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O óbvio e obtuso - Barthes

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Ellen Dias

on 27 July 2013

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Transcript of O óbvio e obtuso - Barthes

O óbvio e o obtuso
Roland Barthes
A mensagem Fotográfica
A retórica da imagem

Escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.
Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo linguista Ferdinand de Saussure
Roland Barthes

A fotografia jornalística é uma mensagem - Fonte emissora, canal de transmissão e meio receptor.
Uma fotografia pode ter sentidos diferentes
A estrutura da fotografia não é uma estrutura isolada embora não haja na fotografia jornalística sem comentário escrito, a análise deve focalizar, em primeiro lugar cada estrutura isolada, somente após ter-se esgotado o estudo de cada estrutura é que se poderá compreender a maneira como as estruturas se completam.
A mensagem fotográfica
É bem verdade que a imagem não é o real, mas é pelo menos o seu analogon perfeito, é precisamente esta perfeição analógica que, para o senso comum, define a fotografia. Surge assim, o estatuto próprio da fotografia: é uma mensagem sem código.

Todas as artes imitativas comportam duas mensagens: mensagem denotada e mensagem conotada.

Essa dualidade de mensagens é evidente em todas as reproduções não fotográficas
A fotografia jornalística considerando-se como um análogo mecânico do real, trás uma mensagem primeira, que de certo modo preenche plenamente a substância e não deixa lugar ao desenvolvimento de uma mensagem segunda.

De todas as estruturas da informação, a fotografia seria a única exclusivamente constituída por mensagem denotada que esgotaria totalmente seu ser.

Tudo isso corre o risco de ser mítico, pois há de fato, uma grande probabilidade de que a mensagem fotografia (pelo menos a jornalística) seja, ela também, conotada.

O paradoxo fotográfico consistiria, então na coexistência de duas mensagens: uma sem código e a outra codificada (a retórica da fotografia). Como pode, pois a fotografia ser ao mesmo tempo objetiva e investida, natural e cultural?
O paradoxo fotográfico
A conotação elabora-se nos diferentes níveis da produção fotográfica. Esses procedimentos são conhecidos/ principais métodos de conotação na imagem fotográfica:
•Trucagem – apresenta como denotada uma mensagem fortemente conotada
•Pose – atitudes estereotipadas que constituem elementos cristalizados de significação
•Objetos – indutores comuns de associação de ideias
•Fotogenia – estrutura informativa, técnicas de iluminação, impressão, tiragem. Em fotografia nunca há arte, mas sempre, um sentido.
•Estetismo – A fotografia se faz pintura para significar-se como arte
•Sintaxe – sequência , encadeamento.
Os procedimentos de conotação
O texto é uma mensagem parasita, destinada a conotar a imagem.

A legenda duplica a imagem.

Qual a relação dos significados de conotação com a imagem?

O texto amplia o conjunto de conotações e produz (inventa) novos significados.
O texto e a imagem
Graças a seu código de conotação, a leitura da fotografia é sempre histórica, depende sempre do “saber” do leitor.

Conotação perceptiva & conotação cognitiva (depende da cultura).

Conotação ideológica – introduz na leitura da imagem razão ou valores.

Valores apolíticos – a denotação, ou sua aparência, é uma força impotente para modificar as opiniões políticas.
A insignificância fotográfica
A insignificância fotográfica
Essas observações demonstram a amplitude do quadro de conotações. Deste modo, seria possível uma pura denotação? Se existe, talvez não seja no nível ao que a linguagem corrente chama o insignificante, o neutro, o objetivo, mas ao contrário, ao nível das imagens propriamente traumáticas: o trauma é aquilo que interrompe a linguagem e bloqueia a significação.

A fotografia traumática é aquela que nada tem a dizer. A foto-choque é, estruturalmente, insignificante.

A análise dos códigos talvez permita definir historicamente uma sociedade, mais facilmente e com mais segurança do que a análise de seus significados.

A fotografia se desenvolve sob a forma de um paradoxo: aquele que faz de um objeto inerte uma linguagem e que transforma a incultura de uma arte “mecânica” na mais social das instituições.
Barthes têm como objetivo mostrar que, na busca de um idioma da imagem, devemos considerar denotação e conotação como elementos concomitantes e inseparáveis.

Em sua opinião, o mundo do sentido está dividido entre esses dois elementos e a comunicação de massa mostra isso.

A imagem é representação

Análise do sentido da imagem – Imagem publicitária
A imagem reúne, em um mesmo espaço, um certo número de objetos inidentificáveis (nomeáveis) e não somente formas e cores.

A fotografia implica uma certa organização da cena (enquadramento, redução, achatamento).

•Mensagem linguística
•Mensagem icônica codificada
•Mensagem icônica não codificada

Buscamos compreender a relação final das três mensagens em si

Mensagem literal e mensagem simbólica

A imagem literal é denotada

A imagem simbólica é conotada
As três mensagens
A imagem duplica certas informações do texto, por um fenômeno de redundância, ou é o texto que acrescenta à imagem uma informação inédita?

Civilização da imagem & Civilização da escrita

Toda imagem é polissêmica – a polissemia leva à interrogação sobre o sentido

Técnicas de fixação de cadeias flutuantes de significados de modo a combater o terror dos signos incertos: a mensagem linguística é uma delas

Ajuda a identificar pura e simplesmente os elementos da cena e a própria cena: trata-se de uma descrição denotada da imagem
Mensagem linguística
Corresponde a uma fixação de todos os sentidos possíveis do objeto, através da nomenclatura.

Ao nível de mensagem simbólica, a mensagem linguística orienta não mais a identificação, mas a interpretação, limita o poder de projeção da imagem

O leitor é conduzido a um sentido pré-estabelecido.

A fixação é a função mais frequente da mensagem linguística, é comumente encontrada na fotografia jornalística e na publicidade.

Aqui a palavra e a imagem têm uma relação de complementaridade
Função denotativa
A imagem é utopicamente liberada de suas conotações, a imagem torna-se-ia radicalmente objetiva, isto é, inocente.

Fotografia deve se opor ao desenho. A denotação do desenho é menos pura do que a denotação fotográfica.

A imagem denotada naturaliza a mensagem simbólica, inocenta o artifício semântico, muito denso (sobretudo em publicidade) da conotação.

Permanece na fotografia uma espécie de estar aqui natural dos objetos, a mensagem literal sendo suficiente.

A ausência do código desintelectualiza a mensagem.

É sem dúvida, um importante paradoxo histórico: quanto mais a técnica desenvolve a difusão das informações (especialmente das imagens), mais fornece meios de mascarar o sentido construído sob a aparência do sentido original.
A imagem denotada
Os signos da mensagem simbólica são descontínuos

O que constitui a originalidade desse sistema é que as possibilidades de leitura de uma mesma lexia (uma imagem) é variável segundo os indivíduos.

A diversidade das leituras não é, entretanto, anárquica, depende do saber investido na imagem

O que vem a ser um léxico? - É uma parte do plano simbólico (da linguagem) que corresponde a um conjunto de práticas e de técnicas; é exatamente o caso das diferentes leituras da imagem: cada signo corresponde a um conjunto de ‘atitudes’.

Há em cada pessoa, uma pluralidade de léxicos.

A imagem é inteiramente ultrapassada pelo sistema do sentido. A língua da imagem não é apenas o conjunto de palavras emitidas, é também o conjunto de palavras recebidas
A retórica da imagem
A ideologia geral correspondem, na verdade, significantes de conotação que se especificam conforme a substância escolhida. Chamaremos a esses significantes conotadores, e ao conjunto dos conotadores, uma retórica.

A retórica aparece assim, como face significante da ideologia. Essa retórica só poderá ser constituída a partir de um inventário suficientemente vasto.

Estabelecer a distinção estrutural entre mensagem literal e mensagem simbólica.

Função neutralizante da denotação em relação à conotação.
Domínios comuns de significado de conotação – Ideologia
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