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ética do dever - kant

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by

fred trevisan

on 24 June 2016

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Transcript of ética do dever - kant

Immanuel Kant (1724 - 1804) nasceu, estudou, lecionou e morreu em Koenigsberg. Jamais deixou essa grande cidade da Prússia Oriental, cidade universitária e também centro comercial muito ativo para onde afluíam homens de nacionalidade diversa: poloneses, ingleses, holandeses. 
A vida de Kant foi austera (e regular como um relógio). Levantava-se às 5 horas da manhã, fosse inverno ou verão, deitava-se todas as noites às dez horas e seguia o mesmo itinerário para ir de sua casa à Universidade. Duas circunstâncias fizeram-no perder a hora: a publicação do Contrato Social de Rosseau, em 1762, e a notícia da vitória francesa em Valmy, em 1792. Segundo Fichte, Kant foi "a razão pura encarnada". 
Sua reflexão filosófica foi muito abrangente pois "todo interesse de minha razão (tanto o especulativo quanto o prático) concentra-se nas três seguintes perguntas: 1. Que posso saber? 2. Que devo fazer? 3. Que me é dado esperar?" (Kant, 1988, p. 833) 
A Ética do Dever
Immanuel Kant



Vida e obra
A parte mais importante da obra de Kant, as publicações do chamado período crítico, somente aconteceram quando ele já tinha 57 anos. A sua teoria do conhecimento ou, como se diria em termos atuais, a sua epistemologia, aparece já na primeira obra crítica: Crítica da razão pura (1781).
A ética do dever de Kant
Em seu texto Crítica da razão prática e Fundamentos da metafísica dos costumes, Kant aponta a razão como uma razão legitimadora, capaz de elaborar normas universais, uma vez que a razão é um predicado universal dos homens.
Embora, em Kant, as normas morais devam ser obedecidas como deveres, a noção kantiana de dever se confunde com a própria noção de liberdade, porque, em seu pensamento, o individuo que obedece a uma norma moral atende à liberdade da razão, isto é, àquilo que a razão, no uso de sua liberdade, determinou como correto.
Dessa forma, a sujeição à norma moral é o reconhecimento do dever como uma expressão da racionalidade humana, única fonte legítima da moralidade.
Podemos encontrar essa ideia expressa com clareza no seguinte pensamento:

“Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal” (Fund. Da metafísica dos costumes, p. 53)
Essa exigência é denominada por Kant imperativo categórico, ou seja, é uma determinação imperativa, que deve ser observada sempre, em toda e qualquer decisão ou ato moral que venha a ser praticado.
Kant quer indicar que nossa ação deve ser tal que possa ser universalizada, ou seja, que possa ser realizada por todos os outros indivíduos sem prejuízo para a humanidade.
A ética do dever de Kant
“Se prestarmos atenção ao que se passa em nós mesmos sempre que transgredimos qualquer dever, descobriremos que, na realidade, não queremos que a nossa máxima se torne lei universal, porque isso nos é impossível; o contrário dela que deve universalmente continuar a ser lei; nós tomamos apenas a liberdade de abrir nela uma exceção para nós” (op. Cit., p. 63)
Então, cabe a seguinte pergunta:

Por que praticamos atos contrários ao dever e, portanto, contrários a razão?
Isso ocorre porque a nossa vontade é também afetada pelas inclinações, que são os desejos, as paixões, os medos e não apenas pela razão.
Por isso Kant afirma que devemos educar a vontade para alcançar a boa vontade, que seria a vontade guiada unicamente pela razão.
A ética do dever de Kant
Resumindo
A ética kantiana é uma ética formal ou formalista, porque postula o dever como norma universal, sem se preocupar com a condição individual na qual cada um se encontra diante desse dever.
Kant nos dá a forma geral da ação moralmente correta, mas não diz nada acerca do seu conteúdo, não nos diz o que devemos fazer em cada situação cotidiana.
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