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A ORIGEM DOS BATISTAS

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Josemar Modes

on 25 February 2015

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Transcript of A ORIGEM DOS BATISTAS

A ORIGEM DOS BATISTAS
Batistas e Igreja Primitiva
Assim como a Igreja Católica Apostólica Romana, muitas igrejas protestantes afirmam que têm origem em Jesus Cristo, na Igreja neotestamentária. Os batistas podem afirmar o mesmo. Resta ver quem pode, diante do Novo Testamento, comprovar a alegação.
Nossa tese é a seguinte: os discípulos de Jesus Cristo, que a partir dos Séculos XVII e XVIII passaram a ser conhecidos como Batistas, têm as mesmas doutrinas e práticas das igrejas cristãs do primeiro século de nossa era. Mais ainda: as igrejas batistas de hoje podem resistir a uma comparação com as igrejas cristãs do primeiro século.
Batista e Igreja Primitiva
Em matéria de prática haverá coisas que, usadas no primeiro século, já não são de uso hoje e outras que, usadas hoje, eram desconhecidas no primeiro século. Trata-se, entretanto, de pormenores de caráter secundário.
Para exemplificar: no primeiro século era de uso, nos banquetes ou refeições, beberem vários ou todos de um mesmo copo. Hoje as modernas concepções de higiene não permitem que tal se faça. Mas na Ceia o símbolo não perde em nada quando a cerimônia é realizada com cálices individuais; outro exemplo: nas igrejas batistas de hoje há uma organização denominada Escola Bíblica Dominical, destinada ao estudo da Bíblia por diversos grupos — crianças, jovens, adultos — aos domingos. Não havia tal organização nas igrejas primitivas. Mas nestas se estudava a Palavra de Deus.
As igrejas primitivas criam nas Escrituras Sagradas como a fonte da Revelação divina. Nelas criam como suficientes para a orientação espiritual do homem. Consideravam-nas inspiradas por Deus, e por isso mesmo a única autoridade escrita em matéria religiosa. As igrejas batistas de hoje creem o mesmo e é por isso que timbram em não se desviar de determinadas posições, apesar de todas as críticas recebidas. Para exemplificar: não aceitam a ideia de que a salvação é pelas obras; não aceitam para o batismo pessoas que não sejam capazes de manifestar sua fé; não aceitam os batistas, de maneira nenhuma, a autoridade da tradição.
A salvação efetua-se pela fé, e não pelas obras. Ao homem cabe arrepender-se de seus pecados e voltar-se com fé para Jesus Cristo. Era isso que ensinava a igreja cristã primitiva. É a mesma coisa que ensinam os batistas hoje. Nada mais exigem senão o arrependimento sincero dos pecados cometidos e que, por ser sincero, vem sempre acompanhado de frutos e a fé em Jesus Cristo como Salvador. Em primeiro lugar a fé e depois as obras como consequência. Nunca o contrário.
Os cristãos primitivos criam em Jesus como o Salvador; Jesus Cristo era para eles o Filho de Deus. Criam nele não somente como Salvador, mas como o único Salvador. Não havia outro caminho para o homem desejoso de salvação. Os batistas de hoje creem e pregam a mesma coisa. Por isso é que não podem admitir a ideia de uma corredentora, que seria Maria. Com todo o respeito que têm pela mulher admirável, bendita entre as mulheres, a que foi escolhida para ser a mãe da humanidade de Jesus Cristo, não podem admitir que ela tenha esse papel. Jesus Cristo, aquele que morreu na cruz, o Cordeiro de Deus imaculado, é o único redentor da humanidade. Só nele pode haver esperança.
Conclusão
Introdução
De onde vêm os batistas? Quem fundou esse grupo evangélico? Por que razão foi fundado e quando? Algumas perguntas comuns que ouvimos, cada vez com mais frequência, à proporção que as igrejas batistas se multiplicam no solo brasileiro.
Podem-se distinguir três teorias a respeito da origem dos batistas. A primeira é a teoria JJJ ou Jerusalém-Jordão-João. A segunda é a do parentesco espiritual com os anabatistas do Século XVI. E a terceira é a teoria da origem dos separatistas ingleses do Século XVII. Vamos dar um rápido resumo dessas teorias.

Ainda sobre a igreja...
As igrejas primitivas
respeitavam os governos constituídos
e só não lhes reconheciam o direito de interferir em seus assuntos internos. É a doutrina da separação entre Igreja e Estado, anunciada pelo batistas hoje.
As igrejas primitivas
recebiam membros por meio do batismo
, que era a porta de entrada para a igreja, embora não fosse, como não é, a porta de entrada para o Reino de Deus. Assim procedem as igrejas batistas de hoje, que não reconhecem no batismo nenhum mérito para a salvação, mas consideram-no um ato de obediência e testemunho, por meio do qual uma pessoa convertida, que tem fé em Cristo, entra para uma igreja de Cristo. Sobre a forma de batismo no Novo Testamento, ele era por imersão. A própria Igreja Católica Romana adotou durante muitos séculos essa forma correta de batismo, e, se fosse necessária comprovação, aí estão os batistérios de Pisa e Ravena, verdadeiras piscinas.
Deve-se observar que o batismo, na sua forma correta, contém algo de simbólico que somente nessa forma pode ser compreendido.
Algumas questões sobre as práticas
No Novo Testamento
as igrejas realizavam cultos com muita simplicidade
. Nestes havia a leitura das Escrituras e comentários sobre a leitura feita, havia cântico, orações, celebração da Ceia, e eventualmente batismos. Havia profundo amor entre os irmãos componentes das igrejas. Mas, por outro lado, se alguém deixava de proceder de acordo com os padrões morais e espirituais estabelecidos, era excluído da comunidade.
As igrejas batistas procuram manter este padrão. A mesma simplicidade, o mesmo respeito pelas Escrituras, o mesmo amor entre os irmãos, o mesmo zelo pela conservação de um padrão moral e espiritual elevado. Nada de cerimônias pomposas, nada de luxo nem de suntuosidade.
As grandes doutrinas cristãs
Os cristãos primitivos criam em um só Deus, que se manifestava em três pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo (Mat. 28.19; II Cor. 13.13). Criam num Deus que é Espírito e que deve ser adorado em espírito e verdade (João 4.24). Criam num Deus que poderia ser alcançado pelas orações dos fiéis, através de Jesus, o único mediador entre Deus e os homens (João 14.13; 16.24; I Tim. 2.15).
Crêem os batistas de hoje nisso? Perfeitamente. É essa, aliás, a razão porque condenam o uso de imagens e o culto a elas prestado, qualquer que seja o nome que tenha; é por isso que não aceitam nenhum outro mediador, seja humano seja super-humano, seja um padre, seja um santo, entre Deus e os homens. É por essa razão que fazem sempre suas orações em nome de Jesus.
Resumo das três teorias
A primeira diz que os batistas vêm em linha ininterrupta desde os tempos em que João Batista efetuava seus batismos no rio Jordão. Foi criada por Thomas Crosby, que escreveu, entre 1738 e 1740, uma História dos Batistas Ingleses, em quatro volumes.
A teoria do parentesco espiritual com os anabatistas do Século XVI foi defendida por David Benedict, que publicou, em 1848, uma História Geral da Denominação Batista na América e em Outras Partes do Mundo.
A terceira teoria afirma que os batistas se originaram dos separatistas ingleses, especialmente aqueles que eram congregacionais na eclesiologia e insistiam na necessidade do batismo somente de regenerados. Advogam essa teoria o notável teólogo Augustus Hopkins Strong e o historiador Henry C. Vedder, professor do Seminário Teológico Crozer, na Pensilvânia, de 1894 a 1927. Essa teoria não violenta os princípios da exatidão histórica, como fazem os que procuram afirmar uma continuidade definida entre as seitas primitivas e os batistas modernos e esclarece porque os batistas não partilham com os anabatistas a aversão pelos juramentos e pelos cargos públicos e nem adotaram doutrinas anabatistas, como o pacifismo, o sono da alma e a necessidade de sucessão apostólica para a ministração do batismo.

Seguindo nas doutrinas, a igreja...
Igreja nos primeiros séculos era uma comunidade local. O termo não tinha sentido geral. Não se fala de uma igreja cristã do 1° século, mas, sim, da Igreja de Jerusalém, da Igreja de Antioquia, da Igreja de Filipos, etc. Fala-se de igrejas que se reuniam em casas de pessoas, como se pode ver em Colossenses 4.15 e Filemom 2.
Eram comunidades locais, formadas de crentes batizados, que se reuniam para o louvor de Deus, para a celebração das duas ordenanças estabelecidas por Jesus, para a edificação mútua e para a pregação do evangelho. Nada mais longe do pensamento dos escritores neotestamentários que a ideia de uma Igreja Católica, eficientemente organizada, com um chefe terreno que fosse o substituto de Jesus Cristo. Há a ideia de uma Igreja composta de todos os crentes. Em Mateus 16.18 temos Jesus usando o termo “igreja” nessa acepção. Aí igreja pode ser considerada sinônimo de cristianismo, tendo como chefe Jesus Cristo.
As igrejas batistas de hoje são também assim: comunidades de crentes batizados, que se reúnem em determinado lugar para cultuar a Deus, celebrar as ordenanças do batismo e da ceia, para a edificação mútua e a pregação do evangelho. São lideradas espiritualmente pelos seus pastores; têm também seus diáconos, que auxiliam aos pastores.
Salomão Reinach declarou, num dos seus livros, que, de todos os grupos cristãos atuais, os batistas são, talvez, o único grupo onde um cristão do ano 100 não se sentiria muito desambientado.
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