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Gil Vicente 9A

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by

Mariana Silva

on 12 December 2012

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Transcript of Gil Vicente 9A

A história de uma vida Gil Vicente Local e data de nascimento
Não se sabe ao certo a data de nascimento de Gil Vicente, Á quem considere que tenha sido em 1466, outros consideram que tenha sido em 1460 ou entre 1470 e 1475.
Desde 1965, quando decorreram festividades oficiais comemorativas do casteleiro do nascimento do dramaturgo, que se aceita 1465 de forma quase unânime. Poeta ou Ourives? A obra de Gil Vicente tem uma vasta diversidade de formas: o auto pastoril, a alegoria religiosa, narrativas bíblicas, farsas episódicas e autos narrativos.
Gil Vicente retratou, com refinada comicidade, a sociedade portuguesa do século XVI, demonstrando uma capacidade acutilante de observação ao traçar o perfil psicológico das personagens.
Crítico severo dos costumes, de acordo com a máxima que seria ditada por Molière ("Ridendo castigat mores" - a rir se corrigem os costumes).


Não se sabe ao certo o local de nascimento de Gil Vicente, sendo várias as cidades consideradas, entre elas:
- Guimarães (hipótese essa que estaria de acordo com a identificação do dramaturgo como ourives).
O povo de Guimarães orgulha-se desta hipótese, tendo construido uma escola em homenagem ao autor. Gil Vicente é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina. Quem foi Gil Vicente? São vários os intelectuais portugueses que discutiram o assunto.
Teófilo Braga defendia que o ourives e o poeta eram a mesma pessoa, enquanto que Camilo Castelo Branco defendia que eram duas pessoas distintas.
Mais tarde,Teófilo Braga viria a mudar de opinião depois de visualizaram o estudo realizado por Sanches de Baena que mostrava a genealogia distinta de dois indivíduos de nome Gil Vicente, Mais tarde, Brito Rebelo comprovou a inconsistência histórica destas duas genealogias, utilizando documentos da Torre do Tombo.
Cabe à opinião de cada um decidir se Gil Vicente era poeta e ourives ou apenas poeta. Seja como for, Gil Vicente teve grande impacto, e está profundamente implantado nas nossas raizes culturais. Custódia de Belém O teatro Português antes de Gil Vicente Características principais das obras vicentinas Embora Gil Vicente seja considerado o pai do teatro português, este já existia antes dele. Esse mito, criado por vários autores de renome, como Garcia de Resende, ou o seu próprio filho, Luís Vicente, poderá justificar-se pela importância inegável do autor no contexto literário peninsular. As primeiras manifestações teatrais datam de 7 para 8 de Junho de 1502, a primeira representação do "Auto do vaqueiro" ou "Auto da visitação", nos aposentos da rainha. Já no reinado de Sancho I, os dois actores mais antigos portugueses, Bonamis e Acompaniado, realizaram um espectáculo de "arremedilho", tendo sido pagos pelo rei com uma doação de terras. Pouco resta dos textos dramáticos pré-vicentinos, além das éclogas dialogadas de Bernardim Ribeiro, Cristóvão Falcão e Sá de Miranda.

No Cancioneiro Geral de Garcia de Resende existem alguns textos significativos, como o Entremez do Anjo (assim designado por Teófilo Braga), de D. Francisco de Portugal, Conde de Vimioso, ou as trovas de Anrique da Mota dedicados a temas e personagens chocarreiros que recontam vários episódios divertidos. É provável que Gil Vicente tenha assistido algumas destas representações. Viria, contudo, sem qualquer dúvida, a superá-las em mestria e em profundidade, tal como diria Marcelino Menéndez Pelayo ao considerá-lo a "figura mais importante dos primitivos dramaturgos peninsulares", chegando mesmo a dizer que não havia "quem o excedesse na Europa do seu tempo". É provável que Gil Vicente tenha assistido algumas destas representações. Viria, contudo, sem qualquer dúvida, a superá-las em mestria e em profundidade, tal como diria Marcelino Menéndez Pelayo ao considerá-lo a "figura mais importante dos primitivos dramaturgos peninsulares", chegando mesmo a dizer que não havia "quem o excedesse na Europa do seu tempo". É provável que Gil Vicente tenha assistido algumas destas representações. Viria, contudo, sem qualquer dúvida, a superá-las em mestria e em profundidade, tal como diria Marcelino Menéndez Pelayo ao considerá-lo a "figura mais importante dos primitivos dramaturgos peninsulares", chegando mesmo a dizer que não havia "quem o excedesse na Europa do seu tempo". Trabalho realizado por: -Edi Nogueira, 9ºA;
-Eduarda Silva, 9ºA;
-Fabiana Dias, 9ºA;
-Marilúcia Delgado, 9ºA. Algumas obras: Auto Pastoril Castelhano (1502)
Auto da Visitação (1502)
Auto dos Reis Magos (1503)
Auto da Índia (1509)
Auto da Sibila Cassandra (1513)
Auto da Barca do Inferno (1516)
Auto da Barca da Glória (1519)
Farsa de Inês Pereira (1523) Em todas as suas peças, usa grande quantidade de personagens extraídos do espectro social português da altura, entre eles marinheiros, ciganos, camponeses, fadas e demônios; recorre ao uso de dialetos e linguagens populares. São geralmente apontados, como aspetos positivos das suas peças, a imaginação e originalidade evidenciadas; o sentido dramático e o conhecimento dos aspetos relacionados com a problemática do teatro. A sua forma de exprimir é simples e direta, sem grandes floreados poéticos.Acima de tudo, o autor exprime-se de forma inspirada, dionisíaca, nem sempre obedecendo a princípios estéticos e artísticos de equilíbrio. É também versátil nas suas manifestações: se, por um lado, parece ser uma alma rebelde por outro lado, mostra-se dócil, humano e ternurento na sua poesia de cariz religioso. Continuação O seu lirismo patriótico presente em "Exortação da Guerra", Auto da fama ou Cortes de Júpiter, não se limita a glorificar, em estilo épico e orgulhoso, a nacionalidade: de facto, é crítico e eticamente preocupado, principalmente no que diz respeito aos vícios nascidos da nova realidade económica. O lirismo amoroso, por outro lado, consegue aliar algum erotismo e alguma brejeirice com influências mais eruditas (Petrarca, por exemplo). Muitos autores criticam Gil Vicente devido aos erros cronológicos e as falhas na narrativa, mas, para alguém que considerava o mundo pleno de falsidades, essas seriam apenas mais algumas, sem importância e sem dano para a mensagem que se pretendia transmitir. O autor valoriza também os elementos míticos e simbólicos religiosos do Natal, demonstrando aí um cuidado lírico e uma vontade de harmonia e de pureza artística que não existe nas suas mais conhecidas obras de crítica social. Elementos filosóficos na obra vicentina Sem as características do maniqueísmo que estão presentes na maioria das peças teatrais de quem defende uma determinada visão do Mundo, há, realmente, a presença de um forte contraste nos elementos cénicos usados por Gil Vicente. A noite de natal torna-se também a imagem perfeita que resume a conceção cósmica de Gil Vicente. Assemelha e posiciona-se como um perspetivo pessoal do Platonismo: existem dois mundos:

– Primeiro Mundo, da serenidade e do amor divino, que leva à paz interior, ao sossego e a uma "resplandecente glória";

-Mundo Segundo, aquele que retrata nas suas farsas: um mundo "todo ele falso", cheio de "canseiras", de desordem sem remédio, "sem firmeza certa". Estes dois mundos refletem-se em temas diversos da sua obra: por um lado, o mundo dos defeitos humanos e das caricaturas, servidos sem grande preocupação de verosimilhança ou de rigor histórico.
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