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ACOLHIMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA: REVISÃO DA LITERATURA

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ACOLHIMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA: REVISÃO DA LITERATURA
Trabalho de Conclusão do Mestrado Profissional de Gestão de Tecnologia e Inovação em Saúde apresentado ao Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa como requisito para a obtenção do título de Mestre em Saúde Coletiva.

29 de abril de 2014.
São Paulo/SP.

Luciane Aparecida Pereira de Lima
Orientador: Dr. Romeu Gomes

1. INTRODUÇÃO
As pessoas estão cada vez mais impacientes
perante a incapacidade dos serviços de saúde em prestar níveis de cobertura nacional,
que vão ao encontro das exigências expressas e das necessidades de mudança,

bem como perante a sua incapacidade de prestação de serviços em moldes que correspondam às suas expectativas.
(Organização Mundial da Saúde , 2008)
Relatório Mundial de Saúde 2008: Cuidados de Saúde Primários, Agora Mais Que Nunca
A OMS em 2008 aponta para reformas necessárias para reorientar os sistemas de saúde para a saúde para todos, tais como:
reformas da
cobertura universal
para mais equidade em saúde,
reformas da
prestação de serviços
para orientar os sistemas de saúde para as pessoas
,
reformas da
liderança
para autoridades de saúde mais confiáveis e
reformas das
políticas públicas
pra promover e proteger a saúde das comunidades
Essas reformas constituem a agenda de
renovação dos Cuidados Primários em Saúde
(CPS).
Umas das características dos sistemas de saúde na região das Américas é sua
segmentação
,

representada por diversas formas de financiamento e afiliação.

Outra é que a oferta de serviços de saúde é fragmentada
,
com uma
multiplicidade de diferentes instituições, estabelecimentos ou unidades não integradas como parte da rede assistencial.

Tanto a
segmentação como a fragmentação

aumentam a iniquidade no acesso e reduzem a eficiência na atenção e a gestão dos serviços.
(Organização Pan-Americana da Saúde, 2012)
A OPAS tem impulsionado a
Renovação da Atenção Primária em Saúde nas Américas
(2007). Devido aos novos desafios há necessidade de renovar e revigorar a APS (ou AB) na região,
implicando em reconhecer e facilitar o papel da AB
de
promover condições de saúde e desenvolvimento humano mais equitativas.

O atual modelo de organização do processo de trabalho na AB ainda é, em determinadas situações, um tanto confusa tanto para o usuário como para o restante do sistema, o que
não favorece a reversão de semelhante entendimento.
(CAMPOS, et al., 2008)
Porém em 25 anos do SUS os desafios frente à consolidação da AB são ainda maiores,
visto que em onze anos o tema central permanece nas reinvindicações do controle social. No ano de
2000 a 11º Conferência
Nacional de Saúde tinha como tema central
“Efetivando o SUS: acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde com controle social”
e
em 2011 a 14º Conferência
Nacional de Saúde com o tema:
“Acesso e Acolhimento com Qualidade um desafio para o SUS”.
Nesse intervalo é lançada a
Política Nacional de Humanização (PNH) da atenção e da Gestão do SUS em 2003
onde o conceito de acolhimento é inserido como
diretriz e dispositivo de mudança no modo de fazer atenção e gestão em saúde.
(Ministério da Saúde, 2010)
O acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ordenado pela
atenção primária
e
deve ser fundado na avaliação da gravidade do risco individual e coletivo e no critério cronológico,
observadas as especificidades previstas para pessoas com proteção especial, conforme legislação vigente.
Decreto 7.508/11 de 28 de junho de 2011
De acordo com a
Política Nacional de Atenção Básica - PNAB (2011)
a
AB “deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde”.
(BRASIL, Ministério da Saúde, 2011)
O tema acolhimento na atenção básica como as políticas de saúde que as define estão sendo revistas nesses últimos três anos pelo Ministério da Saúde
por meio da
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2011 instituída pela Portaria Nº 2.488, de 21 de outubro de 2011
Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), instituída pela portaria GM/MS nº 1.654, de 19 de julho de 2011.
O Acolhimento tem se apresentado um conceito polissêmico e complexo,
com amplas dificuldades em sua operacionalização, bem como avaliação de suas práticas, com falta de priorização nas agendas de saúde, dos gestores e das equipes de saúde.
E para isso
é preciso

dar mais atenção as necessidades
estruturais
e
operacionais

como:
acesso, financiamento, compromisso político,
sustentabilidade de recursos e
desenvolvimento de
sistemas
que assegurem
cuidados

de alta qualidade, com argumentação forte e baseada em evidências
para se alcançar uma
atenção universal, integrada e abrangente
.
(Organização Pan-Americana da Saúde, 2007)
Os problemas dos sistemas de atenção à saúde contemporâneos, já analisados no
plano macro, manifestam-se, no plano micro.
A solução para essa crise está em acelerar a transição do sistema de atenção à saúde por meio de
reformas profundas

que implantem as redes de atenção à saúde, coordenadas pela atenção primária à saúde.
(Mendes, 2012)
Os conceitos de acolhimento – presentes nos artigos e nas políticas – se aproximam e se complementam conforme quadro abaixo:
Um sistema de saúde baseado na ABS (ou APS) requer
sólida fundamentação

legal, institucional e organizacional,
bem como
recursos humanos, financeiros e tecnológicos adequados e sustentáveis.
Adotando
práticas otimizadas de gerenciamento e organização em todos os níveis
pode-se alcançar qualidade, eficiência, efetividade, e desenvolver mecanismos ativos para maximizar a participação individual e coletiva em saúde. (Organização Pan-Americana da Saúde, 2007)
A garantia de novas práticas de saúde na atenção básica, reorganizando-a, exige a adoção de diretrizes éticas, clínicas e políticas,
entre elas garantindo-se o acolhimento.
(PASCHE, 2010)
No que se refere a atenção básica, à Estratégia da Saúde da Família, a PNH
propõe o exercício do método (inclusão dos sujeitos para a produção do comum), que deve ser orientado para a
produção do acolhimento
, da clínica ampliada, da cogestão, da valorização do trabalhador e defesa dos direitos dos usuários.
(PASCHE, 2010)
De modo orientado as necessidades de saúde as
tecnologias de gestão da clínica
buscam a construção de
informações e pactuação de diretrizes
quem
ampliem a precisão, a segurança e a qualidade da atenção à saúde-doença.
(LIMA, et al., 2012).
Nesta perspectiva, há que se pensar em
garantias de direitos, inovações no trabalho e na gestão em saúde
, repensando o olhar sociocultural da
população, dos profissionais e dos gestores em saúde,

com o objeto de se criar
novas análises sobre os modos e a forma de produzir a atenção em saúde, bem como os papéis institucionais dos serviços de saúde em relação a sociedade.
Dessa forma a
escolha do tema
“Acolhimento na Atenção Básica” sugere por meio da verificação dos resultados a serem apresentados
possibilitar conhecer as condições de produção desse conceito na literatura, indo na busca da compreensão dos significados para uma interpretação mais profunda dentro da análise temática
, como também subsidiar novas práticas, arranjos e tecnologias em saúde.
2. METODOLOGIA
Este estudo é de
natureza bibliográfica
realizado a partir de uma abordagem de pesquisa qualitativa.


A fonte de pesquisa utilizada no presente estudo constituiu-se de
artigos científicos publicados em periódicos de saúde pública.


Essa modalidade de produção é mais utilizada e mais valorizada no conjunto de produção bibliográfica, sendo a mais facilmente acessada e acessível.
Fonte Biblioteca Virtual de Saúde Pública – BIREME,
O acesso aos artigos foram entre os dias 04 e 24 de dezembro de 2013.
O período estudado foi de 2000 a 2013
Descritor em Ciências da Saúde (DeCS):
acolhimento and atenção básica nas palavras-chaves e ou no título,
com texto completo disponível online,
sem delimitação do idioma.
Utilizaremos nesse artigo o termo Atenção Básica em Saúde (AB) no qual o DeCS trabalha com sinônimos: Atenção Primária de Saúde, Atenção Básica à Saúde, Atendimento Primário, Cuidados Primários e Cuidados Primários de Saúde.
Dentre os 207 artigos disponibilizados publicados,
selecionados 35 artigos que se atenderam os critérios de inclusão
estabelecidos,
eliminados os artigos repetidos ou cujo conteúdo não explicitava o conceito de acolhimento.
Na análise temática, como o próprio nome indica, o conceito central é o tema.

Esse comporta um feixe de relações e pode ser graficamente apresentado através de umas palavras, uma frase, um resumo.

Com esta técnica, pode-se caminhar, também, na direção da descoberta do que está por trás dos conteúdos manifestos, indo além das aparências do que está sendo analisado. (GOMES, 2012) p 86.
Para
caracterizar os artigos
, foi realizada uma descrição voltadas paras os seguintes aspectos:
ano de publicação,
país de estudo e país de publicação,
área de estudos, desenho metodológico.
A análise dos artigos, de caráter qualitativo, baseou-se na
Técnica de Análise de Conteúdo, modalidade temática, a partir do referencial de Gomes (2012),
destacando a presença do conceito de acolhimento nos artigos.
Fazer uma análise temática consiste
em descobrir os núcleos de sentido
que compõem uma comunicação,
cuja presença ou frequência signifiquem alguma coisa para o objeto analítico visado.
(MINAYO, 2008) p. 316
A partir desses princípios, basicamente, foram percorridos os seguintes passos de análise:
(a) identificação das ideias centrais (núcleos de sentido) dos conceitos de acolhimento de cada artigo;
(b) comparação entre os diferentes núcleos de sentido presentes nos artigos estudados;
(c) descoberta de eixos (temáticas) em torno dos quais giravam a construção dos conceitos e
(d) discussão das categorias temáticas encontradas.
Por último, procurou-se articular os resultados de análise do banco de dados e os resultados da análise qualitativa.
3. CARACTERIZAÇÃO DAS FONTES

Encontramos somente artigos na língua portuguesa,
não havia artigos em outros idiomas,
artigos publicados no período entre 2004 até 2013.
O País de estudo e publicação é 100% no Brasil.
O desenho metodológico dos estudos são 100% qualitativos, demonstrando subjetividade do processo de acolhimento na atenção básica.

A abordagem qualitativa tem o propósito, dentre outros focos,
a exploração do espectro de opiniões e
as diferentes representações acerca de um assunto que se está estudando.

Essa abordagem fundamenta-se em dois pilares:
nos hábitos e laços culturais, quando dizem que existe uma estrutura da pensamento, de pontos de vista ou posicionamentos sobre um tópico dentro de um meio social específico e

na segmentação do mesmo meio social, o que representa diferenciações de opiniões e crenças a respeito de determinado tema. (GOMES, et al., 2005) pg 201.
2000 - 11º Conferência Nacional de Saúde tinha como tema central “Efetivando o SUS: acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde com controle social”
2003 - Política Nacional de Humanização da Gestão e da Atenção do SUS
2011 - 14º Conferência Nacional de Saúde com o tema: “Acesso e Acolhimento com Qualidade um desafio para o SUS”,
A terminologia “atenção básica” é, de fato, característica da saúde pública. Presente como Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) atualizada em 2011 é exclusiva do SUS.
Identificamos as ideias centrais do conceito de acolhimento de cada artigo,

analisamos os diferentes núcleos de sentido e

descobrimos os eixos temáticos que em torno dos quais giravam cada artigo, tais como consta no Gráfico 03 e 04.
As ideias centrais foram classificadas em núcleos de sentido respondendo à pergunta “acolher é?”.
Dessa forma elaboramos uma síntese interpretativa dialogando, na sequência, com as referências analisadas.
Promoção
O acolhimento
promove a humanização no atendimento,
promove uma rede de conversações,
promove mudanças na organização do processo de trabalho nos serviços de saúde
promovendo encontro com o usuário,
com base na integralidade, no diálogo, para o desenvolvimento da cidadania e autonomia dos usuários sendo o mesmo o centro dos serviços de saúde.
O acolhimento é uma das diretrizes e um dos dispositivos da PNH representando um importante instrumento para a humanização da atenção à saúde.
(SCHOLZE, et al., 2009) (BREHMER, et al., 2010). (PIMENTEL, et al., 2011) (MACEDO, et al., 2011) (GUERRERO, et al., 2013) (SILVA, et al., 2012). (FALK, et al., 2010) (MITRE, et al., 2012) (SANTOS, et al., 2007) (SILVEIRA, et al., 2004) (MEDEIROS, et al., 2010) (NOVACZYK, et al., 2010), (BARRA, et al., 2012)
O acolhimento constitui-se em um elemento da mudança no processo de trabalho em saúde, com potencial de ampliar as práticas de cuidado envolvidas nas ações dos profissionais de saúde. (SCHOLZE, et al., 2009) (SANTOS, et al., 2007)
O acolhimento ganha o discurso oficial do Ministério da Saúde se configurando como uma das diretrizes de maior relevância da PNH para operacionalização do SUS; que propõe o protagonismo de todos os sujeitos envolvidos no processo de produção de saúde, a reorganização dos serviços a partir da problematização dos processos de trabalho, além de mudanças estruturais na forma de gestão para ampliar os espaços democráticos de discussão, de escuta e de decisões coletivas. (MITRE, et al., 2012).

O acolhimento precisa ser considerado um instrumento de trabalho que incorpore as relações humanas, apropriado por todos os profissionais em saúde, em todos os setores. (SILVEIRA, et al., 2004). No acolhimento como postura também se situam as relações no interior da própria equipe de saúde e entre níveis de hierarquia na gestão. (SOLLA, 2005)
Entre as tecnologias inter-relacionais, o acolhimento tem sido considerado um requisito primordial no processo de remodelação da atenção em saúde. (NOVACZYK, et al., 2010) (SCHOLZE, et al., 2009) (SILVA, et al., 2010)
O acolhimento, enquanto tecnologia leve do trabalho em saúde que opera estrategicamente no campo das inter-relações, tem sido destacado como diretriz operacional do modelo tecno-assistencial orientado pelos princípios do SUS essencial para a construção deste novo modelo de atenção. (NOVACZYK, et al., 2010). (MACEDO, et al., 2011)
O acolhimento também pode ser explorado pelo enfoque de uma tecnologia do encontro trabalhador/usuário que, se adequada, permite desencadear um processo de mudança nas práticas de saúde, direcionando-as a partir das tecnologias leves. (SCHOLZE, et al., 2009)

O acolhimento como “rede de conversações”, é um modo de se relacionar-se, sendo um tipo de conversa que deve ocorrer dentro dos serviços de saúde imprescindível para o desempenho técnico assistencial da unidade de saúde. (RIBEIRO, et al., 2010) (MACEDO, et al., 2011)
O diálogo e a conversa têm sido apontados como a substância do trabalho em saúde. Nesse sentido, a rede de atenção à saúde constitui uma rede de conversações que permeia todos os momentos do encontro trabalhadores-usuários e os fluxos de atenção. (GUERRERO, et al., 2013). (CAVALCANTE FILHO, et al., 2009) (MACEDO, et al., 2011)
O acolhimento coletivo, um espaço de encontro entre os trabalhadores e usuários, tendo por objeto as necessidades de saúde destes. No sentido de acolher os indivíduos podem ser utilizadas abordagens construtivas e dialógicas. (ROSSI, et al., 2005) tem a função receber e interligar diálogos, buscando promover o encontro entre trabalhadores com o doente, em qualquer instante do processo de trabalho. (CARDOSO, et al., 2009)

O acolhimento é uma prática que convida o repensar ético-político do cotidiano, como forma de apoiar e estimular a criatividade e a singularidade presentes no cotidiano dos serviços de saúde. (COELHO, et al., 2009)
Acolhimento como dispositivo para ampliar a acessibilidade aos serviços de saúde; como estruturante do processo de trabalho centrado nas necessidades de saúde; com potencial instituinte de novas formas de produzir o cuidado (CAVALCANTE FILHO, et al., 2009)
O acolhimento na atenção à saúde constitui um dispositivo na organização do processo de trabalho dos serviços, portanto deve estar relacionado como parte do processo de produção de saúde como algo que qualifica a relação e que, portanto, é passível de ser apreendido em diferentes dimensões (relacionais, técnico, clínica, cidadania) e trabalhado em todo e qualquer encontro entre profissional/usuário, profissional/profissional, equipe de saúde/gestão e usuário e sua rede social (PEREIRA, et al., 2010). (GUERRERO, et al., 2013)

O acolhimento deve ser visto, portanto, como um dispositivo potente para atender à exigência de acesso, propiciar vínculo entre equipe e população, trabalhador e usuário, questionar o processo de trabalho, desencadear cuidado integral e modificar a clínica. (SOUZA, et al., 2008)

É possível acolher em espaços grupais como um ambiente de acolhimento. Levando-se em conta que os serviços de saúde são o local onde o sofrimento difuso se manifesta em busca de reconhecimento e ajuda, pensar em dispositivos grupais que possam acolher tais demandas parece adequado tanto para a população quanto para os profissionais que, pressionados por uma agenda lotada, dificilmente conseguem compreender ou mesmo atender esse tipo de solicitação. O grupo constituiu com uma estrutura de funcionamento calcada na horizontalidade e solidariedade que, a partir do diálogo, buscou ser um espaço para o acolhimento e potencialização dos recursos pessoais e grupais. (SAVI , et al., 2009)
O acolhimento constitui-se nas ações de atenção e gestão do trabalho, de forma que a postura e a prática permitam o estabelecimento de uma relação de confiança e compromisso entre trabalhadores e clientes legitimando a promoção da saúde no sistema público. (CARDOSO, et al., 2009).
Priorização
O acolhimento na dimensão de priorização
é atender a todos com qualidade,
estabelecendo prioridades,
avaliando e identificando os riscos e vulnerabilidades,
identificando casos mais urgentes,
atendendo a demanda de forma ágil,
que leve em conta os determinantes sociais de saúde as necessidades dos usuários.
É por meio do acolhimento que o serviço garante o atendimento às prioridades de atenção à saúde, como os atendimentos de urgência e de doenças crônicas, com classificação de risco reconhece as necessidades do grupo e proporciona o atendimento ao usuário de forma ágil e efetivo.
(COELHO, et al., 2009) (NOVACZYK, et al., 2010) (TORRES, et al., 2010)
O acolhimento é um processo fundamental para que ocorra o estabelecimento do vínculo entre a equipe de saúde e a família.
(MEDEIROS, et al., 2010) (NOVACZYK, et al., 2010). (PEREIRA, et al., 2010). (PIMENTEL, et al., 2011) (MACEDO, et al., 2011). (SANTOS, et al., 2007) (JUNGES, et al., 2012) (SÁ, et al., 2012) (GUERRERO, et al., 2013)
Vínculo
O acolhimento na dimensão de vínculo propõe:
estabelecer e fortalecer vínculos,
uma relação de confiança com ética entre usuários, trabalhadores e gestores,
receber bem, escutar positivamente de forma qualificada, com cordialidade
ouvindo, estando atento,
compreender, ter empatia, abrigar, agasalhar, com atitude de abertura, perto,
compartilhar alegrias e sofrimentos, saberes, angustias.
Responsabilização
Na dimensão de responsabilização acolher é
responsabilizar-se,
comprometer-se pelo atendimento,
possibilitando seu direcionamento nos serviços de saúde,
minimizando a medicalização,
pactuando respostas adequadas promovendo co-responsabilização.
O acolhimento não apenas como recepção do usuário em um serviço de saúde qualquer, mas como ação de responsabilização do trabalhador pelo usuário durante toda sua permanência no serviço de saúde. (MATUMOTO, et al., 2009) (MITRE, et al., 2012)
Resolutividade
Na dimensão de resolutividade o Acolhimento
deve garantir a resolubilidade que é o objetivo final do trabalho em saúde,
resolver efetivamente o problema do usuário.
Acolhimento deve garantir a resolubilidade que é o objetivo final do trabalho em saúde, resolver efetivamente o problema do usuário.
(SOLLA, 2005). (RIBEIRO, et al., 2010) (TESSER, et al., 2010) (MEDEIROS, et al., 2010) (NOVACZYK, et al., 2010) (PEREIRA, et al., 2010) (TORRES, et al., 2010) (PIMENTEL, et al., 2011) (MACEDO, et al., 2011) (BARRA, et al., 2012) (GUERRERO, et al., 2013)
Acesso
Na dimensão de acesso o acolhimento
tem por objetivo garantir, promover o acesso e a oferta de serviços de saúde,
Atendendo a todos, sendo uma porta de entrada do serviço de saúde.

O acolhimento tem a finalidade de atender todos aqueles que buscarem o serviço de saúde, pressupõe a garantia de acesso a todas as pessoas.
(SOLLA, 2005) (SCHOLZE, et al., 2009) (SOUZA, et al., 2008) (MEDEIROS, et al., 2010). (SOUZA, et al., 2008) (JUNGES, et al., 2012)
Solidariedade
Acolher é
Solidarizar-se, colocar-se no lugar,
relacionar-se de forma solidaria, cidadã, ética
reconhecendo o usuário como sujeito, promovendo sua participação e tornando o usuário sujeito da produção, promovendo a inclusão e autonomia, respeitando as singularidades.

O acolhimento está relacionada aos seguintes conceitos: “receber bem”, “ouvir o usuário”, “estar atento”, “compreender” e “solidarizar-se”. (OLIVEIRA, et al., 2008)
Comunicação
Na dimensão de comunicação e informação acolher é:
é prestar informação adequada,
recepcionar,
orientar e direcionar o atendimento em caso conforme as necessidades dos usuários.

Acolhimento são posturas que o trabalhador em saúde deve procurar desenvolver no sentido de colocar-se no lugar do usuário, atendendo suas necessidades, direcionando-as quando necessário para pontos do sistema capaz de resolvê-las.
(ROSSI, et al., 2005) (MACEDO, et al., 2011) (ARAUJO, et al., 2012) (MITRE, et al., 2012).
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em termos conceituais o conjunto de artigos relaciona-se com o conceito de acolhimento presente na Política Nacional de Humanização, onde podemos observar que o
núcleo de sentido predominante de acolher é promover a PNH.
Na dimensão de solidariedade, comunicação, responsabilização e vínculo

o usuário é o centro da atenção à saúde,
na qual se relaciona com o conceito de acolhimento presente na PNH onde a equipe se responsabiliza desde a sua chegada até a sua saída nos serviços de saúde.
A análise dos artigos revelou que a temática do acolhimento tem uma polissemia e complexidade de processos e resultados, dificultando sua execução e atribuições de valor. A polissemia e a complexidade pode comprometer o diálogo sobre sua eficácia/eficiência (resolutividade) entre trabalhadores e gestores.
Temos observado um tipo de sentido do acolhimento onipresente,
onde o acolhimento está em todo lugar, em todos os momentos e realizado por todos os profissionais de saúde.
Esse sentido – em termos de concepção geral – relaciona-se à diretriz da PNH
,
porem se distancia – quanto a sua operacionalização –
em termos concretos de ampliação da escuta e do acesso aos serviços, pois esse não-lugar dá uma margem da impessoalidade no processo de trabalho.
Quando se fala que acolhimento não é ou não está somente na recepção, amplia seu escopo em todos os espaços do serviço de saúde com uma abordagem multiprofissional.
Mas não podemos esquecer que há uma recepção na qual precisa ser repensada e incluida, articulada e capacitada com os demais integrantes da equipe e componentes das redes de atenção a saúde.
A área de enfermagem tem se preocupado em seus estudos ao tema acolhimento e reflete o contexto social dos serviços de saúde.
Sinalizando a importância da inclusão dos demais integrantes da equipe com essa temática.

Essa dimensão de priorização presente nos serviços de saúde é realizada por todos os profissionais porém a classificação de risco é atribuída primeiramente aos enfermeiros, desencadeando e mantendo uma lógica de organização do processo de trabalho centrado no atendimento médico e não com foco no usuário, promovido pela gestão dos serviços.
Pensar quais as contribuições que o conjunto dos artigos podem trazer para a implementação do acolhimento na perspectiva da PNH e da PNAB
é um grande desafio
teórico-prático,
afetuoso e comprometedor,
no contexto atual
de comemoração de 10 anos da PNH e
03 anos da PMAQ-AB
Podemos dizer que os artigos analisados promoveram nessa temática de acolhimento o processo de inclusão de todos sentidos atribuídos a ela pelos artigos analisados.

Acolher é promover o SUS, a PNH, a PNAB,
vínculo, solidariedade, comunicação,
acesso, reponsabilidade, priorização, resolutividade.

Sem querer esgotar o tema e os sentidos vividos e estudado até o momento. O acolhimento seria um indicador composto por pequenos indicativos conforme núcleos de análise observados nesse estudo.
Podemos afirmar que o acolhimento é um tipo de tecnologia que possibilita a construção de linhas de cuidados centradas nas necessidades de saúde das pessoas e na atenção integral. Como tecnologia leve volta-se ao desenvolvimento de ferramentas e dispositivos. O enfrentamento do conjunto multifacetado de necessidades e demanda dos serviços de saúde coloca em foco não apenas a atual organização do serviços e ações de saúde, como também, as capacidades dos profissionais de saúde lidarem com esse novo contexto. (LIMA, et al., 2012)
As principais linhas de ação no âmbito da PNH se direcionam no campo do apoio institucional às Unidades Básicas, disparando a implementação de dispositivos e mobilização de ações, dessa forma, busca-se afirmar a atuação protagônica dos trabalhadores, não somente na análise e intervenção dos seus processos de trabalho, mas também na produção e/ou ressignificação do conhecimento sobre seu trabalho. (BARROS, et al., 2010)
Para que isso aconteça de forma a produzir bens e serviços necessários ao público, mas também cuidar da constituição do Sujeito e dos Coletivos, onde o trabalho significando não somente um meio para assegurar sustento material, mas também implicado com a própria constituição das pessoas e de sua rede de relações: equipes, grupos, organizações, instituições e sociedades. É necessário utilizar-se do método da roda para apoiar os espaços de co-gestão. (CAMPOS, 2003).
Esse estudo pode contribuir nas práticas de gestão, atenção e educação permanente nos diversos serviços de saúde,
uma vez que amplia os sentidos do tema acolhimento, possibilitando perceber o que o envolve, incorporando todas esses eixos temáticos.

O acolhimento na Atenção Básica se insere
como ferramentas da gestão da clínica,
pois ampliando a qualidade e humanização dos serviços de saúde é
aplicavel em todo sistema de saúde seja público ou privado,
na medida em que não é só fonte de inspiração e esperança,
mas pode contribuir para que o direito universal à saúde seja assegurado.
No
plano ideológico há que se superar
, definitivamente, as visões de atenção primária seletiva e de nível de atenção, consolidando a ESF como a
estratégia fundante e de organização do SUS.
(Mendes, 2012)
A técnica de análise temática consiste em descobrir os "núcleos de sentido" que compõem a comunicação e cuja presença, ou frequência de aparição, podem significar alguma coisa para o objetivo analítico escolhido. (GOMES, 2012) p 86
2011 - Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
instituída pela Portaria Nº 2.488, de 21/10/2011.

2011- Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), instituída pela Portaria GM/MS nº 1.654, de 19/07/2011
O acolhimento para a PNH se insere como diretriz e como dispositivo: como diretriz faz parte das orientações gerais da política e como dispositivo é um arranjo de elementos, que podem ser concretos e/ou imateriais, que potencializa um processo de mudança nos modelos de atenção e gestão. BRASIL (2010)
OBRIGADA
A TODOS
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