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Copy of Etnografia Sociolinguística

Dell Hymes
by

Elane Assis

on 2 September 2014

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Transcript of Copy of Etnografia Sociolinguística

Dell Hymes e a Etnografia da Comunicação
A Sociolinguística de
Hymes
Teoria Sociolinguística e Teoria
Linguística
Etnografia da Comunicação como Teoria Linguística
Orientações em Sociolinguística
The social as well as the linguistics;
Linguística socialmente realista;
Linguística socialmente constituida .

Sociolinguística Multidisciplinar
Admitir essa relação conduz à compreensão dos estudos linguísticos como um nicho multidisciplinar, para o qual a linguística tradicional importa, mas para o qual outras disciplinas, tais como sociologia, antropologia social, educação, folclore e poesia, são igualmente importantes. Compreender a língua como um sistema múltiplo e complexo requer uma visão igualmente multidisciplinar
Etnografia da Comunicação
Etnografia da Fala x
Etnografia da Comunicação
Relativismo linguístico, Universalismo e Teoria Linguística
To put it in grossly simplified form: in seeking structure, Saussure is concerned with the word, Chomskt with the sentence, the ethnography of speeking with the act of speech.(HYMES, 1974a, p. 90)

O relativismo de Hymes
Funcionalismo
A abordagem de Hymes é funcionalista.

“for Hymes’s ‘peech is prior to code, function to structure, context to message, the approprate to the arbitrary or simply posible”. (p. 45)

Competência Comunicativa
Para Chomsky, é o conhecimento tácito que um falante nativo tem de sua própria língua, que lhe permite reconhecer uma sentença como pertencente ou não a sua linguagem, e lhe permite fazer um número infinito de novas frases na sua língua.

A comunidade de fala
Contexto
Um sistema complexo que consiste de fatores cognitivos, socioculturais, discursivos, psíquico-biológicos, políticos e materiais, entre outros.

O contexto situa o uso da língua e estabelece as diferenças significativas entre os enunciados.

Para Hymes o contexto é importante “devido à base funcionalista da sua teoria e à sua crença nas propriedades emergentes da língua” (FIGUEROA, 1994, p. 63). Forma e significado emergem do contexto.
Conclusão
Contribuição da teoria de Hymes: a “sociolinguística como uma reestruturação não apenas da linguística mas da ciência”.
Reestruturação da ciência: “fim da abordagem fragmentária da vida humana”, com um alcance multidisciplinar.
Reestruturação da linguística: “uma nova forma de descrição, baseada em uma abordagem etnográfica, e um novo enfoque no uso da língua em vez da gramática abstrata”.

Jader Rodrigues
Pauline Barreto
Sayonara Costa

A formação de Dell Hymes (linguística histórica e descritiva, antropologia e folclore) permitiu-lhe construir uma visão abrangente, tomando consciência de onde o seu trabalho se encaixa na historia da linguística bem como de que forma pode influenciar desdobramentos futuros
“Hymes is able to see sociolinguistics not as an isolated or recent development, but as an ongoing trend within the history of linguistics which takes different forms and has different strengths (pontos fortes) in relationship to other trends at different points in time.”
Compreende o linguista como um ativista que deve integrar conhecimento social e conhecimento linguístico.
Há um modo de organização da linguagem que é parte da organização da conduta comunicativa em uma comunidade. Entendê-lo requer um novo modelo de descrição da língua. A língua assim concebida não pode ser separada dos outros sistemas sociais e culturais que atuam na comunidade. Por isso, modelos descritivos nos quais se consideram apenas aspectos gramaticais não são suficientes.
Linguística socialmente constituída
Hymes afirma que a Sociolinguística só pode ser considerada um nicho significativo se ela for parte de uma ciência revolucionária. Para o autor, a análise de dados linguísticos em outras disciplinas, as correlações entre língua e sociedade, as relações entre linguística e fenômenos sociais são apenas atividade e não carecem de uma denominação específica, pois não transformam as outras disciplinas, deixando-as como estão.
No que diz respeito à etnografia, Hymes afirma que tanto o etnógrafo, quanto qualquer indivíduo, inseridos numa dada cultura, devem ser capazes de formular, de um conjunto finito de experiências, teorias adequadas para prever e julgar como apropriado ou inapropriado uma quantidade infinita de comportamentos.
A observação participante
O viés relativista da sociolinguística de Hymes reside na constatação de que, assim como em outros sistemas de comportamento – religião, economia, politica, etc – organizam-se em cada sociedade, em cada cultura, de formas específicas, que podem ser descobertas e analisadas.
“The lack of strict order, however, is not the absence of any order at all. To abandon the fixity of a priori general categories is not to be lost in a sea of exceptions. Persons, events and groups have characteristic tendencies, dispositions, and styles, recognizable to others in principle describable by investigators. We do not experience conversational interaction as chaos ordinarily." (HYMES, 1986, p. 95)
Falta de consenso acadêmico sobre a definição de comunidade (como delimitar quais os membros de uma comunidade?; o que caracteriza identidade em uma comunidade: comportamento, atitudes, crenças, conhecimento? quais os limites de uma comunidade: físicos, materiais, psicológicos?)

O conceito de comunidade de fala como uma construção de base etnográfica que emerge de propriedades particulares e não deve ser presumida.
Diferentes perspectivas
Linguística: a comunidade de fala definida em termos do compartilhamento da mesma língua.
Sociocultural: a comunidade de fala definida em termos do compartilhamento das mesmas normas de uso linguístico.
Psicologia do indivíduo: a comunidade de fala definida em termos do compartilhamento das mesmas atitudes e dos mesmos valores com relação à língua
Dificuldades para definir ‘comunidade de fala’:
Comunidade de fala: relaciona fatores linguísticos e sociológicos. Hymes rejeita uma definição que seja estritamente linguística ou estritamente sociológica.

“Para Hymes, a comunidade de fala deve ser definida em termos sociais e a fala deve ser considerada além da gramática.” (FIGUEROA, 1994, p. 57)
A perspectiva de Hymes
‘Matriz’ pode ser entendida como uma estrutura na qual algo se desenvolve.

Na matriz social são definidas as normas e os padrões de uso da língua que são culturalmente orientados.

“A comunidade de fala é a matriz social que modela o uso da língua.” (FIGUEROA, 1994, p. 56)

A matriz social
Formas de Falar
Cada usuário da língua tem o seu repertório formado pelos recursos linguísticos de que dispõe. Em outros termos, a sua “economia” linguística.

O repertório compreende as formas de falar que incluem os estilos e os contextos discursivos.

“Formas de falar são comportamentos (hábitos) modelados, aprendidos em uma matriz social que são aplicados a situações específicas, dependendo da economia pessoal e das consequências da ação.” (FIGUEROA, 1994, p. 65)
Obrigada!
Hymes confere um sentido mais amplo ao termo competência. Para ele, competência é a capacidade de agir e, no sentido chomskyiano, competência não estabelece relação com essa capacidade de agir, de execuar.

O autor distingue quatro aspectos da competência:
potencial sistêmico,
adequação,
ocorrência
viabilidade.
À competência gramatical, Hymes acrescenta a noção de competência comunicativa.

A competência comunicativa engloba não apenas o conhecimento, mas também a capacidade de por em prática esse conhecimento, de agir utilizando esse conhecimento.

Hymes considera a linguagem um “instrumento de comunicação” e reconhece algumas funções comunicativas baseado em Jakobson.
O que significa dizer que duas línguas ou variedades linguísticas são diferentes?

E até que ponto as diferenças de línguas, variedades de línguas ou habilidades linguísticas individuais afetam os processos mentais?
Relatividade Linguística
Para Hymes, a universalidade da linguagem pode ser defendida somente se permanece em um nível de abstração que não incluem a natureza situada da fala.

Os recursos linguísticos diferem de acordo com os valores e crenças de uma comunidade.
A relatividade linguística de Whorf é mais frequentemente associada com a alegação de que diferenças na estrutura linguística levam a diferenças nas percepções e outras estruturações cognitivas do mundo.

Para Hymes, a abordagem de Whorf é superficial, pois a relatividade linguística começa antes e tem mais importância no nível funcional e não apenas no formal.

Segundo ele ‘o cognitivo de uma língua depende não só da estrutura, mas também dos padrões de uso’. (p. 42)

A relatividade linguística de Hymes:

1. Baseia-se no princípio de diversidade;
2. Os universais fornecidos pela linguística não são suficientes;
3. Nega a igualdade linguística entre os indivíduos.

Chomsky - estrutura

Greenberg – dados empíricos

Para Hymes, os universais só se realizam, de fato, no uso da língua.

Universais na teoria linguística
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