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Desinências Modo-Temporais e Desinência Número-pessoais

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by

Michel Costa

on 7 November 2014

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Transcript of Desinências Modo-Temporais e Desinência Número-pessoais

Lembrando-se do padrão geral:
R + VT + DMT + DNP
Vamos analisar um pouco?
Desinências Modo-Temporais e Desinências Número-pessoais
A desinência modo-temporal (DMT)
, como já vimos, presta-se para, cumulativamente, representar o tempo e o modo em que o verbo está. Neste sentido, cada um dos tempos verbais tem uma desinência modo-temporal, realizada por meio de um
morfema concreto
ou de um
morfema zero
.
A desinência número-pessoal (DNP)
, por sua vez, re¬presenta, cumulativamente,
a pessoa
(da primeira a sexta) e
o número
(singular ou plural).
Observações:
• No futuro do presente, a DMT1 é realizada por meio de três morfes: [re], [rá] e [rã].
• Trata-se, pois, de processo de alomorfia.
• As DNP são as mesmas para cada pessoa, nas três conjugações. Todas as formas são arrizotônicas, pois o acento tônico está fora do radical.
Observações:
• O quadro de DMT1 é praticamente uniforme, havendo apenas a alomorfia [ría] ~ [ríe] em razão do contexto fonético.
• Ocorre neutralização entre P1 e P3.
• As DNP são as mesmas do futuro do presente, exceto em P1 e P6.
Observações:
• Os morfes [ra] e [re] no pretérito mais-que-perfeito são átonos, ao contrário de [re] e [ra] no futuro do presente, que são tônicos.
• Também nesse tempo verbal, verifica-se neutralização entre primeira e terceira pessoas do singular.
Observações:
• Com verbos de primeira conjugação, a DMT1 é [va] com alo¬morfia [ve]; com verbos de segunda e terceira conjugação, a DMT1 é [a] com alomorfia [e].
• Nos verbos de segunda conjugação, a vogal temática sofre alo¬morfia. Em vend-í-a-mos, a vogal temática [i] é alomorfe da vogal temática [e] do infinitivo vend-e-r.
Observações:
• A DMT1 é zero em todas as pessoas e conjugações. Na P1, em¬prega-se a DNP [o], ao contrário do que ocorre na maioria dos tempos verbais, nos quais é [Ø]. Como veremos adiante, essa desinência está presente mesmo em verbos irregulares, como ponh[o], venç[o], trag[o] etc., podendo sofrer alomorfia em [ou]: est[ou], s[ou], v[ou], d[ou].
• Também na P1 verifica-se, em todas as conjugações, a supressão da vogal temática.
• Exceto nas P4 e P5 (formas arrizotônicas), as vogais temáticas da segunda e terceira conjugações se neutralizam.
• Na P5 da terceira conjugação, a DNP reduz-se a [s] devido à crase com a vogal anterior tônica: parti(i)s > partis.
• Nas formas monossilábicas de segunda e terceira conjugações (exceto verbo ser), a DNP da P5 sofre alomorfia em [des]: vedes, credes, vindes, pondes etc.
• Entre as DNP, registram-se [ste] na P2, [stes] na P5 e [u] na P3, que são exclusivas deste tempo verbal. Considerando que a DMT1 é zero, exceto em P6, deduz-se que essas DNP exclu¬sivas acumulam também a função de diferenciar o passado do presente.
• As formas da P4 neutralizam-se com as formas do presente do indicativo nos verbos ditos regulares, mas, em verbos irregu¬lares fortes, os radicais são diferentes (cf. dizemos ≠ dissemos, sabemos ≠ soubemos, trazemos ≠ trouxemos, somos ≠ fomos, pomos ≠ pusemos etc.)
• A VT1 da primeira conjugação modifica-se em [e] na P1 e em [o] na P3; a VT1 da segunda conjugação modifica-se em [i] na P1.
• Na P1 da segunda e da terceira conjugações, a DNP [i] é zero em virtude de ela ter sofrido crase com a VT: vendi + i → vendi; parti + i → parti.
Bibliografia consultada:
MARGOTTI, Felício Wessling. Morfologia do Português. — Florianópolis : LLV/CCE/UFSC, 2008.
DE SOUZA SILVA, Maria Cecília Pérez; KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Linguística aplicada ao português: morfologia. Cortez, 1983.
MONTEIRO, José Lemos. Morfologia portuguesa. Pontes, 1991.
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