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Surgimento da sociologia: antecedentes, contexto e o positivismo diante do conhecimento

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Lena Costa Carvalho

on 6 August 2013

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Surgimento da sociologia: antecedentes, contexto e o positivismo diante do problema do conhecimento
Luís XIV, o Rei-Sol, assume o trono da França e dá início a uma das mais famosas e opressoras monarquias absolutistas da Europa. Não à toa, a frase mais marcante associada a esse monarca foi "O Estado sou eu". Luís XIV governou a França até 1715.

A sociedade francesa exibia uma estratificação social na qual o primeiro e o segundo Estados (clero e nobreza) não trabalhavam e não pagavam impostos, restando para o terceiro estado (a burguesia) a incubência de produzir o suficiente para sustentar o país e os gastos com a política externa (um exemplo disso foi o quanto a França gastou para apoiar a Revolução Americana, que pôs fim à dominação inglesa nos EUA.
Antecedentes: monarquia absolutista na França
1789
Antecedentes: Revolução Francesa
Antecedentes: iluminismo
1751
Antecedentes: Revolução Industrial
1780
Antecedentes: o positivismo de Comte
1842
Durkheim: positivismo e sociologia
1895
Durante o reinado de Luís XVI, a crise econômica da França se aprofunda e dois ministros são demitidos após sugerirem como solução que o clero e a nobreza passassem a pagar impostos.

A Assembléia dos Estados Gerais foi convocada neste ano para conter uma possível rebelião, mas os deputados do 3º Estado declararam-se Assembléia Nacional Constituinte e começaram a trabalhar na criação de uma constituição que transformaria a França em monarquia constitucional, na qual os poderes do rei seriam limitados e o 1º e 2º Estados pagariam impostos. Enquanto o rei se preparava para dissolver a Assembléia, várias rebeliões populares eclodiam no campo e na cidade. Os deputados do 3º Estado captaram a oportunidade e colocaram-se como representantes do povo como ações como a abolição dos direitos feudais da nobreza e da igreja e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

Em 1791 ficou pronta a Constituição, que mantinha o monarca no poder. Luís XVI foi pressionado a aprová-la enquanto preparava a sua fuga pra organizar uma contra-revolução. O rei acabou sendo guilhotinado e a Revolução Francesa levou a burguesia ao poder.
Nesta data foi publicada a primeira edição da Enciclopédia. Idealizada pelos iluministas franceses, este livro (editado até 1772) pretendia reunir todo o conhecimento científico, filosófico e político que fosse possível e torná-lo acessível à população.

A enciclopédia é um dos mais importantes símbolos do iluminismo, pois representa a crença desses pensadores na razão, na ciência e na capacidade humana de mudar o curso da história.

Referindo-se ao iluminismo (esclarecimento), Kant afirmou:
"Esclarecimento [<Aufklärung>] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento"
Texto completo em: http://coral.ufsm.br/gpforma/2senafe/PDF/b47.pdf
"Os enciclopedistas conduziram seus leitores a uma nova maneira de pensar, na qual a investigação e o método eram propostos como a única forma de chegar ao verdadeiro conhecimento. Aos olhos contemporâneos pode parecer pouco, mas naquele tempo os escolásticos eram os donos da verdade e, para eles, todas as respostas começavam e terminavam em uma única palavra: Deus. Na corte do rei Luís XV, dúvidas sobre a existência divina custavam a cabeça de um cidadão. Imagine escrevê-las, imprimi-las e distribuí-las para milhares de pessoas!
(...)
“Nenhum homem recebeu da natureza o direito de mandar nos demais. A liberdade é um presente dos céus, e qualquer indivíduo da nossa espécie tem o direito de desfrutar dela da mesma maneira que desfruta da razão”, dizia Diderot em seu artigo sobre “Autoridade política”
(...)
Sem dúvida, uma das virtudes do grupo foi defender uma nova ordem social em que as classes produtivas estivessem à frente. Fizeram isso nas entrelinhas, acrescentando relatos sobre diversos processos de manufatura e centenas de ilustrações sobre os instrumentos de trabalho dos artesãos. Também elevaram as Artes e as Ciências a um novo patamar, realçando o poder humano de criar e descobrir. Sendo assim, tinham uma boa desculpa para os censores: a Encyclopédie não era um livro de idéias, mas uma obra informativa.

Leia o artigo completo em: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/enciclopedia-francesa-internet-seculo-18-435636.shtml
Mais sobre a enciclopédia

CHAUÍ, Marilena (2012). Convite à filosofia. São Paulo, Ed. Ática

COSTA, Cristina (2010). Sociologia: Introdução à ciência da sociedade. São Paulo, Moderna

DURKHEIM, Émile (2008). As regras do método sociológico. Tradução de Pietro Nassetti. São Paulo, Martin Claret

KANT, Immanuel (s/d). "Resposta à Pergunta: Que é esclarecimento?" disponível em: http://coral.ufsm.br/gpforma/2senafe/PDF/b47.pdf

MONTEIRO, Érica (2007). "Enciclopédia Francesa: A Internet do século 18" in Revista Aventuras na História. São paulo, Abril, novembro de 2007. Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/enciclopedia-francesa-internet-seculo-18-435636.shtml

SIMON, Mª Célia. O Positivismo de Comte. In: REZENDE, Antonio (org.) Curso de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986. Disponível em: http://boletimef.org/biblioteca
Referências bibliográficas:
Esta data é tida como início da primeira Revolução Industrial (1780-1830).

"A chamada Revolução Industrial é, em geral, reduzida às fábricas, ou seja, a um acontecimento tecnológico. Essa é uma ideia típica do século XIX, quando predominou a crença de que a tecnologia resolveria todos os problemas da humanidade. No entanto, pesquisas historiográficas mais recentes (...) demonstraram que, na verdade, o desenvolvimento da Revolução Industrial relacionava-se também com o desejo dos padrões em disciplinar seus operários e em submetê-los a novos sistemas de trabalho. A própria noção de tempo e o uso que se fazia dele passou por grandes transformações. O relógio mecânico, criado em fins do século XIII para disciplinar a vida dos monges, que seguiam rigorosa rotina de rezas e trabalho, acabou por extrapolar seu objetivo inicial e passou a controlar o ritmo de todas as atividades da vida urbana.
Sociologia Módulo II: Indivíduo e Sociedade
Tema: O surgimento da sociologia: dos antecedentes a Durkheim


DISCIPLINA:
Sociologia
PROFª:
Lena Costa Carvalho
1651
Auguste Comte fez parte da onda contra-revolucionária que se seguiu à Revolução Francesa. Percebendo a decadência irrecuperável da concepção religiosa do mundo, que até então tinha sido responsável pelo ordenamento social. Comte põe-se a investigar uma via não religiosa para o reordenamento social, capaz de combater o ideário iluminista, que ele considerava anárquico. O positivismo, portanto, surgiu como proposta de
filosofia da história
, de
ordenamento das ciências
e de
criação de uma “física social”
(a sociologia).

A filosofia da história de Comte afirma a ciência como única forma de conhecimento legítimo e o estado positivo do conhecimento como uma necessidade histórica. Para entender melhor o que isso significa, precisamos retomar, na história da filosofia, o surgimento das perguntas sobre o conhecimento.
O positivismo também é uma proposta de fundamentação
e classificação das ciências.
A teoria de Comte abandona a pergunta sobre a natureza e a possibilidade do conhecimento (epistemologia) e a substitui por uma questão técnica, que categoriza as ciências de acordo com sua precisão e afirma o conhecimento científico como único relevante e verdadeiro.
“(...) embora Comte se refira a um “método positivo geral”, cada ciência desenvolve especialmente tal ou qual de seus processos característicos. Assim, em certos campos é a observação propriamente dita (na astronomia), em outros a experimentação (na física), em outros a classificação (na química), a comparação (na fisiologia) e a filiação histórica (na física social)” (SIMON, s/d:70).
As ciências importantes, segundo Comte, são (ordenadas em ordem crescente de especificidade e complexidade): astronomia, física, química, fisiologia vegetal e animal e física social. Nesse conjunto, a matemática é considerada como a lógica geral que deve permear todas as ciências.
“Todas essas ciências passam pelos três estados e quanto mais simples e abstrata é uma ciência tanto mais rapidamente entra no estado positivo. Primeiro, a matemática, por último, a física social, pela complexidade de seus problemas e pela sua concreção” (SIMON, s/d:72).
Ao atingir o estado positivo, cada ciência serve de base teórica para a próxima (mais específica e mais complexa que a anterior). Por essa razão, a sociologia utilizaria a metodologia desenvolvida nas ciências anteriores (observação, experimentação, comparação) até chegar a seu método próprio (que ele chama de filiação histórica. Com esse método seria possível observar a herança cultural das diversas gerações humanas.).
O positivismo é uma filosofia da história, ou seja, uma reflexão sobre o sentido da história humana.
“Estudando, assim, o desenvolvimento total da inteligência humana em suas diversas esferas de atividade, desde seu primeiro vôo mais simples até nossos dias, creio ter descoberto uma grande lei fundamental, a que se sujeita por uma necessidade invariável... Essa lei consiste em que cada uma de nossas concepções principais, cada ramo de nossos conhecimentos, passa sucessivamente por três estados históricos diferentes: estado teológico ou fictício, estado metafísico ou abstrato, estado científico ou positivo” (COMTE apud SIMON, s/d:67).
•No estado teológico, explicações são buscadas em seres sobrenaturais e a imaginação exerce um papel fundamental
•No estado metafísico, começa-se a buscar entender as coisas em si mesmas, sem explicações divinas. A imaginação é substituída pela argumentação
•No estado científico (positivo), a argumentação é substituída pela observação científica, a partir da qual torna-se possível descobrir as leis da natureza e da sociedade. Com isso, a ciência possibilita a previsão de fenômenos e o poder sobre a natureza.
Por fim, o positivismo é uma "física social", uma teoria sobre a sociedade com a proposta subjacente de uma reforma prática da sociedade como um todo
"Quase não estamos habituados a tratar cientificamente os fatos sociais (...) Porém, se há uma ciência das sociedades, é de se esperar que ela não consista simplesmente numa paráfrase dos preconceitos tradicionais, mas nos apresente as coisas de um modo diferente do que aparentam ao vulgo, pois o objeto de qualquer ciência é descobrir, e qualquer descobrimento desconcerta mais ou menos as opiniões estabelecidas. Desta forma, a menos que, em sociologia, se conceda ao senso comum uma autoridade que já há muito não tem nas outras ciências - não vemos de onde lhe poderia vir - o cientista deve tomar a decisão de não se intimidar pelos resultados a que levam as suas investigações, se foram metodicamente conduzidas.
(...)
Estamos ainda muito acostumados a resolver todos esses assuntos segundo as sugestões do senso comum para podermos facilmente mantê-lo distante das discussões sociológicas. Quando nos julgamos libertos, ele impõe-nos os seus juízos sem nos darmos conta. Só uma longa e especial prática pode impedir tais descuidos.
(DURKHEIM, 2008, p.11)
“É a dimensão social e sobretudo histórica, diz Comte, que distingue o homem dos animais. Não por acaso, é no método histórico que ele fará repousar a singularidade da sociologia, muitas vezes por ele tratada como a própria história ou como a filosofia da história. Pela observação, mediante o método histórico pode-se observar a linha evolutiva dominante da humanidade, prevendo-se o futuro, Aliás, segundo a opinião de Comte, a “previsão” facilitará o controle social, objetivo primeiro de sua doutrina, partindo do ponto de vista
de que a natureza humana possui uma base perene que, embora evolua segundo leis históricas, permanece sempre a mesma” (SIMON, 1986:79-80).
Mais sobre a proposta positivista
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