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Indexação de Partituras

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by

Vitor de Carvalho

on 17 December 2013

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Transcript of Indexação de Partituras

A informação na música impressa: elementos para análise documental e representação de conteúdos

Hugo Carlos Cavalcanti
Maria Auxiliadora Carvalho

Introdução
A pesquisa no ramo da Musicologia é caracterizado como objeto de discussão entre profissionais da informação;
Os catálogos bibliográficos muitas vezes não suportam uma linguagem de indexação que auxiliam os interesses dos usuários para pesquisa;
Não há um tratamento adequado quanto à representação temática da música impressa, visando a recuperação da informação;
Segundo Faria (2009, p. 85), não existe produção científica suficiente no país, sendo a música um campo rico em material mas pouco explorado em termos de pesquisa e sistematização.
Problemática
Discussão sobre Musicologia
A obra musical absorve a realidade externa (mundo sensorial) no momento em que o compositor emprega esta informação por meio da composição, abrangendo assim níveis de comunicação não-verbais;
Martinez (2003) explica que a simbologia da metalinguagem musical implica na sua representação icônica, caracterizando-se por fazer interagir um signo com outros próprios da composição;
A obra musical é, portanto, a representação simbólica de um imaginário sonoro, fruto da inspiração pessoal do artista, influenciado pelo mundo sensorial que o cerca;
Segundo Assunção (apud FARIA, 2009), a documentação musical não possui um conteúdo que possa ser facilmente expresso por palavras.
Sendo a arte musical abstrata, torna-se difícil representá-la em sistemas de classificação e em habituais linguagens de indexação;
Pesquisa de objetivo exploratório, entre fevereiro e maio de 2009, na cidade do Recife. Os autores delimitaram-se pela música em formato impresso, abrangendo obras de cunho didático, instrumental, vocal, etc;
Foram utilizados dois processos distintos:

1 - pesquisa bibliográfica em acervos pessoais e bibliotecas universitárias;
2 - entrevista semi-estruturada com professores regentes do Departamento de Música Sacra do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil.
Metodologia
Resultados
Os autores analisaram que, na ausência de um vocabulário controlado para indexação da música impressa, optou-se na maioria das bibliotecas pela utilização de termos livres ou cabeçalhos de assunto (palavras nas quais os livros e outros materiais são representados);
Adotou-se também a organização da informação da música vocal antecedendo a música instrumental, explicitando a periodização da obra conforme recomendações de Panzin (1993).
Referência:
CAVALCANTI, Hugo Carlos ; CARVALHO, Maria Auxiliadora. A informação musical na música impressa: elementos para análise documental e representação de conteúdos. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 8, n. 2, p. 152-151, jan./jun. 2011.
Música impressa no Brasil
Strehl (1998) e Cardoso (1996) apontam para uma necessidade de se estabelecer políticas de indexação e métodos de organização e representação da informação em documentos de cunho artístico, em especial, a música impressa;
Faria (2009) descreve as necessidades de pesquisa e sistematização no tratamento da documentação musical brasileira a fim de preservar o patrimônio histórico nacional, permitindo a redescoberta e difusão de obras e compositores, socializando seu uso e gerando novos conhecimentos.
Conceitos acerca da música impressa
Para Sadie (1997, p. 2) partitura significa "forma de música escrita ou impressa, que abriga todo um conjunto de elementos da notação musical, de maneira a representar visualmente a coordenação musical, garantindo com maior ou menor precisão sua execução";
Formas musicais: concerto, sonata, sinfonia, etc;
Gênero musical: são grupos de características musicológicas sobre as quais se forma uma identidade. É a natureza da obra musical, normalmente representado no título e na instrumentação utilizada.
Análise documentária da música impressa
De acordo com Fujita (2003) a análise documentária é a prática que antecede a tradução de conceitos do documento em uma terminologia controlada para fins de indexação, tendo como objetivo a identificação e seleção de conceitos por meio da leitura documental;
As poucas fontes descritivas da partitura podem não aprofundar muito a identificação temática da obra musical. Muito do que está implícito na simbologia não é percebido pelo indexador;
Portanto, há uma grande subjetividade na indexação de partituras, pois sua natureza não bibliográfica e não textual;
Em algumas literaturas didáticas musicais, não é especificada a categoria "assunto" das obras musicais, e sim elementos estilísticos e estruturais que podem ser extraídos de uma partitura para representá-la.
Elementos descritivos da música impressa
Autoria: elemento descritivo, identificado na folha de rosto ou cabeçalho da partitura;
De acordo com o AACR2, na regra 21.1A1, o ponto de acesso principal é o do compositor da obra. Deve-se levar em conta a época em que o autor viveu, para ajudar a definir prováveis características ou estilos que a obra contém.
Título: elemento descritivo identificado na folha de rosto ou cabeçalho da folha de rosto que pode indicar a forma e o gênero a qual a partitura pertence;
Instrumentação: geralmente os usuários procuram pelo meio de expressão característico da música, ou seja, a instrumentação utilizada na obra musical. Mesclam-se então a descrição do título + autor + meio de expressão do autor + meio de expressão. (Ex: Sonata para violino e piano de Johannes Brahms).
Muitos acervos especializados de música impressa realizam o tratamento de forma insatisfatória, onde a representação e organização da informação acaba na informalidade entre usuários e bibliotecários;
Isto reflete a precária análise documental das músicas para representação de seu conteúdo, problema que também ocorre em outros materiais de arquivos multimeios;
Com isto, dois sujeitos são prejudicados: o diletante que busca apreciação musical e a comunidade científica de pesquisadores e alunos de música que necessitam da informação apresentada de acordo com a leitura que os mesmos têm da obra musical;
Geralmente, bibliotecários e arquivistas não possuem conhecimento musical suficiente para atender às necessidades informacionais dos músicos e regentes.
Conclusão
Os autores concluem que, tanto a Ciência da Informação quanto a Musicologia utilizam sistemas e códigos como sustentação teórica para suas funções. Entretanto, os sistemas e símbolos musicais se distinguem do tratamento da informação bibliográfica caracterizada pela rotina bibliotecária;
Existe também o problema em relação à procura de determinada obra musical, onde o usuário especializado merece uma atenção especial, bem como o acervo, recebendo um tratamento temático mais adequado assim como outras obras bibliográficas de uma unidade de informação;
Sendo assim, o tratamento temático-documental, especialmente na análise de assunto e na indexação, só ocorrerá se o indexador considerar elementos mais significativos da composição, ficando claro que a representação da informação musical deve-se ao seu caráter informativo que a obra pode oferecer.
Pricila Mendes Garcia - 64301
Raquel Pereira Scherer - 62742
Rosimeri Herrmann Vergara - 59334
Vitor Pereira de Carvalho - 59338
Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Tipologias de partituras
Partitura regente - partitura para a orquestra que contém todos os detalhes de uma obra, onde se têm a visualização completa de todos os instrumentos selecionados pelo compositor para a sua execução;
Partitura miniatura - partitura impressa para uso individual (formato de bolso);
Partitura aberta - mostra cada parte de uma composição (geralmente polifônica) em uma pauta separada;
Redução para piano - é um arranjo para piano de uma composição para um conjunto de instrumentos, em que partes vocais constam na íntegra, mais o acompanhamento para piano
Partitura condensada - partitura em que algumas das linhas instrumentais ou vocais dividem o mesmo pentragrama.
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