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Untitled Prezi

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by

zelao teixeira

on 21 March 2013

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Transcript of Untitled Prezi

MOCHILAS EXISTENCIAIS E INSURGÊNCIAS CURRICULARES:
ETNOCURRÍCULOS INSTITUINDO INTERAÇÕES EM CENÁRIOS DA PEDAGOGIA CULTURAL DO TEMPO PRESENTE INTRODUÇÃO 5 FUNDANTES DESSA PROPOSTA INVESTIGATIVA MOCHILAS EXISTENCIAIS SABERES DE MINHAS ITINERÂNCIAS E IMPLICAÇÃO COMO MOBILIZAÇÃO;

ATRIBUIÇÕES DE POLÍTICAS DE SENTIDO ÀS MINHA PRÁTICAS REFLETIDAS ATRAVÉS DO DIÁLOGO ENTRE PARADIGMAS ONTOLÓGICOS E EPISTEMOLÓGICOS PARA ANALISAR TENSÕES ENTRE OS SIGNIFICADOS CULTURAIS QUE NOS INTERPELAM NO COTIDIANO;

ACOLHIMENTO DO FORMACCE E DA FACED PARA QUE EU ME AUTORIZASSE A PROPOR UMA INVESTIGAÇÃO NESSA PERSPECTIVA, TRATANDO DE CURRÍCULO/FORMAÇÃO;

DIÁLOGO COM OS TEÓRICOS E NÃO COLONIZAÇÃO POR SUAS IDÉIAS, "FAZENDO RANGER AS ARTICULAÇÕES DA TEORIA" E DOS ESTATUTOS CÂNONES, ATRAVÉS DESSA AUTORIZAÇÃO;

IMPLICAÇÃO E DIÁLOGOS MULTIRREFERENCIADOS INSTITUINTES PARA CONVIDAR A VER COMIGO ESSAS QUESTÕES DO CURRICULO/FORMAÇÃO E PEDAGOGIAS CULTURAIS DO TEMPO PRESENTE ETNOFORMATIVIDADE para pensar currículo/formação no gerúndio da existencia;

PEDAGOGIAS DO TEMPO PRESENTE para refletirmos sobre subjetivações de sujeitos de determinados discursos para o controle de si e engendramentos na lógica consumista da existência líquida;

COTIDIANO para trazer a força das redes de saberes/fazeres em rizomas desformatados; Alegoria do imaginário para tratar da potência do gerúndio da existência;

Intuição nas interações com os grupos de formação continuada para trazer a etnoformatividade;

Tensionamento e apropriação do termo; UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIAFACULDADE DE EDUCAÇÃOPROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
PPGE FACED-UFBA – 2010 Linha de pesquisa 1 CURRÍCULO E (IN)FORMAÇÃO Doutorando: Jose Teixeira Neto - Zelão Orientador: Roberto Sidnei Macedo EXISTÊNCIA LÍQUIDA para provocar reflexão sobre o tempo presente e suas lógicas para subjetivação e consumismo, não existência/ausência, descarte de saberes múltiplos que estão fora da academia;

MINHAS ITINERÂNCIAS E IMPLICAÇÃO para tratar da reflexão e teorização de minhas práticas em diálogos tensionadores com a teorização educacional hegemônica. Expressões do “currículo vivo” que explodem nas interações, nos embates e negociações de significados nos cotidianos de cenários formativos escolares e não escolares, moventes, rizomáticos, para além das prescrições, das “grades curriculares”;

Provocam/são provocadas pelas Mochilas Existenciais acionadas pelos atores para instituírem seus etnométodos INSURGÊNCIAS CURRICULARES MOCHILAS EXISTENCIAIS
E
INSURGÊNCIAS CURRICULARES:
ETNOCURRÍCULOS
INSTITUINDO INTERAÇÕES EM CENÁRIOS DA
PEDAGOGIA CULTURAL DO TEMPO PRESENTE DESMONTANDO O TÍTULO Desejo tratar de  fenômenos que já venho investigando
nesses últimos 10 anos, em, especial nesses últimos 5 anos.

1. CURRÍCULO FORMAÇÃO

Quero saber como educadores se servem de sua existência, para interagir em aprendências cotidianas, pensando currículo/formação.

Pretendo investigar como nossas “mochilas existenciais”  (nossa formação em itinerâncias compósitas, nossas ancoragens, nossos arranhões) são provocados/provocadores  pelas/de “insurgências curriculares”  (currículos vivos que não estão prescritos, relacionados ou formatados em previsibilidades).

Quero compreender como essas explosões no cotidiano são currículos poderosos e significativos para todos os envolvidos nas tramas do conhecimento implicando na formação APRESENTAÇÃO 2. INTERAÇÕES NAS PEADAGOGIAS CULTURAIS
DO TEMPO PRESENTE

Siirvo-me das “pedagogias culturais do tempo presente”, teorização sobre como aprendemos nos mais distintos lugares, nas mais variadas formas, através da diversidade de recursos, estratégias e, principalmente, através de determinados discursos que pretendem determinados tipos de sujeitos, que tem nos formado e nos tornado aquilo que estamos sendo nessa “existência líquida”, “onde tudo é transformado em mercadoria, da natureza ao nosso inconsciente”, onde “deixamos de ser cidadãos para nos tornarmos consumidores.

Proponho refletirmos sobre como estamos aprendendo a “ser” através do universo midiático (TV, internet, redes, outdoors, cinema, ente tantos outras formas que são engendradas para a configuração de sujeitos que se subjetivam e são subjetivados por esses discursos. 3. POSSIBILIDADES DE ETNOCURRÍCULO

Meu desejo e minhas intencionalidades é convidar as pessoas a refletirem sobre essa possibilidade de currículo como práticas desveladoras e desconstrutoras dessas redes de subjetivação para o “consumismo existencial” provocando aprendências emancipacionistas para não-aderência a essas lógicas. Minhas itinerâncias e implicação em educação e as narrativas de educadores que já o praticam em seus cotidianos, podem vir a ser possibilidade de etnocurrículo. APRESENTAÇÃO NOCIONANDO NOCIONANDO NOCIONANDO
ETNOCURRÍCULO
Movimento instiuinte/instituído plasmado nas aprendências cotidianas de comunidades sendo-no-mundo, autoras de seu ferramental, protagonistas e teóricas de suas práticas, tecedoras, beligerantes e negociadoras de significados culturais no tempo/espaço em uma “totalidade aberta” de interações, modificando-os e modificando-se, potencializando possibilidades de novas aprendências para não aderência às lógicas consumistas da existência líquida.
NESSE PROJETO DE PESQUISA DESEJO COMPREENDER/EXPLICITAR COMO EDUCADORES:

1. REFLETEM SOBRE SUAS EXISTÊNCIAS COMO CURRÍCULO/FORMAÇÃO MOBILIZANDO-SE NAS VIBRAÇÕES CULTURAIS COMO POLÍTICAS DE SENTIDO PARA INTERAÇÕES NAS PEDAGOGIAS CULTURAIS DO TEMPO PRESENTE;

2.LANÇAM MÃO DE SUAS MOCHILAS EXISTENCIAIS, IMPLICADOS EM SEUS COTIDIANOS;

3. ALTERAM-SE PROVOCANDO/SENDO PROVOCADOS POR INSURGÊNCIAS CURRICULARES INSTITUINDO O QUE PODE VIR A SER ETNOCURRÍCULO EM SEUS CENÁRIOS, (DES)FORMATANDO A SI E AS COMUNIDADES DAS ESCOLAS DESSAS LÓGICAS DE SUBJETIVAÇÕES DO CONTEMPORÂNEO. DAS INTENCIONALIDADES

ESPECÍFICAS
1. Compreender os etnocenários instituintes contemporâneos em que se dão autorizações/alterações plasmadas por educadores que possam vir a constituir-se como campo de profusão de etnocurrículo.
 
2. Analisar as mochilas existenciais como empoderamento de práticas de sentido que transversalizam o rizoma formativo no gerúndio da existência, ampliando a noção de currículo e formação.

3. Analisar criticamente etnoformação no/com/através das práticas cotidianas em cenários instituintes do contemporâneo, nas tensões das hibridizações de fronteiras, provocadas pelas insurgências curriculares; validando, assim, as mochilas existenciais fundantes de etnocurrículos.
DA PERGUNDA DA INVESTIGAÇÃO

Que reflexão fazem educadores sobre insurgências curriculares e mobilização de mochilas existenciais em seus cotidianos como vibrações de políticas de sentido, instituindo etnocurrículo como práticas de não aderência aos significados hegemônicos da lógica da existência líquida, em contextos do Ensino Médio?


DAS INTENCIONALIDADES
GERAIS
Essa proposta de investigação intensiona compreender/explicitar como educadores implicados em seus cotidianos provocam/são provocados por insurgências curriculares servindo-se de suas mochilas existenciais para mobilizarem-se nas vibrações culturais como políticas de sentido para instituírem etnocurrículos em seus cenários, (des)arrumando a escola nesses espaços/momentos do contemporâneo como não aderência à ordem hegemônica da lógica da existência líquida.
Passos metodológicos:
narração implicada;
autorização e etnografia constitutiva;
alteração;
mediação intercrítica;
triangulação ampliada;
generalização analítica;

Bricolagem:
esforço criativo;
coletânea de recoretes sobre os fundantes teóricos do projeto;
o suporte da pedagogia cultural do cinema: curtas metragens como dispositivos de provocação para as entrevistas e registros das narrativas de si;
diários reflexivos; DAS IMPLICAÇÕES METODOLÓGICAS

Para investigar a mobilização de mochilas existências, como ferramenta para provocações/interações de/nas insurgências curriculares, provocando educadores para serem teóricos de suas práticas, narradores de si, biógrafos de suas próprias itinerâncias; tenho de inquietar-me com os já sabidos, duvidar do consensual e autorizar-me através de rebeldias e insubmissões (CORAZZA, 2007) aos cânones acadêmicos científicos, propondo uma ciência implicada com o social e com novas racionalidades, que institua um novo senso comum transversalizado pela multiplicidade de saberes humanos em diálogo com a Ciência (SANTOS 2000).

Minha inspiração se dá na mobilizadora proposta Etnopesquisa Implicada, de Roberto Sidnei Macedo (2012), líder do coletivo de pesquisadores FORMACCE PPGE, FACED-UFBA. MINHAS ITINERÂNCIAS E IMPLICAÇÕES COM A EDUCAÇÃO E QUESTÕES DA CULTURA

Refletindo a longa caminhada das/nas práticas docentes, implicado nos cenários do Ensino Médio (alunos, professores, pais) , formação de professores, pesquisas na Especialização e no Mestrado, insuflei meu desejo e minha intenção em articular essas questões, provocando educadores para práticas de desvelamentos e desconstruções dessas subjetivações engendradas pelas pedagogias culturais do tempo presente, servindo-me de minha existência como currículo/formação para não aderência a essas lógicas consumistas.

Penso que formação, entendida nessa perspectiva, constitua portal poderoso para interações nas/com/através das pedagogias culturais para tratar sobre como temos nos educado e nos tornado determinados sujeitos instigados por essa teia de textos culturais “que falam de nós e das coisas do mundo (...) sobre como somos convocados por eles a nos embrenhar em suas pedagogias e nos tornar o que somos em cada momento de nossa existência” (COSTA, p.18, 2009) nesse tipo de sociedade contemporânea que tem nos educado numa lógica midiática e consumista e onde, como nos provoca Bauman (2011), nos liquefazemos na frouxidão das redes e na ausência de laços. COTIDIANO

fazem emergir a complexidade das redes de saberes e os significados culturais em embates e negociações que possibilitam ressignificações daquilo que está existindo.

Para além das normas fixadas ou regras sociais onde está inscrito, o cotidiano é aquilo que os atores sociais fazem dele, nele e com ele, em suas redes de conhecimento no mundo da vida, no âmbito histórico-empírico social (OLIVEIRA e SGARBI, 2008).

A pulsão de vida no cotidiano recusa o reducionismo da diversidade a unidade, do múltiplo ao único. Reconhece diferentes modos e intensidades de gestação instituintes da diversidade de sujeitos na capilaridade de processos que se opõem às prescrições de controle

Investigações que se inscrevem nesse universo devem falar “COM” e não “DOS” para tratar dos sujeitos das escolas, revelando sua polifonia e seus etnométodos forjados nas tensões de suas indexalizações.

verte referências individuais, singularidades, recomposições e pertencimento a diferentes redes de “saberes fazeres” cotidianos através das lógicas rizomáticas (FERRAÇO, 2004).
PEDAGOGIAS CULTURAIS DO TEMPO PRESENTE
Inspirado em Rippol, Pooli, Bonim (2008, p. 46) quando tratam da problematização da cultura midiática para discutir as pedagogias culturais e curriculos/formação, afirmo que devemos questionar as convocações das pedagogias culturais abarcando inúmeros grupos, questionando sobre as estratégias empregadas, a maneira como os produtos são ofertados, como os sujeitos respondem a essa forja e como se posicionam no social servindo-se da variedade pedagógica que intercruzam suas vidas. Questiona-se também “quais papéis são atribuídos aos professores, aos alunos, à escola através dos meios de comunicação, e quais as possíveis consequências disso para a Educação” NOMADISMO COMPÓSITO

A contribuição de Jacqueline Mounbaron-Houriet, discutida, também, no FORMACCE, contribui para referendar os conceitos mochilas existenciais e insurgências curriculares. Através do Nomadismo Compósito/Identidade Compósita, provoca-nos para refletir formação como um processo que se consubstancia no decorrer da vida em sua diversidade de instâncias. Essa formação ocorre em nossas itinerâncias, errâncias, arranhões, marcas, como aprendências de nosso nomadismo existencial. Elucida-nos sobre um tipo de identidade que se plasma nesse processo multirreferencial, inacabada, sem estabilidade, não fixada, reconfigurada, hibridizada, onde podemos nos tornar “estrangeiros de nós mesmos”, outros de nós, negociando com nossas próprias marcas, tornando-nos únicos em nossa originalidade (in: MACEDO, 2010) TRANS-SENDO
Trans-sendo é entendido aqui como possibilidade de um ethos transcultural, atitude aprendente através das questões da cultura, sendo-no-mundo, fazendo opções políticas nas interações cotidianas. No trans-sendo, ocorrem atualizações de potencialidades do ser e das culturas em hibridizações e traduções. Trans-ser é um “lugar sem lugar” que está com, entre e além das culturas, num nomadismo contínuo promovido por diálogos tensos e criativos, com centralidade nas diferenças e na intercrítica. O argumento do trans-ser pretende-se uma das traduções possíveis do transculturalismo, explodidas nos atos de currículo, através das vivências cotidianas refletidas criticamente como possibilidade de currículo. ETNOFORMATIVIDADE
Etnoformatividade é uma trama de Roberto Sidnei Macedo. Em suas itinerâncias no campo do currículo/formação assim a define:
[...] um campo de atuação e de reflexão com certa autonomia, capaz de proporcionar reflexões relacionais mais profundas sobre a formação e suas diversas mediações e relações, sejam filosóficas, teóricas, sejam pedagógicas ou institucionais [...] demandando um campo de compreensão das existências humanas caracterizadas e situadas; sejam pessoas, grupos, comunidades, culturas ou instituições em experiência formativa, via etnométodos, que os atores implicados constroem em formação [...] (MACEDO, 2010, 192-193). DOS ATORES DA INVESTIGAÇÃO

Desejo investigar 6 educadores (um educador e 5 educadoras) que atuam em espaços instituintes diversos). Prosseguirei com os quatro educadores investigados em minha pesquisa do Mestrado e mais duas, todos do Ensino Médio e grupos de jovens e adultos, em instituições públicas e privadas.

São educadores que se servem de suas mochilas existenciais, mais ou menos conscientes dessa ação, provocando/interagindo nas insurgências curriculares, com/no/através do cotidiano. CIÊNCIA IMPLICADA COM O SOCIAL, COM NOVAS RACIONALIDADES, NOVO SENSO COMUM TRANSVERSALIZADO PELA MULTIPLICIDADE DE SABERES EM DIÁLOGO COM A CIÊNCIA, DUVIDANDO DO CONSENSUAL, DOS JÁ-SABIDOS;

ETNOPESQUISA IMPLICADA:
Etnométodos e indexicalizações;
Validação da “inteligibilidade, descritibilidade e analisibilidade” para além do conhecimento acadêmico hegemônico, mas em diálogo com ele;
Escuta sensível;
Intercrítica;
Compreensão das “bacias semânticas” culturais;
Implicação com os modos de produção dos saberes em formação;
Autorização e empoderamento de si e suas práticas; MINHAS ITINERÂNCIAS E IMPLICAÇÕES COM A EDUCAÇÃO E QUESTÕES DA CULTURA

A mobilização para esse projeto ocorre no movimento de minha prática educacional refletida. São inquietações e ressignificações emergidas nesse movimento compósito, etnoformativo, através dos atos de currículo, nos embates e negociações da cultura como um campo de vibrações de políticas de sentido instituintes, trans-sendo-no-cotidiano, na complexidade da existência.

a potência de minhas práticas como vertedoras de profusões inspiradoras para ressignificações, recontextualizações e hibridizações teóricos/ferramentais/metodológicas e para a pesquisa de nossas docências em educação. É a possibilidade de teorizá-las, permanecendo em diálogo constante e não colonizado por meta teorizações, universalistas, generalistas dos processos educacionais.

Ocorre, enfim, de uma profunda inquietação sobre como a educação, as escolas, os currículos, as práticas educativas podem (des)formatar subjetivações de si e do mundo, que tem criado determinados corpos para determinados discursos e sobre como estamos sendo o que somos, como sujeitos de uma determinada forma, nesses quadros de tempos líquidos, de descartabilidade, de incertezas, inseguranças, desejos de consumo e pertença a significados hegemônicos de bem-estar e felicidade nesses instantes/momentos que caracterizam o contemporâneo.

De Boaventura de Souza Santos extraio dois apontamentos: sua crítica a uma hegemonia do conhecimento acadêmico e científico, que sustenta formas de produção da não-existência/ausência e a força da história, das culturas e da experiência, como nova prática da atividade do pensamento científico em direção à humanização de teor político contra-hegemônico para uma ecologia de recuperação da existência.

De Michel Foucault, interessa-me interagir com três instrumentos de sua “caixa de ferramentas”: a microfísica do poder e suas manifestações capilares, a governamentalidade  produzindo corpos de determinados tipos para determinados discursos, e como o saber se configura como condutor do poder, naturalizando-o.

NÃO PRETENDO ANALISAR A PRODUÇÃO DESSES TEÓRICOS, MAS LEVAREI EM CONSIDERAÇÃO ALGUNS DE SEUS CONCEITOS QUE POSSAM SER ARTICULADOS PARA UMA ANÁLISE MULTIRREFERENCIALIZADA DO SOCIAL, DOS ETNOCENÁRIOS, ONDE OS SIGNIFICADOS CULTURAIS SÃO TENSIONADOS E NEGOCIADOS. EXISTÊNCIA LÍQUIDA

EXISTÊNCIA LÍQUIDA, CONCEITO QUE TEM A PRETENSÃO DE PROVOCAR DIÁLOGOS POSSÍVEIS ENTRE A ANÁLISE DO SOCIAL NAS PERSPECTIVAS DE ZYGMUND BAUMAN (2001, 2008 E 2010), BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS (2000 E 2007) E MICHEL FOUCAULT (2004 E 2008).

De Bauman, trago sua análise sobre as sociedades ocidentais, notando que, nelas, onde se formava produtores, hoje se moldam consumidores que, ao mesmo tempo, são também mercadorias.

Sociedade de consumidores a consumistas centrados não no consumo como ocupação do indivíduo, mas no consumismo como atributo da sociedade.

Sociedade em que o descarte chega a ser quase uma política de atuação, buscando constantemente novas experiências materiais e afetivas imediatas. PEDAGOGIAS CULTURAIS DO TEMPO PRESENTE
Comozzato (2012), aponta-nos para os infidáveis usos do conceito de pedagogia como operacionalização de discursos específicos através de artefatos culturais constituídos como dispositivos de educação e produção de sujeitos específicos. As Pedagogias estão implicadas com a produção de pessoas vinculadas aos temas que emergem como importantes para serem refletidos no presente, colocam em circulação discursos forjadores de certas identidades e regulam suas vidas.

Sobre as pedagogias do presente enuncia que elas estão articuladas às práticas sobre si, pela necessidade de ação sobre si mesmo para que os discursos sejam implementados. Nesse processo, ocorre uma dupla articulação: por um lado, há convocações para que os indivíduos tomem determinadas posições-de-sujeito, atuando sobre si e, por outro lado, respostas a esse processo adotando práticas associativas aos saberes. As pedagogias do presente atuam no cotidiano, como parte de seus usos, produzindo-nos, desde os saberes e práticas dos quais nos apropriamos para tornarmo-nos sujeitos inscritos em determinados discursos. PEDAGOGIAS CULTURAIS DO TEMPO PRESENTE

Marisa Vorraber Costa, eminente pesquisadora e articuladora dos campos da educação e dos Estudos Culturais elucida-nos sobre o conceito de pedagogia cultural ou pedagogias do tempo presente. Cito a autora:
[...] Embora este seja um conceito tautológico, uma vez que todas as pedagogias são indiscutivelmente culturais, ele tem sido uma designação útil para distinguir as pedagogias praticadas para além da escola. Shirley Steinberg, Joe Kincheloe e Henry Giroux são autores associados ao uso do conceito e que consideram áreas pedagógicas todos os locais onde o poder é organizado e difundido. Assim, quando artefatos culturais estão implicados tanto nas formas pelas quais as pessoas passam a entender a si e ao mundo que as cerca quanto nas escolhas que fazem e nas maneiras como organizam suas vidas, pedagogias estão sendo praticadas. Jornais, televisão, peças publicitárias, livros, filmes, revistas e muitos outros artefatos (podem ser analisados) como espaços voltados à formação de sujeitos, como pedagogias culturais [...] (COSTA, 2010, p. 19 e 20) MULTIRREFERENCIALIDADE
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