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Cursos de Pré-Vestibulares Comunitários

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Leonel Silva

on 17 December 2014

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Transcript of Cursos de Pré-Vestibulares Comunitários

Pre-Vestibular GCAP
Este trabalho visa apresentar a luta dos movimentos sociais de cursos de Pré-Vestibular Comunitário (CPVCs) pela democratização do acesso ao ensino superior euma linha do tempo; apresentar o atual cenário desses movimentos e apontar tendencia.
1.0 Introdução
Alessandra França
Conceito:

Os Negócios Sociais são conceituados como a venda de um produto ou serviço que contribua para melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda, sendo um negocio, auto-sustentável, com potencial de escala, e com a real intenção de causar impacto social.
2.0 NEGÓCIO SOCIAL: CARACTÉRISTICAS E PESPECTIVAS
Equipe PVNC
A contribuição social relativa às ações dos movimentos de CPVCs é de extrema relevância, seja no tocante as conquistas de politicas democráticas do acesso ao ensino superior, seja pela formação de cidadãos conscientes e engajados. Os movimentos de CPVCs surgiram, construíram e resistiram às mudanças sociais, e, segundo o autor, estão prestes às novas adaptações para continuarem atuantes de forma eficientes, emponderando pessoas oriundas de família de baixa renda e em vulnerabilidade social.
6.0 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E PESPECTIVAS
Alunos em aula
3.1 Origens dos Cursos Pré-vestibulares Comunitários - CPVCs
3.0 ORIGENS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DE PRE-VESTIBULARES COMUNITÁRIOS: LUTAS E CONQUISTAS
Movimentos sociais de Cursos Pré-Vestibulares comunitários na cidade do Rio de Janeiro
Análise e propostas para o segmento
Pesquisa de campo
4.1 Explanação da pesquisa de campo

Para construção deste trabalho, foram selecionados quatro núcleos de CPVCs, atuantes na cidade do Rio de Janeiro, para estudo e análise das necessidades que envolver essas iniciativas. Os cursos que colaboraram com o desenvolvimento desse estudo foram o Pré-vestibular para Negros e Carentes (PVNC); Vila Isabel Vestibulares (VIVE); Rede Emancipa, e Grupo Comunitário de Apoio Pedagógico (GCAP-RJ).
4.0 APRESENTAÇÃO DOS MOVIMENTOS DE PRÉ-VESTIBULAR COMUNITÁRIO ATRAVÉS DE PESQUISA
5.0 DEFINIÇÃO DAS CARACTERISTICAS DOS MOVIMENTOS
REDE EMANCIPA
5.1 Coordenadores

Analisando os dados coletados através das entrevistas realizadas com os coordenadores e idealizadores dos movimentos de CPVCs, identifica-se características peculiares desses atores que mobilizam e lideram os movimentos de CPVCs. Engajamento social, espirito de liderança, crença em uma educação transformadora e resiliência são atributos comuns observados nos quatros movimentos estudados durante o período.
7.1 Os Movimentos de Cursos de Pre-Vestibulares Comunitários pela ótica do Negócio Social.

Através de uma pesquisa realizada em 2011, pelo Plano CDE, empresa de consultoria e pesquisa que tem como objeto de estudo as classes C, D e E, tendo esse trabalho coordenado pela ANDE Brasil e com contribuições de Artemisia Negócios Sociais e Vox Capital, podemos constatar que o setor de educação apresenta uma grande demanda na área de negócios sociais.
7.0 CONCLUSÃO
Autor: Leonel Silva
Relevância do estudo
O trabalho justifica-se devido o advento da proliferação dos cursos de Pré-Vestibulares Comunitários (CPVCs), na Cidade do Rio de Janeiro. Há necessidade da definição de cenários relativos a esses grupos sociais visando elaboração de políticas educacionais que atendam esses movimentos que lutam pela democratização da educação colaborando de forma significativa para inserção de alunos oriunda de família de baixa renda no ensino superior.
A ideia principal no que tange ao Negocio Social, é dar condições de liberdades ao publico atingido e consequentemente impactando de forma que altere o curso de vida dessas pessoas, buscando atingir o bem-estar proporcionados pelas não-privação de liberdades, seja elas de cunho financeiro, cultural ou de qualquer natureza.
A independência de doações para o desenvolvimentos das atividades é um dos principais diferenciais dos Negócios Sociais para as organizações do Terceiro Setor. O que os torna diferente do segundo setor é que, por meio de sua atividade principal, de maneira intencional oferecem soluções para problemas da população de baixa renda.
DEES 2011, aponta que o empreendedorismo social não surgiu nos tempos atuais, mas sempre existiram, ainda que com outras nomenclaturas, foram imprescindíveis e estão presentes atualmente em organizações dos três seguimentos; público, privado e organizações do terceiro setor.
Os movimentos sociais responsáveis pela fundação dos Cursos de Pré-Vestibulares Comunitários registram-se, segundo ZAGO, da segunda metade da década de oitenta, na cidade do Rio de Janeiro, ganhando força na década de 90, com participação de diferentes grupos, como movimento negro, centrais sindicais, igreja católica e movimentos estudantis com foco na Bahia e São Paulo.
Em 1990, em Jomtien, na Tailândia, foi realizada a Conferencia Mundial de Educação Para Todos, reunindo representante de vários países e, na ocasião, foi aprovada a Declaração Mundial Sobre Educação para todos, onde os países signatários se comprometeram em ofertar e promover uma educação básica de qualidade para a população mundial, fundamentada na ideia de satisfação das necessidades básicas de aprendizagem. Essa conferencia foi responsável pela definição das diretrizes educacionais adotadas por vários países subdesenvolvidos na década de 90 (SOUZA E RIBEIRO, 2007)
3.2 Declaração Mundial sobre Educação para todos
3.3 Principais lutas dos CPVCs
Os Cursos de Pré-Vestibulares Comunitários (CPVCs), principalmente os de maiores referencias como o EDUCAFRO e o PVNC, iniciaram uma dupla jornada: promover ações pró-políticas de cotas e realizar um trabalho de preparação para aprovação de alunos das classes sociais menos favorecidas para ingressarem no ensino superior por mérito.
3.4 Políticas públicas de democratização do acesso ao Ensino Superior
O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) foi criado em 1998

Programa Diversidade na Universidade, MEC 2002

Programa Universidade para Todos (ProUni), através da Lei no 11.096, de 13 de janeiro de 2005

O Sistema de Seleção Unificado (SiSU), instituído no ano de 2010 através da Portaria Normativa MEC Nº 02/2010

A Lei Nº 12.711/2012, intitulada lei das cotas, regulamentada pelo decreto N° 7.824/2012



4.2 Movimento Pre-Vestibular para Negros e Carentes – PVNC


O referido núcleo do movimento funciona em um prédio do CEFET – RJ, com uma sala cedida pela escola federal, sem nenhum custo, e atualmente é reconhecido como curso de extensão do CEFET – RJ, recebe apoio para confecção de copias de material didático para os alunos e uma estagiaria para ajudar nas tarefas do grupo. Não existe uma coordenação integrada para todos os núcleos do PVNC atuantes no Rio de Janeiro
4.3 Movimento Vila Isabel Vestibulares – VIVE

O Vila Isabel Vestibulares – VIVE, desenvolve suas atividades, na Rua Correa de Oliveira, no bairro de Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro. Foi fundado por Carlos Alberto, no ano de 1999, ex-alunos do Mangueira Vestibulares – MV, que também foi um dos percussores dos movimentos sociais de CPVCs no inicio dos anos 90. Hoje, a coordenação do VIVE fica a cargo de Roberto Cesar e Aline Julia, ambos ex-alunos do VIVE. Roberto Cesar é licenciado em Geografia e é professor do estado do Rio de Janeiro. Aline Julia é aluno de fisioterapia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
4.4 Movimento Rede Emancipa - RE

O CPVC da Rede Emancipa está em seu primeiro ano de atuação no estado do Rio de Janeiro. Originário de São Paulo iniciou suas atividades no ano de 2007, dentro do Campus da USP, com a coordenação dos alunos do Grêmio da Universidade e tinha o nome de Cursinho da POLI. Com o objetivo de melhorar a qualidade do curso, remunerar professores e ajudar na aquisição de recursos técnicos a coordenação estabeleceu uma taxa mensal de contribuição para os alunos. Alguns alunos, como Mauricio Costa de Carvalho e Alex da Mata, não concordaram com a implantação da taxa, resolveram emancipar-se e criar um CPVC com uma ideologia menos capitalista, surgiu então o CPVC EMANCIPA, que logo depois se transformou na REDE EMANCIPA devido sua expansão por outros estados como Rio Grande do SUL, Pará, Bahia e Rio de Janeiro.
4.5 Movimento Grupo Comunitário de Apoio Pedagógico – GCAP

O Grupo Comunitário de Apoio Pedagógico do Rio de Janeiro (GCAP-RJ) foi fundado em 2008, no Bairro de Piedade, Zona Norte do Rio de Janeiro, tendo como idealizador Leonel Silva, ex-aluno de CPVC e engajado nas causas sociais relativo à educação. O fator motivador que levou Leonel Silva a criar o GCAP-RJ foi a vontade de retribuir o que aprendeu e contribuir para o desenvolvimento socioeducacional de alunos oriundo de família de baixa renda.
5.2 Perfil do corpo Docente

Através da pesquisa realizada com os CPVCs relacionados nesse trabalho, observou-se uma equipe Docente engajada, disposta ao voluntariado, crente na transformação social proporcionada pela educação, mas necessitante de uma formação continuada para otimizar e potencializar suas atividades em sala de aula com o objetivo na aprovação dos alunos nos vestibulares.

Para CARVALHO, os docentes apresentam a potencialidade do compromisso cívico por uma causa coletiva comunitária, mas, em contrapartida, são geralmente leigos, com reduzida disponibilidade de tempo, sem recursos técnicos e material didático adequados e sem uma infra-estrutura em termos de recursos físicos. Neste contexto mais restrito, a formação docente – prévia ou continuada – é um potencial espaço de mediações técnico-pedagógicas à disposição dos CPVCs.
5.3 Perfil do corpo Discente

A demanda dos CPVCs é muito especifica e torna o espaço de convivência e aprendizagem diferenciado em relação aos cursos privados. Composto por alunos oriundo de família de baixa renda e egressos de escolhas públicas em sua maioria, esse grupo possibilita partilha de necessidades especificas inerente da classe social.
5.4 Metodologia aplicada nos CPVCs


Movimento sociais de comunidades e grupos de excluídos e pobres, lutando por cidadania ativa, defesa da diversidade, empoderamento politico e cultural atuando em geral sob condições objetivas bastante precárias, de uma paraescolarização compensatória e de ações inclusivas, com recursos humanos, físicos, financeiros e técnicos bastante limitados. Em contrapartida a essas determinações socioeconômicas macroestruturais, há a pressuposição de que os fatores técnicos-pedagógicos encontrem espaços para se tornarem dialeticamente condicionantes, não apenas condicionados.
6.1 Tendências e adaptações

Os movimentos sociais de CPVCs expostos neste objeto de estudo, mostraram como a sociedade civil, organizada e liderada, com fatores motivadores impulsionastes, pode agir de forma articulada para mudar uma realidade. As combinações de ações por parte do Governo com politicas publicam de democratização do acesso ao ensino superior e distribuição de renda; segundo setor, composto por empresas privadas, com ações de Responsabilidades Sociais Corporativas, mitigando os impactos sociais, ambientais e econômicos por suas ações; e do terceiro setor, constituído através de fundações e associações com programas e iniciativas de fortes impactos sociais apontem para um mesmo ponto: redução da pobreza e melhoria na qualidade de vida do individuo de forma ampla.
A busca por uma sociedade mais justa e igualitária passa pela redução da pobreza do ponto de vista de privações de liberdade, não apenas carência monetária, para isso, iniciativas sociais devem ser embasadas em premissas socialmente justas, economicamente viáveis e ecologicamente corretas.


OBRIGADO !!!
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