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Ensaios - Montaigne

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by

Maíra Machado Rodrigues

on 27 July 2013

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Transcript of Ensaios - Montaigne

Michel Eyquem de Montaigne
(Saint-Michel-de-Montaigne, 1533 —1592) foi um político, filosofo, escritor e cético francês, considerado como o inventor do ensaio pessoal.
"Ensaios" - analisou as instituições, as opiniões
e os costumes, debruçando-se sobre os dogmas da sua época e tomando a generalidade da humanidade como objeto de estudo. Também escreveu sobre a destruição da América e de seus habitantes, pelos colonizadores espanhois.
O povo grego tinha o costume de denominar toda nação estrangeira como bárbara

Rei Pirrro

“Isso mostra a que ponto devemos confiar da opinião pública. Nossa razão, e não o que dizem, deve influenciar em nosso julgamento” (p. 100).
Os gregos e os bárbaros
“(...) a essa gente chamamos selvagens como denominamos os fruto que a natureza produz sem intervenção do homem. No entanto aos outros, àqueles que alteramos por processo de cultura e cujo desenvolvimento natural modificamos, é que deveríamos aplicar o epíteto” (p. 1001)
Dos Canibais
"Esses povos não me parecem, pois, merecer o qualificativo de selvagens somente por não terem sido senão muito pouco modificados pela ingerência do espírito humano e não haverem quase nada perdido de sua simplicidade primitiva" (p. 102).
"O respeito aos parentes é o mesmo que dedicam a todos; o vestuário, a agricultura, o trabalho dos metais aí se ignoram; não usam vinho nem trigo; as próprias palavras que exprimem a mentira, a traição, a dissimulação, a avareza, a inveja, a calúnia, o perdão, só excepcionalmente se ouvem" (p. 102).
"Sua moral resume-se em dois pontos: valentia na guerra e afeição por suas mulheres" (p. 103).
Virtudes do Novo Mundo
"Fazem a guerra de um modo nobre generoso (...) pois não tem entre eles outra causa senão a da inveja da virtude. Não entram em conflitos a fim de conquistar novos territórios, porquanto gozam ainda de uma uberdade natural" (p. 103)

"...o beneficio de sua vitória consiste unicamente na gloria que auferem dela e na vantagem de se terem mostrado superiores em valentia e coragem, pois não saberiam que fazer dos bens dos vencidos. Aos prisioneiros não se exige senão que se confessem vencidos" (p. 104).

Ao devorarem o inimigo estão devorando toda a força de todos os seus antepassados
A Guerra
"Podemos, portanto qualificar esses povos como bárbaros em dando apenas ouvido à inteligência, mas nunca se os compararmos a nós mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridade" (p. 103).
Devemos fugir da volúpia ainda que nos custe a vida
"Se raciocinamos certo, devemos pensar que o novo mundo só começará a iluminar-se quando o nosso penetrar nas trevas. Receio, porém, que venhamos a apressa a decadência desse novo mundo com nosso contato e que ele deva pagar caro nossas artes e ideias" (p. 412).
"Era um mundo na infância e o submetemos ao açoite e a uma dura escravidão, mercê de nossa superioridade em armas. Não o conquistamos pela justiça e a bondade; nem o vencemos pela nossa magnanimidade. Na maioria das negociações que conheço estabeleceram, provaram os indígenas do Novo Mundo que não nos eram inferiores em clarividência e perspicácia" (p. 413).
"Aproveitamo-nos de sua ignorância e inexperiência e lhes ensinamos práticas da traição, da luxuria, e os impelimos aos atos de crueldade. Ter-se-á jamais perpetrado tanto crime em beneficio do comércio? Milhões de indivíduos trucidados, em tão bela e rica parte do mundo, e tudo por causa de um negócio de pérolas e pimenta! Miseráveis vitórias! Nunca ambição incitou a tal ponto os homens a tão terríveis e revoltantes ações!" (p. 413)
Questões para Debate
Índio preguiçoso?
"Ter-se-á jamais perpetrado tanto crime em beneficio do comércio?"
Aprendemos com o passado?
" Receio, porém, que venhamos a apressar a decadência desse novo mundo com nosso contato e que ele deva pagar caro nossas artes e ideias". Qual será o futuro dos indígenas? há alguma medida eficiente para reverter essa situação?
Outras questões
Certamente, vivemos em uma nação multicultural. Sotaques distintos, costumes variados, diferentes formas de agir. Por ser este um axioma, não deveríamos, então, ser tolerantes a tudo aquilo que pode nos parecer "estranho"? Ora, o que há em nossa consciência que nos faz ver nossos costumes como superiores aos demais?
No entanto, tomamos tudo aquilo que é diferente a nós com tal desprezo e intolerância, que alcançamos o estatuto da desrazão, ao definir de "bárbaros" povos, por vez, não tão distantes.
"Quem quiser se curar da ignorância, precisa confessá-la”
Michle de Montaigne
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