Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Gramaticalização de assim e porém

No description
by

Sergio Muniz

on 30 September 2011

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Gramaticalização de assim e porém

Gramaticalização
de
conjunções coordenativas Dos muitos fenômenos de gramaticalização de itens, a formação de conjunções tem se mostrado um domínio extremamente fértil, visto que, na história das línguas, essa classe de palavras sempre esteve sujeita à renovação (Meillet, 1912). No campo das conjunções de coordenação, os estudiosos concordam que a fonte diacrônica é, até certo ponto, transparente. Paul (1886) afirma que as conjunções ("palavras de ligação", em sua terminologia) derivam historicamente de advérbios conjuncionais ou de alguns usos de pronomes conjuncionais, itens que já serviam para ligar orações antes mesmo de se transformarem em conjunções propriamente ditas. Said Ali (1964) afirma que "serviram para [a criação de conjunções] advérbios (...) e também pronomes do tipo relativo-interrogativo". Câmara Jr. (1975), defende que "geneticamente, a conjunção coordenativa é sempre um advérbio". Além disso, ele chama a atenção para o fato de que, em português, as conjunções não são os únicos mecanismos gramaticais que dão conta de expressar a coordenação sindética. Ao lado delas, há uma série de advérbios que, simples ou em locução, estabelecem um elo coordenativo entre orações e até mesmo porções maiores de texto. Essa correlação estreita entre advérbio e conjunção também é mostrada no trabalho de Mithun (1988). A partir do estudo das formas de coordenação em línguas tipologicamente diversas, a autora mostra que as conjunções coordenativas tendem a derivar principalmente de advérbios discursivos. As pesquisas sobre gramaticalização de conjunções (Traugott, 1982; Traugott & Konig, 1991) têm contribuído, sobretudo, para a ampliação das maneiras de reconstruir a mudança semântica. Há um consenso de que as alterações no significado são conduzidas por dois mecanismos complementares: 1. a metáfora, de natureza cognitiva, que consiste na projeção, em passos discretos, de significados de um domínio cognitivo mais concreto para um mais abstrato;

2. e a metonímia, de natureza pragmática, que consiste na transição gradual e contínua de um significado a outro, por meio da reinterpretação contextual.
O caso de assim Percurso histórico-evolutivo de assim O caso de porém Percuso histórico-evolutivo de porém As análises aqui apresentadas focalizaram principalmente a relevância da reinterpretação baseada no contexto para a explicação dos processos de mudança linguística. Além disso, serviram para reforçar a hipótese de que as conjunções de coordenação têm uma origem por excelência: são criadas preferencialmente a partir de advérbios pronominais que, além de exprimirem circunstâncias, atuam como mecanismos de coesão, ligando partes do texto e estabelecendo relações de sentido. Conclusão e Referência: GONÇALVES, Sebastião Carlos Leite; LIMA-HERNANDES, Maria Célia;
CASSEB-GALVÃO, Vânia Cristina (org.). Introdução à gramaticalização: princípios teóricos e aplicação. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. 207p. ISBN: 978-85-88456-70x.
Full transcript