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SIBILIA, Paula - Redes ou Paredes: A escola em tempos de dispe

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Beatriz Padial

on 17 September 2015

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Transcript of SIBILIA, Paula - Redes ou Paredes: A escola em tempos de dispe

SIBILIA, Paula - Redes ou Paredes: A escola em tempos de dispersão. RJ, Ed. Contraponto. 2012
As subjetividades midiáticas querem se divertir.
entretenimento
: modo tipicamente contemporâneo de viver e de exercer o poder - o tédio no centro do problema.
Mudança nos paradigmas de educação:
"Pedagogia do Oprimido" (1968)
"Pedagogia do Entediado" (2008)
Diluição de ritos antes fundamentais.
Fluidez mercantil e velocidade vertiginosa de informações, representada pelo
zapping
do controle remoto.
"Nada começa, nada termina, nada permanece, porque tudo flui velozmente. A imagem contemporânea, mais que convocar o nosso olhar, nos intima a uma piscadela instantânea." (p. 86)


Opinião no lugar do pensamento
informação no lugar do conhecimento
Impressão de vazio: a palavra não produz retraimento;
não modula a interioridade necessária para pensar.
A consciência não chega a se constituir; a
velocidade dos estímulos faz com que o
percepto
não
tenha o tempo necessário para se alojar na consciência.
De aluno-leitor, gera-se agora um usuário midiático!
"Uma diferença crucial entre o aluno-leitor e o usuário midiático: este último não se funda a si mesmo na experiência da interpretação, mas se apoia na percepção, isto é, 'não constitui em relação à televisão [ou qualquer outro meio] por via da consciência, mas por via do estímulo'. A lógica característica do sujeito escolarizado presume que o aparelho perceptivo receba os estímulos e a consciência os reelabore, produzindo um sentido: não se pode ler, por exemplo, sem interpretar. Mas esta última ação não é necessária para lidar com a informação audiovisual e interativa: em suma, para a subjetividade do espectador ou do usuário midiático, o sentido não é fundamental." (p. 90)
É fundamental pensar a tecnologia, portanto, como um suporte que nunca vai prescindir do processo de leitura, escrita e produção de textos, sob pena de romper com o processo de construção do conhecimento, tão fundamental para processo de amadurecimento da consciência.
A autora defende ainda a importância de se tecer redes nesse processo, levando em consideração que se trata de um contexto definitivo e que é importante que saibamos lidar com ele de maneira responsável. Gerar densidade capaz de desacelerar essa avalanche de informações, a partir das relações estabelecidas entre elas, numa quebra da agilidade do tempo e da demanda urgente de respostas do nosso tempo.
Portanto, refletir sobre o uso das TIC's na escola,
nos obriga a partir do princípio que é função da instituição escolar lidar com a avalanche informacional a que estamos todos submetidos, enquanto sujeitos contemporâneos, mas ressignificar a relação com esse tempo, gerando um processo reflexivo, que tenha nas diferentes tecnologias suportes possíveis, mas de maneira alguma, fins em si mesmas.
Nenhuma tecnologia é capaz de gerar por si própria a produção do conhecimento que necessitamos para sobreviver e transformar a sociedade em que estamos mergulhados.
Quebrar a lógica torrencial de informações é função primordial da escola.

A matéria humana.
Jaume Plensa. 2012

" Os jovens de hoje pretendem que as aulas sejam divertidas, o que evidencia certa defasagem entre duas formas diferentes de o sujeito se relacionar consigo mesmo, com os demais e com o mundo". (p.81)
São diversas as propostas didáticas que incorporam não só brincadeiras e diversão, mas tb. as diversas mídias. Os estudantes não são mais receptores de mensagens, mas sim, usuários de app e dispositivos midiáticos.

Fim da "agenda analógica" - ritos da infância
antes: tédio-relacionado a repressão e a disciplina
hoje: saturação e dispersão

Do quadro negro às telas: a conexão contra o confinamento.
circulação de imagens e informações em tempo real
X
costume de proibir alun@s de manipular seus dispositivos móveis
+ leis, decretos e normas
+ negociações sobre o uso desses dispositivos na escola.
Qual seria a instância exemplar da atual sociedade informatizada que está substituindo o modelo analógico da sociedade disciplinar – a prisão- e seu confinamento?
instituição multifacetada e modelar que imprime sua marca no presente.
Não pode ser apenas a busca pelo empreendedorismo, mas também uma rede de conexão global como a internet, a malha de telefonia celular, ou as redes sociais como Twitter e Facebook.
Recursos que já entraram nas paredes da escola sem a necessidade de derrubá-las fisicamente.
No lugar da normas estritas e punições, temos uma rede eletrônica aberta e sem fios, à qual cada um se conecta livremente: apenas onde, quando e se o desejar.
O confinamento está sendo substituído pelas tramas da conexão que seudz consumidores com suas incontáveis delícias transmidiáticas.
Na sociedade conectada, não há lugares e sim fluxos.
O sujeito é um ponto de conexão com a rede
A ideia de transmitir conhecimentos de cima para baixo virou algo anacrônico.

Assim, não cabe à escola reestabelecer os códigos deteriorados e/ou os modelos analógicos, mas descobrir como dialogar, ensinar e aprender em novas circunstâncias.
Usamos os dispositivos eletrônicos para as mais diversas tarefas e temos uma crescente familiaridade e proveito.

Desempenham um rol vital na metamorfose que vivemos: suscitam velozes adaptações corporais e subjetivas aos novos ritmos e experiências,

Crianças e jovens os usam de forma visceral.
As crianças e adolescentes, que nasceram ou cresceram nesse novo ambiente, ainda são submetidas diariamente aos envelhecidos rigores escolares.
A escola continua operando com o instrumental analógico:
- giz ;
- lousa;
- boletins;
- horários fixos;
- carteiras enfileiradas;
- prova escrita;
- lição oral.
Para que precisamos, agora, das escolas?
O que gostaríamos que esse artefato fizesse com os corpos e as subjetividades que todos os dias entram e saem de seus domínios?
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