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Ana Carolina Carvalho
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14:20
Chapter 22
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continuando, então,
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com os instrumentos previstos na lei complementar Cento e quarenta,
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que trazem essa ideia de cooperação entre os entes federativos. A gente tem também
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a delegação de atribuições do ente federativo ao outro,
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respeitado os requisitos previstos na lei complementar.
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E, por fim,
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também você que há previsão de delegação de atribuição e também a delegação só de
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execução de ações administrativas de um ente federativo ao outro.
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Respeitados requisitos previstos nessa lei complementar
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são delegações de atribuições e de execução.
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Obviamente relacionadas à matéria ambiental, a questões ambientais.
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Trouxe aqui um acórdão interessante, que fala do princípio da cooperação,
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ministra Assusete Magalhães.
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Recurso especial mais de Santa Catarina focado em dois mil dezessete Estavam mais
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em sentido assemelhado
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não há falar em competência exclusiva de
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um ente federado para promover medidas protetivas.
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Impôs se amplo aparato de fiscalização a
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ser exercido pelos quatro em dois liderados,
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independente
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do local
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onde a ameaça ou dano estejam ocorrendo.
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Portanto, a competência material e aqui uma observação,
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essa competência
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é essa obrigação de fiscalização de todos os entes federados,
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independente do local, da ameaça do dano.
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Também depende doente que tiver licenciado o empreendimento.
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Então, ainda, por exemplo, que o empreendimento tenha sido licenciado pela União,
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o Município, prevendo
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identificando ali a ocorrência de algum dano ambiental
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por aquele empreendimento para por aquela obra, pode autuar
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também o empreendedor.
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Nesse caso, ainda que ele não seja o responsável pelo licenciamento,
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continuando,
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portanto a competência material para o trato das
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questões ambientais é comum a todos os entes
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diante de uma infração ambiental, os agentes de fiscalização ambiental federal,
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estadual, municipal
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terão o dever
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de agir imediatamente a questão da perpetuação
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da infração,
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Continuando então,
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próximo princípio, o princípio da prevenção,
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com a ideia que, do princípio da prevenção risco aqui é conhecido, a gente sabe,
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A gente tem a certeza de que o
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ocorrido, aquele ato
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daquele ato vai decorrer. Um dano
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ambiental, por exemplo,
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é um despejo de um poluente no Rio
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ou
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o corte de árvores.
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A gente sabe que, dessas, ou exploração mineral em determinado local,
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a gente tem certeza que desses atos vão ocorrer
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um dono. São perigos cientificamente já
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comprovados
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porque a gente deve atuar
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como princípio porque a gente deve prevenir em matéria.
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E aí a professora Alexandre Aragão
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dar
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aqui, algumas
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daqui
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a
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três requisitos.
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Ou três bases aí, de porque a gente deve prevenir matéria ambiental. Primeiro,
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em muitos casos, depois do ocorrido,
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dona impossível a reconstrução natural da situação anterior,
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exemplificando, por exemplo, a extinção de uma espécie,
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depois que a gente xinga em uma determinada espécie,
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não tem mais como a gente reconstruir,
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não tem mais como voltar atrás e reparem se
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o
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primeiro argumento
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seguiam
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mesmo. Se a gente conseguir reconstitui in natura aquele ecossistema.
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Essa reconstituição pode ser tão onerosa que acaba
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afetando com mais intensidade as gerações futuras.
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Vai ser tão dispendioso,
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vai ser tão trabalhoso reconstruir aquele meio ambiente
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degradado que isso vai onerar muitas gerações futuras
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e, por fim,
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é economicamente mais dispendioso, remediar do que prevenir.
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Falando se, atualmente que a prevenção da poluição compensa por Luxa,
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prevê chão, peixes.
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Então, isso quer dizer o que é muito mais barato, você prevenindo, dono
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muito mais barato. Você prevenir, por exemplo, o derramamento de petróleo no mar
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do que depois você
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tentar
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consertar ou dar uma solução para isso.
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O
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prejuízo ambiental.
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Onde é que a gente tem
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o princípio da prevenção
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nas legislações.
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Em âmbito internacional, Lá na declaração de Estocolmo,
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no princípio número dois costa,
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os recursos naturais da Terra,
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incluídos o ar água, terra, Flora, fauna,
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especialmente amostras representativas dos ecossistemas naturais
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devem ser preservados em benefício das gerações presentes e futuras,
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mediante uma cuidadosa planificação ordenamento.
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Então ele fala que eles devem ser
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preservados continuando
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na Convenção de Basileia,
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diz o seguinte
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Ela trata justamente dessa
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transporte de resíduos perigosos.
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Ela disse o seguinte
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conscientes do risco que os resíduos perigosos
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e outros resíduos e seus movimentos transfronteiriços
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representam para a saúde humana e o meio ambiente,
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atentas à crescente ameaça à saúde e ao meio ambiente.
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Que a maior geração, complexidade
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e o movimento transfronteiriço de resíduos perigosos e outros resíduos
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representa então já ciente do risco,
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a ideia que é que você
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evite aí a ocorrência que você previna esses
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movimentos transfronteiriços perigosos aí ao meio ambiente,
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seguindo
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lá na nossa Constituição. Artigo duzentos e vinte e cinco Fala em proteger
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e
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preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações.
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Da mesma forma, na Convenção da Biodiversidade Biológica Artigo terceiro fala
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os estados em conformidade com a Carta das Nações
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Unidas e com os princípios do direito internacional.
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Tem o direito soberano explorar seus próprios recursos,
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segundo as suas políticas ambientais
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e a responsabilidade de assegurar que atividades sob sua jurisdição. O controle
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não causem dono
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ao meio ambiente, de outros estados ou diárias, além dos limites da jurisdição
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nacional
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no nosso âmbito, no nosso ordenamento jurídico,
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nas nossas leis infraconstitucionais.
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A gente tem previsão do princípio da prevenção
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na lei, da Política Nacional, da Mudança do Clima
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que vai Helen Cala princípios da precaução, prevenção, participação cidadã,
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desenvolvimento sustentável das responsabilidades comuns,
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porém diferenciadas.
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Continuando
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a lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos,
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ela de São princípios da Política Nacional de
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Resíduos Sólidos a prevenção e a precaução.
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Por fim,
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o decreto
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federal cinco mil e trezentos de dois mil e quatro,
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que regulamenta a Política Nacional de Gerenciamento Costeiro,
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vai dizer
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aqui então,
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vai dizer da preservação,
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conservação e controle de áreas que sejam
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representativas dos ecossistemas da zona costeira,
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com recuperação e reabilitação das áreas degradadas ou descaracterizadas
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instrumentos que existem no nosso ordenamento,
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que são, aí, reflexo, que são a aplicação do princípio da prevenção.
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Desculpa primeiro
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o Estudo de Impacto Ambiental
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e Relatório de Impacto Ambiental.
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O objetivo de estudar justamente
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você, verificar potenciais danos para você ou não deferir
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o licenciamento
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ou
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você mitigar os efeitos.
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Seguindo da mesma forma o manejo ecológico.
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Vai planejar uma forma de usar os recursos naturais
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que
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não tem aquele equilíbrio do ecossistema
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também
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dentro do patrimônio cultural e tombamento
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para que você evite modificações naquele patrimônio que possam danificá lo
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nas sanções administrativas. Por exemplo, embargo de uma obra
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na concessão de licenças que vão
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especificar a forma como vai poder
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ser desenvolvida, a atividade do particular ou do poder público.
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Fiscalizações, autorizações nas liminares e cautelares em ações judiciais,
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no pagamento de serviços ambientais que você incentiva e a proteção e evita a
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ocorrência do dano ambiental
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na realização de planos que vão fazer a gestão dos recursos naturais, para evitar
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que eles fiquem escassos, que tem a ocorrência de algum dano.
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Então, a gente tem planos hídricos, a gente tem plano na Lei de Saneamento básico.
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A gente tem plano,
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na lei de recursos,
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na Política Nacional de Recursos Sólidos,
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na lei de Segurança de Barragens.
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Então, todas essas
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hipóteses, a gente tem a aplicação do princípio da prevenção,
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para que se evite o dono. Porque, depois que o dono acontece muito custoso
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de você repara lo. Quando isso é possível
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na jurisprudência, a gente tem aqui
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dizendo o seguinte
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é formalmente ministra Cármen Lúcia, é inconstitucional
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a subversão da lógica sistêmica das normas gerais
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nacionais pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
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Ao instituir,
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dispensa licenciamento simplificado ambiental para atividades
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de lavra a céu aberto.
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O estabelecimento de procedimentos de licenciamento ambiental estadual,
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que torne menos eficiente a proteção do meio
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ambiente equilibrado quanto as atividades de mineração,
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afronta o caput do artigo Duzentos e vinte e cinco da Constituição da República,
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por não observar o princípio da prevenção,
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outro acordo relevante
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aqui
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do
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jovem, que diz o seguinte
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De acordo com o entendimento desta Corte superior,
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a Lei de Crimes Ambientais deve ser interpretada à
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luz dos princípios do desenvolvimento sustentável da prevenção,
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indicando acerto da análise do crime.
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A jurisprudência tem conferido a parte inicial do artigo cinquenta e quatro
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da Lei nove Meia zero cinco, de que a mera possibilidade de causar dano à saúde humana
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é Rondônia. Configurar o crime de poluição
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evidenciada, sua natureza formal
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ou ainda de perigo abstrato.
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Seguindo então
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a gente falou do princípio da prevenção. Agora a gente vai falar do princípio da
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precaução. Eles São José, cinco princípios.
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Irmão.
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Mas qual é a diferença que
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no princípio da prevenção a gente tem uma certeza científica
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de que vai ocorrer o dono com aquela determinada atividade.
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No princípio da prevenção, não, a gente trabalha com a incerteza científica.
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A ideia é que é o seguinte
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que a incerteza científica não pode justificar a omissão pública ou privada
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na tomada de decisões sobre a proteção de bens ambientais.
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O surgimento dessa ideia do princípio da prevenção
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foi na Convenção de Viena, quando
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se
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que estabeleceu critérios para se diminuir,
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aí o buraco da camada de ozônio com a ideia, que
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é que nesses problemas ambientais complexos a gente nunca vai ter uma certeza,
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um cem por cento de certeza.
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Científica,
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Você vai ser sempre uma corrente que é contrária
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dizendo, por exemplo, que a camada de ozônio foi causada por outros fatores
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Ou, por exemplo, que o aquecimento global
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é um acontecimento normal na história da Terra.
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Você sempre vai ter alguma corrente científica, contrapondo aí
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ainda que você tenha, por exemplo, no
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em relação ao aquecimento global.
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A gente tem mais de noventa por cento dos trabalhos científicos,
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dizendo que isso é uma decorrência da atividade humana.
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Mas sempre vai existir uma pequena corrente, algum grupo
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que a mãe
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dizendo, por exemplo, que não é
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a atividade humana. Então, para impedir
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que a administração se omita nesses casos em que não há certeza científica,
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foi criada essa ideia e de princípio da precaução, dizendo A incerteza científica
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ou a existência de divergência científica não pode justificar a missão pública
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ou privada para na ideia
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de proteger o meio ambiente. A ideia
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central é na dúvida,
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vamos proteger o meio ambiente,
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então eu empreendedor
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Esse ônus vai recair sobre mim
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de comprovar
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que
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existe uma certeza científica de que eu não vou causar o dono.
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Então é
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essa
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in dúbio pro natura,
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causa
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uma inversão do ônus na prova da regulação dos riscos. Então
11:40 - 11:44
deve existir uma prova mais forte, comprovando de que a atividade
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não vai casar, causar riscos
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naquele caso
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em concreto.
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Previsão normativa e do princípio
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da precaução
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Princípio número quinze da Declaração do Rio diz o seguinte
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De modo a proteger o meio ambiente,
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o princípio da precaução deve ser amplamente observado pelos estados,
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de acordo com suas capacidades
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quando houver ameaça
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de danos sérios ou irreversíveis.
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Ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão
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para pôster postergar medidas eficazes e economicamente viáveis
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para a degradação
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ambiental
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seguindo,
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Temos também
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lá na Lei de Biossegurança, que diz
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o princípio da precaução e a observância do princípio
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da precaução para a proteção do meio ambiente.
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Ela vem dizendo que a lei
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quais são as matérias da lei ao final, ela diz então que deve existir
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a observância do princípio da precaução.
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Da mesma forma, a Lei da Política Nacional de Mudanças Climáticas fala
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que as ações devem ser
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empreendidas pelos órgãos públicos da administração, pelos entes políticos,
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observando os princípios da precaução
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e da prevenção.
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Da mesma forma,
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na Política Nacional de Resíduos Sólidos também se fala em prevenção e precaução,
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na lei da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.
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O parágrafo segundo do artigo segundo fala,
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a incerteza quanto ao risco de desastre não
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constituirá um óbice para adoção das medidas preventivas
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e mitigadoras da situação
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de risco.
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Da mesma forma, na Lei de Crimes Ambientais,
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o artigo cinquenta e quatro fala causar poluição de qualquer natureza,
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em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana
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ou que provoquem a mortandade de animais ou a distribuição.
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Desculpa destruição significativa da flora para o terceiro
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incorre nas mesmas penas previstas no parágrafo anterior
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quem deixar de adotar quando assim o exigir a autoridade competente.
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Medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental grave
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ou
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irreversível
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na jurisprudência, trouxe aqui dois acordos. Um deles, ministra Rosa Weber, diz
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para ele,
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ainda que houvesse alguma dúvida com relação a
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visibilidade do amianto crisotila para a saúde humana.
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É o caso de se aplicar o princípio da precaução,
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onde existem ameaças de riscos sérios ou irreversíveis.
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Não será utilizada a falta de certeza científica total
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como razão para o adiamento
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de medidas eficazes em termos de custo
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para evitar a degradação ambiental
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e, por fim,
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o informativo mil
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STF diz o seguinte em juízo de Delibação,
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aparente estado de anomia e de descontrole regulatório
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a configurar material. Retrocesso no tocante à satisfação do dever de proteção
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e preservação do meio ambiente, incompatível com a ordem constitucional
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e
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o princípio da precaução.
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Esse é que era aquele acordo que tratava
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da revogação de diversas resoluções da economia que aconteceu aí
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alguns meses atrás.
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A gente encerra que esse primeiro bloco, no segundo bloco,
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a gente continua falando aí
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de princípios constitucionais
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