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Senhora - José de Alencar

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by

Vitória Recchia

on 7 April 2015

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Transcript of Senhora - José de Alencar

José de Alencar
José Martiniano de Alencar
Senhora
''Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.
Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões.
Tornou-se deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade.
Era rica e famosa.
[...]
Quem não se recorda de Aurélia Camargo? [...]''
Principais Obras
Contexto Histórico
Ao Leitor
Resumo Literário
Características Principais da Obra
Personagens
Período Histórico
Adaptações
IMPORTÂNCIA DO LIVRO
Gênero Textual
Referências Bibliograficas
PRIMEIRA PARTE - O PREÇO
Começa descrevendo uma jovem moça chamada Aurélia Camargo que aparece como um 'nova estrela', que 'raiou no céu fluminense’, rica e frequentadora de bailes da alta sociedade. Sendo órfã e recebedora de uma grande fortuna estava sempre acompanhada de sua parenta d. Firmina, morava num palacete em laranjeiras em companhia desta e tendo como tutor o tio, Senhor Lemos, mas na verdade é Aurélia quem decide a sua vida, apesar de ter entre 18 e 19 anos. Ela acreditava que todos só se interessavam por ela por causa de sua beleza e do seu dinheiro. A principal ação desta primeira parte do romance começa quando Aurélia pede ao tio que ofereça ao jovem Fernando Seixas, a sua mão em casamento. Entretanto, uma aura de mistério cobre o pedido, pois Fernando não deve saber a identidade da pretendente e, além disso, a quantia do dote proposto deve ser irrecusável: cem contos de réis ou mais, se necessário. Seixas era pertencente a uma família de situação pouco favorável e pretendia arrumar um casamento com uma moça rica para oferecer melhores condições para sua mãe e suas irmãs, e também para seus luxos. Lemos faz a proposta de casamento a Seixas, que mesmo sem conhecer a noiva, recebe um adiantamento do alto dote e aceita o compromisso. Fernando, envergonhado por aceitar um casamento de conveniência, é apresentado à futura esposa e descobre ser ela uma antiga paixão, a maior de sua vida, que abandonara pelo dote de trinta contos de réis de outra moça, Adelaide Amaral, filha de um empregado da alfândega. Na noite de núpcias, Aurélia afirma ser uma mulher traída e chama seu então marido de homem vendido.
TERCEIRA PARTE - POSSE

Na quarta e última parte, “resgate”, temos os principais acontecimentos da trama. Os desejos não realizados de Aurélia e Fernando são passados pelo autor com muito erotismo. Porém, por orgulho, Fernando e Aurélia não se deixam envolver. Podemos notar nessa parte a visível transformação de Fernando que passa a recusar o luxo que tanto já desejara. Fernando passa então a trabalhar dedicadamente e faz um negócio importante, em que arrecada um valor e devolve para Aurélia todo o dinheiro do dote. Ele então pede o divórcio. Comprovada a mudança de Fernando, Aurélia lhe mostra o seu testamento escrito no dia do casamento, onde é deixada para Fernando toda sua fortuna e é declarado o seu amor por ele. O casamento então se consuma e os dois se tornam um casal de amantes.


O romance pertence à segunda metade do século XIX, onde a sociedade vivia de aparências e contradições. Alencar crítica a sociedade, não de uma perspectiva esperançosa de mudanças, mas de perspectivas atuais e sem soluções aparentes. O casamento por interesse era um costume social muito criticado pelo autor.
Narrado em terceira pessoa, um narrador-observador, o romance tem na observação de detalhes exteriores, que iluminam a personalidade e os lances da vida, uma de suas fortes características. Com esse recurso, podemos perceber a preocupação com a psicologia dos personagens e também a mistura do romanesco e da realidade, que fazem desta obra um exemplo de literatura romântica na qual se procura imprimir certos traços realistas. Estes traços, assim como o estilo mais denso de alguns romances urbanos de José de Alencar, especialmente Lucíola e Senhora, revelam a influência de Balzac, o mestre do realismo francês. O conflito psicológico em Senhora coloca uma questão central para o romance realista, contextualizado no mundo capitalista e burguês: a questão do dinheiro, da necessidade de 'subir na vida', em oposição ao ideal da realização amorosa.
SEGUNDA PARTE - QUITAÇÃO
Aqui há um flash back, é contada a história de Aurélia o que explica ao leitor o procedimento cruel de Aurélia em relação a Fernando. D. Emília era sua mãe e Pedro Camargo, seu pai. Pedro era filho bastardo de um rico fazendeiro e casou-se com Emília sem conhecimento de seu pai. Anos depois, acaba morrendo e seu pai não conhece sua neta. D. Emília fica em má situação para criar sua filha. Emília, que pressente a própria morte, passa a pressionar a filha para que esta arrume um bom casamento. Nesta situação de aparecer na janela para chamar a atenção dos homens, situação que abominava, Aurélia conhece e se apaixona por Fernando Seixas. Por ele, recusa outros pretendentes, inclusive Eduardo Abreu, moço rico e dos mais distintos da corte. Nesse momento, Seixas se elege como pretendente de Aurélia e assume o compromisso de se casar com ela. Porém, se arrepende por ter se apaixonado por uma moça pobre e órfã e assume compromisso com Adelaide, moça rica na sociedade. Perto de falecer, o avô de Aurélia a procura e deixa para ela toda sua fortuna. Após a morte de sua mãe, Aurélia tem como tutor Senhor Lemos, seu tio, e como acompanhante, D. Firmina. Aurélia transforma-se numa rica herdeira, e começa assim a vingar-se da sociedade que tanto a maltratara. A vingança culmina com a conversa entre ela - mulher traída - e Fernand Seixas - homem vendido - em plena noite nupcial.
Descreve a rotina de Aurélia e Fernando enquanto casal. Eles vivem uma vida de aparência; desfilam de mãos dadas, trocam carinhos e gentilezas diante de bailes ou de amigos. Mas quando estão sozinhos, trocam palavras ferinas e acusações. Fernando se vê como um escravo de Aurélia, tendo ela como sua dona e a obedece em todos os seus desejos. Nesta parte também mostra à punição que Aurélia infringe a Fernando e a sua reabilitação, seduzido pela sua grandeza e pelo fascínio de Aurélia. Fiel à palavra dada, o moço reage, com resignação e firmeza que não possuía, aos maus tratos da mulher que tudo faz para humilhá-lo ao mesmo tempo em que alguns momentos não consegue esconder que ainda o ama.
QUARTA PARTE - O REGASTE
O autor Marcílio Moraes adaptou Senhora, Diva e Lucíola numa única telenovela criando assim Essas mulheres para a rede Record. A novela se passa na cidade do Rio de Janeiro do século XIX. Movimentando a trama estão três mulheres: Aurélia, Lúcia e Mila. Amigas, frequentam aulas de uma professora progressista que ensina francês e música à meninas da sociedade.
O romance Senhora, já foi adaptado outras duas vezes pela TV: na telenovela Senhora exibida em 1975 pela rede globo e na novela O Preço de um Homem, exibida pela TV tupi em 1971.
Sendo um dos últimos de Alencar, Senhora é um romance urbano que retrata o casamento por interesse numa sociedade de aparências do século XIX, mesma época em que o autor vivia. Nessa obra pertencente à época literária do romantismo já é possível observar características do realismo e do naturalismo. Através dos diálogos e discussões entre Fernando e Aurélia, podemos notar a visão crítica que estes possuem da sociedade, onde o casamento não é apenas por amor, e mais por interesse.
O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste do Brasil, no ano de 1829. Antes de iniciar sua vida literária, atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Aos 26 anos publicou sua primeira obra: “Cinco Minutos”.
Podemos considerar Alencar como o precursor do romantismo no Brasil dentro das quatro características: indianista, psicológico, regional e histórico.
Apesar de ser mais conhecido por suas obras literárias, o escritor brasileiro José de Alencar fez também algumas peças de teatro: Nas Asas de um Anjo, Mãe, O Demônio Familiar. Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.
Cinco Minutos, 1856;
O Guarani, 1857;
Lucíola, 1862;
Diva, 1864;
Iracema, 1865;
Til, 1872;
Senhora, 1875.
Em termos de tempo, podemos destacar o contraponto, no livro, entre o passado, que corresponde à segunda parte - Quitação - e o presente, ao qual estão mais diretamente ligadas as outras três partes.

O passado se associa com a 'cor local', na medida em que nele predomina a pobreza de Aurélia e com ela o provincianismo, o acanhamento, a 'brutalidade' singela, simples.

Quanto ao presente, podemos relacioná-lo com o lado cosmopolita, refinado, europeu, do romance, cujo cenário[espaço] é a sociedade fluminense, em várias passagens criticada, pelo narrador, por sua submissão aos costumes estrangeiros.


Narrador
https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20110504112147AAfuZ8J
http://pt.wikipedia.org/wiki/Senhora_%28livro%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Senhora_%28livro%29
http://portale7.blogspot.com.br/2012/03/senhora-de-jose-de-alencar-estudo-do.html
http://www.sosestudante.com/resumos-s/senhora.html
https://prezi.com/bruizps-slkg/copy-of-a-senhora/
http://www.suapesquisa.com/josedealencar/
http://www.e-biografias.net/jose_alencar/
http://diariodletras.blogspot.com.br/2012/11/caracteristicas-dos-principais.html
http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/senhora.html

Livro: Senhora - José de Alencar
- COLEÇÃO A OBRA-PRIMA DE CADA AUTOR - Editora Martin Claret


Aurélia
É a protagonista do romance, sendo pobre, era fágil, meiga, compreensiva e sonhadora. Após a decepção que teve com Fernando ao ser abandonada em troca de um casamento por interesse, passa a ser fria, calculista e temperamental. É idealizada pelo narrador como uma rainha, uma heroína romântica. Ela no entanto é ao mesmo tempo fada encantada e ninfa das chamas.
Chama atenção de todos por sua beleza e excentricidade, muitos homens a queriam como esposa.
Fernando Seixas
Jovem estudante de Direito, bem vestido e apreciador da vida em sociedade. A falta de dinheiro o conduz a acreditar que a única maneira de evitar a ruína final é casando-se com um bom dote. Envolvido pelo amor de Aurélia, chega a pensar em abandonar os hábitos caros, mas acaba percebendo que não consegue viver longe da sociedade. Depois do casamento por interesse, é humilhado, arrepende-se e consegue resgatar o dinheiro que recebeu a Aurélia.


Adelaide
Ex-noiva de Fernando, é apaixonada por Torquato e por ele ser pobre, só consegue se casar com a ajuda de Aurélia.

Sr. Lemos
Tio de Aurélia, e um velho oportunista. Foi escolhido por Aurélia como tutor por que podia dominá-lo facilmente.
D. Firmina
Parente distante de Aurélia, torna-se mãe de encomenda e que lhe serve de companhia quando fica rica.
Dr. Torquato Ribeiro
Moço bom, simples e humilde que procurou ajudar Aurélia nos vários momentos difíceis, quando pobre.

D. Emília
É a mãe de Aurélia, casa-se com Pedro por amor e abandona a família, que não aceita, para viver com ele.
Pedro Camargo
Pai de Aurélia e apaixonado por Emília. Filho natural de um rico fazendeiro do interior de São Paulo, de quem mantinha grande medo. Morre à privação por não conseguir confessar seu casamento contra a vontade do pai. Ao morrer deixa á Aurélia, uma grande herança.

Eduardo Abreu
Pretendente de Aurélia. Moço bom que custeou as despesas do enterro da mãe de sua amada.
José de Alencar viveu numa época em que o romantismo era o principal estilo literário.
Ele também era um nacionalista, seus romances passaram a ter uma dose de realismo embora românticos, nitidamente na série perfis de mulher nos livros: LUCÍOLA, a heroína romântica é uma prostituta; SENHORA, o herói é um homem fraco e egoísta e a heroína uma moça forte mas realista; E DIVA, a heroína foge ao perfil da mocinha tímida.
Este livro, como os dois que o precederam, não são da própria lavra do escritor, a quem geralmente os atribuem. A históra é verdadeira; e a narração vem de pessoa que recebeu diretamente a confidência dos principais atores desse drama curioso.
Há efetivamente um heroísmo de virtude na altivez dessa mulher, que resiste a todas as seduções, aos impulsos da própria paixão, como ao arrebatamento dos sentidos.
(José de Alencar)
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