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Clarice Lispector

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by

Izabella Gutierres

on 26 September 2014

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Transcript of Clarice Lispector

Quem é Clarice?
Nome completo:
Haya Pinkhasovna Lispector ou Clarice Lispector.

Cidade natal:
Chechelnyk, Ucrânia.

Data de nascimento:
10 de dezembro de 1920


1948 1953 1959 1960 1966 1975 1977
Nasce seu primeiro filho, na Suíça.
Pedro Lispector Valente
(Na adolescência foi descoberto que ele tinha esquizofrenia e a autora se sentia muito culpada.)
Ao voltar para o Brasil, sua viagem ganhou ares mitológicos, com jornalistas descrevendo falsas aparições da autora vestida de preto e coberta de amuletos. E assim, Clarice ganhou o título de "a grande bruxa da literatura brasileira" e seu próprio amigo Otto Lara Resende disse sobre sua obra: "Não se trata de literatura, mas de bruxaria."
Vida
Nascida em uma família judaica, Clarice acompanhou seus pais que percorriam várias aldeias da Ucrânia fugindo da perseguição aos judeus durante a Guerra Civil Russa.

Clarice chegou ao Brasil quando tinha 1 ano e 2 meses de idade.
Clarice Lispector
Vida e obra
Naturalidade:
brasileira
Data de falecimento:
9 de dezembro de 1977
A família de Clarice chegou à Maceió em março de 1926 e por iniciativa de seu pai, todos os membros de sua família que estavam no Brasil resolveram mudar seus nomes.
Aos 12 anos de idade, Clarice se muda para o Rio de Janeiro, onde se forma em Direito e começa a trabalhar como jornalista e inicia sua carreira literária.
Aos 19 anos publicou seu primeiro conto, chamado "Triunfo" na revista Pan.
Ao entrar para a faculdade de Direito, Clarice se frusta com algumas teorias e decide matricular-se em uma faculdade particular de Literatura.
Em 1943, Clarice se forma e decide viver junto com seu noivo.
Anos depois, durante a Segunda Guerra Mundial, os dois vão morar na Itália, pois seu marido trabalhava no Ministério de Relações Exteriores e lá Clarice começa a trabalhar como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem.
Nasce seu segundo filho, nos Estados Unidos.
Paulo Lispector Valente.
Clarice se separa do marido em função do filho doente e das viagens constantes que o marido tinha de fazer.
Volta a viver, então, permanentemente no Rio de Janeiro e lá assina a coluna "Correio feminino- Feira de utilidades" no jornal carioca Correio da Manhã com o pseudônimo Helen Palmer.
Assume a coluna
"Só para Mulheres",
no Diário da Noite.
Provocou um incêndio em sua
casa por conta de um cigarro aceso e foi hospitalizada entre a vida e a morte por 3 dias e depois permaneceu mais 2 meses no hospital.
Convidada a participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria, onde fez uma pequena apresentação e falou sobre seu conto "O ovo e a galinha".
Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance "A hora da estrela", com câncer no ovário. O câncer se espalhou pelo organismo e veio a falecer em 9 de dezembro de 1977.
Obras
Água viva é um denso poema em prosa, na qual tempo, enredo e personagens se desagregam.
Nessa obra, Clarice reflete sobre a consciência e a existência, entre as aleluias e as agonias de ser.
Água viva
Gênero:
Romance
Ano:
1973

Clarice Lispector produziu obras que se destacaram principalmente pelo emprego intenso da metáfora, o fluxo da consciência, a transição entre a subjetividade e o real do interior dos personagens por meio da memória, a auto-análise e o rompimento com o enredo;

Além disso, nas obras dela podemos perceber a despersonalização das personagens, diante da impossibilidade da representação do mundo e do quotidiano, enquanto buscam o centro de si mesmas.

Seus temas mais comuns são: a relação entre o bem e o mal, a culpa, o crime, o castigo e o pecado.

• Romances:
Perto do Coração Selvagem (1943); O Lustre (1946); A Cidade Sitiada (1949); A Maçã no Escuro (1961); A Paixão Segundo GH (1964); Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (1969); Água Viva (1973); A Hora da Estrela (1977).

• Contos:
Alguns Contos (1952); Laços de Família (1960); A Legião Estrangeira (1964) - contos e crônicas; Felicidade Clandestina (1971); A Imitação da Rosa (1973); A Via Crucis do Corpo (1974); Onde Estivestes de Noite? (1974); A Bela e a Fera (1979).

• Crônicas e entrevistas:
De Corpo Inteiro (1975) - entrevista; Visão do Esplendor (1975) - crônica; A Descoberta do Mundo (1984) - crônica.

• Infantil:
O Mistério do Coelho Pensante (1967); A Mulher que Matou os Peixes (1969); A Vida Íntima de Laura (1973); Quase de Verdade (1978).

Principais obras
Perto do coração selvagem
Gênero:
Romance
Ano:
1943
O livro mostra o cotidiano de Joana, menina criada pelo pai, já que sua mãe morreu muito cedo. O pai passado alguns anos também morre e ela vai morar com a sua tia. Porém, a tia incomodado com a presença de Joana a envia para um internato e lá ocorre uma paixão avassaladora por seu professor um pouco mais velho.

Fora do internato casa-se com Otávio. Joana fica grávida, para a maioria das mulheres a gravidez é uma felicidade, mas para ela não foi assim. Descobre que o marido tem uma amante, Lívia, sua ex-noiva que estava também grávida. Com o tempo ocorre a separação entre Joana e o marido.

Neste romance é possível observar a todo o momento o fluxo de consciência, uma procura constante em descobrir a razão de sua existência.

Além disso, o contexto mostra a situação do universo feminino da mulher-esposa, da relação do “eu” e do “outro” ou da relação menina-mulher-amante.

No decorrer de todo o livro mostra o conflito entre morte e vida, bem e mal, amor e ódio, a crise do indivíduo. A busca por algo aparentemente exterior e descobrindo que é a procura do autoconhecimento.

“Perto do coração selvagem” é um dos primeiros romances de Clarice Lispector; romance inovador e renovado, isso por quebrar com a ordem cronológica de início-meio-fim.
Aprendendo a viver
Gênero:
Crônicas
Ano:
2004
É uma seleção das crônicas mais confessionais escritas por Clarice Lispector na década de 70. Organizado por Pedro Karp Vasquez, o livro reúne uma série de textos em que a escritora conta sua própria vida. É Clarice Lispector na primeira pessoa, detalhando passagens marcantes de sua história, divagando sobre os temas mais variados, revelando particularidades de seu cotidiano e esmiuçando seu processo criativo.
Seriado "Correio feminino"
No final de 2013, a Globo produziu um seriado em homenagem à Clarice Lispector. Este seriado chamava-se "Correio Feminino" e tinha como objetivo apresentar os principais textos escritos por Clarice Lispector em sua coluna de mesmo nome, em 1959.
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