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by Ana Carolina Carvalho4 views·Updated Jun 7, 2022

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  1. continuando, então,
  2. com os instrumentos previstos na lei complementar Cento e quarenta,
  3. que trazem essa ideia de cooperação entre os entes federativos. A gente tem também
  4. a delegação de atribuições do ente federativo ao outro,
  5. respeitado os requisitos previstos na lei complementar.
  6. E, por fim,
  7. também você que há previsão de delegação de atribuição e também a delegação só de
  8. execução de ações administrativas de um ente federativo ao outro.
  9. Respeitados requisitos previstos nessa lei complementar
  10. são delegações de atribuições e de execução.
  11. Obviamente relacionadas à matéria ambiental, a questões ambientais.
  12. Trouxe aqui um acórdão interessante, que fala do princípio da cooperação,
  13. ministra Assusete Magalhães.
  14. Recurso especial mais de Santa Catarina focado em dois mil dezessete Estavam mais
  15. em sentido assemelhado
  16. não há falar em competência exclusiva de
  17. um ente federado para promover medidas protetivas.
  18. Impôs se amplo aparato de fiscalização a
  19. ser exercido pelos quatro em dois liderados,
  20. independente
  21. do local
  22. onde a ameaça ou dano estejam ocorrendo.
  23. Portanto, a competência material e aqui uma observação,
  24. essa competência
  25. é essa obrigação de fiscalização de todos os entes federados,
  26. independente do local, da ameaça do dano.
  27. Também depende doente que tiver licenciado o empreendimento.
  28. Então, ainda, por exemplo, que o empreendimento tenha sido licenciado pela União,
  29. o Município, prevendo
  30. identificando ali a ocorrência de algum dano ambiental
  31. por aquele empreendimento para por aquela obra, pode autuar
  32. também o empreendedor.
  33. Nesse caso, ainda que ele não seja o responsável pelo licenciamento,
  34. continuando,
  35. portanto a competência material para o trato das
  36. questões ambientais é comum a todos os entes
  37. diante de uma infração ambiental, os agentes de fiscalização ambiental federal,
  38. estadual, municipal
  39. terão o dever
  40. de agir imediatamente a questão da perpetuação
  41. da infração,
  42. Continuando então,
  43. próximo princípio, o princípio da prevenção,
  44. com a ideia que, do princípio da prevenção risco aqui é conhecido, a gente sabe,
  45. A gente tem a certeza de que o
  46. ocorrido, aquele ato
  47. daquele ato vai decorrer. Um dano
  48. ambiental, por exemplo,
  49. é um despejo de um poluente no Rio
  50. ou
  51. o corte de árvores.
  52. A gente sabe que, dessas, ou exploração mineral em determinado local,
  53. a gente tem certeza que desses atos vão ocorrer
  54. um dono. São perigos cientificamente já
  55. comprovados
  56. porque a gente deve atuar
  57. como princípio porque a gente deve prevenir em matéria.
  58. E aí a professora Alexandre Aragão
  59. dar
  60. aqui, algumas
  61. daqui
  62. a
  63. três requisitos.
  64. Ou três bases aí, de porque a gente deve prevenir matéria ambiental. Primeiro,
  65. em muitos casos, depois do ocorrido,
  66. dona impossível a reconstrução natural da situação anterior,
  67. exemplificando, por exemplo, a extinção de uma espécie,
  68. depois que a gente xinga em uma determinada espécie,
  69. não tem mais como a gente reconstruir,
  70. não tem mais como voltar atrás e reparem se
  71. o
  72. primeiro argumento
  73. seguiam
  74. mesmo. Se a gente conseguir reconstitui in natura aquele ecossistema.
  75. Essa reconstituição pode ser tão onerosa que acaba
  76. afetando com mais intensidade as gerações futuras.
  77. Vai ser tão dispendioso,
  78. vai ser tão trabalhoso reconstruir aquele meio ambiente
  79. degradado que isso vai onerar muitas gerações futuras
  80. e, por fim,
  81. é economicamente mais dispendioso, remediar do que prevenir.
  82. Falando se, atualmente que a prevenção da poluição compensa por Luxa,
  83. prevê chão, peixes.
  84. Então, isso quer dizer o que é muito mais barato, você prevenindo, dono
  85. muito mais barato. Você prevenir, por exemplo, o derramamento de petróleo no mar
  86. do que depois você
  87. tentar
  88. consertar ou dar uma solução para isso.
  89. O
  90. prejuízo ambiental.
  91. Onde é que a gente tem
  92. o princípio da prevenção
  93. nas legislações.
  94. Em âmbito internacional, Lá na declaração de Estocolmo,
  95. no princípio número dois costa,
  96. os recursos naturais da Terra,
  97. incluídos o ar água, terra, Flora, fauna,
  98. especialmente amostras representativas dos ecossistemas naturais
  99. devem ser preservados em benefício das gerações presentes e futuras,
  100. mediante uma cuidadosa planificação ordenamento.
  101. Então ele fala que eles devem ser
  102. preservados continuando
  103. na Convenção de Basileia,
  104. diz o seguinte
  105. Ela trata justamente dessa
  106. transporte de resíduos perigosos.
  107. Ela disse o seguinte
  108. conscientes do risco que os resíduos perigosos
  109. e outros resíduos e seus movimentos transfronteiriços
  110. representam para a saúde humana e o meio ambiente,
  111. atentas à crescente ameaça à saúde e ao meio ambiente.
  112. Que a maior geração, complexidade
  113. e o movimento transfronteiriço de resíduos perigosos e outros resíduos
  114. representa então já ciente do risco,
  115. a ideia que é que você
  116. evite aí a ocorrência que você previna esses
  117. movimentos transfronteiriços perigosos aí ao meio ambiente,
  118. seguindo
  119. lá na nossa Constituição. Artigo duzentos e vinte e cinco Fala em proteger
  120. e
  121. preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações.
  122. Da mesma forma, na Convenção da Biodiversidade Biológica Artigo terceiro fala
  123. os estados em conformidade com a Carta das Nações
  124. Unidas e com os princípios do direito internacional.
  125. Tem o direito soberano explorar seus próprios recursos,
  126. segundo as suas políticas ambientais
  127. e a responsabilidade de assegurar que atividades sob sua jurisdição. O controle
  128. não causem dono
  129. ao meio ambiente, de outros estados ou diárias, além dos limites da jurisdição
  130. nacional
  131. no nosso âmbito, no nosso ordenamento jurídico,
  132. nas nossas leis infraconstitucionais.
  133. A gente tem previsão do princípio da prevenção
  134. na lei, da Política Nacional, da Mudança do Clima
  135. que vai Helen Cala princípios da precaução, prevenção, participação cidadã,
  136. desenvolvimento sustentável das responsabilidades comuns,
  137. porém diferenciadas.
  138. Continuando
  139. a lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos,
  140. ela de São princípios da Política Nacional de
  141. Resíduos Sólidos a prevenção e a precaução.
  142. Por fim,
  143. o decreto
  144. federal cinco mil e trezentos de dois mil e quatro,
  145. que regulamenta a Política Nacional de Gerenciamento Costeiro,
  146. vai dizer
  147. aqui então,
  148. vai dizer da preservação,
  149. conservação e controle de áreas que sejam
  150. representativas dos ecossistemas da zona costeira,
  151. com recuperação e reabilitação das áreas degradadas ou descaracterizadas
  152. instrumentos que existem no nosso ordenamento,
  153. que são, aí, reflexo, que são a aplicação do princípio da prevenção.
  154. Desculpa primeiro
  155. o Estudo de Impacto Ambiental
  156. e Relatório de Impacto Ambiental.
  157. O objetivo de estudar justamente
  158. você, verificar potenciais danos para você ou não deferir
  159. o licenciamento
  160. ou
  161. você mitigar os efeitos.
  162. Seguindo da mesma forma o manejo ecológico.
  163. Vai planejar uma forma de usar os recursos naturais
  164. que
  165. não tem aquele equilíbrio do ecossistema
  166. também
  167. dentro do patrimônio cultural e tombamento
  168. para que você evite modificações naquele patrimônio que possam danificá lo
  169. nas sanções administrativas. Por exemplo, embargo de uma obra
  170. na concessão de licenças que vão
  171. especificar a forma como vai poder
  172. ser desenvolvida, a atividade do particular ou do poder público.
  173. Fiscalizações, autorizações nas liminares e cautelares em ações judiciais,
  174. no pagamento de serviços ambientais que você incentiva e a proteção e evita a
  175. ocorrência do dano ambiental
  176. na realização de planos que vão fazer a gestão dos recursos naturais, para evitar
  177. que eles fiquem escassos, que tem a ocorrência de algum dano.
  178. Então, a gente tem planos hídricos, a gente tem plano na Lei de Saneamento básico.
  179. A gente tem plano,
  180. na lei de recursos,
  181. na Política Nacional de Recursos Sólidos,
  182. na lei de Segurança de Barragens.
  183. Então, todas essas
  184. hipóteses, a gente tem a aplicação do princípio da prevenção,
  185. para que se evite o dono. Porque, depois que o dono acontece muito custoso
  186. de você repara lo. Quando isso é possível
  187. na jurisprudência, a gente tem aqui
  188. dizendo o seguinte
  189. é formalmente ministra Cármen Lúcia, é inconstitucional
  190. a subversão da lógica sistêmica das normas gerais
  191. nacionais pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
  192. Ao instituir,
  193. dispensa licenciamento simplificado ambiental para atividades
  194. de lavra a céu aberto.
  195. O estabelecimento de procedimentos de licenciamento ambiental estadual,
  196. que torne menos eficiente a proteção do meio
  197. ambiente equilibrado quanto as atividades de mineração,
  198. afronta o caput do artigo Duzentos e vinte e cinco da Constituição da República,
  199. por não observar o princípio da prevenção,
  200. outro acordo relevante
  201. aqui
  202. do
  203. jovem, que diz o seguinte
  204. De acordo com o entendimento desta Corte superior,
  205. a Lei de Crimes Ambientais deve ser interpretada à
  206. luz dos princípios do desenvolvimento sustentável da prevenção,
  207. indicando acerto da análise do crime.
  208. A jurisprudência tem conferido a parte inicial do artigo cinquenta e quatro
  209. da Lei nove Meia zero cinco, de que a mera possibilidade de causar dano à saúde humana
  210. é Rondônia. Configurar o crime de poluição
  211. evidenciada, sua natureza formal
  212. ou ainda de perigo abstrato.
  213. Seguindo então
  214. a gente falou do princípio da prevenção. Agora a gente vai falar do princípio da
  215. precaução. Eles São José, cinco princípios.
  216. Irmão.
  217. Mas qual é a diferença que
  218. no princípio da prevenção a gente tem uma certeza científica
  219. de que vai ocorrer o dono com aquela determinada atividade.
  220. No princípio da prevenção, não, a gente trabalha com a incerteza científica.
  221. A ideia é que é o seguinte
  222. que a incerteza científica não pode justificar a omissão pública ou privada
  223. na tomada de decisões sobre a proteção de bens ambientais.
  224. O surgimento dessa ideia do princípio da prevenção
  225. foi na Convenção de Viena, quando
  226. se
  227. que estabeleceu critérios para se diminuir,
  228. aí o buraco da camada de ozônio com a ideia, que
  229. é que nesses problemas ambientais complexos a gente nunca vai ter uma certeza,
  230. um cem por cento de certeza.
  231. Científica,
  232. Você vai ser sempre uma corrente que é contrária
  233. dizendo, por exemplo, que a camada de ozônio foi causada por outros fatores
  234. Ou, por exemplo, que o aquecimento global
  235. é um acontecimento normal na história da Terra.
  236. Você sempre vai ter alguma corrente científica, contrapondo aí
  237. ainda que você tenha, por exemplo, no
  238. em relação ao aquecimento global.
  239. A gente tem mais de noventa por cento dos trabalhos científicos,
  240. dizendo que isso é uma decorrência da atividade humana.
  241. Mas sempre vai existir uma pequena corrente, algum grupo
  242. que a mãe
  243. dizendo, por exemplo, que não é
  244. a atividade humana. Então, para impedir
  245. que a administração se omita nesses casos em que não há certeza científica,
  246. foi criada essa ideia e de princípio da precaução, dizendo A incerteza científica
  247. ou a existência de divergência científica não pode justificar a missão pública
  248. ou privada para na ideia
  249. de proteger o meio ambiente. A ideia
  250. central é na dúvida,
  251. vamos proteger o meio ambiente,
  252. então eu empreendedor
  253. Esse ônus vai recair sobre mim
  254. de comprovar
  255. que
  256. existe uma certeza científica de que eu não vou causar o dono.
  257. Então é
  258. essa
  259. in dúbio pro natura,
  260. causa
  261. uma inversão do ônus na prova da regulação dos riscos. Então
  262. deve existir uma prova mais forte, comprovando de que a atividade
  263. não vai casar, causar riscos
  264. naquele caso
  265. em concreto.
  266. Previsão normativa e do princípio
  267. da precaução
  268. Princípio número quinze da Declaração do Rio diz o seguinte
  269. De modo a proteger o meio ambiente,
  270. o princípio da precaução deve ser amplamente observado pelos estados,
  271. de acordo com suas capacidades
  272. quando houver ameaça
  273. de danos sérios ou irreversíveis.
  274. Ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão
  275. para pôster postergar medidas eficazes e economicamente viáveis
  276. para a degradação
  277. ambiental
  278. seguindo,
  279. Temos também
  280. lá na Lei de Biossegurança, que diz
  281. o princípio da precaução e a observância do princípio
  282. da precaução para a proteção do meio ambiente.
  283. Ela vem dizendo que a lei
  284. quais são as matérias da lei ao final, ela diz então que deve existir
  285. a observância do princípio da precaução.
  286. Da mesma forma, a Lei da Política Nacional de Mudanças Climáticas fala
  287. que as ações devem ser
  288. empreendidas pelos órgãos públicos da administração, pelos entes políticos,
  289. observando os princípios da precaução
  290. e da prevenção.
  291. Da mesma forma,
  292. na Política Nacional de Resíduos Sólidos também se fala em prevenção e precaução,
  293. na lei da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.
  294. O parágrafo segundo do artigo segundo fala,
  295. a incerteza quanto ao risco de desastre não
  296. constituirá um óbice para adoção das medidas preventivas
  297. e mitigadoras da situação
  298. de risco.
  299. Da mesma forma, na Lei de Crimes Ambientais,
  300. o artigo cinquenta e quatro fala causar poluição de qualquer natureza,
  301. em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana
  302. ou que provoquem a mortandade de animais ou a distribuição.
  303. Desculpa destruição significativa da flora para o terceiro
  304. incorre nas mesmas penas previstas no parágrafo anterior
  305. quem deixar de adotar quando assim o exigir a autoridade competente.
  306. Medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental grave
  307. ou
  308. irreversível
  309. na jurisprudência, trouxe aqui dois acordos. Um deles, ministra Rosa Weber, diz
  310. para ele,
  311. ainda que houvesse alguma dúvida com relação a
  312. visibilidade do amianto crisotila para a saúde humana.
  313. É o caso de se aplicar o princípio da precaução,
  314. onde existem ameaças de riscos sérios ou irreversíveis.
  315. Não será utilizada a falta de certeza científica total
  316. como razão para o adiamento
  317. de medidas eficazes em termos de custo
  318. para evitar a degradação ambiental
  319. e, por fim,
  320. o informativo mil
  321. STF diz o seguinte em juízo de Delibação,
  322. aparente estado de anomia e de descontrole regulatório
  323. a configurar material. Retrocesso no tocante à satisfação do dever de proteção
  324. e preservação do meio ambiente, incompatível com a ordem constitucional
  325. e
  326. o princípio da precaução.
  327. Esse é que era aquele acordo que tratava
  328. da revogação de diversas resoluções da economia que aconteceu aí
  329. alguns meses atrás.
  330. A gente encerra que esse primeiro bloco, no segundo bloco,
  331. a gente continua falando aí
  332. de princípios constitucionais