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Trabalho de Sociologia

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Lucas Honório

on 14 May 2014

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Transcript of Trabalho de Sociologia

Muitos têm pouco
Mas poucos têm muito
Este trabalho irá abordar o tema principal: Desigualdades de várias ordens. No qual apresentaremos os tópicos abaixo, afim de um melhor esclarecimento e entendimento do tema acima citado.
São estes os tópicos:

Brasil, país das desigualdades?
Oportunidades iguais, condições iguais?
Onde estão e como vão as mulheres no Brasil?
Todos iguais ou muito diferentes?

Gilberto Freyre;
Preto na pele ou preto no sangue?
Raça e racismo na legislação brasileira.


Introdução
Brasil, país das desigualdades?
O tema da desigualdade social deu origem à sociologia. O pensador que ficou mais famoso por tratar da questão, e ao qual ela é sempre associada, é sem dúvida Karl Marx (1818-1883). Seu empenho em entender as causas da desigualdade social levou-o propor um modelo da sociedade no qual as distâncias entre as pessoas não existissem mais e as carências da maioria não fossem tão brutais. Marx conhecia a opinião de outro grande pensador do século XVIII chamado Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), que atribuía á instituição da propriedade privada a responsabilidade pelo mal que se seguiu na história da humanidade: crimes, guerras, mortes, misérias e horrores. A tese de Rousseau era que os homens nasciam iguais, mas eram postos em situações de desigualdade na convivência com os outros.
O conceito de desigualdade sempre teve como par contrastante o de igualdade. Seria essa asolução para os problemas que a situação de desigualdade social cria para a vida das pessoas. Olhando para o mesmo fenômeno, os teóricos deram respostas e sugestões não só distintas, como frequentemente controversas.

Desigualdades de várias ordens
Todas as pessoas que frequentarem uma boa escola, fizerem um bom curso, se aperfeiçoarem em uma profissão, ao entrar no mercado de trabalho, concorrerão em igualdade de condições. Verdade? Nem sempre. No caso das mulheres e dos negros, as pesquisas sociológicas indicam que não. Não bastam os esforços de qualificação, nem mesmo a entrada no mercado de trabalho. Na hora de definir os salários, as diferenças podem chegar a 30 ou 40% contra as mulheres. Os negros, por vezes, sequer conseguem entrar na competição por um lugar no mercado.
Onde estão e como vão as mulheres no Brasil?
Apesar de haver muita pobreza no Brasil, hoje não se ouve mais dizer, com a mesma freqüência de antes, que o Brasil é um país pobre. O mais comum, o que mais aparece na imprensa, em textos de divulgação ou mesmo em textos acadêmicos, é que o Brasil está incluído entre as promessa de prosperidade do mundo ocidental. Infelizmente, porém, os indicadores sociais, cada vez mais precisos, mostram que o Brasil é um país desigual, onde os bens e a renda estão concentrados nas mãos de poucos.
Cada dimensão do mundo social onde desigualdade está presente ajuda a fortalecer as desigualdades de outros campos. Por essa razão se diz que as desigualdades se reforçam e geram situações muito complexas. No mercado de trabalho brasileiro, as mulheres negras com baixa escolaridade formam o grupo que recebe os menores salários. Juntas, a desigualdade de sexo, cor e instrução estão associadas à desigualdade de renda. É isso que faz que esse grupo seja um dos mais suscetíveis à exclusão social no Brasil. E isso também nos mostra como é difícil quebrar o círculo vicioso da desigualdade.Oportunidades iguais, condições iguais?

Trabalho de Sociologia
Desigualdades de Várias Ordens
Alguns estados europeus, a América do Norte e também o Brasil, após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, adotaram um modelo político destinado a corrigir distorções na distribuição das oportunidades sociais que ficou conhecido como Estado de Bem-Estar Social. Os sistemas públicos de Educação e Saúde, a previdência social e as garantias trabalhistas tornaram-se a partir de então muito difundidos. Pretendia-se oferecer a todos os cidadãos àquilo a que até então apenas uma minoria da sociedade tinha acesso. Esse modelo político combinava proteção social com livre iniciativa e propriedade privada. Imaginava-se que, oferecendo diversas oportunidades a todos, a experiência social seria de fato igualitária. Entre todas as medidas adotadas pelo Estado de Bem-Estar Social, considerava-se que, para promover a igualdade de oportunidades, nada melhor do que educação. O raciocínio era mais ou menos este: se todos tivessem acesso à educação pública gratuita, aqueles que apresentassem melhor resultado no final do processo (mais anos de estudo, com os melhores desempenhos) ocupariam no futuro as melhorescondições sociais. Imaginava-se que esse critério fosse justo, porque tanto o filho do operário quanto o filho do dono da fábrica teriam as mesmas chances na competição escolar.
A união faz a força
No futuro, com seu diploma, independentemente de sua origem social, ambos poderiam se colocar no mercado de trabalho e prosperar. Tornando o ponto de partida igual para todos, as posições sociais diferentes das pessoas seriam justas, porque seria fruto do mérito de cada um. O resultado seria desigual, mas recorrente de uma desigualdade bem vista. Essa maneira de enfrentar a questão da igualdade/desigualdade ficou conhecida como ideologia meritocrática. Contudo, foi o Estado do Bem-Estar Social que criou as condições materiais – através da expansão dos sistemas escolares – para que ela se tornasse um valor cultural das sociedades democráticas.
Os estudiosos descobriram, por análises contínuas, que uma pessoa do sexo feminino pode ser socializada com valores, atributos, jeito de ser e de pensar geralmente associados a outro sexo. Perceberam que uma pessoa pode ser do sexo masculino e do gênero feminino – ou seja, embora tenha a conformação biológica própria do sexo masculino, participa de um universo de valores femininos; cultiva, é vista e se vê com muitos traços atribuídos ao sexo feminino. Gênero, portanto, é atributo cultural e não físico. Os dois podem coincidir, mas não necessariamente. Quando o IBGE nos ensina que, em muitos aspectos, o gênero feminino perde na competição com gênero masculino, podemos imaginar que talvez isso ocorra pelo fato de a sociedade dividir as ocupações em “própria para o sexo masculino” e “destinadas ao sexo feminino”. Mas em ambos os tipos de ocupação a desigualdade aparece. No mundo do trabalho, muitas vezes, desempenhando a mesma função, as mulheres ganham bem menos que os homens. O último Censo, em 2000, trouxe dados interessantes para compormos o quadro das diferenças de gênero no Brasil. Por ele vemos que cerca de 25% dos lares brasileiros, majoritariamente em área urbana, são chefiados por mulheres. Essa informação contraria uma crença antiga, de que são os homens que proveem as despesas da casa com o seu trabalho.
Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.
Bob Marley
O tema da discriminação racial, ou da desigualdade social provocada porcor da pele ou por etnia é permanente nos estudos sociológicos. Que oportunidades são estimuladas ou interditadas às pessoas por elas terem cor diferente da considerada branca? Em uma competição, em condições semelhantes de qualificação e preparo, quem tem mais chance de ganhar, uma pessoa negra ou uma pessoa branca? Pesa mais a cor ou a condição social? O maior problema dos negros está na aparência física ou na pobreza e na carência de oportunidades que sua posição social determina? O Brasil é um país racista ou, como apostou um famoso sociólogo brasileiro, Gilberto Freyre, é um país onde etnias muito distintas encontraram uma forma de convivência pacífica? A paz se dá por que “o negro conhece o seu lugar” ou porque é da índole cultural brasileira propiciar a mescla entre etnias distintas? O pesa mais? Cor ou posição social? Um preto rico vira branco? Um branco pobre vira preto?

Todos iguais ou muito diferentes?
Sem um fim social o saber será a maior das futilidades
"Gilberto Freyre"
Gilberto Freyre foi um dos mais importantes pensadores brasileiros. Após estudar no início dos anos 1920, na Universidade de Colúmbia, nos EUA, onde teve contato com o antropólogo Franz Boas, desenvolveu um olhar pioneiro sobre a história e a sociedade brasileira, baseado na relevância do conceito de cultura para a compreensão das peculiaridades nacionais. Em sua obra mais conhecida, Casa-grande e senzala, de 1933, deixam muito claras sua intenção de romper coma tradição sociológica vigente até então, que via na colonização portuguesa eno contingente de negros trazidos da África as causas do suposto atraso brasileiro.
Gilberto Freyre rejeitava o racismo, valorizava a mestiçagem proporcionada pelo contato entre portugueses, índios e brancos na formação do Brasil, e afirmava que esse era o traço fundamental da riqueza nacional. Sempre transitando entre a história, a sociologia e a antropologia, deixou uma obra vastíssima que trata de assuntos variados como a moda, sexualidade, clima etc. entre seus livros mais importantes são, ao lado do já citado, Sobrados e mucambos (1936), Nordeste (1937) e Ordem e progresso (1957).


Gilberto Freyre
Oracy Nogueira não desconhecia nem discordava dos estudos que já mencionamos mais se esforçou para compreender outro aspecto: qual é o estado das relações entre os componentes brancos e de cor, independentemente do grau de mestiçagem, da população brasileira. Foi para isso que estabeleceu a comparação com os EUA. E o que mais o impressionou foi a referência constante ao preconceito, em todos os estudos sobre a situação racial.
Qualquer que fosse o local da pesquisa, qualquer que fosse o tratamento dado pelos pesquisadores às informações, em qualquer das teorias, o preconceito era sempre mencionado. Era como se falar da questão racial fosse, necessariamente, falar de preconceito. Foi nesse ponto que ele encontrou os conceitos que traduziam a diferença entre a situação brasileira e anorte-americana.
Foi esse tipo particular de manifestação do preconceito que motivou a relação de Oracy Nogueira. Embora o Brasil também vivesse uma situação de discriminação e preconceito contra os negros, não havia aqui uma separação radical e legalmente garantida como na experiência norte-americana. Nas décadas de 1950 e 1960, os americanos viveram uma luta aberta em torno da convivência entre negros e brancos.
Onde estão e como vão as mulheres no Brasil?
Aliás, alguns pensadores chegaram a antecipar esse fenômeno. Alexis de Tocqueville, em uma das personagens do seu livro A democracia na América, apontou a questão racial como sendo aquela que levaria os Estados Unidos a uma situação de conflito aguda. Sua previsão se cumpriu, trinta anos depois da publicação de seu livro quando o país enfrentou a Guerra de Secessão (1861-1865), motivada pela abolição da escravatura.
Mas, afinal, como distinguir a situação de um e outro? Para Oracy Nogueira, existia uma diferença fundamental na natureza dos preconceitos observados nos dois países. O brasileiro seria o que ele chamou de preconceito de marca; o norte-americano seria um preconceito de origem. Marca é o que aparece, o que se pode ver, o que está na pele. Origem diz respeito à herança, ao sangue, e pode não aparecer. Um filho ou neto de negro pode nascer branco por herança da mãe. No Brasil, provavelmente, essa pessoa descendente de negros, mas branca na pele, seria considerada branca. Nos EUA, não: são negros os que se originam denegros, mesmo que a cor tenha se alterado. É o que os americanos chamam de “regra da única gota”: basta uma gota de “sangue negro” para que o sujeito se considere e seja considerado negro. No Brasil, são levados em consideração outros “sinais”: um cabelo mais liso ou um nariz mais afinado podem “transformar” um filho de pais negros em “moreno” ou “mulato”.

Muitos têm pouco
Mas poucos têm muito
Na década de 1950 a questão racial já era amplamente discutida na sociedade brasileira. Passados mais de 60 anos da abolição da escravatura, o país, impulsionado por livros como os de Gilberto Freyre e por obras como as de Candido Portinari passara a ser visto (interna e externamente) como um país étnica e socialmente marcado pelo fenômeno da mestiçagem. Mais apesar de presente na pauta das discussões a cerca da identidade nacional, o discurso sobre problemática racial raramente se referiu à existência de conflito. No contexto do pós guerra e os efeitos devastadores do genocídio dos judeus praticado pelo nazi fascimo, o Brasil era mundialmente identificado como uma sociedade pacífica em termos de convivência interétnica. Organismos internacionais como a UNESCO consideravam mesmo o caso brasileiro como um exemplo na luta contra o racismo.

Raça e racismo na legislação brasileira
Apesar desse cenário de aparente tranqüilidade, em 1951 foi sancionada a lei nº
1390 que pela primeira vez na história do país, condenava a prática de racismo. Segundo seu artigo 1º, “constituicontravenção penal, punida nos termos desta lei, a recusa por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor”.
Conhecida como a lei Afonso Arinos (nome do deputado que a criou), a nova lei veio mostrar que, para além da tão divulgada harmonia racial, as relações interétnicas no Brasil eram fonte de conflito que requeriam, o quanto antes, a regulação da justiça. Essa legislação permaneceria intacta pelas três décadas seguintes, até a promulgação da Constituição de 1988. Diante do crescimento do movimento negro e das muitas denuncias de desigualdades raciais, ficou evidente a necessidade de uma reformulação legal que garantisse instrumentos eficazes de combates às práticas racistas.
Apesar da importância da criminalização da prática do racismo a partir da Constituição Federal de 1988, é importante lembrar que são raros os casos em que o preconceito racial é de fato punido conforme as determinações da lei. Basta sabermos que, de acordo com um levantamento realizado n ano de 2000, até aquela data menos de 150 processos por crimes de racismo haviam sidos movidos no Brasil.


As diferenças sociais existem desde que existe a vida em sociedade. Sempre houve e sempre haverá homens que sobressaem da maioria por méritos de trabalho, educação e cultura e também por hábitos de conduta,formando assim uma classe mais elevada e atualmente chamada classe dominantes.
Pode parecer triste vermos pessoas, famílias inteiras que não têm as mesmas condições de viver a vida assim como nós, mas sentirmo-nos mal com isso não vai ajudar. Nascer bem e receber boa educação sempre ajudam. Mas nada se compara ao esforço próprio, ambição bem direcionada, inteligência nata, carisma, boa vontade.

Conclusão
Muitos associam alguém de baixo nível social a alguém delinquente e que só provocará distúrbios e que provavelmente vive na miséria; e que alguém com um nível superior é uma pessoa exímia. Engano! Os maiores crimes e que envolvem maiores quantias de dinheiro vêm quase sempre das pessoas que consideramos serem de um nível superior, são estes crimes que causam as maiores desigualdades entre ricos e pobres.
No entanto devemos realçar que não podemos generalizar nenhuma situação, pois, tanto um como outro, apresentam os “dois lados da moeda” e que, muitas vezes, um invade o espaço do outro. No mundo em que vivemos percebemos que os indivíduos são diferentes, estas diferenças se baseiam nos seguintes aspectos: coisas materiais, raça, sexo, cultura e outros.
Os aspectos mais simples para constatarmos que os homens são diferentes são: físicos ou sociais. Constatamos isso em nossa sociedade, pois nela existem indivíduos que vivem em absoluta miséria e outros que vivem em mansões rodeadas de coisas luxuosas e com mesa muito farta todos os diasenquanto outro não sequer o que comer durante o dia. Por isso vemos que existe a desigualdade social, ela assume feições distintas porque são constituídos de um conjunto de elementos econômicos, políticos e culturais próprios de cada sociedade. A justificativa encontrada para esta nova fase foi o liberalismo que se baseava na defesa da propriedade privada, comércio liberal e igualdade perante a lei.
A velha sociedade medieval estava sendo totalmente transformado, assim o nome de homem de negócio era exaltado como virtude, e eram-lhe dadas todas as credenciais uma vez que ele poderia fazer o bem a toda sociedade.
As desigualdades sociais são enormes, e os custos que a maioria da população tem de pagar são muito altos. Com isso a concentração da renda tornou-se extremamente perceptível, bastando apenas conversar com as pessoas nas ruas para notá-la. As desigualadas são fruto das relações, sociais, políticas e culturais, mostrando que as desigualdades não são apenas econômicas, mas também culturais, participar de uma classe significa que você estar em plena atividade social, seja na escola, seja em casa com a família ou em qualquer outro lugar, e estas atividades ajudam-lhe a ter um melhor pensamento sobre si mesmo e seus companheiros.

Sociedade Medieval
Bibliografia

Este trabalho foi elaborado do dia 13 ao dia 16 de maio de 2014, por Lucas Honório, Eduarda Esteves, Gabriela Luiza, Milena Correia, Yngred Stefany, Flavio Marcelo, Jade Malaquias e Fabio Porciuncula. E teve por fonte de pesquisa o livro abaixo citado. Arantes, Mônica Sales, 4ª edição, editora Moderna, São Paulo, 2009.
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