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FEEDBACK: UMA RECONFIGURAÇÃO DA RETOMADA DA PALAVRA PELOS S

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on 15 March 2015

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Teoria dialógica da Linguagem
-

(...) a indissolúvel relação existente entre língua, linguagens, história e sujeitos que instaura os estudos da linguagem como lugares de produção de conhecimento de forma comprometida, responsável, e não apenas como procedimento submetido a teorias e metodologias dominantes em determinadas épocas. Esse embasamento constitutivo diz respeito a uma concepção de linguagem, de construção e produção de sentidos necessariamente apoiadas nas relações discursivas empreendidas por sujeitos historicamente situados. Brait (2006, p. 10)
O trabalho é apresentado sob a configuração:

Introdução - Tecendo os passos do caminho;
Desenvolvimento:
Capítulo 1 – Construção do percurso metodológico;
Capítulo 2 - Incursões teóricas para interpretar o objeto de estudo: um olhar para o feedback professor/aluno(s);
Capítulo 3 - O feedback inscrito nas análises
Conclusão:
Capítulo 4 - Um fim: de onde nasce um começo
Referências
Anexos
Assim, problematizamos três pontos para nortear o nosso trabalho, são eles:

1. - Ocorre feedback professor/aluno(s) dentro do ambiente aula?
2. - Como o docente faz uso da prática de feedback?
3. – O feedback pode viabilizar um melhor aprendizado para o alunado?

A realização deste trabalho tem, como intuito, investigar o feedback professor/aluno(s) como uma estratégia didática discursiva para o gerenciamento da aula de português.
Nesse desdobramento, compõem-se como especificidade para a investigação:
- Analisar o ambiente aula;
- Estudar as práticas discursivas presentificadas no ambiente aula;
- Investigar como o
feedback
professor/aluno(s) funciona no ambiente interacional discursivo da sala de aula;
- Analisar de que modo o
feedback
(não) possibilita a participação do aluno na aula;
- Entender os efeitos que o feedback configura na sala de aula.

Obrigado!
Ponto de Partida
Linguística Aplicada

Dessa forma, o nosso trabalho foi realizado em duas salas de aula da mesma etapa de escolarização, 2º ano do Ensino Médio, de um escola pública do Município de Vitória da Conquista, Bahia, sendo sujeitos colaboradores uma professora licenciada em Letras e alunos das classes investigadas.
Corpus
- foi constituído de 36 horas de aulas, computadas nos 6 meses que o investigador esteve em campo. Desse corpus, foram transcritos 500 minutos de aula, sendo 250 minutos de cada turma.
Instrumentos - Dirário de pesquisa, gravador de áudio, conversas com a docente, com os demais docentes, com direção, com os alunos e com os funcionários; Ingresso em outras salas de aula, dessa escola, para melhor compreender as nossas que estavam sendo investigadas.

Orientadora: Profª. Drª. Ester Maria de Figueiredo Souza
Orientanda: Jéssica S. Figueiredo Rocha

FEEDBACK: UMA RECONFIGURAÇÃO DA RETOMADA DA PALAVRA PELOS SUJEITOS PROFESSOR/ALUNOS NA AULA DE PORTUGUÊS DO ENSINO MÉDIO

Construção do percurso metodológico
Destacamos que fundamentamos nossa metodologia nos pressupostos teóricos da etnográfica:

uma nova forma de olhar a realidade escolar conduz a uma nova forma de investigação que me permitisse ‘escutar o outro’ (Maffesoli, p. 102), ver como ele vê, sentir como e também com ele, e, assim, chegar a uma descrição das ações praticadas num determinado espaço, num determinado momento, que muito se aproximasse da realidade mesma.
(CAJAL, 2001, p. 132)
Elegemos estudos de Bakhtin (2003) e Bahktin/Volochinov (2006), por discutirem questões como discurso, dialogismo, gênero discursivo, enunciado e palavra sob o viés do uso da língua pelos sujeitos sociais, para melhor compreendermos os discursos e a troca de enunciados dentro do ambiente aula pelos sujeitos discursivos que atuam nesse ambiente – professor e alunos.
Respaldamos, também, em estudos que abordaram tais conceitos no âmbito da Educação.
Para compreendermos o
feedback
em sala de aula, consideramos os estudos de Freitag e Santos (2012); Garcez (2006), Garcez; Frank; Kanitz (2012), quando esses autores trabalham sob a concepção do pradrão IRA (Iniciação-Resposta-Avaliação).
Padrão IRA - caracteriza-se como uma sequência canônica do discurso de sala de aula convencional, na qual a iniciação (I) é sempre feita pelo professor, que aloca o próximo turno; a resposta (R), dada por um aluno ou mais, de acordo com a determinação do professor; e a avaliação (A), também sempre feita pelo professor. Logo, seria difícil imaginar uma sala de aula desprovida de tal estrutura (...) (FREITAG, SANTOS, 2012, p. 84/85)
Garcez (2006), afirma que o

... professor dificilmente pode ser verdadeiro aprendiz na interação encadeada pela seqüência IRA. É muito difícil escutar o que possa haver de inesperadamente legítimo, interessante, novo, informativo, surpreendente, enfim, correto, na fala do produtor da resposta à pergunta de informação conhecida que fazemos. O falante da Iniciação – produtor da pergunta de informação conhecida – opera em um enquadramento que o torna insensível de certo modo, quase surdo mesmo, a tudo o que não seja aquilo que já estava no seu repertório mental de respostas esperadas, muitas vezes um conjunto unitário. (GARCEZ, 2006, p. 70)

(... ) tais convites à participação podem, ao contrário do que geralmente se produz por meio de sequências IRA, oportunizar o engajamento dos alunos na construção de conceitos e ideias, além de oportunizar a participação efetiva dos alunos no gerenciamento do que ocorre em sala de aula, sendo justamente esse aspecto que configura as sequências produzidas a partir de convites à participação como distintas de sequências IRA. (GARCEZ, FRANK, KANITZ (2012, p. 214) (grifo do autor)
Quando se adotam maneiras diferentes de interrogar, abrem-se possibilidades para o aluno expor suas dúvidas e, consequentemente, se envolver no processo de ensino-aprendizagem. O ato de interrogar se traduz numa forma de desvelamento do tópico discursivo, no sentido de que o indivíduo que pergunta, dependendo de como o faz, abre possibilidades para a construção do conhecimento. (SANTOS; FREITAG, 2012, p. 85)
Nesse ponto é que destacamos a importância do feedback, ou seja, de retornos que possibilite ao discente formular uma resposta que melhor contemplará aquela discussão do conteúdo, e desse não ser apenas uma avaliação como no padrão IRA, em que o aluno recebe uma resposta pronta ou uma afirmativa de certo ou errado
Resultados -
A docente constrói, através do feedback, uma estratégia didática com a qual avalia o que os alunos estão compreendendo, traz informações novas sobre o assunto e busca, com esse retorno da palavra, configurar a correção dos equívocos que os discentes, às vezes, apresentam em relação ao conteúdo discutido em sala de aula ou ainda ratificar os dizeres dos alunos. Portanto, o feedback é uma prática discursiva que faculta uma construção mútua de conhecimento entre professor e alunos, configurado, a partir do uso da palavra e de contrapalavras.


Uma pergunta fechada, uma resposta fechada, uma avaliação fechada.
Um convite, respostas abertas, um feedback valorativo
Padrão IRA - Importa aqui ter em mente que a
seqüência traz embutida em si uma premissa bastante peculiar: o turno de
iniciação é muitas vezes uma pergunta cuja resposta já é conhecida por quem pergunta (...)
Marta: que horas são?
Lucas: duas e meia.
Marta: muito bem. ( GARCEZ, 2006, p. 68)

Feedback
P – Va:mos gente ... olhem aí ... ajudem a colega de vocês na resposta ... por que que eles estão parecendo quase formigas? Oh ... quando a gente olha pro mar ... o que isso vai dizer pra nós ...
Al Marcos – oh pelos destroços ... por essa ... essa confusão toda aí ... eles quase formigas né?... a gente ... eu acho ... que o pintor ... ele deve ... ele quis mostrar a força ... a fúria ... o poder né? ... do mar ... que o bicho é grande ... então tem que ter medo mesmo ... porque o mar é grande e a gente pequeno ... formiguinhas aí ((risadas))
P - muito bem ... hoje ele tá bom né? oh ... quando quer participar é uma beleza ... muito bem ... tou gostado de ver viu?... vai assim esse ano todo ... então ... né gente ... como nosso caro ilustre Marcos falou ... a gente vê os destroços... e ... Exatamente isso né? ... mostra a força da natureza e ... por isso as pessoas aqui são minúsculas ... são formigas comparadas a grandeza do mar ... não é? O que mais?
(retirado do corpus da pesquisa – 2º ano A)

Concluímos, assim, que os estudos da prática de realização de feedback, no processo de ensino e aprendizagem referendado no ambiente aula, atua como “potencializador” das interações discursivas e possibilita (re)tomadas enunciativas que geram a configuração da contrapalavra. Dessa forma, compreendemos que privilegiar a troca de palavras dentro da sala de aula significa dar vasão para que os alunos sejam instigados a buscar o conhecimento para, então, dialogar com docente e discentes.
ReferÊncias:
BAKHTIN, Mikhail. VOLOCHINOV. Estética da criação verbal. 4ª edição São Paulo: Martins Fontes, 2003.
BAKHTIN, Mikhail. (V. M. Volochinov). Marxismo e Filosofia da Linguagem. 12ª edição. São Paulo: Hucitec, 2006.
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BRAIT, Beth, Bakhtin: conceitos-chave. (org.). Beth Brait – São Paulo: Contexto, 2005.
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39 P – bo::ra gente ... OH a gente vai esperar a resposta viu? ... ( ) eu não sei ... eu não sei por que esse medo de errar ... o que tem demais em errar?
... todo mundo erra ... sabiam disso? ... bora ... só aprende assim ((conversas paralelas))
40 Al Sara – o melhor jeito de falar sem ser ignorante ... tá errado num tá? ... Mas ... oh professora ... deixa pra corrigir no caderno ((risos)) ... viu professora? ... deixa pra corrigir quando a questão tiver certa ((risos)) oh professora ... esse povo mata a gente na pirraça depois ... a gente sofre
41 P – politicamente correto? ...
42 Al Paula – oh professora desiste disso
43 P – nã::o ... não mesmo ... já falei que errar não é o problema ... o problema é não aprender e a gente aprende errando ... vamos deixar com essas besteiras ... VIU? Quero isso aqui não ... eu não sei o que faço com vocês ... eu que sofro ((risos))
@2 ano B
P – ok ... é uma interpretação textual né? ... que mais ... o que mais vocês entenderam
Al Luana – na segunda tirinha ... as pessoas pensam que psiquiatras é só pra tratar doido né? ... ((risadas)) oh gente ... ( )
mas eles podem ajudar as pessoas com questões que elas têm problemas ... né professora? ... fala pra esses burros aí que eu tou certa
P – sim ... são profissionais que ajudam as outras pessoas a solucionar problemas
Al Joana – oh professora ... como a senhora concorda ... ela chamou a gente de burro ...
Al Luana - são mesmo ((risos))
Al Joana – [( )
P – eu nem ouvir isso foi? ... mas eu não concordei com isso ... eu concordei com o que ela estava falando sobre os profissionais ... burros não ... todos nós somos inteligentes ... viu? Quero essas brincadeiras de mal gosto aqui não
Al Luana – oh eu falo as coisas tão certa que a professora concorda ... viu? Escuta o que eu falo
Al Joana – nem se acha né? ... que a professora também concorda com muita coisa que eu digo viu?
P – BORA ... a gente já entendeu ... vamos voltar pro texto
Al Dinho – até no céu mulher faz confusão ((risadas))
2º ano A

Acreditamos que o nosso trabalho possa revelar olhares sobre a sala de aula, facultando, assim, a confirmação da aula como um espaço discursivo constituído por uma heterogeneidade de vozes presentificadas nas ações e reações daqueles que ocupam a posição interacional de professor e alunos. Portanto, entendemos que uma revisão de metodologias e produtos técnicos científicos contribuam para a aplicação dos princípios da teoria dialógica da linguagem para a formação do profissional docente e para o processo de ensino e aprendizagem no contexto aula.
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