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Chapter 1
12:32
Chapter 2
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Auto-generated
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tudo bem.
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Hoje nós vamos se dar um pouquinho
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sobre
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a abolição da escravatura
00:10 - 00:11
no Brasil.
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Para compreendermos esse assunto,
00:15 - 00:17
nós precisamos ir lá do início,
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quando tudo começou.
00:20 - 00:22
A escravidão no Brasil
00:23 - 00:24
foi implantada
00:25 - 00:26
no ano de mil
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quinhentos e trinta e cinco,
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quando chegou em Salvador, Bahia,
00:31 - 00:32
o primeiro navio
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com negros escravizados,
00:35 - 00:36
este
00:36 - 00:39
bom marco do início da escravatura no Brasil,
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que só determinaria
00:43 - 00:44
terminaria
00:45 - 00:48
trezentos e cinquenta e três anos depois,
00:49 - 00:49
em
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treze de maio de mil oitocentos e oitenta e oito, com a Lei
00:54 - 00:54
Áurea,
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assinada pela então princesa Isabel,
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as primeiras pessoas a serem fiscalizadas
01:01 - 01:02
na colônia foram
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os indígenas.
01:05 - 01:06
Posteriormente,
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negros
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africanos
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seriam capturados
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em possessões portuguesas
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como
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Angola,
01:16 - 01:17
Moçambique,
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em regiões como o Reino
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do
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e trazer os a força ao Brasil
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para serem escravizados.
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Origem
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da escravidão no Brasil Como
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se deu início a tudo isso,
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segundo os historiadores,
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apontam várias causas
01:41 - 01:41
para
01:42 - 01:44
se empregar a mão de obra escrava
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nas colônias.
01:46 - 01:46
Portugal
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tinha uma população pequena de cerca de dois milhões de pessoas.
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Eu não tinha condições
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de dispersar
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parte de seus habitantes
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para a sua Polônia americana.
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Para suprir
02:02 - 02:04
os braços que faltavam,
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os colonizadores usaram a escravidão
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que já era praticada na África e no mundo árabe.
02:13 - 02:16
O transporte de pessoas escravizadas comentou
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a produção de mais
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embarcações, alimentos, vestuário, armas
02:22 - 02:23
e outros produtos
02:23 - 02:26
que estavam ligados ao comércio de gente.
02:26 - 02:30
Por isso, o tráfico negreiro representou um ótimo negócio
02:31 - 02:32
para a Europa.
02:32 - 02:35
Movimentava grandes capitais
02:35 - 02:37
nos três continentes.
02:37 - 02:38
Dessa maneira,
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portugueses,
02:41 - 02:42
espanhóis,
02:43 - 02:44
franceses,
02:45 - 02:46
holandeses
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e ingleses
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tornaram
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a escravidão
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um negócio lucrativo.
02:54 - 02:55
Suportaram
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os porões e seus na Deus com negros africanos
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para serem vendidos nos portos brasileiros
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em toda a América.
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Já as pessoas escravizadas
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não ganhavam nada,
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ao contrário, só para o dia,
03:15 - 03:16
pois passavam a ser
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propriedade de outra pessoa.
03:20 - 03:21
Esse contingente produziu
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toda a riqueza no Brasil,
03:25 - 03:26
desde o plantio
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da cana de açúcar,
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colheita,
03:29 - 03:32
transformação de caldo do caldo de cana,
03:32 - 03:34
construção de casas,
03:34 - 03:35
engenhos,
03:35 - 03:36
igrejas.
03:37 - 03:37
Tudo
03:38 - 03:38
era feito
03:39 - 03:40
pelos carros,
03:42 - 03:43
como então
03:44 - 03:44
se deu
03:44 - 03:46
a esse tipo de escravidão?
03:46 - 03:47
Nós sabemos que
03:48 - 03:49
os primeiros escravos
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no Brasil
03:50 - 03:51
foram
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os índios.
03:53 - 03:56
No início do processo da colonização no Brasil,
03:56 - 03:58
empregou se a mão de obra
03:59 - 04:00
indígena.
04:01 - 04:03
Os índios eram capturados por meios
04:04 - 04:05
de expedições como
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as bandeiras, ou obtidos como
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esses
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rumores de guerras,
04:11 - 04:12
dentre mais
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os portugueses,
04:14 - 04:16
estabelecer alianças
04:16 - 04:17
com as tribos.
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Em troca,
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conseguiu mão de obra
04:20 - 04:22
escrava indígena
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por muito tempo.
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Nas escolas brasileiras
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se ensinou que o índio
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não servia como escravo
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por serem preguiçosos
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e por isso os portugueses teriam preferido
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escravizaram africano.
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Na verdade,
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a escravidão de indígenas somente seria abolida
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com um grupo de religiosos chamados jesuítas
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que protegiam
04:50 - 04:51
os índios e suas aldeias.
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O que aconteceu é que era os escravos
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africanos
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escravizar.
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Os africanos
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eram muito mais lucrativos
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que escravizar indígenas.
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Por esta razão,
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os europeus preferiu investir
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no tráfico de escravos no tráfico negreiro.
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Outro impedimento para a escravização dos indígenas
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foi a
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oposição
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dos religiosos,
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sobretudo os jesuítas,
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que protegeu aldeias inteiras
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em suas reduções.
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Tipos de escravidão no Brasil
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No caso dos portugueses, os negros africanos
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eram trazidos de suas colônias
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na África
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para serem utilizados principalmente na agricultura.
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Na mineração,
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desempenhavam também vários serviços domésticos,
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entre outros.
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Nas cidades
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haviam os chamados escravos
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de ganho,
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utilizados em tarefas
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do ramo comercial ou de serviços.
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Normalmente eles vendiam
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produtos
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manufaturados
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que tudo
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carregavam água
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auxiliavam
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na administração de pequenos comércios.
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Qual era as condições dos escravos
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trazido da África naquela época,
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As condições da escravidão no Brasil
06:20 - 06:22
eram as piores possíveis
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e a vida útil
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de uma pessoa escravizada adulta
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não passava de dez anos.
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Após a sua captura na África,
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os seres humanos escravizados
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enfrentavam
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a perigosa travessia da África para o Brasil
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nos porões dos navios negreiros,
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onde muitos morriam
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antes mesmo de chegar ao seu destino, Brasil
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e aqueles que
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permaneciam vivos
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eram vendidos,
06:50 - 06:52
passavam trabalhar de sol a sol,
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recebendo
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uma alimentação
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de
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péssima qualidade,
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vestindo trapos
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e habitando em cinza las. Normalmente, tratava se de locais
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escuros,
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úmidos
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e com pouca,
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com poucas condições de higiene.
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Então, nós temos que
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eles eram impedidos de professar
07:19 - 07:20
a sua fé.
07:20 - 07:21
Afinal,
07:21 - 07:25
a maioria das pessoas escravizadas vinham da África já batizadas.
07:26 - 07:26
Era
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suposto que abraçasse a religião católica.
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Daí surgiu
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ou sincretismo
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o que verificamos no candomblé
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praticado no Brasil hoje,
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as mulheres negras
07:42 - 07:42
eram
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exploradas
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sexualmente e usadas como mão de obra
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para trabalhos domésticos, como cozinheiras. Alguma deles esteve.
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Não era
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incomum que as mulheres, naquela época
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escravizadas
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recorressem ao aborto para impedir
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que seus filhos não tivesse a mesma sorte
08:03 - 08:03
à escravidão.
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Quando fugiam
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os capitães do mato que
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perseguiam
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as pessoas escravizadas,
08:12 - 08:14
a obtenção da liberdade
08:14 - 08:16
só era possível quando
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escapavam
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para quilombos.
08:19 - 08:20
os que conseguiu
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ou os que conseguiam comprar
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a carta de alforria.
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Durante esse período também teve
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as formas de resistência às revoltas nas fazendas.
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Não eram raras.
08:36 - 08:39
No período colonial, muitos grupos de escravos
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fugiam
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reformada comunidades fortificadas escondidas na mata chamada de quilombo.
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Uma das mais
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de um dos mais significativos no Brasil colonial foi
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o Quilombo dos Palmares. Ali
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podiam praticar
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sua cultura,
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exercer
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os seus rituais
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quando se deu
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a abolição da escravatura,
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quando a sociedade europeia começou
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a adotar
09:10 - 09:12
a ideia do liberalismo
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do Iluminismo,
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a escravidão passou então a ser severamente questionada. Afinal,
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a privação de liberdade
09:22 - 09:27
não combinava com a nova etapa do capitalismo industrial.
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Igualmente,
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quando a Lei da Inglaterra aboliu
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a escravidão nas suas colônias,
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então substituiu por trabalhadores assalariados.
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Por essa razão,
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a produção agrícola ali
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seria mais cara
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e as colônias empresas não poderiam concorrer
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com os baixos
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preços
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praticados
09:52 - 09:53
pelos portugueses.
09:54 - 09:54
Assim
09:55 - 09:56
era necessário,
09:56 - 09:57
terão se formar
09:58 - 09:59
a mão de obra
10:00 - 10:03
escravizada em trabalhadores assalariados.
10:04 - 10:05
Isso iria igualar os
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preços
10:06 - 10:07
da produção
10:07 - 10:08
e, no futuro
10:09 - 10:11
os ex escravos poderiam ser
10:12 - 10:13
os futuros consumidores.
10:14 - 10:14
Por isso,
10:15 - 10:16
ainda a terra
10:16 - 10:20
que liderava a nova expansão capitalista industrial
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aprovou uma lei
10:23 - 10:24
e essa lei
10:27 - 10:29
transformou a Marinha real britânica numa
10:30 - 10:31
arma contra o
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tráfico de
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escravos em qualquer
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parte do mundo,
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pois permitiu
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que seus navios
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abordar assim
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navios negreiros
10:43 - 10:44
de qualquer nacionalidade.
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Importar pessoas para ser escravizadas, acabou se tornando cada vez mais
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difícil
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e cada vez mais caro.
10:55 - 10:55
No Brasil,
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o tráfico foi oficialmente
10:59 - 11:00
abolido
11:00 - 11:03
em mil oitocentos e cinquenta, com a lei
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conhecida como Lei Eusébio de Queiroz,
11:07 - 11:09
mais adiante, em mil oitocentos e setenta e um
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a Lei do Ventre Livre,
11:11 - 11:14
que garante liberdade aos filhos de escravos
11:14 - 11:16
e em mil oitocentos e setenta e nove,
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teve início a campanha abolicionista.
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Intelectuais e políticos
11:23 - 11:24
se uniram
11:25 - 11:25
para
11:25 - 11:26
então
11:26 - 11:28
conseguir a liberdade dos escravos.
11:29 - 11:30
Posteriormente,
11:30 - 11:30
a Lei
11:31 - 11:33
doze sabe se ordinários
11:33 - 11:35
em mil oitocentos e oitenta e cinco,
11:35 - 11:40
garantindo então a liberdade aos escravos maiores de sessenta anos e por final
11:41 - 11:42
chegamos a então
11:42 - 11:43
a Lei
11:43 - 11:44
Áurea.
11:45 - 11:46
A abolição da escravidão
11:47 - 11:48
no país foi concedida
11:49 - 11:50
pela Lei Áurea,
11:50 - 11:51
aprovada
11:51 - 11:52
pelo Senado.
11:53 - 11:55
É assinada pela princesa Isabel
11:56 - 11:57
no dia treze de maio
11:58 - 11:58
de mil
11:59 - 12:01
oitocentos e oitenta e oito.
12:01 - 12:02
A Lei Áurea
12:02 - 12:03
encerrava
12:04 - 12:05
década de discussão
12:06 - 12:08
em torno de várias questões,
12:08 - 12:08
porém,
12:08 - 12:10
a mais importante era
12:11 - 12:13
se os escravos fossem libertados.
12:13 - 12:14
O governo pagaria
12:15 - 12:16
indenização
12:16 - 12:18
aos proprietários, mas isso não aconteceu.
12:18 - 12:19
Por fim, venceu
12:20 - 12:21
e os donos
12:21 - 12:23
de escravos não receberam nenhuma
12:23 - 12:24
recompensa
12:25 - 12:25
financeira,
12:26 - 12:28
e então em mil oitocentos e oitenta e oito.
12:29 - 12:30
Os escravos então
12:31 - 12:33
tiveram a sua
12:33 - 12:34
liberdade
12:35 - 12:36
então assinada
12:36 - 12:37
pela princesa
12:37 - 12:38
Isabel.
12:39 - 12:42
E então nós vemos como se
12:42 - 12:42
se deu
12:43 - 12:43
todo
12:44 - 12:46
o desenrolar da história
12:46 - 12:49
desde o início de mil quinze, trinta e cinco
12:49 - 12:49
a
12:50 - 12:52
mil, oitocentos e oitenta e oito, quando então
12:53 - 12:54
a escravidão
12:55 - 12:56
foi abolida
12:56 - 12:57
no Brasil
12:58 - 13:00
e aí então você pode compreender um pouquinho
13:00 - 13:02
dessa história tão importante
13:03 - 13:05
das nossas raizes que foi
13:05 - 13:07
a liberdade dos escravos
13:08 - 13:10
que tanto sofreram aqui nesse Brasil
13:10 - 13:14
e contribuir com a construção do Brasil, mas de uma forma
13:15 - 13:15
não é
13:15 - 13:16
agradável
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através da escravidão.
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E então
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nós
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compreendemos que
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eles tiveram sua liberdade
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no ano de mil oitocentos
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e oitenta e oito,
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exatamente no dia treze de maio,
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assinado
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pela princesa Isabel
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