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Simbología da Mensagem

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by

José Miguel Tomé

on 14 November 2014

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Transcript of Simbología da Mensagem

Simbologia da Mensagem
Mensagem de Fernando Pessoa
- saber ocultista que repousa na Kabbalah;
- foi na secreta interpretação do “Templo de Salomão” (elemento da doutrina "Kabbalistica"), que se alicerçou a ordem do templo.
MENSAGEM
MENSAGEM
O Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa

MENSAGEM (44 poemas)
Colégio Internato dos Carvalhos
Simbologia dos Números
3ªPARTE – O ENCOBERTO – Pax In Excelsis
Simbologia dos Números
Simbologia dos Números
Número dos Sete:
- sete corresponde a um período temporal unificante, a semana, que tem sete dias. Ele representa, igualmente, a totalidade das energias, após a conclusão de um ciclo.
- liga-se aqui à renovação de um ciclo que se inicia com os filhos de D. Filipa de Lencastre e termina com D. Sebastião.
- um número mágico, associado ao Poder e ao acto de Criação.

Simbologia dos Números
Numero Três:
- remete para a união entre Deus, o Universo e o Homem, pelo que é um número que representa a Totalidade.
- ligado a Cristo;

- escrita entre 1913-1934;
- Epopeia Lírica

Fernando Pessoa
- "Mensagem é Portugal"
- Escreveu a obra “A mensagem” utilizando simbolos para transmitir o que entende por “ser português”.
1ª PARTE – BRASÃO – Bellum sine Bello
2ªPARTE – MAR PORTUGUÊS – Possessio Maris
Número Um:
- simboliza o Ser, por excelência, a Revelação;
- a ideia harmónica entre o consciente e o inconsciente;
- "Nuno Álvares Pereira", o único poema que Pessoa inseriu sob o título "A Coroa“.

Numero Dois:
- símbolo da divisão;
- pressupõe a dualidade;
- resume o paradoxo da existência: a vida e a morte.
Simbologia dos Números
Número Cinco:
- número da Ordem, do Equilíbrio e da Harmonia. Significa, igualmente, a Perfeição;

Simbologia dos Números
Número Doze:
- remete também para uma unidade - um ano tem doze meses;
- número da cidade santa, situada no Céu, a Jerusalém Celeste;
- os doze apóstolos;
- o símbolo das mutações operadas no interior do ser humano e da perpétua evolução do Universo.
- marca, então, o final de um ciclo involutivo, ao qual se sucede a morte, que dá lugar ao renascimento.

O Mar - Simbolismo
- Espaço físico percorrido pelos portugueses;
- Representação ao nível da conquista humana em direcção ao conhecimento;
- Dinamismo das transformações, pelo movimento das suas águas;
- Um espaço iniciático;
- O reflexo do céu.
As Ondas - Simbolísmo
- Ligadas metominicamente ao mar;
- Representam a passividade e a inércia;
- Aparecem como projeção do inconsciente humano;
- São uma espécie de espaço-matriz.

A Terra - Simbolísmo
- Projeção do céu;
- Representa o seu princípio passivo;
- Um espaço de recompensa; é o porto que espera os portugueses, após um longo período de viagem marítima;
- Símbolo materno.

A Ilha - Simbolísmo
Os Campos - Simbolísmo
As Quinas - Simbolísmo
- Metonimicamente associada à terra;
- Centro espiritual e primordial;
- Local paradisíaco, onde impera a paz;
- Domínio do sagrado;
- Significa a promessa de felicidade na terra.
- Mesma simbologia da terra;
- Ligação do campo à dominante feminina.

- Símbolo das chagas de Cristo, o Deus feito homem, o Filho eleito para o cumprimento da vontade divina;
- Cristo é a imagem do sofrimento.

Os Castelos - Simbolísmo
- Simboliza a casa, refúgio onde se realizam os desejos humanos;
- O castelo remete, igualmente, para a própria fundação da nacionalidade;
- As figuras históricas portuguesas têm um papel importante.

- Símbolo do poder e da posse legítima;
- Liga-se também à ideia de segredo.
- O timbre é um sinal, uma marca, dada por Deus, que assegura ao ser humano a ascensão a mundos superiores, através do conhecimento.

O Timbre - Simbolísmo
O Grifo - Simbolísmo
- Animal mítico com bico e asas de águia e corpo de leão.
- Simboliza a união de duas naturezas: a humana e a divina.
- Forma de leão, liga-se à terra; pelas suas características de águia e pelo seu poder de ascensão, remete para o céu.

A Náu - Simbolísmo
- viagem interior, as provações, o caminho a percorrer em, direção ao heroísmo;
- Está ligada à iniciação, que pressupõe a morte, para se dar lugar a um novo ser;
- o indivíduo inicia uma nova fase da sua existência - comunhão com o sagrado.

Manhã - Simbolísmo
- Este período do dia significa a harmonia entre os seres humanos. É um tempo de luz, de vida, de promessa e de felicidade.

- associa-se a indefinição, a indiferenciação das formas e, simultaneamente, a hipótese de revelação de novas realidades;
- D. Sebastião é o Encoberto, cujo carácter messiânico perpassa através de toda a obra - ele é visto como o Messias
Nevoeiro (O Encoberto) - Simbolísmo
Graal - Simbolísmo
-simboliza o dom da vida e a espiritualidade;
- associado a Cristo;
- cálice utilizado na celebração da santa eucaristia, em que o vinho simboliza o sangue derramado por Cristo, para salvação dos pecados humanos.

"(...)
Deus ao mar perigo e o abysmo deu,
Mas nelle é que espelhou o céu."
"Mar Português", Fernando Pessoa
"Que costa é que as ondas contam
E se nao pode encontrar
Por mais naus que hajam no mar?
O que é que as ondas encontram
E nunca se vê surgindo?
(...)"
"O Encoberto", Fernando Pessoa
"(...)
Quando virás a ser Christo
De a quem morreu o falso Deus,
E a dispertar do mal que existo
A Nova Terra e os Novos Céus?
(...)"
"O Encoberto", Fernando Pessoa

"(...)
A que ilha indiscoberta
Aportou?Voltará da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
(...)"
"Mar Português", Fernando Pessoa
"O dos Castelos" e "O das Quintas"
"(...)
Foi com desgraça e com vileza
Que Deus ao Cristo definiu:
Assim o opôs à Natureza
E Filho o ungiu.
(...)"
"(...)
Quem pode sentir descanso
Com o Castelo a chamar?
Está no alto, sem caminho
Senão o caminho por achar.
(...)"

"(...)
O Único imperador que tem deveras
O globo mundo em sua mão.
(...)"
"(...)
Mestre da paz, ergue teu gládio ungido,
Excalibur do fim, em geito tal
Que sua luz ao mundo dividido
Revele o Santo Graal!
(...)"
"Que symbolo divino
Trazo o dia já viste?
Na cruz, que é o Destino
A rosa, que é Christo."
"Mestre, sem o saber, do Templo
Que Portugal foi feito ser."
"Que symbolo fecundo
Vem na aurora ansiosa?
Na cruz morta do Mundo."
Mensagem de Fernando Pessoa
Nacionalismo mítico;
Sebastianismo racional/profético.
Trabalho Realizado por:
Ana Mano 9458
José Miguel Tomé 8942
Rita Melo 11807
Professora Cláudia Monteiro
Língua Portuguesa
Ano Letivo 2014/2015
"
O Ulisses"
O mito é nada que é tudo
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e -
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
Fernando Pessoa
" O Infante"
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse tuda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendado a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpre-se o Mar, e o Império desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Fernando Pessoa
"Nevoeiro"
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
efine com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Nenguém conhece qye alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto o derradeiro.
Tudo é disperso, nada é interno.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!
Fernando Pessoa
A Noite - Simbolísmo
- símbolo da morte, da ausência de manifestações;
- simboliza o tempo em que o poeta viveu
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