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3ª Geração Romântica e Castro Alves

Carolina Macedo
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Carolina Macedo

on 6 January 2013

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Transcript of 3ª Geração Romântica e Castro Alves

Poesia Condoreira ou social Condor: Ave que voa alto e enxerga longe.
Se refere principalmente à linguagem eloquente. Contexto histórico Crise do 2º Reinado (movimentos em prol da República);
Guerra do Paraguai;
Campanha abolicionista. Poesia pública ou social ("poesia de comício") Assembleias, comícios e encontros estudantis;
Faculdades de Direito de São Paulo e de Olinda;
Função Conativa da linguagem (concentrada na 2ª pessoa). Castro Alves (1847 - 1871) Nasce em Salvador;
Tem uma vida amorosa intensa;
São Paulo: Conhece José de Alencar e Machado de Assis;
Estuda Direito em São Paulo;
Contrai tuberculose, fere o pé esquerdo, que teve de ser amputado.
Morre aos 24 anos. Poesia Lírica Amorosa Naturista Poesia de Castro Alves Metáforas naturais;
Momentos introspectivos de dúvida e fatalismo (existência);
Antecipa algumas linhas do Parnasianismo. Poesia Abolicionista Drama do escravo (revolta e dignidade lírica);
Oratória e Eloquência. Realização plena do amor Ses longs cheveux épars la couvrent tout entière
La croix de son collier repose dans sa main,
Comme pour témaigner qu'elle a fait sa prière.
Et qu'elle va la faire en s'éveiliant demain.
A. de Musset

Uma noite, eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.

'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina...
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos — beijá-la. Era um quadro celeste!... A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia...
Quando ela serenava... a flor beijava-a...
Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...

Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças...
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!

E o ramo ora chegava ora afastava-se...
Mas quando a via despeitada a meio,
P'ra não zangá-la... sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio...

Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
"Ó flor! — tu és a virgem das campinas!
"Virgem! — tu és a flor da minha vida!..." Adormecida Navio Negreiro 'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?... (...)
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs! Recorrências temáticas Preocupação com a morte Natureza (infinito, oceano, deserto) Consciência da grandeza do poeta Liberdade Crença no progresso Poesia participante (República) Escravidão Recursos poéticos Emprego de símbolos Metáforas ousadas, hipérboles, antíteses, prosopopeias, paradoxos, exclamações, apóstrofes, paralelismos Aliterações e assonâncias enjambements (para ressaltar algumas palavras) Hipérbatos Pontuação dupla e reticências Preferência por dísticos (estrofes de dois versos) Versos de 6, 7, 11 e 12 sílabas poéticas Você consegue reconhecer os recursos poéticos e os temas comuns na poesia de Castro Alves? Mulheres que eu amei!
Anjos louros do céu! virgens serenas!
Madonas, Querubins ou Madalenas!
Surgi! Aparecei!
(Fantasmas da Meia-Noite) República!... Vôo ousado
Do homem feito condor!
Raio de aurora inda oculta
Que beija a fronte ao Tabor!
Deus! Por qu‘enquanto que o monte...
Bebe a luz desse horizonte,
Deixas vagar tanta fronte,
No vale envolto em negror?!...
(Pedro Ivo) Eu sinto em mim o borbulhar do gênio,
Vejo além um futuro radiante:
Avante! - brada-me o talento n ‘alma
E o eco ao longe me repete - Avante!
O futuro... o futuro... no seu seio...
Entre louros e bênçãos dorme a Glória!
Após - um nome do universo n’alma,
Um nome escrito no Panteon da História.
(Mocidade e Morte) E eu sei que vou morrer... dentro em meu peito
Um mal terrível me devora a vida:
Triste Ahasverus, que no fim da estrada,
Só tem por braços uma cruz erguida.
Sou o cipreste, qu ‘inda mesmo flórido,
Sombra de morte no ramal encerra!
Vivo - que vaga sobre o chão de morte,
Morto - entre os vivos a vagar na terra.
(Mocidade e Morte) Oh! Bendito o que semeia
Livros, livros à mão-cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n ‘alma
É germe - que faz a palma.
É chuva -que faz o mar.
(...)
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse rei dos ventos
Ginete dos pensamentos
Arauto da grande luz!...
(O Livro e a América)
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