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E, por fim, o artigo vinte cinco, parágrafo primeiro, da Constituição,
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vai dizer o seguinte
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que são reservadas aos estados as competências que
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não lhes sejam vedadas por essa Constituição.
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Então, nesse mosaico todo de competências a gente não vai colocar uma última peça,
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que é a seguinte
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se existe alguma matéria que não esteja ali a cada lá, no artigo vinte e quatro,
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essa matéria pode ser entendida, e como competência
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residual dos estados,
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são reservadas aos estados as competências que não lhes sejam vedadas
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por essa Constituição.
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Os autores entendem que quando artigo vinte cinco falam em competência,
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a gente está falando não só da competência legislativa,
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mas também da competência administrativa que a gente vai falar
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daqui a pouco, Então
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o Estado teria competência residual não só
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no âmbito da competência legislativa, mas também da executiva barra
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administrativa.
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Por fim,
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a gente fala desse último tópico. Como é que isso tudo vai se relacionar?
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Na prática, a gente já falou um pouco
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dos conflitos que existem.
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Leva a jurisprudência entre competência privativa, competência concorrente,
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nenhuma matéria ambiental
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e podem existir também conflitos
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no exercício da competência concorrente propriamente dita.
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Quando, por exemplo, o Estado
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ultrapassa o limite das normas gerais ou acabar, acaba edital alguma norma geral
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ou a União na hora de editar. Norma geral acaba especificando demais e adentrando aí
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no limite da competência do Estado
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que cada um tinha,
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vem dizendo olha quando existia um completo um
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conflito de competência legislativa em matéria ambiental.
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O critério que a gente vai usar para resolver
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esse conflito é o seguinte
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O entendimento de Morato, Marquesas
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lidere capela o seguinte
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se do conflito entre novas não for possível definir
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precisamente o que são normas gerais e normas especiais,
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deve valer o princípio do in dubio
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pro natura.
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Vai passar a ser vaiada
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a norma que, por mais protetiva
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ao meio ambiente,
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como já mencionei oito torcedores tinha o entendimento
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de que
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valia de que deveria existir nesses casos uma prevalência da União
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quando existe um conflito de normas estaduais ou
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municipais. Normas da União deveria prevalecer
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a normativa federal.
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Esse é o entendimento
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anterior do STF nesse sentido. Um desses um acordo
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nesse sentido é o seguinte
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Eu trouxe um pequeno trecho de um acordo de
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dois mil e dezessete relator ministro Celso de Mello.
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Isso significa que,
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concorrendo projetos da União Federal do Estado,
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minha provisão da instituição em determinada área
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de reserva extrativista,
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o conflito de atribuições será associativa de resolução,
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caso inviável a colaboração entre tais pessoas políticas
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vai ser resolvido como
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pela aplicação do critério de
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preponderância do interesse,
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valendo referir
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como já assinalado que ordinariamente,
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os interesses da União revestem se de maior abrangência.
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Então essa era a tendência anterior,
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atualmente que como é que Youssef tem julgado
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o
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acordo de dois mil e vinte? Relator Alexandre de Moraes
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A Lei dois oito nove, de dois mil e quinze do estado do Amazonas,
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ao proibir a utilização de animais para desenvolvimento,
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experimentos e testes de produtos cosméticos, higiene pessoal,
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perfumes e seus componentes,
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não invade a competência da União para legislar
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sobre normas gerais Em relação à proteção da fauna
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de competência legislativa, concorrente dos estados.
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A sobreposição de opções políticas, por graus variáveis de proteção ambiental,
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constitui circunstância próprio estabelecimento de
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competência concorrente sobre a matéria,
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em linha de princípio, para admitisse que os estados editem normas
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mais protetivas ao meio ambiente,
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um fundamento em suas peculiaridades regionais
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e na preponderância de seu interesse,
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conforme o caso.
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Então,
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agora
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está adotando esse entendimento que eu citei naquela entendimento da doutrina,
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permitindo que
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possa valer
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a legislação estadual desde que ela seja
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mais protetiva ao meio ambiente
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do que a legislação
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que a do que as normas gerais editadas pela União. Então, o Estado vai poder legislar
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nesses casos, não vai poder,
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vamos dizer assim,
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para um
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pouco dentro
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da esfera de competência que antigamente era
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mais
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direcionada à União, desde que
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a norma estadual seja
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mais protetiva
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ao meio ambiente. Se também vai conversar com aquela ideia
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de que, na determinação de normas
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gerais, a União vai estabelecer um patamar
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mínimo de proteção ambiental. Então, os estados podem além, podem proteger mais,
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nunca,
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diminuir a proteção,
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nunca, por exemplo,
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simplificar de mais o procedimento do licenciamento ambiental,
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tirar proteções que já existiam nas normas gerais da União.
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Então, aqui a gente encerra o nosso bloco número um
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no bloco número dois. A gente vai começar a falar de competência
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executiva.
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