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liberdade e sartre

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by

fred trevisan

on 9 October 2015

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Transcript of liberdade e sartre

Jean-Paul Sartre nasceu em Paris, no dia 21 de junho de 1905. O pai faleceu dois anos depois e a mãe, Anne-Marie Schweitzer, mudou-se para Meudon, nos arredores da capital, a fim de viver na casa de Charles Schweitzer, avô materno de Sartre. Sobre a morte do pai, escreverá mais tarde: “Foi um mal, um bem? Não sei; mas subscrevo de bom grado o veredicto de um eminente psicanalista: não tenho Superego”.
Em 1924, aos dezenove anos de idade, Sartre ingressou no curso de filosofia da Escola Normal Superior, onde não foi aluno brilhante, mas muito interessado, especialmente pelas aulas de Alain (1868-1951), que dedicava atenção particular à discussão do problema da liberdade. Na Escola Normal, Sartre conheceu Simone de Beauvoir (1908 - 1986), “uma moça bem-comportada” que lhe afirmou : “A parti r de agora, eu tomo conta de você”. Desde então, nunca mais se separaram.
Terminado o curso de filosofia, em 1928, Sartre teve de prestar o serviço militar e o fez em Tours, na função de meteorologista Depois disso obteve uma cadeira de filosofia numa escola secundária do Havre, cidade portuária. Nessa época escreveu um romance, A Lenda da Verdade, recusado pelos editores. Em 1933, passou um ano em Berlim, estudando a fenomenologia de Edmund Husserl (1859-1938), as teorias existencialistas de Heidegger e Karl Jaspers (1883-1969) e a filosofia de Max Scheller (1874-1928). A partir desses autores, Sartre foi levado a obras de Kierkegaard (1813-1855). Apoiado nessas referências principais, Sartre elaborou sua própria versão da filosofia existencialista.
Na Alemanha, Sartre iniciou a redação de Melancolia, romance mais tarde concluído e intitulado A Náusea. De volta à França, publicou, em 1936, A Imaginação e A Transcendência do Ego, trabalhos marcados por forte influência da fenomenologia. Em 1938, foi editada A Náusea. Um ano depois, uma coletânea de contos, O Muro, e o ensaio Esboço de uma Teoria das Emoções; em 1940, mais um ensaio, O Imaginário, que, como o anterior, utilizava o método fenomenológico.
Nos anos seguintes, Sartre continuaria sendo, ao mesmo tempo, um homem de ação e de pensamento. Em 1960, publica um extenso trabalho, ho, a Crítica da Razão Dialética, precedido ido pelo ensaio Questão de Método, nos quais se encontram reflexões no sentido de unir o existencialismo e o marxismo. A obra literária também não cessa e no mesmo ano é estreada a peça Seqüestrados de Altona, cujo tema é o problema do colonialismo francês na Argélia, embora a ação transcorra na Alemanha nazista. O interesse pelo problema argelino liga-se, em Sartre, aos problemas mais gerais do Terceiro Mundo. Viaja para Cuba e para o Brasil (1961) e vê no conflito vietnamita um alargamento “do campo do possível” por parte dos revolucionários vietcongs.

Em 1964, surpreende seus admiradores com As Palavras, análise do significado psicológico e existencial de sua infância. No mesmo ano é-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura, mas ele o recusa. Receber a honraria significaria reconhecer a autoridade dos juízes, o que considera inadmissível concessão.
O existencialismo e
a liberdade

A ausência de essência enquanto determinação prévia é a liberdade. Essa seria a única definição possível da realidade humana se isso fosse uma definição. Mas, justamente porque designamos a realidade humana pela ausência de determinações, não a estamos, nesse caso, definindo, mas indicando que o conhecimento possível dessa realidade só pode ocorrer pela compreensão dessa indeterminação. É de extrema importância notar que indeterminação e ausência são as vias de compreensão da existência, porque isso significa que a realidade humana deve ser abordada muito mais na perspectiva da negatividade do que pelas determinações afirmativas de seus possíveis atributos. E há uma razão para isso: visto que o ser humano é processo de existir e não essência dada, ele se caracteriza muito mais pela mudança do que pela permanência; interessa compreender não o que o homem é (porque, precisamente, ele não é nada antes do processo existencial), mas o que ele se torna no percurso da existência. Em termos filosóficos tradicionais, podemos dizer que a compreensão da realidade humana não se faz em termos de ser, mas em termos de vir-a-ser ou de devir.
Esse processo pelo qual o homem vem a ser, a cada momento, aquilo que se torna, é a liberdade, na medida em que o homem torna-se ou se faz aquilo que ele escolhe a partir de uma total indeterminação. Nesse sentido, a liberdade é radical e originária. Radical, porque raiz última de todas as opções, nada havendo antes dela que pudesse interferir na escolha; originária, porque se confunde com a própria realidade humana: não se trata de uma faculdade ao lado de outras (como vontade e intelecto nas teorias tradicionais) mas sim de algo que não se remete a nada mais do que a si mesmo. Não existe fundamento da liberdade assim como não existe fundamente da realidade humana. Admitindo-se essa gratuidade, o caráter injustificado e injustificável da existência, não há sentido em procurar causas explicativas para as ações que constituem a conduta humana. Se nossas ações fossem efeitos de causas anteriores, todas elas poderiam ser remetidas a determinações prévias que as conteriam como condições de possibilidade, e os efeitos seriam mera explicitação das causas. Essa relação causal traria então a justificativa das ações, algo que diluiria tanto a liberdade quanto a responsabilidade.
Esta apresentação possui apenas fins didáticos e teve como fonte:
http://www.filosofante.com.br/?p=809
http://www.culturabrasil.pro.br/sartre.htm
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