Dinâmicas demográficas e ambientais no espaço

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by Thais Tartalha2 views·Updated Jul 20, 2021

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  1. Bom dia, boa tarde por noite!
  2. Boa madrugada para vocês que estão aqui assistindo na sala
  3. nove coisas Tentar a sociedade que entitulada dinâmicas, demográficas e
  4. ambientais no espaço.
  5. Essa ala, ela está logo depois das aulas de cartografia
  6. e dessa discussão mais teórica sobre território, porque nós vamos
  7. tentar trazer um pouco a questão dos dados de análises
  8. que estão observando como se comporta uma população no espaço.
  9. E como essa população se relaciona com outros elementos que
  10. estão nesse espaço, tentando aí apresentar essa relação de uma
  11. forma um pouco menos teórica e um pouco mais prática
  12. no sentido de estar transformando essa relação a partir de
  13. análise de dados queé a ciência demográfica,é uma
  14. ciência limítrofe, na verdade, entre as ciências humanas e as
  15. ciências exatas.
  16. Ela se utiliza de ferramentas das ciências exatas, bastante estatística,
  17. mas como abordagem a partir de questões muito humanas, muito
  18. das ciências humanas.
  19. Então, perspectivas sobre como as relações das pessoas com os
  20. corpos, água com as bacias, com o território com a
  21. cidade e como essas diferentes arranjos domiciliares, por exemplo, podem
  22. trazer impactos sobre a forma de você distribuir energia de
  23. você, pensar políticas de adaptação de pensar a distribuição de
  24. vacina. Então todos esses elementos fazem parte, ainda que a
  25. gente está chamando dinâmicas, demográficas e ambientais no espaço.
  26. Para isso a gente vai trabalhar hoje com o texto
  27. do professor Daniel Roga, chamado uma demografia em busca de
  28. uma biografia, um texto escrito ali no começo dos anos
  29. dois mil em que o Daniel está tentando você pensar
  30. o que afinal seria essa perspectiva teórica, esse campo da
  31. demografia ambiental dentro da demografia e porque faria sentido a
  32. gente ter o campo de demografia ambiental E quais seriam,
  33. então as contribuições desse campo?
  34. Não. Para vocês terem uma ideia de quem foi Daniel
  35. o Daniel Rogan foi professor na Unicamp e desde mil
  36. e novecentos e setenta e dois até dois mil e
  37. dez anos da sua morte.
  38. Ele nasceu nos Estados Unidos, mas em setenta e dois
  39. estava aqui.
  40. Então ele se tornou um brasileiro de coração e tinha
  41. grande uma grande participação, inclusive nas questões ambientais brasileiras, que
  42. era o grande esta grande temática dele.
  43. Ele foi fundamental para a formação de dois núcleos de
  44. pesquisa da Unicamp, que foi o núcleo de população e
  45. também o Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais UNEP Hã,
  46. sempre tentando trazer esse diálogo entre a demografia e os
  47. estudos ambientais.
  48. Um dos primeiros trabalhos dele depois que ele chegou no
  49. Brasil foi um trabalho pioneiro, em que ele relacionou a
  50. distribuição e características da população em Cubatão, com os problemas
  51. de saúde da população, tentando demonstrar então, que essa distribuição,
  52. essa característica da população, principalmente características socioeconômicas, comunidade, local de
  53. moradia, renda, elas são importantes, sempre você conseguir entender dinâmicas
  54. que perpassam as questões de saúde e também as questões
  55. ambientais, no sentido de estarem mais expostos ou menos expostos
  56. à poluição e, principalmente, como isso estava relacionado a uma
  57. forma de desenvolvimento.
  58. É uma perspectiva sobre o que seria desenvolvimento e quem
  59. seriam as pessoas beneficiadas para esse desenvolvimento.
  60. As pessoas que estariam a margem desse desenvolvimento questionando uma
  61. ideia ainda muito trazida da década de cinquenta, sessenta e
  62. setenta, de que o desenvolvimento estava muito ligado às questões
  63. industriais e as transformações dessa indústria sem medição desses impactos
  64. aí na na população que dependeriam de arranjos.
  65. Outros. Como essa distribuição dessa população só local de moradia
  66. e suas proximidades com esses locais que industriais com os
  67. resíduos produtos nessa indústria, seja ela uma indústria mais urbana
  68. no sentido da próxima dos centros urbanos, seja ela da
  69. indústria, no caso dos defensivos agrícolas, agrotóxicos e outros outros
  70. mecanismos. Então esse texto específico ele faz parte de um
  71. livro que está tentando refletir sobre dinâmicas ambientais, aí nessa
  72. primeira metade dessas primeira década dos anos dois mil, tentando
  73. fazer um balanço se preparando para a Conferência de dois
  74. mil e doze que marcaria e os vinte anos da
  75. Eco noventa e dois, que também aconteceu no Rio de
  76. Janeiro e tentando fazer um balanço do que exatamente a
  77. gente estava mudando em termos de perspectivas sobre o ambiente
  78. e como a demografia poderia contribuir nessa perspectiva, levantando aí
  79. questões com relação a organização e o que a urbanização
  80. tinha como questão para colocar pra gente nesse momento.
  81. Como a gente estava conseguindo recortar as questões ambientais como
  82. a gente estava conseguindo mensurar essa relação entre população, ambiente
  83. e como já estava transformando se debate entre a população
  84. em ambiente, então ele começa o texto chamando a nossa
  85. atenção para uma perspectiva nenhuma luziana que domina o debate
  86. principalmente no cenário internacional das grandes agências de financiamento e
  87. as grandes agências multilaterais, como a ONU, em que havia
  88. uma ideia de que a pressão dos números, ou seja,
  89. o volume da população a um crescimento ainda grande da
  90. população, principalmente influenciado pelo BB um aí dos anos cinquenta
  91. e sessenta, no caso o Brasil, sessenta setenta.
  92. Como essa pressão desses números desse crescimento populacional iria impactar
  93. os recursos e uma perspectiva ainda um pouco catastrofista no
  94. sentido de pensar aqui, essa pressão dos seus números sobre
  95. os recursos não poderia ser reduzida, não poderia ser mitigada
  96. com os avanços tecnológicos.
  97. Havia um consenso aí de de setenta e dois com
  98. a Conferência de Meio Ambiente de Estocolmo, em que haveria,
  99. então, alguns limites para o crescimento da população, o crescimento
  100. e o desenvolvimento dessa da população humana e que esses
  101. limites eles poderiam ser mitigados, aumentados ou reduzidos, a depender
  102. do avanço tecnológico e das respostas que o avanço tecnológico
  103. pararia. Havia também nesse momento, um grupo que ainda tinha
  104. uma crítica muito forte de que essa pressão dos números
  105. sobre os recursos ela iria continuar mais que esse avanço
  106. tecnológico não e poder resolver os problemas, né?
  107. Então se cria, nesse momento dois grandes grupos, queé
  108. um grupo que a gente chama do grupo carinhosamente apelidada
  109. do grupo das Poliana, em que há uma crença na
  110. ciência, no avanço tecnológico, o avanço do conhecimento humano, que
  111. vai conseguir resolver todos os problemas, que a própria tecnologia,
  112. o próprio, a própria noção de desenvolvimento está gerando e
  113. do outro lado que a gente chama dos catadores catastrofistas,
  114. que acreditam que o crescimento populacionalé um grande problema.
  115. Eleé a grande questão a ser tratada por todas
  116. as agências multilaterais e todos os governos que a gente
  117. tem. Um limite de crescimento que esse limite não pode
  118. ser atingido para que a gente não exerce uma pressão
  119. a pressão sobre os recursos entenda se aí todo o
  120. tipo de recurso, seja os recursos naturais de qualquer ordem
  121. hidrológico, mineral, vegetal e que esses recursos são finitos.
  122. Eles têm uma finitude que se relaciona diretamente com um
  123. tamanho outras coisas, como a teoria da capacidade de suporte,
  124. enquanto até a terra suportaria de pessoas, ignorando então essas
  125. catatau caçador, catastrofistas, os padrões de consumo, os padrões de
  126. desenvolvimento de cada nação de cada sociedade e colocando apenas
  127. uma relação direta entre pessoas e recursos em que isso
  128. ia gerar.
  129. Em algum momento, se não contido devidamente, poderia gerar e
  130. uma grande catástrofe com a extinção humana.
  131. Em O texto do Logan começa questionando já de antemão
  132. os catorze anos e dizendo olha como o demógrafo, eu
  133. tenho que considerar o fato de que o volume populacional
  134. ele nãoé o problema.
  135. O grande problema.
  136. Porque a demografia muito mais do que apenas taxas de
  137. crescimento demográfico e volume, ela tem uma série de outras
  138. características. Ela tem uma série de outras demandas.
  139. Ela tem uma série de outros dados que são tão
  140. ou muitas vezes mais importantes para entender como os desastres
  141. ambientais os conheces.
  142. Desastres ambientais da segunda metade do século vinte, principalmente, estão
  143. sendo estão acontecendo o que motiva motivo esses desastres ambientais,
  144. desastre ambientais, como o incêndio da Vila Socó ali nos
  145. anos oitenta ou da Bhopal, na Índia, há uma grande
  146. neva o Grande Iolanda na Grande Névoa de Londres, a
  147. névoa mortal de Londres, que aconteceu ainda na década de
  148. cinquenta ou explosão do da Usina nuclear de Chernobyl no
  149. final dos anos oitenta.
  150. E como todas essas grandes questões, ou a questão da
  151. chuva ácida que ainda era uma questão bastante relevante nas
  152. é que noventa e dois receberam atenção bastante grande ainda
  153. durante a Eco noventa e dois.
  154. Como todas essas coisas, chamadas então de desastres ambientais, elas
  155. são motivações que excediam muito a discussão dos catastrofistas de
  156. que o grande problema seria, então o volume populacional.
  157. Começa então buscar uma outra, uma outra abordagem que não
  158. seja só se Poliana, o que a gente vai ter
  159. problemas. Mas a gente vai conseguir resolver porque o conhecimento
  160. humano e a inteligência humana, ciência, tecnologia, avanços tecnológicos vão
  161. resolver esses problemas.
  162. Onze, catorze anos com a pressão sobre os recursos, os
  163. limites de crescimento ou a capacidade de suporte do planeta,
  164. todas essas questões.
  165. Eé um momento então que a gente está se
  166. preparando para Rio.
  167. Vinte anos após a Rio, noventa e dois em dois
  168. mil e doze cantasse perguntando então, será que são só
  169. essas duas possibilidades de abordagem?
  170. Então como eu estava dizendo uma complexidade muito maior do
  171. que só volume para a gente entender a população, ela
  172. ela inclui aspectos de estrutura da população e a estrutura
  173. já está dizendo tamanho mais a distribuição por idade, distribuição
  174. por sexo e a composição, os arranjos domiciliares, a pirâmide
  175. etária, a distribuição por sexo, a distribuição espacial, a distribuição
  176. do território, seja o quanto essa população está distribuída ou
  177. concentrada e como ela está distribuída, como ela está concentrada,
  178. onde está concentrada e outros aspectos da sua estrutura e
  179. composição, como a fecundidade, mortalidade e migração, os padrões de
  180. uma mortalidade, os padrões, uma modalidade significando aquelas, aqueles padrões
  181. de doenças que seguem ao longo da vida, como a
  182. diabetes ou as doenças cardíacas, ao mesmo tempo que o
  183. ambiente também nãoé um ente estático, Aí a gente
  184. começa a refletir sobre quemé esse outro lado dessa
  185. relação, que nãoé um ente que fica ali.
  186. Exatamente do mesmo jeito, ele sofre interferência, seja interferências de
  187. estação, seja outros tipos de intercorrências e também não pode
  188. se restringir a uma perspectiva de espaços isolados.
  189. É que sistemas preservados, mas que ele deve ser entendido
  190. com a forma como coloca de forma macro interligada, integrando
  191. também o espaço urbano como um ambiente, uma