Crítica a História Quadripartite

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by Fernanda Lucas Santiago1 view·Updated Jun 25, 2020

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  1. Olá, ressaltou que quem falar para fazer a Fernanda de
  2. História e hoje venho propor um diálogo com vocês, não
  3. vai ceder uma aula se mais uma conversa, mas sendo
  4. o professor tenta, trabalhamos nos temas que a gente já
  5. viu inserida, entre uma ideia do que a gente ainda
  6. haverá daqui para frente, certo?
  7. Então vou fazer uma crítica da teoria da história sobre
  8. a forma de dividir o histórico a história quadripartite gente
  9. fala essa divisão do tempo intimidade medieval moderna e contemporânea.
  10. Então, como nós teríamos oito aulas História Teremos ainda sábado
  11. começa nesta quinta aula.
  12. Eu pensei que, de uma forma didática, ficaria mais fácil
  13. de trabalhar duas aulas para estar antiga do Astra medieval,
  14. do astro moderna e duas para a contemporânea, Certo?
  15. Mas aí o pensamento de colonial faz uma crítica a
  16. esse tipo de divisão.
  17. Aí você pode pensar poxa, professora, na quinta aula, você
  18. vem dizer que essa forma de dividir o tempo não
  19. é a melhor?
  20. Não que não seja a melhor.
  21. Eu acho que a gente está sempre em busca do
  22. queé a melhor forma.
  23. Mas o queé que o pensamento de colonial fala
  24. dessa forma de dividir?
  25. o tempo que essa forma de dividir, dividir o tempo
  26. histórico, ela privilegia a história da Europa em detrimento de
  27. outros povos.
  28. Então, quando a gente fala de antiguidade, queé o
  29. primeiro período da história para a história, o que vem
  30. antes da história, história, tem uma relação com a escrita?
  31. Até esse esse conceito, essa concepção também, uma concepção europeia
  32. lidera de moderna iluminista.
  33. Enfim, que a história, aquilo que se tem registro, material
  34. escrito, a gente pode fazer uma crítica.
  35. Isso porque ainda no tempo contemporâneo que nós estamos agora
  36. tem povos que eles não necessitam do uso da escrita
  37. e nem por isso eles estão na história.
  38. Cronologicamente falando, eles estão ao mesmo tempo que nós, mas
  39. eles não utilizam esse esse tipo de olhar sobre a
  40. história não significa que eles não tenham uma história que
  41. isso esteja na pré história.
  42. Enfim, quando a gente fala de antiguidade a gente fala
  43. de pré história, no caso, então a gente está falando
  44. do período dos hominídeos até a invenção da escrita.
  45. Os primeiros povos que inventaram a escrita, que acredita se
  46. que foram os egípcios, ouço neles, na Mesopotâmia.
  47. Então são povos da Antiguidade, de quem tiver o Egito,
  48. que fica no norte da África.
  49. Hebreus, peças mesopotâmios e depois a gente vê os gregos
  50. e os romanos que dominam esses povos.
  51. Já tem uma concepção imperialista.
  52. É uma ideia de que os gregos e os romanos
  53. são mais evoluídos ou melhores, de alguma forma, porque dominaram
  54. aqueles povos.
  55. Certo? Então, seja coloca a Europa e no centro dessa
  56. história antiga medieval.
  57. Também essa ideia de castelos, de feudos, essa forma de
  58. sociedade se desenvolveu na Europa.
  59. Também coloquei nos períodos para vocês lembrarem estendendo muito aqui,
  60. porqueé só uma ideia de fazer um diálogo mesmo.
  61. E aí, só na modernidade que, quando os europeus invade
  62. a África e a América para colonizar, que passa a
  63. ser falada, de uma história da América, uma história do
  64. continente americano, dos povos que viviam aqui.
  65. Então parece que povos indígenas e africanos não tinham importância
  66. enquanto não tinha uma relevância econômica enquanto não foram dominados
  67. pelos europeus.
  68. Nossa crítica colonial fala disso, faz uma crítica, essa ideia
  69. de progresso, essa ideia de acreditar que no futuro sempre
  70. estaremos melhor, o que agora, na contemporaneidade, nós somos superiores
  71. melhores do que no período medieval ou melhores do que
  72. na antiguidade ou melhores do que na pré história, mas
  73. melhores no melhores do que atrasados em relação ao que
  74. e aqui.
  75. Então, a crítica de colonial a organização fez uma crítica
  76. Essa ideia de que a Europaé central para a
  77. compreensão da história humana, faz uma críticaà colônia lidade
  78. que se a gente for pegar a história do Brasil
  79. ou da América que ele começa quando a invasão dos
  80. europeus no Brasil na datação de mil quinhentos e setenta
  81. e um, quando ganha a primeira expedição, Martim Afonso para
  82. colonizar o Brasil e vai até o período que começa
  83. com a vinda da família real para o Brasil, o
  84. início do Império.
  85. Então issoé um período assim, de trezentos anos de
  86. colonização. Mas a nossa mentalidade aindaé uma mentalidade que
  87. está dependente, digamos assim, da dos povos europeus, porque ainda
  88. é uma mentalidade pautada no racismo, no machismo, um sexismo
  89. que a modernidade ela ela se basear nisso.
  90. O que representou a modernidade para os povos europeus, representou,
  91. na verdade, a dominação do continente africano e americano.
  92. É isso que eu gostaria de falar para vocês