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O jantar dos Gouvarinho

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by

Ana Lourenço

on 25 May 2013

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Transcript of O jantar dos Gouvarinho

O jantar na casa dos Gouvarinho O jantar em casa dos Gouvarinho é marcado por uma forte crítica social. Este jantar permite a observação da degradação dos valores sociais, o atraso intelectual do país, e a mediocridade mental das figuras da alta burguesia e da aristocracia. Assuntos tratados A crítica social O Jantar A crónica de Costumes Jantar no Hotel Central Cap.VI Cap.XII Corridas no Hipódromo O jantar dos Gouvarinho Cap.X Imprensa Cap.XV Sarau no teatro da Trindade Cap.XVI Passeios Cap.XVIII Personagens
principais Episódios da vida romântica A economia
A literatura
O fascínio pelo estrangeiro
A ignorância
A educação das mulheres "Creio que não há nada de novo em Lisboa, minha senhora, desde a morte do Sr. D. João VI." Os Homens Para Ega o dever da mulher era primeiro ser bela e depois ser estúpida, só devia saber cozinhar bem e amar bem e por isso não precisava de saber conversar sobre outros assuntos. Esta opinião opunha-se à opinião do conde que defendia que uma mulher devia saber conversar sobre um artigo de uma revista ou sobre alguns livros. Ega também se opunha à opinião de Neto que dizia que uma senhora quando ainda é nova deve ter algumas prendas. Conde de Gouvarinho:
"Mas o conde interpelava-o, o conde queria a opinião do seu amigo Maia. Tratava-se do livro de um inglês, o major Brat, que atravessara a África, e dizia coisas perfidamente desagradáveis para Portugal. O conde via ali só inveja - a inveja que nos têm todas as nações por causa da importância das nossas colónias, e da nossa vasta influência na África...- Está claro, dizia o conde, que não temos nem os milhões, nem a marinha dos ingleses. Mas temos grandes glorias; o infante D. Henrique é de primeira ordem; e a tomada de Ormuz é um primor... E eu que conheço alguma coisa de sistemas coloniais, posso afirmar que não há hoje colónias nem mais susceptíveis de riqueza, nem mais crentes no progresso, nem mais liberais que as nossas! Não lhe parece, Maia?"
" País de grande prosperidade, a Holanda!... Em nada inferior ao nosso... Já conheci mesmo um holandês que era excessivamente instruído..." Sousa Neto:
"Encontra-se por lá, em Inglaterra, desta literatura amena, como entre nós, folhetinistas, poetas de pulso?
Carlos deitou a ponta do charuto para o cinzeiro, e respondeu, com descaro:- Não, não há disso.-
Logo vi, murmurou Sousa Neto. Tudo gente de negócio." Os temas abordados pelos homens presentes no Jantar são:

A educação das mulheres;
O atraso intelectual e a falta de cultura;
O fascínio pelo estrangeiro



Sousa Neto e o conde exibiram o seu nacionalismo. As passagens que o confirmam são: Conde de Gouvarinho
Sousa Neto
João da Ega
Carlos da Maia
Condessa de Gouvarinho Fisico: Casa dos Gouvarinho
Social: Alta burguesia


O jantar em casa dos Gouvarinho é marcado por uma forte crítica social. Este jantar permite a observação da degradação dos valores sociais, o atraso intelectual do país, e a mediocridade mental das figuras da alta burguesia e da aristocracia. As mulheres Espaço Tempo "- Eu tive também em tempos o prazer de conhecer o pai de V. Exc.ª... Pedro, creio que era justamente o Sr. Pedro da Maia. Começava eu então a minha carreira publica... E o avô de V. Exc.ª, bom?"
"Pessoa muito respeitável... O pai de V. Exc.ª era... Enfim, era o que se chama «um elegante». Tive também o prazer de conhecer a mãe de V. Exc.ª..." "(...)a baronesa e a senhora de escarlate, aos dois lados dele, falavam do convento das Selesias." "(...)a senhora de escarlate voltou a falar de pretos, e de escudeiros pretos, e duma cozinheira preta que tivera uma tia dela, a tia Vilar... Depois queixou-se amargamente dos criados modernos" "(...)a baronesa lembrou-se do Tomy, o galgo da condessa; perguntou por Tomy. Já o não via há que tempos, esse bravo Tomy! A condessa nem queria que se falasse no Tomy, coitado! " Linguagem e estilo "(...)pôde dizer-lhe asperamente" "Por esse mundo, minha senhora, vagamente..." "Depois queixou-se amargamente dos criados modernos" "Ega declarou muito decididamente ao Sr. Sousa Neto que era pela escravatura" "(...)que já andava ali, difamante e torpe, a tagarelice do Dâmaso" "Era a senhora de escarlate que lhe falava, sorrindo, mostrando uns bonitos dentes sob o buço forte de quarentona pálida" "- Esperei meia hora; mas compreendi logo que estaria entretido com a brasileira..." ."Já sabia verbos. Era de morrer, a Vicenta a dizer j'aime, tu aimes...- E a senhora baronesa, acudiu o Ega, começou por lhe mandar ensinar os verbos mais necessários." "Ega protestou, com calor. Uma mulher com prendas, sobretudo com prendas literárias, sabendo dizer coisas sobre o Sr. Tiers, ou sobre o Sr. Zola, é um monstro, um fenómeno que cumpria recolher a uma companhia de cavalinhos, como se soubesse trabalhar nas argolas. A mulher só devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem." "- V. Exc.ª leu evidentemente, como nós todos, as grandes paginas de Proudhon sobre o amor?O Sr. Neto, já vermelho, pousou a chávena sobre a mesa. E quis ser sarcástico, esmagar aquele moço, tão literário, tão audaz.- Não sabia, disse ele com um sorriso infinitamente superior, que esse filósofo tivesse escrito sobre assuntos escabrosos!" "(...)carlos foi ruminando a sua cólera contra o Dâmaso" "Carlos, no entanto, comendo em silêncio a sua sopa, ruminava as palavras da condessa. Também ela conhecia já a sua intimidade com a «brasileira». " "Carlos seguiu em silêncio a sua longa cauda de seda preta através do bilhar, deserto, com o gás aceso, ornado de quatro retratos de damas, da família dos Gouvarinhos, empoadas e sorumbáticas. Ao lado, por trás de um pesado reposteiro de fazenda verde, era um gabinete, com uma velha poltrona, alguns livros numa estante envidraçada, e uma escrivaninha onde pousava um candeeiro sob o abat-jour de renda cor de rosa" "(...)a senhora de escarlate voltou a falar de pretos, e de escudeiros pretos, e duma cozinheira preta que tivera uma tia dela, a tia Vilar... Depois queixou-se amargamente dos criados modernos"
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