Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Manejo reprodutivo e patologias reprodutivas

No description
by

Cesar Augusto Hoepers

on 9 August 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Manejo reprodutivo e patologias reprodutivas

BOVINOCULTURA DE LEITE
PRONATEC
RAÇAS E SUAS CARACTERISTICAS
RAÇAS EUROPÉIAS

Bos taurus
RAÇAS EUROPÉIAS
HOLANDESA
RAÇAS ZEBUÍNAS
GIR
MANEJO REPRODUTIVO
O manejo reprodutivo, constitui-se na essencia da continuidade e do sucesso de criação. Aplicando-se, por tanto, técnicas e procedimentos que possibilitem, direta ou indiretamente, a reprodução eficiente dos animais.
PATOLOGIAS DA REPRODUÇÃO
VIDA ÚTIL
PRODUTIVA DE UMA FÊMEA
A vida útil produtiva de uma fêmea envolve fases importantes que dependem de um conjunto de decisões fundamentais a serem tomadas, visando maior produtividade e lucratividade.
RAÇAS ZEBUÍNAS

Bos indicus
RAÇAS MISTAS

Possuem aptidão tanto leiteira como para carne
RAÇAS MISTAS
SIMENTAL
PARDO-SUÍÇO
A produção leiteira comprovada, na Suíça,
chega a mais de 5.500 litros por lactação
e mais de 4,2% de gordura. Embora seja
originalmente de tripla finalidade, vem sendo
selecionado apenas para produção
de carne e leite.
O nome da  raça Simental vem do vale do Simme (ou vale do Simmenthal) e do vale de Saane, no Oberland, na Suíça, onde já existia gado vermelho e branco na idade Média e de onde saíram reses para muitos países europeus.
SIMENTAL
Graças ao seu tamanho e vigor, o Pardo
Suíço vem gerando nos cruzamentos com as raças zebuínas, um produto com grande rusticidade. Entrou na formação da raça Lavínia juntamente com a raça Guzerá.
A raça Pardo Suiço é originária da Suíça, na região dos Lagos. A raça Pardo Suíço tem uma grande aptidãopara produzir leite; além disso, vem demonstrando características muito valorizadas que são o tempo de vida útil e a sua produção de crias.
PARDO SUÍÇO
A produção leiteira apresenta uma média de 6.170 litros com 4,18% de gordura, em 305 dias, com recordes acima de 8.500 litros. É a principal raça leiteira francesa é a raça campeã de índice protêico no leite (3,39%), na França. Embora boas produtoras de leite rico, as vacas somente produzem bem
quando bem alimentadas.
O gado Normando pode ser mocho ou com chifres, sendo esta característica herdada dos cruzamentos realizados no final do séculoXIX. A vaca Normanda era descrita da seguinte maneira: “primeiro, ela dá
em abundância excelente leite, depois engorda muito facilmente mesmo dando muito leite, enfim faz boa morte com muita carne de primeira qualidade” (Paul Messier, in Cotim, 1913, p.208).
NORMANDA
NORMANDA
O Red Polled pode ser utilizado em cruzamentos com raças européias e zebuínas, sendo seus filhos altamente rústicos.  No cruzamento com a raça Guzerá, surgiu a raça Pitangueiras.
A raça Red Polled é muito difundida na Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Argentina e Uruguai.
Trata-se também de uma raça de dupla finalidade, grande produtora de carne e leite. Sua fertilidade
chega a atingir 100%. Assim, as vacas criam seus bezerros com bastante precocidade.
RED POLLED
RED POLLED
O sucesso da raça Pinzguaer, na modernidade, deve-se, em boa parte, a uma vaca que produziu 8.125 litros de leite e 4,15% de gordura, em 1955.
O gado Pinzguaer é de dupla finalidade, mas vem sendo cada vez mais selecionado para a produção de leite, com média de 3.500 e 4.000 litros e com recorde pouco acima de 10.000 litros (FAO,p.275).
PINZGUAER
PINZGUAER
Em regiões ou situações em que se busca
um produto cruzado rústico, o Caracu é uma boa opção pela sua secular adaptação ao clima tropical. Afinal, a raça já vive no Nordeste, no Sudeste, no Brasil-Central, no Pantanal mato-grossense e até no Sul do país. A raça Caracu é de dupla aptidão.
O gado Caracu constitui a raça bovina nacional mais aperfeiçoada.Descende de bovinos portugueses trazidos no tempo do Brasil Colônia. Portanto, é uma raça brasileira de origem européia, formada pela mistura de diversos gados ibéricos nos séculos XVI e XVII.
CARACU
CARACU
RAÇAS SINTÉTICAS

Cruzamento entre Bos taurus e indicus
RAÇAS SINTÉTICAS
GIROLANDO
PITANGUEIRAS
GUZOLANDO
A raça Girolanda é a raça mais versátil do mundo tropical. As fêmeas Girolando são produtoras por excelência, possuem características fisiológicas e morfológicas  perfeitas para a produção nos trópicos, revelando um desempenho muito satisfatório economicamente.
A raça Girolanda conseguiu conjugar a rusticidade da raça Gir com a produção da raça Holandesa, adicionando ainda características desejáveis das duas raças em um único tipo de animal fenotipicamente soberano, com qualidades imprescindíveis para a produção leiteira econômica nos trópicos.
GIROLANDA
É resultante do cruzamento das raças Guzerá e Red Polled. A raça é de porte médio, com aptidão para produção de leite e carne, oferecendo aos criadores a opção de selecionar animais mais leiteiros ou aqueles conformados para produção de carne.
A raça Pitangueiras é originária da Fazenda Três Barras, localizada no município de Pitangueiras, em São Paulo. É considerada uma raça de dupla finalidade, produção de leite e carne.
PITANGUEIRAS
A raça Guzolando é de grande porte, geralmente de pelagem preta; mas, quando o touro for Holandês vermelho e branco, a pelagem será amarelada. O úbere é firme, permitindo lactações superiores a 5.000 litros, com produções diárias acima de 20 litros.
Desde de 1930, já era utilizado o cruzamento da raça Guzerá com a raça Holandesa. Essas duas raças se completam, gerando a rusticidade e a produtividade do Guzolando, além, é claro, de uma produção econômica para as diversas regiões brasileiras.
GUZOLANDO
As fêmeas Simbrasil apresentam excelente capacidade materna, dando a 1ª cria em média entre 24 e 30 meses, com produção de leite média de 10 litros/dia. Pesam em média 500 e 700 kg.
A raça Simbrasil foi formada na Fazenda Sabiá, em Muqui, no Espírito Santo, em 1950. Aliando-se à dupla aptidão do gado Simental  ao duplo propósito da raça Guzerá, assim formou-se a raça Simbrasil.
SIMBRASIL
SIMBRASIL
Produzem, em média, de 8,0 a 10,0  litros/dia, sendo que algumas chegam a produzir de 17,0 e 18,0 litros/dia. O período de lactação oscila de 210 e 300 dias, com 3,8% de gordura. Pesam, em média, entre 450 e 550 kg e os touros, entre 950 e 1.050 kg.
O gado Lavínia possui 5/8 de sangue Pardo Suíço + 3/8 de sangue Guzerá. Em 1970, nasceu o primeiro bimestiço Lavínia, selecionado para produção de carne e leite. As vacas da raça Lavínia dão a primeira cria aos 39,3 meses de idade, ou seja, a fecundação se dá por volta dos 30 meses ou 2,5 anos de idade.
LAVÍNIA
LAVÍNIA
GUZERÁ
SINDI
A raça Gir possui uma linhagem para a produção de leite, denominada de Gir Leiteiro, que já possui rebanhos com excelentes animais, chegando a produzir acima de 4.000 litros de leite por lactação.
É uma raça muito utilizada em cruzamentos com a raça Holandesa preta e branca e com a Holandesa vermelho e branca. Mestiços desses cruzamentos deram origem a uma
nova raça chamada Girolanda.
GIR
É reconhecida, no Brasil por entrar na maioria das raças bimestiças de sucesso, tais como Lavínia, Pitangueiras, Riopardense, Cariri, Xingu, Santa Mariana, Indubrasil, Guzonel e Guzolando. No exterior, o Guzerá entrou na formação das raças Brahman e Santa Gertrudis.
 
A raça Guzerá é muito utilizada em cruzamentos com as raças européias para a produção de novilhos precoces
e também para a obtenção de animais produtores de leite.
GUZERÁ
A conversão de vegetais secos e fibrosos é quase prodigiosa  na fêmea Sindi, principalmente quando está semo  bezerro na caatinga. O gado Sindi surge, também,  como ideal para cruzamentos leiteiros no  Nordeste, podendo espalhar suas  virtudes pelo restante do Brasil.
A aptidão principal  é a  produção de leite. A média de produção leiteira  é de 2.562 litros , em 286 dias de lactação, com 2,5% de  gordura, mas existem alguns animais com lactação  superior a 3.100 litros. Hoje, a maioria do rebanho Sindi  está localizado na região semi-árida do Nordeste, onde  os criadores afirmam que o gado Sindi é notável pela rigidez  dos cascos, pela rusticidade nos campos ressequidos,  sem perder crias e sem deixar de produzir leite.
É originária da região chamada Kohistan, 
na parte da província de Sid, Paquistão. Os animais Sindi  são em geral pequenos, de bela aparência. A pelagem é vermelha, variando do tom mais escuro ao amarelo-alaranjado, observando-se, às vezes,  pintas brancas na barbela, na testa e no ventre,  mas não tem manchas grandes. Nessa raça, o branco é recessivo, aparecendo, ocasionalmente, mesmo  em rebanhos puros, mas não é apreciado.
SINDI
1- Holandês preto e branco,
com cerca de 80% do total; 2- Meuse-Rhine-Ijssel
(vermelho e branco), com cerca de 18%; 3- Groningen (cabeça branca), com cerca de 2%.
Quando as condições do meio ambiente são
inadequadas, a raça Holandesa contribui muito
para a melhoria da produção de leite através de reprodutores em cruzamentos com as raças zebuínas ou com outras raças de animais menos produtivos.
A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), relacionou, na década de 1950, três tipos de gado Holandês,
cada uma com seu próprio registro genealógico;
HOLANDESA PRETO E BRANCO
Sua produção é semelhante à produção da variedade preto e branco, mas o rebanho vermelho e branco, em termos quantitativos, é bem menor.
Essa denominação deve-se ao fato desses animais terem sido criados nos vales dos rios Mosa, Reno e Issel (MRY).
A raça Holandesa,  variedade vermelho e branco, é uma alta produtora de leite.
HOLANDESA VERMELHO E BRANCO
Os bezerros não conseguem
um desenvolvimento ponderal normal dentro dos parâmetros raciais. A utilização de touros Guernsey em rebanhos zebuínos produz excelentes animais mestiços, sendo que, nocruzamento com a raça Gir, os animais apresentam ótima conformação de úbere, mesmo na primeira geração, além de pelagem amarelada
A raça Guernsey é considerada mais rústica do que a raça Jersey, mas, para produzir satisfatoriamente
economicamente, requer boas pastagens, boa suplementação alimentar, em épocas de estiagem, e sobretudo um manejo adequado. Quando esses animais não são adequadamente alimentados, conforme acontece na maioria das criações no Brasil, a raça vai definhando e sua produção e reprodução deixam muito a desejar.
GUERNSEY
GUERNSEY
Sendo que alguns rebanhos chegam a produzir acima de 5.000 litros com elevado teor de gordura

De pequeno porte, as vacas Jersey, quando bem alimentadas e com manejo adequado, produzem grande quantidade de leite em 300 dias de lactação
O gado Jersey chegou ao Brasil em 1896, importado por Joaquim Francisco Assis Brasil, diretamente da granja de Windson, da rainha vitória da Inglaterra. a raça Jersey é considerada uma raça manteigueira devido ao seu alto teor de gordura no leite
JERSEY
JERSEY
Por ser muito rico em matéria seca, seu leite é próprio para a fabricação de queijos, sendo a raça  considerada a melhor queijeira inglesa.  Os glóbulos graxos são pequenos, de difícil desnatagem, não dando manteiga muito amarela.
A raça Ayrshire descende do gado escocês dos Condados de Ayr e Lanakde terras pobres, mas é de clima úmido e variável. A aptidão dominante da raça é a produção de leite, produzindo em média 3.900 litros por lactação com 3,8% de gordura.
AYRSHIRE
AYSHIRE
MANEJO REPRODUTIVO E PATOLOGIAS DA REPRODUÇÃO
Manejo, etmológicamente vem do , que tem por significado controlar e direcionar, ou seja, manusear bem ou mal estes animais.
Sendo ele fundamental para elevar os índices produtivos do rebanho. O manejo reprodutivo da fêmea envolve os vários eventos da vida do animal: desmama, puberdade, parto, período de serviço, idade à primeira cria, intervalo de partos e manejo pré-parto.
latim manus
Do manejo adequado desses eventos, depende a eficiência reprodutiva (ER) do animal e do rebanho como um todo.
Desmama;
Puberdade;
Idade ao primeiro parto;
Parto;
Período de serviço;
Intervalo de partos e;
Manejo pré-parto.
É um momento importante para as futuras matrizes, pois fornecerá dados para a seleção de fêmeas. O desenvolvimento ponderal e a saúde do animais desmamados dependem da capacidade da mãe em criá-los. Altas diferenças esperadas na progênie (DEP) para peso à desmama representam um dos indicadores mais importantes da pecuária, ou seja uma boa habilidade materna (HM). Esse parâmetro é tão importante que, se fosse possível, os produtores só deveriam adquirir matrizes com base nesse índice. Um índice de mortalidade até a desmama acima de 3% pode ser considerado alto para uma criação bem orientada.
Por volta de um ano de idade inicia-se a puberdade do animal, ou seja, a fase de afloramento de todo o aparelho genital/reprodutor e seus anexos, a produção de hormônios, além do fortalecimento das estruturas corporais para que a fêmea esteja preparada para o acasalamento. O desenvolvimento fisiológico normal do animal depende do manejo adequado, principalmente da alimentação. Por isso, a desmama assume grande importância, pois animais bem desmamados passam por essa fase sem problemas, completando-a em torno dos 18 meses.
No caso das primíparas, isto é, das fêmeas que estão parindo pela primeira vez, a idade à primeira cria (IPC) é um registro muito importante. Essa idade tem alta correlação com a vida útil produtiva, significando que as fêmeas que têm o seu primeiro parto mais cedo, são mais férteis e produzem mais durante a sua vida reprodutiva. Significa precocidade reprodutiva e que as novilhas devem ser manejadas com muita atenção. Todavia, não se deve entourar e/ou inseminar fêmeas com um peso menor que 300 kg, para não comprometer a vida reprodutiva do animal numa gestação em estado corporal não-condizente. Idades à primeira cria acima dos 27 - 30 meses devem ser consideradas altas, indicando problemas com o manejo pós-desmama e a puberdade.
O parto é o grande momento, de modo que a fêmea deve merecer toda a assistência, intensiva, se for o caso, quando necessitar de ajuda. Também, após o parto, principalmente na assepsia da área genital da mãe e nos cuidados com a cria. Um problema de parto pode inutilizar a fêmea para a reprodução, do mesmo modo que um corte de umbigo malfeito ou uma secreção que entope as vias respiratórias de um recém-nascido podem causar uma infecção com graves conseqüências em toda vida do animal.
No parto, deve ser efetivada uma das mais significativas práticas de manejo, da qual dependerá a saúde do bezerro: a ingestão do colostro, a qual tem conseqüências muito benéficas nos recém-nascidos. As gamaglobulinas, associadas às diversas substâncias, sais minerais e vitaminas, conferem imunidade aos bezerros, tornando-os resistentes a várias doenças durante toda a vida, resultando um animal mais saudável e, conseqüentemente, produtivo.
Outro importante momento é o período que antecede a próxima fecundação: o período de serviço, ou seja, aquele que vai do parto à próxima fecundação. Esse período se divide em período puerperal, quando ocorre a involução uterina, isto é, a recomposição do sistema genital, principalmente do útero, e o serviço propriamente dito, em que o touro está cobrindo a fêmea.
No caso de uso da inseminação artificial (IA), o controle desse período é muito mais seguro, ficando o manejo reprodutivo mais simples. Diz-se que, nessa fase, a fêmea está vazia. Um problema ocorrido durante o parto ou mesmo nutricional pode prejudicar fortemente essa fase da criação. A sua importância é fundamental para a lucratividade da fazenda, pois, quanto maior for o PS, maior será o intervalo de partos (IDP). Um período de serviço acima de 60 dias significa que o manejo pós-parto é deficitário. Esse índice é importante, pois dele depende o intervalo de partos, que é um dos mais importantes indicadores da eficiência reprodutiva do rebanho.
O intervalo de partos (IDP) é uma fase ligada à reprodução das mais importantes para a criação animal. Ele depende de todas as práticas de manejo, seja nutricional, reprodutiva ou sanitária. Quanto maior for o IDP, menor será a produtividade do animal, acarretando prejuízos ao comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho.
Para que a fêmea produza uma cria por ano, que é o ideal, o PS não pode ultrapassar 120 dias. Estimando-se que o período puerperal se completa, na maioria dos casos, até os 40 dias, então, é perfeitamente possível se atingir essa meta, desde que haja um bom manejo. Conclui-se, assim, que o sucesso na criação depende de manejo e, por conseguinte, é totalmente dependente do homem. Um intervalo de parto acima de 365 dias, compromete bastante a eficiência reprodutiva do rebanho, pois fica fora da relação considerada ótima de uma cria, por ano, por fêmea.
Após todas as fases que passaram, atinge-se o primeiro período seco (PSe), ou seja, aquele no qual as fêmeas começam a se preparar para o segundo parto, coincidindo, também, com um outro importante momento, o pré-parto. Neste ponto as fêmeas devem ser secas, o que significa que se deve parar de ordenhá-las. Conforme o item sobre o parto, devem ser tomados todos os cuidados com as fêmeas gestantes.
Assim, muita atenção deve ser dada à recuperação do parto, bem como à alimentação, antes e depois dele e, também, à utilização de reprodutores saudáveis. Esses cuidados interferem diretamente no ciclo reprodutivo do animal, alterando o IDP, que é uma das mais sensíveis variáveis que compõem o cálculo da ER de um rebanho.
É fácil se entender a importância do IDP. Toda vaca deve parir uma cria por ano. Caso isso não aconteça, deve-se concentrar esforços na identificação das causas. O IDP é o termômetro fisiológico da reprodução, pois um problema acorrido no passado pode refletir nessa fase e, conseqüentemente, na relação custo-benefício da criação. No esquema da Fig. 1, o IDP está situado entre P1 e P2, ou seja, entre dois partos, fazendo desse intervalo quase todas as outras fases, isto é: o PS, que é totalmente dependente de manejo, indo junto com ele o PP, o S, o F, além do período de gestação (PG), que varia muito pouco, e o PSe que, também, depende do manejo.
A primeira prática de manejo nessa fase, a secagem das fêmeas, deve ocorrer no momento e tempo certos. Deve durar o suficiente para preparar a fêmea para o parto e, na maioria dos casos, o ideal é por volta de 2 meses ou 60 dias antes do parto, pois permite à fêmea se recuperar da lactação, preparando-se para o estresse do parto e da amamentação. Assim, todas as condições de manejo devem ser dadas aos animais, transferindo-os para um piquete maternidade, ou seja, uma área separada onde ficarão até o parto, de preferência com bom pasto, sombra e água à vontade, além da tranqüilidade que requer toda fêmea gestante.
REPRODUÇÃO
ÓRGÃOS ENVOLVIDOS
- OVÁRIOS
- TUBAS UTERINAS
- ÚTERO
- CÉRVIX
- COLO DO ÚTERO
- VAGINA
- GENITÁLIA EXTERNA
EFICIÊNCIA REPRODUTIVA
PARA SE PRODUZIR TEM QUE REPRODUZIR
INTERVALO ENTRE PARTOS
CÉSAR AUGUSTO HOEPERS
MÉDICO VETERINÁRIO
REFLEXOS DA REPRODUÇÃO NA PRODUÇÃO DE LEITE
EXEMPLO:
Propriedade.......................100 Vacas adultas
Período de Lactação..........10 Meses
Média de Produção...........15 Litros/Vaca/Dia
INTERVALO
ENTRE PARTOS
NASCIMENTOS
POR ANO
VACAS SECAS
(PARADAS)
PRODUÇÃO
DIÁRIA
12
16
20
24
100
75
60
50
17
38
50
59
1250
950
750
615
SISTEMAS DE COBERTURA
COBERTURA NATURAL A CAMPO

COBERTURA NATURAL CONTROLADA

COBERTURA ARTIFICIAL
DETECÇÃO DO CIO
- Apresentação de monta e deixa-se montar pelas companheiras; - Inquietação;- Apresentação de micção freqüente; - Vulva tumefeita e congestionada; - Corrimento vaginal cristalino;- Aceita espontaneamente o macho;
RUFIÃO
CAUSAS NÃO-INFECCIOSAS
DOENÇAS QUE PROVOCAM
PERDAS DA GESTAÇÃO
AGENTES QUÍMICOS, DROGAS E PLANTAS VENENOSAS
NITRATOS, NAFTALENOS CLORINADOS, ARSÊNICO, VASSOURINHA VENENOSA, AGULHAS DE PINHEIRO.
HORMONAL
ALTAS DOSES DE ESTROGÊNIO, GLICOCORTICÓIDES, PGF2.
NUTRICIONAL
FOME, MÁ NUTRIÇÃO, DEFICIENCIA DE VITAMINA A OU IODO
GENÉTICA
MORTALIDADE EMBRIONÁRIA, ANOMALIAS FETAIS
FÍSICA
INSEMINAÇÃO DE ÚTERO PRENHE
ESTRESSE: TRANSPORTE
FEBRE
CIRURGIA
MISCELÂNEA
GÊMEOS, ALERGIAS, ANAFILAXIA
PROTOZOÁRIOS
BACTÉRIAS
VÍRUS
FUNGOS
TRICOMONOSE
NEOSPOROSE
BRUCELOSE
VIBRIOSE
LEPTOSPIROSE
LISTERIOSE
RINOTRAQUEÍTE INFECCIOSA BOVINA

ABORTAMENTO VIRAL EPIZOÓTICO
(IBR)

(EVA)
MICOSES
ABORTAMENTO NO PRIMEIRO TRIMESTRE, REPETIÇÃO DE CIO, PIOMETRA
ABORTAMENTO DO TERCEIRO AO OITAVO MÊS
ABORTAMENTO NO ÚLTIMO TRIMESTRE (90%).
ABORTAMENTO (3 a 4 MESES), 5-10% INFERTILIDADE
ABORTAMENTO NO ÚLTIMO TRIMESTRE, 20-30%, MORTALIDADE FETAL COMUM
BAIXA TAXA DE ABORTAMENTO (SEPTICEMIA)
ABORTAMENTO NA SEGUNDA METADE DA GESTAÇÃO, 25-50%, REPETIÇÃO DE CIOS
ABORTAMENTO NO ÚLTIMO TRIMESTRE, 30-40%, INVERNO
ABORTAMENTO (3 A 4 MESES), <10%, PLACENTA.
FATORES QUE INFLUENCIAM
NA FECUNDAÇÃO
ERRO NA DETECÇÃO DO CIO
TEMPERATURA INADEQUADA NO DESCONGELAMENTO DO SEMEM
PROBLEMAS NO TOURO
PROBLEMAS CONGENITOS NA FÊMEA
BIOTECNOLOGIAS DA REPRODUÇÃO
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES
FERTILIZAÇÃO IN VITRO
MONTA NATURAL CONTROLADA
MONTA NATURAL CONTROLADA
Vantagens:
Desvantagens:
• Propicia bom controle reprodutivo, pois permite registrar os dados em relação à data que ocorreu a cópula e quantas vezes a vaca foi coberta, programando as coberturas e parições e permitindo a identificação de problemas reprodutivos.
• Aumenta a vida útil do touro4.

• Diminui a possibilidade de acidentes com o touro.

• Permite maior aproveitamento de reprodutores, em relação à monta natural, pois ele cobre maior número de vacas por ano (cerca de 100).
Necessita de um bom manejo para identificação da fêmea em cio e separação dela para o serviço
quando ainda esteja aceitando a monta, o que pode acarretar perda de cios.

• Maiores gastos com mão-de-obra e instalações, pois o touro fica em piquete separado das fêmeas e,
quando estas estão em cio, elas devem ser levadas ao macho.
É recomendável o argolamento do macho para facilitar o manejo, caso seja necessária a contenção deste.

• O consumo desses animais deve ser controlado para evitar a obesidade e,
conseqüentemente, não prejudicar o desempenho reprodutivo.

A IA é uma técnica financeiramente vantajosa, permite grandes ganhos genéticos no rebanho e constitui
uma alternativa à monta natural quando os problemas de manejo estiverem solucionados.
Em relação à monta natural e à monta natural controlada, deve-se ter como prioridade a manutenção de
um bom sistema de registros e os cuidados sanitários do rebanho devem ser rigorosos para evitar a disseminação de doenças.
É importante também realizar exames andrológicos periodicamente nos touros,
sob o risco deste não estar normal do ponto de vista reprodutivo.
??
Já vimos, lembram??
TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES
Implantar em fêmeas receptoras embriões
produzidos por fêmeas doadoras (0 até 30 Embriões).

Estimulação hormonal – superovulação
Inseminação Artificial ou fecundação Natural
Coleta e armazenamento de embriões
Preparação das receptoras e transferência

NO QUE CONSISTE A TE??
DEFINIÇÃO
Seleção de doadoras para TE
Machos e fêmeas com genótipo comprovadamente superiores
Escolha das características a serem melhoradas
Escolha das receptoras
Aspectos sanitários
Superovulação
Resposta das doadoras ( 10 -15 % não respondem)
Hormônio mais utilizado FHS
ETAPAS DA TE
Inseminação Artificial
7 dias após o inicio da superovulação;
Utiliza-se sêmen congelado.
Coleta de embriões
6-7 dias após a IA;
Recuperação de embriões (transcervical)
PBS a 25°C, Ph 7,2
Sonda de coleta, fixada num dos cornos
Taxa embrião x corpo lúteo : 70 %


ETAPAS DA TE
Isolamento e classificação de embriões
Avaliação morfológica: microscopia óptica
Observa-se
Tamanho;
Forma ;
Cor ;
Citoplasma;
Membrana pelúcida e vesículas
6 categorias ( excelente e não fecundado)

ETAPAS DA TE
Estocagem de embriões
Objetivo: Manter a viabilidade dos embriões por varias horas ou dias fora do trato reprodutivo da fêmea
A fresco: fêmeas aptas a transferência.
Congelado (Crio preservação): glicerol, etileno-glicol, ISOCRIOGEN.
Técnicas de descongelamento: Banho maria, re-hidratação
ETAPAS DA TE
Sincronização do ciclo estral das receptoras
Objetivo: conseguir que as fêmeas estejam em cio no momento desejado tanto para a IA como TE.
Melhora as chances de implantação, melhora a taxa de prenhes
Hormônios utilizados: prostaglandina, progestagenos.

ETAPAS DA TE
A transferência do embrião (inovulação)
Objetivo: Posicionar o embrião no útero da receptora
Técnica: Não cirúrgica ( inovulação trans-cervical)
Local da introdução do pailletes: corno uterino com deposição do embrião na junção útero-tubárica.
Resultado: 2 a 3 meses após a TE realiza-se o diagnostico de gestação nas vacas receptoras, que 9 meses após a TE darão origem a animais geneticamente semelhantes a progênie das vacas doadoras de embriões e aos touros utilizados na IA.

ETAPAS DA TE
Resposta individual de cada vaca a estimulação hormonal
Nível técnico da equipe que conduz a TE;
Escolha das técnicas da coleta e TE;
Grau de sincronização do cio entre o ciclo estral das fêmeas doadoras e receptoras;
Fertilidade natural das doadoras;
Qualidade do sêmen utilizado
Qualidade dos embriões
Nutrição e manejo dos animais
OBS: Embriões normais, equipe capacitada,animais saudáveis e em época de ciclo adequados : taxa de eficiência de 50 %.



FATORES QUE AFETAM A EFICÁCIA TE:
Obtenção de maior número de progênie de fêmeas de alto valor genético;
Expansão rápida de núcleos de vacas selecionadas;
Controle na transmissão de doenças;
Comércio de embriões;
Teste de homozigose para genes dominantes.
Conservação de raças em perigo de extinção, pela crio-preservação.
USOS da TE
Impacto menor no melhoramento genético do que a IA;
Tecnologia complexa e mais cara;
Uso de mão de obra especializada.
LIMITAÇÕES DA TE
DEFINIÇÃO:
Embriões são produzidos fora do corpo da fêmea
COLETA:
De ovócitos na fêmea através de Laparoscopia ou punção ovariana guiada por US.
FECUNDAÇÃO IN VITRO:
Maturação dos ovócitos e fecundação com espermatozóides;
IMPLANTAÇÃO
Full transcript