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Memorial do Convento

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by

Jéssica Rebelo

on 1 April 2014

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Transcript of Memorial do Convento

Memorial do Convento
Introdução
José Saramago nasceu a 16 de novembro de 1922 e faleceu a 18 de junho de 2010. Publicou o Memorial do Convento em 1982. O Memorial do Convento é um romance e, está dividido em 25 capítulos, embora estes não estejam numerados ou intitulados.



Memorial do Convento
Bartolomeu confia a Baltasar o plano de construir um objeto voador chamado “passarola”.
O padre dá a Sete-sóis trabalho na construção do objeto.
Após a partida do padre Bartolomeu para a Holanda, Sete-sóis e Blimunda vão para Mafra.
Baltasar começa a construção do convento de Mafra.
Tipos de narrador
Classificação quanto à presença:

Autodiegético é a personagem principal
Homodiegético é a personagem secundária
Heterodiegético não é personagem


Narrador vs Narratário
Narrador é aquele que, numa narrativa, conta a história.

Narratário é o interlocutor que, por vezes, o narrador introduz no seu discurso.
A história e a ficção
Tipos de narrador

No Memorial do Convento
Classificação quanto à ciência ou focalização:
Focalização omnisciente
- o narrador sabe tudo sobre a história e o íntimo das personagens.
Focalização interna
- o narrador relata os acontecimentos assumindo o ponto de vista de uma personagem.
Focalização externa
- o narrador conhece apenas o que é observável exteriormente.
Tipos de narrador
Classificação quanto à posição:
Objetiva
- o narrador é imparcial relativamente ao que conta.

Subjetiva
- o narrador defende uma posição/opinião face ao que conta.
Quanto à sua presença, o narrador é maioritariamente heterodiegético, porém em alguns momentos apresenta-se como homodiegético. Quanto à ciência/focalização, é omnisciente. No que respeita à sua posição é subjetivo.
A Ação
A ação está divida em duas partes:
Ação principal
Ação secundária

Linhas da ação
Exemplos
«São pensamentos confusos que isto diriam se pudessem ser postos por ordem, aparados de excrescências, nem vale a pena perguntar, Em que estás a pensar, Sete-Sóis, porque ele responderia, julgando dizer a verdade, Em nada, e contudo já pensou tudo isto,»

Cap.VIII Pág.104

«Já lá vai pelo mar fora o Padre Bartolomeu Lourenço, e nós que iremos fazer agora, sem a próxima esperança do céu, pois vamos às touradas que é bem bom divertimento»

Cap.IX Pág.130

«... diga-se aqui para nós e sem outras desconfianças ... »

Cap. VI Pág. 80
A ação principal consiste nas sequências narrativas com maior relevância dentro da história.

No Memorial do Convento
: a edificação do Convento de Mafra - desejo e promessa de D. João V.
Ação principal
Ação secundária
A sua importância depende da ação
principal, em relação à qual
possui menor relevância.

No Memorial do Convento:
a construção da "máquina voadora" - sonho do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão; bem como a história de amor entre Blimunda Sete-Luas e Baltazar Sete-Sóis.
Dentro da ação principal encaixam-se quatro linhas de ação, relativas à construção do Convento de Mafra.
Esta abrange todas as personagens da família real e relaciona-se com a segunda linha de ação, uma vez que a promessa do rei é que vai possibilitar a construção do convento.
Esta é a linha de ação principal da história, que respeita a construção da passarola.

Esta segunda linha de ação vai ganhando relevo e une-se à primeira e terceira linhas.

Glorificam-se aqui os homens que se sacrificam, passam por dificuldades, mas que também vencem.
Primeira linha de ação: a do rei D. João V
Segunda linha de ação: a dos construtores do convento
Terceira linha de ação: a de Baltasar e Blimunda
Nesta linha relata-se uma história de amor e o modo de vida do povo português.

As duas personagens, Baltasar e Blimunda, são as construtoras da passarola.

Baltasar é também, depois, construtor do convento, constituindo-se como paradigma da força que faz mover Portugal – o povo.
Quarta linha de ação: a de Bartolomeu Lourenço
Esta relaciona-se com o sonho e o desejo de construir uma máquina voadora.

Articula-se com a primeira e a segunda linhas de ação, porque o padre é o conciliador entre a corte e o povo.

Também se enquadra na quarta linha, uma vez que a construção da passarola resulta da força das vontades que Blimunda tem que recolher para que a passarola voe.
O rei D. João V e a rainha D. Maria Ana Josefa estão casados à mais de dois anos e anseiam por filhos
Visita do Frei António de São José
Baltasar Mateus soldado dispensado da guerra
Encanta-se pela jovem Blimunda
Relacionam-se com o Padre Bartolomeu Lourenço, amigo da família.

Bartolomeu regressa da Holanda
Retomam o projeto e conseguem, finalmente, voar
O padre foge da inquisição
Baltasar desaparece por nove anos.
Blimunda procura-o, descobrindo, com o seu poder de vidente, que ele seria queimado pela inquisição
Categorias da Narrativa
As categorias da narrativa são:
a ação
o espaço
o tempo
as personagens
o narrador/narratário
Espaço e Tempo
Espaço geográfico
- Lisboa e Mafra
Espaço interior
- por exemplo, Palácio Real ou casa dos pais de Baltasar
Espaço exterior
- por exemplo, o Terreiro do Paço ou o Rossio


Tempo
- a ação passa-se no inicio do século XVIII, abrangendo o periodo compreendido entre 1711 e 1739.
Lá pelos finais de 80 ou princípios de 81, estando de passagem por Mafra e contemplando uma vez mais estas arquiteturas, achei-me sem saber porquê, a dizer: "Um dia, gostava de poder meter isto num romance.". Foi assim que o Memorial nasceu.

In
Cadernos de Lanzarote, Diário III
, de José Saramago
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