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A psicologia em Silêncio como gelo

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Bernardo Sollar Godoi

on 17 September 2015

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Transcript of A psicologia em Silêncio como gelo

A psicologia em "Silence like glass"
O suicídio de Claudia
Claudia não se sente compreendida pela família. Ela está reativa a tudo e todos. Não se sente satifeita da forma como está no hospital. Encontra-se cônscia de que seu quadro não melhorará.


Neste sentido, podemos ver esse ato como
um ato de libertação do processo de morrer?
A psicologia no suicídio de Claudia
Quais foram as motivações de Claudia para escolher encerrar a própria vida?

Incompreendida pela família
Estava reativa a tudo e a todos
Não via possibilidade de vida
Subjetividade aplacada no hospital

Kovács (2003) ressalta sobre a possível associação de quadros depressivos e abandono do enfermo pela família como impulsionadores para a escolha de antecipar a morte.
Primeira intervenção da psicóloga
Segunda intervenção da psicóloga
Segunda intervenção da psicóloga
Contextualizando: essa cena surge depois que uma colega de Eva e Claudia morre. O jovem que do qual essa garota gostava aparece só depois de sua morte.

Darlene estabelece um interrogatório para tentar estabelecer algumas associações de palavras e, por esta via, conhecer melhor Eva. O efeito disso é o oposto do que empreendia a psicóloga: o aumento das defesas de Eva em relação a ela. Eva se fecha e responde apenas aquilo que é necessário. Não se sente à vontade para contar de si para Darlene.
Primeira intervenção da psicóloga
Contextualizando: a cena anterior com Eva a mostra recebendo a notícia de que está com câncer.

Algumas das atitudes da psicóloga que não colaboraram para estabelecer qualquer vínculo:
Insinuação de que a paciente está com problema
Comportamento invasivo
Eva: "Não tenho ideia do que poderia conversar com você" / Darlene: "
Você tem 19 anos? É filha única?
Fale-me um pouco de você. Onde cresceu? Como são seus pais?". O fato de Eva estar numa etapa do desenvolvimento que é considerada de transição para a fase adulta e a condição de ser a filha única pressupôs, para Darlene, que ela demandasse atendimento.
A disciplina dos corpos
Foucault estudou as relações de poder exercidas pelos homens sobre os homens.
O disciplinamento é uma forma de controle do corpo, de assujeitamento, por meio do detalhamento do corpo, a exercer a coerção contínua dos gestos, atitudes e movimentos. Alguns elementos para isso: vigilância, sanção, adestratamento e o exame.

Dentre as instituições que promovem essa disciplina estão os hospitais, as escolas e os quartéis.
Veronese (2007)
Referências Bibliográficas
REY, F. G.
Subjetividade, complexidade e pesquisa em psicologia
. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.

KOVÁCS, M. J. Bioética nas questões da vida e da morte.
Psicologia USP
. v. 14, n. 3, 2003, p. 115-167.

MACEDO, M. M. K.; WERLANG, B. S. G. Trauma, dor e ato: o olhar da psicanálise sobre uma tentativa de suicídio.
Ágora
. Rio de Janeiro, v. X, n. 1, p. 89-106, jan./jun. 2007.

VERONESE, S. M. Hospital: disciplinamento do sujeito ou da subjetividade social? In: VII Congresso Nacional de Educação - EDUCERE e V Encontro Nacional de Atendimento ao Escolar Hospitalar. Edição internacional, 2007.
Anais...
Rio de Janeiro: PUCPR, Novembro, 2007.
A disciplina dos corpos
"Os sujeitos disciplinados se caracterizam como corpos dóceis que tem sua subjetividade instituída de forma externa e interiorizada, tornando-o um sujeito 'normalizado', que pertence a determinado grupo."
(Veronese, 2007, p. 4443)


Claudia não se deixe normatizar. É reativa a todo instante. Sua luta constante para não se tornar dócil, como todo sistema hospitalar deseja, é a possibilidade de expressão de sua subjetividade - mesmo que de forma não saudável.
A disciplina dos corpos
"
O hospital, como instituição ou dispositivo de normalização disciplinar, tem suas ações orientadas para constituir um espaço salutar e corretivo, que de maneira indireta mantém constante vigilância social. Quando atua de forma direta – na recuperação de paciente/clientes – (re)organiza os hábitos dos pacientes e, principalmente, interage com a moral das condutas.
"
(Veronese, 2007, p. 4443).
O suicídio assistido
As significações sociais do planejmaneto da própria morte difere com o contexto cultural:
Estoicos: ato racional e libertário, alternativa para uma vida desarmônica.
Romanos: era permitido para aquelas vidas consideradas indignas.
Cristianismo: apenas há Deus é dado o direito de tirar a vida do homem
Séc. XX: conotação pejorativa do termo eutanásia e o surgimento da discussão ética da escolha pela morte em pacientes enfermos.
Contemporaneidade: discussão sobre a autonomia, seus limites, e a dignidade no processo de morrer.
Kovács (2003); Siqueira-Batista. Schramm (2004)
Terceira intervenção da psicóloga
Notícia sobre a vida
Subjetividade
"A organização dos processos de sentido e de significação que aparecem e se organizam de diferentes formas e em diferentes níveis no sujeito e na personalidade, assim como nos diferentes espaços sociais em que o sujeito atua

(Rey, 2005, p.15).

Como fica a expressão da subjetividade no contexto hospitalar?
Terceira intervenção da psicóloga
Novamente é possível observar a não capacidade de empatia por parte da psicóloga.
Dessa vez, além de ser invasiva, colocou palavras na boca de Eva.
Eva: "
Não quis dizer exatamente isso
" / "
E uma garota como Claudia, por exemplo, quanto vale? Nada?
". Aparentemente, Darlene quis insinuar alguma coisa para Eva em relação àquela que possui mais ligação. Eva, por sua vez, se fecha novamente.

As intervenções de Darlene são aversivas e vistas como ameaçadoras por Eva. Pode-se arriscar em dizer que, nos encontros seguintes, Eva se defenderia cada vez mais, por Darlene não se mostrar aberta em escutá-la.
A situação familiar de Claudia
Notícia sobre a morte
Notícia sobre a mote
Em que Eva se implicou quando recebeu a notícia de que morreria?


Um fenômeno psicológico interessante ocorre...
Sinopse do filme
O filme
“Silence like glass
"

["Silêncio como gelo”] aborda a história real de uma bailarina no auge da sua carreira, cheia de sonhos e fantasias acerca da sua profissão e que, precocemente, precisa enfrentar um grande desafio: conviver com uma doença grave que surge inesperadamente enquanto participa de uma dos exaustivos treinos coreográficos.
Ao chegar à clínica aonde irá se tratar, Eva Martin, a protagonista da trama, encontra-se com a jovem Claudia, a antagonista da trama, que sofre da mesma patologia – Câncer em estado avançado. Claudia luta pela vida com hostilidade e comportamento marcado por exageros.
Eva e Claudia dividem o mesmo quarto e, embora tenham diferentes visões sofre a doença e a forma de enfrentá-la (por questões subjetivas), elas possuem em comum a luta contra o mesmo inimigo, a expectativa de cura. A partir daí iniciam interessante processo recíproco de ajuda, dividem fantasias similares e trocam confidências e cuidados uma com a outra.
As entrevistas da psicóloga hospitalar
Notícia sobre a doença
Notícia sobre a doença
Considerou-se que a notícia foi informada de forma brusca e sem maiores cuidados

A informação sobre a doença deveria acontecer de forma cautelosa e, se possível, com a presença do Psicólogo Hospitalar.
Ao receber o anúncio de uma doença grave, que pode leva-lo à morte, o paciente pode se acometer de alguns tipos de dores, além da dor física que uma doença como o câncer pode proporcionar.
Dor psíquica
A dor psíquica é observada nesse momento da história, quando Eva demonstra medos do sofrimento da morte, do desconhecido, além de sentir tristeza, raiva, revolta, perdas, insegurança, desespero e depressão
Vê-se forçadamente afastada da sua grande paixão
Ainda experimenta a dor social, visto que se sentiu rejeitada pelo companheiro e parceiro de dança.
A dor psíquica pode ser entendida como um excesso que invade o psiquismo, que resulta de uma dificuldade deste metabolizar o que recebe como estímulo externo. É neste momento que um trauma pode fazer sua marca.

(Macedo; Werland, 2007)
Impactos da doença no sujeito
A forma como sentimos e lidamos com a doença é algo que perpassa pela subjetividade de cada um. Todos sentem, uns com mais intensidade, outros com menos, uns com mais aceitação e outros em negação. Assim, os sentimentos a cerca do adoecimento e o seu enfrentamento são individuais e únicos.

Como é sentido por Eva?
Eva já se encontrava impaciente sobre sua situação
Algumas crenças foram abaladas (como a de que ia dançar e a de que câncer tem cura)
Sente-se desamparada diante do impedimento de realizar o que almeja
A notícia sobre a doença
A forma como o médico informa a notícia a Eva, causa reações desfavoráveis para a relação entre eles:
O início da conversação com o médico denunciou a gravidade da situação para Eva. O que ele fez? Tentou, no primeiro momento, "amenizar" com frases (derivadas da inteligência do senso-comum): "O tempo está ótimo", "Você se embelezou toda", "Eva... você é uma mulher inteligente e bonita" etc.
O despreparo e a resistência em lidar com a notícia estava no médico e não na paciente. Ele quem, provavelmente, pressupôs uma dificuldade em Eva para receber a notícia.

Houve diálogo?
O psicólogo inserido na equipe multidisciplinar
A partir de 1976 a Psicologia entra no hospital das clínicas. O profissional da psicologia passa, então, a compor a uma equipe multidisciplinar, que, com o passar dos anos, foi aumentando e ganhando novas especialidades.

A função do psicólogo hospitalar:
Minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização
Estar atento ao eclipsamento da subjetividade do sujeito. Ocorre um processo de despersonalização no ambiente hospitalar, devido a necessidade de estrutaração, classificação e organização.
Algumas formas de enfretamento
De forma geral, observa-se em Eva:
Um primeiro momento de negação, protegendo da realidade, numa lógica psíquica de "se não acredito, não existe".
Raiva e hostilidade
Rebaixamento do humor
Movimento para desligar-se do mundo
Reanimação para a vida
O processo de enfrentamento da doença para Eva
Discurso do pai de Eva
O caso de Claudia
A companheira de quarto
Claudia contribuiu para que Eva não entrasse em estado depressivo
Sua jovialidade, força, ambição e vontade de viver e voltar a dançar a motivaram no sentido de angariar recursos internos voltados para a bussca pela cura
Houve entre elas uma relação e reciprocidade de amizade, ajuda e, sobretudo, escuta sincera.
A participação da família no processo de enfretamento da doença não foi tão significativo, a não ser o discurso do pai, que a trouxe de volta, a lutar em favor da cura.
Discurso do pai de Eva
O pai de Eva mostrou a discrepância que existe entre a Eva da realidade e o autoconceito que Eva tinha de si própria.
Tal discrepância a fez se sentir distante do ideal que ela possuía.
O discurso motivacional do pai entra logo em seguida para reanima-la a continuar a lutar pela vida. Ele a salvou do processo de desligamento do mundo que estava engendrando, desde o momento que soube que a morte estava perto.
E o que acontece em seguida?
O relacionamento entre Eva e Claudia
As jovens, protagonista e antagonista do filme, estabelecem uma relação de vínculo afetivo. Vínculo este que surge em meio ao enfrentamento de diferenças pessoais.
Ambas estão adoecidas, sofrem da mesma patologia, convivem com a mesma gravidade e constante presença da morte. Por várias vezes se viram frente à morte de seus conhecidos, outros doentes que foram vencidos pela finitude.
O forte laço entre elas surge como uma forma de angariar forças no enfrentamento de tão devastadora doença. Isso as aproximavam. Uma sentia na outra a possibilidade de se olhar e se enxergar frente a tantas dores
O vínculo estabelecido entre Eva e Claudia é de reciprocidade e fidelidade. Mantinham-se sustentadas pelo que construíram juntas.

Em meio a essa jornada, surge a ideia de uma atitude extrema de Claudia. Essa atitude é respeitada e recebe a assistência de Eva. Elas selam, assim, o laço que as unem.
A situação familiar de Claudia
A escolha pela morte está presente na cena


A família não a compreende e Claudia já não mais se esforça para se fazer compreendida. A consequência dessa situação é o comportamento agressivo e reativo de Claudia para com os objetos externos.

"
Não quero que chore quando eu morrer. Quero que chore tudo enquanto eu estou viva. Assim, talvez fique contente com minha morte
".
Claudia se sente um fardo para a família, um peso de sofrimento para a mãe. Isso abre espaço para enxergar na morte a felicidade para mãe e alívio para si.
Eva, Claudia e o suicídio
Para muitos poderia ser a realização de um crime. Ou, simplesmente, respeitar a vontade de colocar um basta em tamanho sofrimento.
Eva ajuda a amiga, e os médicos, em atitudes isoladas, parecem não recriminar aquela jovem, que, mesmo empreendendo para si tantos recursos internos que a levassem a cura física, compreendeu e foi solidária com a dor da outra, que se rendeu à dor física e buscou a sua paz com o fechamento (antecipado?) de seu ciclo vital.
O vínculo afetivo como salvador da subjetividade
Teria sido o suicídio de Claudia um ato de liberdade ou uma saída patológica?
Fica a questão:
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