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SIGMUND FREUD

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by

Daniele Oliveira

on 29 August 2013

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Transcript of SIGMUND FREUD

Sigmund Freud
Biografia
(1856-1939)
Nascimento
- Freud nasceu em Freiberg, Tchecoslováquia, no ano de1856.
- Desde a infância sentia um apego apaixonado pela sua mãe e um sentimento de amor e medo pelo seu pai.
- Durante sua vida suas teorias foram embasadas na experiência própria.

Dificuldades financeiras da família
- Apesar das dificuldades financeiras de sua família, que obrigou os 8 membros a viverem em um pequeno apartamento, Freud foi um excelente aluno e tinha seu próprio quarto e inclusive uma lâmpada de óleo para estudar.

Vida acadêmica / universitária
- Freud falava alemão e hebraico em casa e estudou latim, grego, inglês e frances na escola. Alem disso, estudou sozinho italiano e espanhol. Ingressou no ensino médio um ano antes do usual e formou-se aos 17 anos. Exposto à teoria de Darwin, interessou-se pela visão científica do conhecimento, decidindo assim estudar medicina.
- Iniciou os estudos em 1873, na “University of Vienna”

A carreira como médico
- Permaneceu na faculdade de medicina por 8 anos, 5 a mais que o habitual

Trabalhos
- Publicou um trabalho falando sobre os benefícios da cocaína, pesquisa considerada desde então parcialmente responsável pela disseminação do uso da droga na Europa e nos Estados Unidos, que durou até a década de 1920.
- Fez pesquisas independentes sobre histologia e publicou artigos sobre anatomia e neurologia.
Casamento e filhos:
- Freud e Martha Bernays ficaram noivos, mas adiaram várias vezes o casamento até terem condições de arcar com as despesas.
-Em 14 de Setembro de 1886, em Hamburgo, Freud finalmente se casou. Sigmund e Martha tiveram seis filhos: Mathilde, nascida em 1887, Jean-Martin, nascido em 1889, Olivier, nascido em 1891, Ernst, nascido em 1892, Sophie, nascida em 1893 e Anna, nascida em 1985.


Principais interesses:
- Na área da observação e exploração científicas, mesmo quando dirigia uma clínica particular. Trabalhou como cirurgião, clínico geral e, em seguida, médico interno do principal hospital de Viena. Fez um curso de psiquiatria que aumentou seu interesse pelas relações entre sintomas mentais e distúrbios físicos.
-Experimentos com a jovem Anna O: submetida a tratamentos hipnóticos, passou a mencionar fatos de sua infância, particularmente de fantasias sexuais com o pai, sobre as quais não falava não falava no estado de consciência.


A amizade com Fliess:
- Sua auto-análise, um intercâmbio de caso (Emma Eckstein), a publicação de um primeiro grande livro, “Estudos sobre a histeria”, no qual são relatadas várias histórias de mulheres histéricas.


Últimos anos da vida de Freud:
-Descobriu um tumor do lado direito do seu palato. Os últimos anos de Freud foram difíceis, tinha dores contínuas e a doença se expandia. Sempre envolvido em debates a respeito da validade ou utilidade de seu trabalho, ele continuou a escrever. Seu último livro foi “Esboço de psicanálise”.

Doença e morte:
- Ele morreu de câncer na garganta, dia 23 de setembro de 1939, aos 83 anos de idade, apenas um ano depois de se refugiar na Inglaterra, após a invasão nazista na Áustria.

Principais Conceitos
Determinismo psíquico:
-Não há descontinuidade na vida mental. Há sempre uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, sentimento ou ação.
-Eventos mentais são causados pela intenção consciente ou inconsciente e são determinados pelos fatos que o precederam.
Pulsões ou instintos:
-Instintos são pressões que dirigem um organismo para fins particulares. São as forças propulsoras que incitam as pessoas à ação.
-Tem quatro componentes:
Uma fonte;
Uma finalidade;
Uma pressão e
Um objeto.
-Freud supunha que todos podiam ser classificados sob dois títulos gerais, os instintos de vida e os instintos de morte.

-Instintos de vida: fome, a sede e o sexo. A energia pela qual os instintos de vida executam seu trabalho é a libido.








-Instintos de morte: pouco se sabe sobre eles, a não ser que inevitavelmente cumprem a sua missão. Não tentou identificar as fontes somáticas dos instintos de morte.

Instintos básicos:
-Força sexual (ou, de modo geral, a erótica, fisicamente gratificante) e a agressiva ou destrutiva.
-São forças mantenedoras da vida ou incitadoras da morte (ou destruição).
-A maioria dos nossos pensamentos e ações é evocada por ambas as forças em combinação.

Libido e energia agressiva:
-Libido é a energia aproveitável para os instintos da vida.
-Possui mobilidade, ou seja, facilidade com que pode passar de uma área de atenção para outra.
-A energia do instinto de agressão ou de morte não tem um nome especial.
- Ela supostamente apresenta as mesmas propriedades gerais que a libido.



Catexia:
-É o processo pelo qual a energia libidinal disponível na psique é investida na representação mental de uma pessoa, ideia ou coisa.

Energia psíquica:
-É distribuída e utilizada pelo id, ego e superego. Uma vez que a quantidade de energia é a quantidade limitada, existe uma competição entre os três sistemas pela energia disponível.
-O id só possui forças pulsionais ou catexias, ao passo que a energia do ego e do superego é usada tanto para satisfazer quanto para frustrar as metas instintuais.
Narcisismo:
-É o encantamento e a paixão que sentimos por nossa própria imagem ou por nós mesmos.

-Como crítica à humanidade em geral, narcisismo é a bela imagem que os homens possuem de si mesmos, como seres ilusoriamente racionais e com a qual estiveram encantados durante séculos.
Associação livre e análise de sonhos:

-Em essência, o método de associação livre requer que o paciente diga tudo o que lhe vem à consciência, por mais ridículo ou inadequado que possa soar.
-Os pacientes devem falar sobre qualquer coisa que lhes ocorrer, sem restrições e sem qualquer tentativa de produzir um discurso lógico, organizado e significativo.
-A análise dos sonhos é uma consequência natural da instrução dada ao paciente para que fale sobre tudo o que lhe vier à mente.
-Freud logo percebeu que os sonhos relatados e as associações livres concomitantes eram fontes de informação especialmente ricas sobre a dinâmica da personalidade humana.

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente:

Os recursos inconscientes surgem na consciência em dois níveis:
- conteúdo manifesto (escada, mar e incêndio, no sonho; a palavra esquecida e a pronunciada, no lapso; o pé torcido ou objeto partido, no ato falho) e
- conteúdo latente, que é o conteúdo inconsciente verdadeiro e oculto (os desejos sexuais).

Identificação:


-A identificação pode ser definida como o método pelo qual alguém assume as características de outra pessoa e torna-as uma parte integrante de sua personalidade.
Estruturas da Personalidade
Três componentes básicos e estruturais da psique: id, ego e superego.
Id
-Contém tudo o que é herdado
-Estrutura da personalidade original, básica e mais central.
-Amorfo, caótico e desorganizado.
-Reservatório da energia de toda personalidade. Seus conteúdos são quase todos inconscientes.
Ego
-Parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa.
-Desenvolve-se a partir do id - o protege mas extrai dele a energia, a fim de satisfazer suas exigências.
-Garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade - soluções menos imediatas e mais realistas.
Superego
-Se desenvolve a partir do ego
-Depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos construtos que constituem as inibições da personalidade
-Três funções do superego: consciência, auto-observação e formação de ideias
Relações entre os 3 subsistemas
-A meta fundamental da psique é manter – e recuperar, quando perdido – um nível aceitável de equilíbrio dinâmico que maximiza o prazer e minimiza o desprazer.
-O id é inteiramente inconsciente, o ego e o superego o são em parte.
Mecanismos de Defesa
-São processos subconscientes que procura solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência.
- "As neuroses e psicoses de defesa", de 1894.
-Uns mais eficientes que outros.
-Agressão:
relacionada ao instinto de morte e oposta ao instinto de vida.
-Recalque:
praticamente substitui a idéia de dissociação.
-Sentido mais comum de “expulsar da mente de forma ativa”; o processo automático receberia o nome de supressão.
-Transferência:
passagem de uma atitude afetiva de um objeto ou pessoa para outro.
-Sublimação:
Redirecionamento da energia sexual ou agressiva para novos propósitos (atividades artísticas, trabalho intelectual, eventos culturais, atividades altruísticas, etc).
-Repressão:
Afastamento de determinada coisa do pensamento consciente.
- Um dos primeiros conceitos da psicanálise.
-Pode interferir no funcionamento normal do corpo.
- É um circulo vicioso.
-Negação:
Fantasia-se que certos acontecimentos não ocorreram, quando na verdade, ocorreram.
-Racionalização:
Usa-se a lógica para formar uma explicação consistente para ações ou pensamentos inaceitáveis.
-Formação Reativa:
Substituição de um comportamento ou sentimento por outro que seja exatamente oposto ao original
Isolamento:
Separação das partes causadoras da ansiedade do restante da psique.

-Regressão e fixação:
uma pessoa que encontra experiências traumáticas recua para um estágio anterior de desenvolvimento. O caminho da regressão normalmente é determinado pelas fixações anteriores da pessoa.
-Projeção:
Ocorre quando se atribui a uma outra pessoa (ou animal, objeto e evento) uma qualidade, sentimento ou intenção que na verdade se originam na própria pessoa.
-Deslocamento:
Desvio de energia emotiva (especialmente agressão) para outras pessoas ou objetos que não os alvos originais da energia.
-A direção tomada por um deslocamento é determinada por dois fatores: (1) a semelhança do objeto instituído com o original e (2) as sanções e as proibições impostas pela sociedade
-Ansiedade:
- Tem como função da ansiedade alertar a pessoa em relação a um perigo iminente.
- A ansiedade é um estado de tensão e é produzida originalmente por causas externas.
-Quando a ansiedade é despertada, ela motiva a pessoa a fazer algo.
- Três tipos : realidade, neurótica, moral ou de sentimento de culpa.
Estágios Psicossexuais do Desenvolvimento
-As modificações nas formas de gratificação e as áreas físicas de gratificação são os elementos básicos na descrição de Freud das fases do desenvolvimento.
-Fase Oral:
-Desde o nascimento
-Necessidade e gratificação estão concentradas predominantemente em volta dos lábios, língua e um pouco mais tarde dos dentes.
-No início, ela associa prazer e redução de tensão ao processo de alimentação.
-Boca é a primeira área do corpo que o bebê pode controlar
-Fase Anal:
-Entre dois e quatro anos, as crianças geralmente aprendem a controlar os esfíncteres anais e a bexiga
-Interesse natural pela auto-descoberta
-Controle fisiológico ligado à percepção de que esse controle é uma nova fonte de prazer
-As características adultas que estão associadas à fixação parcial na fase anal são: ordem, parcimônia e obstinação
-Tabus comtemporâneos em relação ao treinamento da higiene e comportamentos típicos da fase anal
-Fase Fálica
-Aos três anos a criança entra na fase fálica, que focaliza as áreas genitais do corpo.
-Diferenças sexuais - pênis ou ausência de um.
-Falta “algo” constitui um momento crítico no desenvolvimento feminino.
- excitação “sexual”, ligada na mente da criança, à presença física próxima de seus pais - quer e teme ambos.
-Complexo de Édipo
-Período de latência
-Fase Genital
-Fase final do desenvolvimento biológico e psicológico ocorre com o início da puberdade e o consequente retorno da energia libidinal aos órgãos sexuais

-Meninos e meninas estão ambos conscientes de suas necessidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades eróticas e interpessoais.
Críticas feitas por Freud
Religião
-Freud critica em primeiro lugar, as religiões monoteístas que tem em Deus um Pai, pela autoridade imposta. As religiões, quase todas tem um sistema de pensamento não esclarecido e de uma dependência imatura, sendo assim ele não costuma especificar uma religião em particular, mas sim critica “A Religião”.
Entende que há um fim do conhecimento ao se limitar o que pode ser provado pela ciência, apesar do próprio saber que com a psicanalise não conseguiria provar isso.

- Segundo Zirker (2006), Freud faz 3 grandes criticas as religiões:
1-Os homens são mantidos na imaturidade.
2-A religião significa para ele o mais extremo domínio do pensamento desejoso.
3-A religião é tida como uma ordem cultural imposta que se equipara a uma enfermidade psíquica, a uma neurose

Filosofia
-Sua teoria sobre o inconsciente atacou o pensamento filosófico que estava com maior parte da aceitação na época, o Racionalismo, ainda que tenha vivido uma época Romantica

-O raciocínio não poderia ser entendido como fonte absoluta e perfeita de se obter conhecimentos validos, sendo sim um quase que apenas mero executor das intenções nascidas no inconsciente do sujeito
-Em sua obra Cinco ensaios sobre a psicanalise, Freud (1909) escreve: “A Psicanálise propõe mostrar que o Eu não somente não é senhor na sua própria casa, mas também está reduzido a contentar-se com informações raras e fragmentadas daquilo que se passa fora da consciência, no restante da vida psíquica... A divisão do psíquico num psíquico consciente e num psíquico inconsciente constitui a premissa fundamental da psicanálise, sem a qual ela seria incapaz de compreender os processos patológicos, tão freqüentes quanto graves, da vida psíquica e fazê-los entrar no quadro da ciência... A psicanálise se recusa a considerar a consciência como constituindo a essência da vida psíquica, mas nela vê apenas uma qualidade desta, podendo coexistir com outras qualidades e até mesmo faltar."
Medicina positivista e reducionismo:
-Essa pode ser considerada uma das criticas que fundou a psicanalise para Freud, que rompeu a tradição da relação entre o psiquismo e o somático. Sendo dos limites da medicina positivista que brota a investigação freudiana.
-Em “Uma neurose domoniaca do século XVII” o discurso freudiano inscreveu decisivamente a psicanalise numa genealogia que teria na demonologia da Idade Média sua origem.
Para ele a demologia (estudo sistemático dos demônios) e a psicanalise se aproximariam e ao mesmo tempo se oporiam como conjunto à medicina positivista

-“Isso porque essa não reconhecia mais qualquer poder ao campo do fantasma, destituído que seria esse de qualquer eficácia para a racionalidade da medicina positiva.” (Birman, 2003).
-Aproximou assim a possessão de demônios às neuroses, tendo a eficácia da psicanálise como prova de sua efetividade. O dualismo cartesiano também foi importante para essa ruptura.

Críticas à Freud
Skinner
-A crítica deste a Freud não se baseia acerca da discussão da existência dos aparatos mentais por ele postulados, mas sim nos argumentos usados por ele.

Sartre
-Embora este tenha criticado a psicanalise, Sartre tinha um interesse pessoal por Freud.
-Sua principal critica era que havia uma falta de clareza metodológica e doutrina.
Ela se embasa em seus preceitos empíricos, neste caso dando ênfase na sexualidade, substituído por uma liberdade que usamos para nos fazer um “ser-no-mundo”.
-Ele afirmava que o inconsciente era um conceito incompreensivo, sendo que o consciente era a fonte de todo saber psicológico, tanto que tinha o inconsciente como um consciente indeterminado.
-A sexualidade também era questionada, pois não seria uma coisa em si, mas um dos modos de ser na relação com o mundo.
-Criticava o determinismo da psicanalise pelo fato de buscar uma origem pregressa de todos os atos humanos, não considerando a intenção e sua capacidade de agir frente ao mundo, sendo assim um ser respondente por excelência, sendo antiempirista e antideterminista.
-Sartre tinha que Freud definia o homem como um autônomo e destituído de sua essência, a liberdade de poder ser algo além de seu passado visando um futuro. (Raffaelli, 2002).

Foucault
-Segundo o Focault, a psicanálise tenta enquadrar as doenças mentais em parâmetros construídos pela medicina orgânica, pela categorização dos sintomas e classificação de conceitos.
-Assim Focaut critica a psicanálise em seu método, tendo como a regressão com fuga do sujeito como forma de fugir do presente através de não ser realizada.
-Focault não atribui muita importância ao passado, porque considera haver uma vida no presente que se projetará no futuro, sendo que o passado retira essa possibilidade, um tempo que já não mais existe.

Friedan
-Segundo ela foi com ele que começou uma interpretação científica errônea de mulher que levou a mulher e aqueles que a estudavam sobre uma frustração materna e dos ressentimentos e deficiências de pais, irmãos e maridos, e de suas emoções e possíveis opções na vida.


-Friedan diz que na obra de Freud a mulher é vista em relação ao amor masculino, sendo um ser estranho e sub-humano. A própria relação dele com as mulheres mais íntimas de sua vida já tendenciavam uma ideia que não seria aplicável como unanime, sendo essas muito amáveis com ele e submissas. Descreve sua atitude científica como uma “mistura vitoriana de cavalheirismo e condescendência”. Por fim consta que mulheres com uma educação diferente na época de Freud tinham características diferentes de suas pacientes. (Friedan, 1971).
Horney
-Discorda que a personalidade depende de forças biológicas imutáveis.
-Negava a predominância de fatores sexuais.
-Questionava a validade da teoria do complexo de Édipo.
-Contraria a crença da inveja feminina do pênis.
-Para Horney o homem era capaz de desenvolver suas potencialidades e tornar-se um ser humano melhor, fato que ia de encontro com a descrença e pessimismo de Freud em relação as ações humanas.

Erik Erikson
-Fez criticas e até aprimoramentos a teoria.

-Ele contraria a ideia de Freud de que nossa personalidade se desenvolve apenas na infância, pois, para Erikson a personalidade continua se desenvolvendo ao longo da vida, dando enfase também à adolescência e à velhice, período que Freud teria ignorado.

-Erikson critica também sua supervalorização de termos psicossexuais e afirma que, em vez disso, deva ser considerados mais importantes os termos psicossociais e que eles não se limitariam apenas à família, mas ao meio em que o sujeito está inserido como um todo, sua cultura, a sociedade e os grupos.
-Para Erikson, a personalidade não seria produto apenas das experiencias infantis, e o estágio mais importante e determinante para a personalidade, segundo ele, seria a adolescência e não a infância, como afirmava Freud.

Modos de Subjetivação presentes
-Surgimento da subjetividade na modernidade

-Subjetivação freudiana do sujeito

-Consciente x inconsciente
Matrizes teóricas
Iluminismo
-O homem é visto como um ser fragmentado, não sendo mais um só, como ocorreu na Idade Média.
- Essa solidão aumentou quando Deus deixa de ser a cura para todos os males e a ciência passa a tomar esse posto.
-Freud não acreditava nos valores da religião, mas se interessava por seu estudo e pelas motivações psíquicas que se encontravam presentes na base das opções religiosas, marcando sua obra.
- Era descrente também de que as idealizações religiosas atendiam o que a humanidade esperava, pois não havia comprovação científica

-A psicanálise apresenta muitos auxílios úteis que explica o inconsciente nos rituais religiosos, a natureza destes e as diversas formas da origem do fenômeno religioso
-Freud relaciona a figura de Deus ao pai ideal, pois nele a criança procura se amparar, e a ilusão associada à religião significa o momento em que a criança cresce e mesmo assim enxerga o pai da mesma maneira antiga, o protetor que tudo pode; quando já na fase adulta, essa imagem do pai presente e idealizado é transferida para Deus, Pai, Todo-Poderoso.
-Para Freud a visão de mundo religiosa estaria em plena decadência e seria substituída pela visão científica, que a grande esperança para o futuro é que o raciocínio, tanto espírito científico e racional, possa dominar a vida mental do homem.

Liberalismo
-Movimentos nacionalistas começavam a proliferar pela Europa, o liberalismo político entrava em crise.
-As investidas dos liberais contra as tradições da classe aristocrática influenciaram nos rumos das artes, da arquitetura urbana, da política e dos movimentos sociais vienenses.
-Com isso, ocorre uma contribuição de Freud para o esclarecimento do fenômeno político. Ele procurou mostrar a hipocrisia da sociedade moderna, a coerção social funcionando e o caráter primário das tendências agressivas.

-Para Freud, a sociedade política corresponde ao desejo irracional do homem em restaurar a autoridade; com a morte do pai primitivo, surge no homem a “nostalgia do pai”.
-A política era algo que ocorria na psique dos indivíduos, daí sua psicologia ser tanto individual como social, visto essa como “externalização” de fantasias e desejos pessoais.
- A psicanálise questiona os regimes políticos e questiona também até que ponto o indivíduo deve ser limitado no marco das relações sociais predominantes.

Romantismo
-"Tempestade e ímpeto"
-O movimento de Freud é considerar as visões de mundo como fruto de aspirações afetivas, ou seja, como construções resultantes da necessidade de ilusão própria ao humano.
-Tensão entre as ciências naturais e “o recurso aos temas e ao espírito românticos que impregnam a formação erudita de Freud” (Lo Bianco)
-Projeto de uma psicologia científica” (1895) e a “Interpretação dos sonhos” (1900).
-Freud e o Romantismo -> sonhos, loucura, morte, sexualidade, o noturno e o oculto.

-O saber do inconsciente pode ter vindo de uma das ideias que o romantismo defende que é a que o homem possui vários níveis de profundidade que ele próprio desconhece.
-Na “Interpretação dos sonhos” vemos muitas semelhanças temáticas com o Romantismo, mesmo que as ideias de Freud não sejam iguais as que são defendidas pelos românticos.
-“lugar nas sombras” - Esse mundo de difícil acesso é um modelo principal para dar forma à teoria freudiana, aproximando-se muito dos temas românticos
-Estilo romântico estaria mais ligado com o que Freud atribuiu às visões de mundo, “afinal, a ambição de reencantar o mundo vai de par com a função das ilusões” (Loureiro)
Referências
Freud, S. (1913-1914). Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standard brasileira. Volume 13. Totem e Tabu e outros Trabalhos. Rio de Janeiro: Imago.

Loureiro, I. R. B. (2000). A totalidade como ilusão: a concepção freudiana de ciência e o estilo romântico. Ágora, 3(2), 45-59.

Maciel, K. D. S. A. (2008). Dois discursos de Freud sobre a religião. Mal-estar e Subjetividade, 8(3), 729-754.

Bianco, A. C. L. (2002). Freud: entre o movimento romântico e o pensamento científico do século XIX. Psyché, 6(10), 149-160.

Fadiman, J., & Frager, R. (2002). Teorias da Personalidade. Harbra, 2-40.

Feist, J., & Feist, G. J. (2008). Teorias da Personalidade. McGraw- Hill, 6, 16- 61.

Figueiredo, L.C.M. e SANTI, P.L.R. – Psicologia: uma (nova) introdução – São Paulo: Educ, 1997.Freud, S. A história do movimento psicanalítico. Vol.XIV – (1). 1914.

Pinheiro, T. & Herzog, R. (2003) "Impasses na Clínica Psicanalítica: a Invenção da Subjetividade" in: Estados Gerais da Psicanálise: Segundo Encontro Mundial. Rio de Janeiro.

Junior, C. A. P. (2004) . Sujeição e singularidade nos processos de subjetivação. Santa Cruz do Sul: Editora Ágora.


UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
Discentes:
Ana
Daniele
Lívia
Mellany
Sara
•Atos falhos ou sintomáticos:
-Mostram a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e o inconsciente (conteúdo não evocável).
-São os “lapsus linguae”, ou seja, um erro que se comete por distração, falando.

Consciente, pré-consciente e inconsciente:

-Consciente:
Pequena parte da mente, inclui tudo do que estamos cientes num dado momento.
-Inconsciente:
-No inconsciente estão elementos instintivos que nunca foram conscientes e que não são acessíveis à consciência.
Possui o material que foi excluído da consciência, censurado e reprimido. Este material não é esquecido ou perdido, mas não lhe é permitido ser lembrado.
-A maior parte da consciência é inconsciente. Ali estão os principais determinantes da personalidade, as fontes da energia psíquica e as pulsões ou instintos.
-Pré-consciente:
-Estritamente falando, o pré-consciente é uma parte do inconsciente, mas uma parte que pode tornar-se consciente com facilidade.
-O pré-consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar suas funções.

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