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Teoria dos atos de fala.

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Franciele Valadão

on 5 October 2013

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Transcript of Teoria dos atos de fala.

Teoria dos atos de
fala
Elena Streliaev
Fabiano Guilherme
Franciele Valadão
A teoria dos atos de fala teve início nos
anos sessenta, tendo como pioneiro o filósofo John Austin, que logo após foi seguido por John Searle e outros.

Austin, percebendo que os enunciados desempenham diferentes funções na interação verbal e partindo do princípio de que dizer pode significar fazer, foi o primeiro teorizador dos atos de fala.

Segundo Austin, "dizer é transmitir informações, mas é também (e sobretudo) uma forma de agir sobre o interlocutor e sobre o mundo circundante.'' Assim, Austin descobre que determinadas sentenças são na verdade ações. Ou melhor, que dizer é fazer, na medida em que, ao proferir algo, estou simultaneamente realizando uma ação. Vários são os tipos de ações que podemos realizar ao dizer algo.

Exemplos:

* Dizer "sim" perante um juiz ou padre;
* Ao falar; "nos encontraremos amanhã pela tarde";
* Quando pergunto: "você tem dez reais para me emprestar?".

Em cada uma dessas frases é realizada uma ação, embora não possamos garantir seu sucesso. Por exemplo, a noiva pode dizer "não"; a pessoa pode não ter o dinheiro para me emprestar, etc.

Isso, contudo, não significa que o que eu disse é falso, apenas que não teve sucesso, do mesmo modo que ocorre com outras ações, quando, por exemplo, corro para pegar o ônibus, mas chego tarde demais. Tendo sucesso ou não, prometer, pedir, exigir, protestar, jurar etc. já são ações por si mesmas.
Chamamos de ato de fala, portanto, toda ação que é realizada através do dizer. Em um ato de fala ocorrem três atos distintos: ato locutório, ato ilocutório, ato perlocutório.

1. Ato locutório: corresponde ao ato de pronunciar um enunciado.

2. Ato ilocutório: corresponde ao ato que o locutor realiza quando pronuncia um enunciado em certas condições comunicativas e com certas intenções, tais como ordenar, avisar, criticar, perguntar, convidar, ameaçar, etc. Assim, num ato ilocutório, a intenção comunicativa de execução vem associada ao significado de determinado enunciado.

3. Ato perlocutório: corresponde aos efeitos que um dado ato ilocutório produz no alocutário. Verbos como convencer, persuadir ou assustar ocorrem neste tipo de atos de fala, pois informam-nos do efeito causado no alocutário.

Com base na teoria de Austin, Searle procedeu à divisão e classificação dos atos ilocutórios. A teoria dos atos ilocutórios assenta no princípio de que quando o locutor pronuncia uma determinada frase, num contexto específico, executa, implícita ou explicitamente, atos como afirmar, avisar, ordenar, perguntar, pedir, prometer, criticar, entre outros.
Tipos de atos ilocutórios:

1. Ato ilocutório assertivo: ato de fala que o locutor realiza pela pronunciação de um enunciado que implica um certo comprometimento com o valor relativo de verdade, falsidade, ocorrendo em frases com verbos assertivos e expressões verbais.

Exs.: O Pedro faz anos no dia 20 de maio. O João está a ler um livro na esplanada

2. Ato ilocutório diretivo: atos de fala a partir dos quais o locutor pretende levar o alocutário a fazer ou a dizer alguma coisa. Estão-lhe associados verbos como convidar, pedir, requerer, ordenar. Os enunciados produzidos com intenção de levar o alocutário a realizar algo, ocorrem mais frequentemente em frases imperativas, interrogativas, com verbos exortativos e de inquirição. Exs.: Põe a mesa! Fiquem para o jantar!

3. Ato ilocutório compromissivo: ato de fala que o locutor realiza com a intenção de se comprometer a realizar uma determinada ação no futuro. Ex.: Ligo-te! Mal cheguei em casa.. [Ato de fala que implica uma promessa]
4. Ato ilocutório expressivo: ato de fala em que locutor pretende exprimir os seus sentimentos ou emoções face ao estado de coisas representado pelo conteúdo proposicional do enunciado produzido. Exs.: Os meus pêsames!

5. Ato ilocutório declarativo: ato de fala que institui ou altera um estado de coisas pela simples declaração de que elas existem. Está associado a rituais, como o casamento ou o batismo. Estes atos declarativos têm de obedecer às regras linguísticas específicas da instituição em questão (igreja, tribunal, estado) e os papéis sociais do locutor e do alocutário estão bem definidos. Ex.: Declaro-vos marido e mulher. [Neste ato de fala está pré-estabelecido que o padre desempenha o papel de locutor e os noivos o de alocutários]
5.1 Ato ilocutório declarativo assertivo: ato ilocutório declarativo em que o locutor tem autoridade específica, por exemplo, para excluir ou aceitar alguém num concurso, declarar alguém inapto para o serviço militar. Assim, estes atos de fala são, simultaneamente, asserções e declarações.

6. Ato ilocutório indireto: ato de fala em que o locutor tem a intenção de dizer algo diferente daquilo que expressa, contando com a capacidade do alocutário em reconhecer o objetivo ilocutório do enunciado. Este tipo de atos prende-se com a necessidade de o locutor evitar formas que possam ser interpretadas como agressivas pelo alocutário.
Exs.: Está frio! Já fecho a janela!
Antes de concluir, cumpre salientar que a Teoria dos Atos de Fala trouxe para o foco de atenção dos estudos lingüísticos os elementos do contexto (quem fala, com quem se fala, para que se fala, onde se fala, o que se fala, etc.), os quais fornecem importantes pistas para a compreensão dos enunciados. Essa proposta muito tem influenciado e inspirado os estudos posteriores destinados a aprofundar as questões que envolvem a análise dos diferentes tipos de discurso. Com efeito, os atos de fala são, hoje, uma fonte inesgotável de trabalhos tanto na área da Pragmática, quanto na área da Lingüística em geral, bem como em outras áreas de estudos lingüísticos.
FIM
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