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APRENDIZAGEM MUSICAL PARA CEGOS: UM TRABALHO DE CAMPO

TRABALHO COM CEGOS NA ESCOLA DE MÚSICA
by

Larissa Tavira

on 19 January 2011

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Transcript of APRENDIZAGEM MUSICAL PARA CEGOS: UM TRABALHO DE CAMPO

APRENDIZAGEM MUSICAL PARA CEGOS: UM TRABALHO DE CAMPO DEFICIÊNCIA VISUAL IMPLICAÇÕES SÓCIO-CULTURAIS IMPLICAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM NA DEFICIÊNCIA VISUAL HISTÓRICO DO APOIO INSTITUCIONAL DO APOIO INSTITUCIONAL AO APRENDIZADO MUSICAL APRENDIZAGEM MUSICAL PROCESSOS ENVOLVIDOS NA APRENDIZAGEM MUSICAL OBJETIVOS DO TRABALHO INSTITUIÇÃO OBSERVAÇÕES
E DISCUSSÕES CONSIDERAÇÕES FINAIS
Clarice Beckmann
Danillo Alves Rippel
Larissa Vasques Tavira
Lucas Soares Caldas
Saskia Vossenaa Universidade de Brasília
Psicologia do Excepcional 1
Profª. Drª Elizabeth Queiroz
A OMS define a baixa visão como uma diminuição substancial no quadro funcional do sistema visual e a cegueira como a ausência total da visão ou percepção luminosa.
A definição clínica da cegueira inclui: todos os indivíduos que apresentam acuidade visual menor que 0,1; aqueles cujo campo visual corrigido ou não situa-se entre 20 e 50 graus; nas condições de impossibilidade de correção visual por tratamento clínico ou cirúrgico.
A deficiência visual concerne uma ampla gama de condições orgânicas e sensoriais, que implicam em necessidades de estratégias e intervenção diversas.
É a escassez de experiências interpessoais e com o meio que são os fatores cruciais para os atrasos no desenvolvimento dos deficientes visuais.
COGNIÇÃO - Dificuldade de transmissão de conhecimentos, o que pode tardar a aquisição e formação de conceitos.
MOTRICIDADE - Para um bebê cego, objetos fora do alcance tátil ou auditivo não existem. Isso pode gerar falta de motivação para conhecer o ambiente e é fator significativo para o atraso nas condutas motoras.
AFETIVIDADE - Deficientes visuais não podem se relacionar, nem criar laços de apego da forma visual, mais comum em nossa sociedade. Se não forem estimulados de outras formas, podem perder o interesse, se tornando apáticos.
É importante que os profissionais estejam cientes das percepções que os alunos deficientes têm de suas limitações e possibilidades, para que sejam elaboradas estratégias de intervenção para lidar com a deficiência .
Processo de redirecionamento da atenção, que seria visual, para os sentidos auditivo e tátil;

Uso de formas especiais de acesso à informação, salas equipadas com os recursos adaptados e ferramentas tecnológicas específicas como DOSVOX (acesso computacional);
Na antiguidade, constantemente, pessoas cegas eram negligenciadas, e comumente sobreviviam à custa de caridades, nas condições de mendigos e miseráveis.

A partir do século XIX, o cuidado de cegos deixou de depender das caridades particulares, passando a ser uma responsabilidade Estatal, com instituições públicas destinadas a
esses públicos.

Na história da educação dos cegos, a música sempre ocupou um lugar destaque, pois muitos acreditavam a música lhes ajudaria no futuro, tanto laboral, no sentido de tornarem-se auto-suficientes, como social, para poderem se integrar adequadamente na sociedade.
O Sistema de Louis Braille foi criado, para escrita e leitura lingüísticas, e posteriormente adaptado para musicografia.
APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM MUSICAL
Processo de ensino-aprendizagem que permite o desenvolvimento de habilidades em áreas não-musicais (física, sensorial, emocional, cognitiva, social), que podem ser alcançadas através do tipo de relação interpessoal e enfoque nas necessidades específicas dos sujeitos.
Sensoriais: ouvir, escutar, reconhecer e discriminar sons e músicas;

Motoras: executar instrumentos e mover-se com a música;

Emocionais: expressar estados de ânimo e sentimentos;

Cognitivas: atenção, concentração, memória, análise e síntese;

Sociais: participar de atividades musicais coletivas, respeito à produção sonoro-musical de outros sujeitos, etc.
O ensino musical, portanto, é capaz de oferecer aos cegos a vivência de situações de experimentação multisensorial e aprendizagem, o que pode estimular o desenvolvimento de alguns aspectos desfavorecidos nas áreas motora, cognitiva, perceptiva, expressiva e afetiva.
Investigar o processo de aprendizagem musical para deficientes visuais
Compreender o papel do aprendizado musical na vida de deficientes visuais
Compreender as especificidades envolvidas nesse processo
Observação da inclusão de deficientes visuais, na prática, na instituição estudada
ESCOLA DE MÚSICA DE BRASÍLIA
Instituição fundada em 1974
Escola técnica pública
Objetivos da escola de música - Promover a educação profissional, buscando o desenvolvimento de competências e habilidades musicais de jovens e adultos, tendo em  vista a formação para a cidadania e o mundo do trabalho
Núcleo de Educação Inclusiva (NEI)
Trabalha em conjunto com o SOE
30 alunos fazem parte do NEI (10 já saíram) 15 são deficientes visuais
3 funcionários (40 horas/semanais)
Formação dos funcionários
2 tem formação em música
1 tem formação em história com especialização em inclusão
Formação continuada NEI - Objetivos:
Ajudar na capacitação e formação do aluno
Auxiliar no saber e na aprendizagem
Inclusão
Independência
Confecção de material
Encaminhamento para outros profissionais
Pré-requisitos
Laudo médico
Ser alfabetizado
Saber o Braille
Ter no mínimo 7 anos e meio

Trajetória
Semestre de preparação conversão dos símbolos de português e matemática para a música
Aulas de teoria musical inclusão aulas para deficientes visuais e videntes
Apoio individual
Aulas práticas de instrumento
NEI - Histórico
Público crescente de deficientes visuais que ingressaram por sorteio
Necessidade de apoiar a aprendizagem desses alunos
Foco principal - deficiente visual
Integração com a família
Falso estigma de incapacidade
Justificativa das condutas inapropriadas dos alunos
Difícil acesso para as famílias de baixa renda comunicação pelo telefone
Socialização
Pouca interação entre alunos deficientes visuais e alunos videntes
Pouca interação entre alunos deficientes visuais: poucas aulas conjuntas
Posição na sala de aula dificulta inclusão
Dificuldades
Alunos entram por sorteio não passam por avaliação formal os professores não são informados sobre a deficiência
Resistência por parte dos alunos de reconhecer e informar sobre sua deficiência
Resistência por parte dos professores
Alunos com poucas condições financeiras
Falta de material
Espaço físico Dificuldade de locomoção
ESPAÇO FÍSICO NÃO É TOTALMENTE APROPRIADO Carta de devolução
Grande esforço do NEI
Capacitação de professores
Alteração da disposição das carteiras
Viabilização de um grupo para maior interação entre alunos deficientes visuais
Conscientização dos vários setores da instituição acerca do NEI
FIM
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