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Dinâmicas demográficas e ambientais no espaço
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Thais Tartalha
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Updated Jul 20, 2021
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Dinâmicas demográficas e ambientais no espaço
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Daniel Hogan - Uma demografia ambiental
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Chapter 3
06:19
Chapter 4
12:56
Chapter 5
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Auto-generated
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Bom dia, boa tarde por noite!
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Boa madrugada para vocês que estão aqui assistindo na sala
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nove coisas Tentar a sociedade que entitulada dinâmicas, demográficas e
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ambientais no espaço.
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Essa ala, ela está logo depois das aulas de cartografia
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e dessa discussão mais teórica sobre território, porque nós vamos
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tentar trazer um pouco a questão dos dados de análises
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que estão observando como se comporta uma população no espaço.
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E como essa população se relaciona com outros elementos que
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estão nesse espaço, tentando aí apresentar essa relação de uma
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forma um pouco menos teórica e um pouco mais prática
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no sentido de estar transformando essa relação a partir de
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análise de dados queé a ciência demográfica,é uma
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ciência limítrofe, na verdade, entre as ciências humanas e as
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ciências exatas.
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Ela se utiliza de ferramentas das ciências exatas, bastante estatística,
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mas como abordagem a partir de questões muito humanas, muito
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das ciências humanas.
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Então, perspectivas sobre como as relações das pessoas com os
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corpos, água com as bacias, com o território com a
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cidade e como essas diferentes arranjos domiciliares, por exemplo, podem
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trazer impactos sobre a forma de você distribuir energia de
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você, pensar políticas de adaptação de pensar a distribuição de
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vacina. Então todos esses elementos fazem parte, ainda que a
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gente está chamando dinâmicas, demográficas e ambientais no espaço.
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Para isso a gente vai trabalhar hoje com o texto
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do professor Daniel Roga, chamado uma demografia em busca de
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uma biografia, um texto escrito ali no começo dos anos
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dois mil em que o Daniel está tentando você pensar
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o que afinal seria essa perspectiva teórica, esse campo da
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demografia ambiental dentro da demografia e porque faria sentido a
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gente ter o campo de demografia ambiental E quais seriam,
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então as contribuições desse campo?
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Não. Para vocês terem uma ideia de quem foi Daniel
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o Daniel Rogan foi professor na Unicamp e desde mil
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e novecentos e setenta e dois até dois mil e
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dez anos da sua morte.
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Ele nasceu nos Estados Unidos, mas em setenta e dois
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estava aqui.
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Então ele se tornou um brasileiro de coração e tinha
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grande uma grande participação, inclusive nas questões ambientais brasileiras, que
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era o grande esta grande temática dele.
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Ele foi fundamental para a formação de dois núcleos de
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pesquisa da Unicamp, que foi o núcleo de população e
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também o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais UNEP Hã,
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sempre tentando trazer esse diálogo entre a demografia e os
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estudos ambientais.
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Um dos primeiros trabalhos dele depois que ele chegou no
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Brasil foi um trabalho pioneiro, em que ele relacionou a
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distribuição e características da população em Cubatão, com os problemas
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de saúde da população, tentando demonstrar então, que essa distribuição,
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essa característica da população, principalmente características socioeconômicas, comunidade, local de
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moradia, renda, elas são importantes, sempre você conseguir entender dinâmicas
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que perpassam as questões de saúde e também as questões
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ambientais, no sentido de estarem mais expostos ou menos expostos
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à poluição e, principalmente, como isso estava relacionado a uma
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forma de desenvolvimento.
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É uma perspectiva sobre o que seria desenvolvimento e quem
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seriam as pessoas beneficiadas para esse desenvolvimento.
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As pessoas que estariam a margem desse desenvolvimento questionando uma
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ideia ainda muito trazida da década de cinquenta, sessenta e
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setenta, de que o desenvolvimento estava muito ligado às questões
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industriais e as transformações dessa indústria sem medição desses impactos
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aí na na população que dependeriam de arranjos.
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Outros. Como essa distribuição dessa população só local de moradia
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e suas proximidades com esses locais que industriais com os
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resíduos produtos nessa indústria, seja ela uma indústria mais urbana
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no sentido da próxima dos centros urbanos, seja ela da
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indústria, no caso dos defensivos agrícolas, agrotóxicos e outros outros
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mecanismos. Então esse texto específico ele faz parte de um
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livro que está tentando refletir sobre dinâmicas ambientais, aí nessa
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primeira metade dessas primeira década dos anos dois mil, tentando
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fazer um balanço se preparando para a Conferência de dois
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mil e doze que marcaria e os vinte anos da
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Eco noventa e dois, que também aconteceu no Rio de
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Janeiro e tentando fazer um balanço do que exatamente a
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gente estava mudando em termos de perspectivas sobre o ambiente
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e como a demografia poderia contribuir nessa perspectiva, levantando aí
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questões com relação a organização e o que a urbanização
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tinha como questão para colocar pra gente nesse momento.
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Como a gente estava conseguindo recortar as questões ambientais como
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a gente estava conseguindo mensurar essa relação entre população, ambiente
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e como já estava transformando se debate entre a população
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em ambiente, então ele começa o texto chamando a nossa
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atenção para uma perspectiva nenhuma luziana que domina o debate
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principalmente no cenário internacional das grandes agências de financiamento e
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as grandes agências multilaterais, como a ONU, em que havia
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uma ideia de que a pressão dos números, ou seja,
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o volume da população a um crescimento ainda grande da
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população, principalmente influenciado pelo BB um aí dos anos cinquenta
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e sessenta, no caso o Brasil, sessenta setenta.
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Como essa pressão desses números desse crescimento populacional iria impactar
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os recursos e uma perspectiva ainda um pouco catastrofista no
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sentido de pensar aqui, essa pressão dos seus números sobre
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os recursos não poderia ser reduzida, não poderia ser mitigada
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com os avanços tecnológicos.
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Havia um consenso aí de de setenta e dois com
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a Conferência de Meio Ambiente de Estocolmo, em que haveria,
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então, alguns limites para o crescimento da população, o crescimento
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e o desenvolvimento dessa da população humana e que esses
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limites eles poderiam ser mitigados, aumentados ou reduzidos, a depender
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do avanço tecnológico e das respostas que o avanço tecnológico
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pararia. Havia também nesse momento, um grupo que ainda tinha
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uma crítica muito forte de que essa pressão dos números
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sobre os recursos ela iria continuar mais que esse avanço
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tecnológico não e poder resolver os problemas, né?
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Então se cria, nesse momento dois grandes grupos, queé
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um grupo que a gente chama do grupo carinhosamente apelidada
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do grupo das Poliana, em que há uma crença na
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ciência, no avanço tecnológico, o avanço do conhecimento humano, que
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vai conseguir resolver todos os problemas, que a própria tecnologia,
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o próprio, a própria noção de desenvolvimento está gerando e
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do outro lado que a gente chama dos catadores catastrofistas,
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que acreditam que o crescimento populacionalé um grande problema.
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Eleé a grande questão a ser tratada por todas
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as agências multilaterais e todos os governos que a gente
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tem. Um limite de crescimento que esse limite não pode
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ser atingido para que a gente não exerce uma pressão
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a pressão sobre os recursos entenda se aí todo o
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tipo de recurso, seja os recursos naturais de qualquer ordem
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hidrológico, mineral, vegetal e que esses recursos são finitos.
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Eles têm uma finitude que se relaciona diretamente com um
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tamanho outras coisas, como a teoria da capacidade de suporte,
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enquanto até a terra suportaria de pessoas, ignorando então essas
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catatau caçador, catastrofistas, os padrões de consumo, os padrões de
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desenvolvimento de cada nação de cada sociedade e colocando apenas
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uma relação direta entre pessoas e recursos em que isso
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ia gerar.
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Em algum momento, se não contido devidamente, poderia gerar e
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uma grande catástrofe com a extinção humana.
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Em O texto do Logan começa questionando já de antemão
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os catorze anos e dizendo olha como o demógrafo, eu
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tenho que considerar o fato de que o volume populacional
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ele nãoé o problema.
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O grande problema.
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Porque a demografia muito mais do que apenas taxas de
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crescimento demográfico e volume, ela tem uma série de outras
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características. Ela tem uma série de outras demandas.
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Ela tem uma série de outros dados que são tão
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ou muitas vezes mais importantes para entender como os desastres
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ambientais os conheces.
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Desastres ambientais da segunda metade do século vinte, principalmente, estão
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sendo estão acontecendo o que motiva motivo esses desastres ambientais,
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desastre ambientais, como o incêndio da Vila Socó ali nos
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anos oitenta ou da Bhopal, na Índia, há uma grande
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neva o Grande Iolanda na Grande Névoa de Londres, a
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névoa mortal de Londres, que aconteceu ainda na década de
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cinquenta ou explosão do da Usina nuclear de Chernobyl no
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final dos anos oitenta.
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E como todas essas grandes questões, ou a questão da
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chuva ácida que ainda era uma questão bastante relevante nas
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é que noventa e dois receberam atenção bastante grande ainda
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durante a Eco noventa e dois.
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Como todas essas coisas, chamadas então de desastres ambientais, elas
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são motivações que excediam muito a discussão dos catastrofistas de
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que o grande problema seria, então o volume populacional.
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Começa então buscar uma outra, uma outra abordagem que não
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seja só se Poliana, o que a gente vai ter
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problemas. Mas a gente vai conseguir resolver porque o conhecimento
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humano e a inteligência humana, ciência, tecnologia, avanços tecnológicos vão
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resolver esses problemas.
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Onze, catorze anos com a pressão sobre os recursos, os
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limites de crescimento ou a capacidade de suporte do planeta,
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todas essas questões.
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Eé um momento então que a gente está se
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preparando para Rio.
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Vinte anos após a Rio, noventa e dois em dois
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mil e doze cantasse perguntando então, será que são só
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essas duas possibilidades de abordagem?
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Então como eu estava dizendo uma complexidade muito maior do
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que só volume para a gente entender a população, ela
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ela inclui aspectos de estrutura da população e a estrutura
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já está dizendo tamanho mais a distribuição por idade, distribuição
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por sexo e a composição, os arranjos domiciliares, a pirâmide
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etária, a distribuição por sexo, a distribuição espacial, a distribuição
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do território, seja o quanto essa população está distribuída ou
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concentrada e como ela está distribuída, como ela está concentrada,
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onde está concentrada e outros aspectos da sua estrutura e
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composição, como a fecundidade, mortalidade e migração, os padrões de
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uma mortalidade, os padrões, uma modalidade significando aquelas, aqueles padrões
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de doenças que seguem ao longo da vida, como a
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diabetes ou as doenças cardíacas, ao mesmo tempo que o
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ambiente também nãoé um ente estático, Aí a gente
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começa a refletir sobre quemé esse outro lado dessa
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relação, que nãoé um ente que fica ali.
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Exatamente do mesmo jeito, ele sofre interferência, seja interferências de
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estação, seja outros tipos de intercorrências e também não pode
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se restringir a uma perspectiva de espaços isolados.
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É que sistemas preservados, mas que ele deve ser entendido
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com a forma como coloca de forma macro interligada, integrando
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também o espaço urbano como um ambiente, uma
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