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O Primeiro Cinema

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by

Daniel Maciel

on 28 August 2014

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Transcript of O Primeiro Cinema

O Primeiro Cinema
Os aparelhos que projetavam imagens eram exibidos como novidade em:
- demonstrações nos círculos de cientistas
- palestras ilustradas
- exposições universais,

Ou misturados a outras formas de diversão popular, tais como:
- circos
- parques de diversões
- gabinetes de curiosidades
- espetáculos de variedades

O cinema quando apareceu, por volta de 1895, não possuía um código e estava misturado a outras formas culturais, como os espetáculos de...

- lanterna mágica
- teatro popular
- os cartuns
- revistas ilustradas
- cartões postais

Não existe um único inventor do cinema, os aparatos que a invenção envolve não surgiram repentinamente num único lugar. Uma conjunção de circunstâncias técnicas aconteceu quando, no final do século XIX quando diversos inventores passaram a mostrar os resultados de suas pesquisas na busca da projeção de imagens em movimento:

- O Aperfeiçoamento das técnicas fotográficas.
- A invenção do celulóide (o primeiro suporte fotográfico flexível, que permitia a passagem por câmeras e projetores).
- E mais precisão na fabricação dos aparatos de projeção.

As primeiras exibições de filmes aconteceram entre 1893, quando Thomas A. Edison registrou nos EUA a patente de seu quinetoscópio, e 28 de dezembro de 1895, quando os irmão Luis e Auguste Lumière realizaram em Paris a famosa demonstração pública e paga, de seu cinematógrafo.

Thomas Edison possuía um laboratório nos EUA e com uma equipe de técnicos projetou, desenvolveu e construiu aparelhos que produziam e mostravam “fotografias em movimento”

Desenvolveu o quinetógrafo e o quinetoscópio

Periodização
O período do primeiro cinema pode ser dividido em duas fases.

CINEMA DE ATRAÇÕES" - 1894, até 1906-1907,

Quando se inicia a expansão dos nickelodeons e o aumento da demanda por filmes de ficção.

PERÍODO DE TRANSIÇÃO - 1913-1915
Quando os filmes passam gradualmente a se estruturar como um quebra-cabeça narrativo, que o espectador tem de montar baseado em convenções exclusivamente cinematográficas.

É o período em que a atividade se organiza em moldes industriais. Há interseções e sobreposições entre o cinema de atrações e o período de transição, uma vez que as transformações então ocorridas não eram homogêneas nem abruptas.
•Deep Focus
o Unlike the soft look, deep focus is a technique when EVERY ASPECT OF THE SCENE can be clearly seen.
Orson Welles’ "Citizen Kane" (1941)
•USED A LOT IN THIS FILM
o A new way to represent spatial depth.
o It became an regular technique throughout the 1940s and 1950s.
Camera Movement:
Tracking Shot & Dolly Shots
o Bell & Howell Rotambulato (picture)
- Cameras became too heavy in 1932 this came to the rescue
o CONTINUITY was difficult before this invention because the camera made too much sound.
- Could lift the camera up to 7 feet a
- Allowed panning, tilting and tracking much easier
o FILMS BEGAN TO RELY ON CAMERA TECHNIQUE
Os irmãos Lumière
Auguste e Louis Lumière, apesar de não terem sido os primeiros na corrida, são os que ficaram mais famosos. Eram negociantes experientes, que souberam tornar seu invento conhecido no mundo todo e fazer do cinema uma atividade lucrativa, vendendo câmeras e filmes.
A família Lumière era, então, a maior produtora européia de placas fotográficas, e o marketing fazia parte de suas práticas. Parte do sucesso do cinematógrafo deve-se ao seu design, muito mais leve e funcional.

Em 1894, os Lumière construíram o aparelho, que usava filme de 35 mm. Um mecanismo de alimentação intermitente, baseado nas máquinas de costura, captava as imagens numa velocidade de 16 quadros por segundo - o que foi o padrão durante décadas - em vez dos 46 quadros por segundo usados por Edison.

A primeira projeção foi em café, no Grand Café, em Paris, em 28 de dezembro de 1895, era um tipo de lugar que foi determinante para o desenvolvimento do cinema nos primeiros anos. Nos cafés, as pessoas podiam beber, encontrar os amigos, ler jornais e assistir a apresentações de cantores e artistas.
Os primeiros filmes tinham herdado a característica de serem atrações autônomas, que se encaixavam facilmente nas mais diferentes programações desses teatros de variedades. Eram em sua ampla maioria compostos por uma única tomada e pouco integrados a uma eventual cadeia narrativa. Os irmãos
Lumière ofereciam um esquema de marketing muito interessante para os vaudeviles, seu alvo predileto no mercado. Eles forneciam os projetores, o suprimento de filmes e os operadores das máquinas, e se encaixavam nas programações locais.
Mas parte do sucesso do cinematógrafo Lumière deve-se a suas características técnicas. O vitascópio pesava cerca de 500 quilos e precisava de eletricidade para funcionar, já a máquina dos Lumière podia funcionar como câmera ou projetor, e ainda fazer cópias a partir dos negativos. Além disso seu mecanismo não utilizava luz elétrica e era acionado por manivela. Por seu pouco peso, o cinematógrafo podia ser transportado facilmente e assim filmar assuntos mais interessantes que os de estúdio, encontrados nas paisagens urbanas e rurais, ao ar livre ou em locais de acesso complicado. Além disso, os operadores do cinematógrafo Lumière atuavam também como cinegrafistas e multiplicavam as imagens de vários lugares do mundo para fazê-las figurar em seus catálogos.

Visão dos historiadores
Durante muito tempo, o cinema dos primeiros 20 anos foi considerado como apenas um conjunto de desajeitadas tentativas de chegar a uma forma de narrativa. Nesse período, por estar misturado a outras formas de cultura, como o teatro, o vaudevile e as atrações de feira, o cinema se encontraria num estágio preliminar de linguagem.

Os filmes teriam aos poucos superado suas limitações iniciais e se transformado em arte ao encontrar os princípios específicos de sua linguagem, ligados ao manejo da montagem como elemento fundamental da narrativa.

Analisando as diferenças em termos narratológicos, André Gaudreault, propõe que existem dois modos de comunicação de um relato: A mostração e a narração.

A MOSTRAÇÂO envolve a encenação direta de acontecimentos
A NARRAÇÂO envolve a manipulação desses acontecimentos pela atividade do narrador.

No cinema, a mostração está ligada à encenação e apresentação de eventos dentro de cada plano (filmagem);

Já a narração está ligada à manipulação de diversos planos, com o objetivo de contar uma história (montagem).

Para Gaudreault, o primeiro cinema está mais ligado à atividade de mostração do que à de narração, principalmente nos filmes que possuíam apenas um plano.

De fato, os primeiros cineastas estavam preocupados com cada plano individual. A preocupação com a conexão entre planos surgiu gradualmente, à medida que os filmes se tornaram mais longos.
Para o historiador Tom Gunning, o cinema da primeira década tem uma maneira particular de se dirigir ao espectador, que configura o que ele chamou de "cinema de atrações". O gesto essencial do primeiro cinema não era a falta de habilidade em contar histórias, mas, sim, chamar a atenção do espectador de forma direta e agressiva, deixando clara sua intenção exibicionista Nesse cinema de atrações, o objetivo é, como nas feiras e parques de diversões, espantar e maravilhar o espectador; contar histórias não é primordial.

O Período de Transição
A partir de 1907, os filmes começam a utilizar convenções narrativas especificamente cinematográficas, na tentativa de construir enredos autoexplicativos.

- Há menos ação física e busca-se uma maior definição psicológica nos personagens.
- Consolida-se o modelo das ficções de um rolo só (mil pés), com variações entre gêneros.
- As tentativas de construir novos códigos narrativos, que pudessem transmitir ao espectador as intenções e motivações de personagens, acontecem paralelamente às tentativas de regulamentação e
racionalização da indústria.

Entretanto...

1:22
Obrigado (:
Origens
Invenções
Um cinema diferente, que desafia historiadores
Periodização
-O Cinema de atrações
-O período de transição

A Primeira década (1894 a 1906/1907):
O Cinema de Atrações

A Secunda Década (1907 a 1913-1915):
- O Cinema de Transição

QUINETOSCÓPIO – Possuia um visor por onde podia ser observado um pequeno rolo de filme em looping, no qual apareciam imagens de gags cômicas, animais amestrados e bailarinas.

QUINETRÓGAFO – Era a câmera que fazia estes filmetes.

BLACK MARIA – Estúdio onde Edison produzia seus filmes, localizado nos fundos de seu laboratório. Construção totalmente pintada de preto com teto retrátil, para deixar entrar a luz do dia, e que girava sobre si para acompanhar o sol.
Origens
Invenções
Quando os irmãos Lumière mostraram ao público o seu cinematógrafo em Paris, Edison ainda não tinha conseguido aperfeiçoar um projetor que funcionasse satisfatoriamente. Mas, em janeiro de 1896, diante da notícia de que o cinematógrafo Lumière estava chegando aos Estados Unidos, Edison começou a fabricar o vitascópio, um projetor que tinha sido inventado em Washington por Thomas Armat e Francis Jenkins. Norman Raff e Frank Gammon, vendedores exclusivos do quinetoscópio desde setembro de 1894, também se tornaram os únicos licenciados para a venda de vitascópios e filmes.
Mas parte do sucesso do cinematógrafo Lumière deve-se a suas características técnicas. O vitascópio pesava cerca de 500 quilos e precisava de eletricidade para funcionar, já a máquina dos Lumière podia funcionar como câmera ou projetor, e ainda fazer cópias a partir dos negativos. Além disso seu
mecanismo não utilizava luz elétrica e era acionado por manivela. Por seu pouco peso, o cinematógrafo podia ser transportado facilmente e assim filmar assuntos mais interessantes que os de estúdio, encontrados nas paisagens urbanas e rurais, ao ar livre ou em locais de acesso complicado. Além disso, os
operadores do cinematógrafo Lumière atuavam também como cinegrafistas e multiplicavam as imagens de vários lugares do mundo para fazê-las figurar em seus catálogos.

Edison conseguiu enfraquecer a dominância dos irmãos Lumière nos EUA e aperfeiçoar outro projetor, o projecting kinetoscope. Mas os Lumière tinham criado nos EUA um padrão de exibição que sobreviveu até a década seguinte: o fornecimento, para os vaudeviles, de um ato completo, incluindo projetor, filmes e operador num esquema pré-industrial, que mantinha a autonomia dos exibidores de filmes em relação à produção. Essa dependência do vaudevile dos serviços fornecidos pelos irmãos Lumière e pelas produtoras Biograph e Vitagraph adiou temporariamente a necessidade de o cinema americano desenvolver seus próprios caminhos de exibição e impediu que o cinema adquirisse autonomia industrial. A estrutura do vaudevile não requeria uma divisão da indústria entre as unidades de produção, distribuição e exibição. Essas funções recaíam sobre o operador, que era quem, "com seu projetor, tornava-se um número autônomo de vaudevile.
Na França, os Lumière tinham dois competidores: a produtora do mágico e encenador Georges Méliès, que dominou a produção de filmes de ficção durante os primeiros anos, e a Companhia Pathé. A Star Film, produtora de Méliès, produziu centenas de filmes entre 1896 e 1912, mantendo escritórios de distribuição em Nova York e várias cidades da Europa. Mas seus filmes passaram a perder público quando o cinema encontrou uma forma narrativa própria, na segunda década, e Méliès foi à falência em 1913.

A Companhia Pathé, fundada em 1896 por Charles Pathé, sobreviveu ao primeiro período, em que se estabeleceu como produtora e distribuidora de filmes, e dominou o mercado mundial de cinema até a Primeira Guerra Mundial. A Pathé comprou as patentes dos Lumière em 1902, e a Star Film, quando esta começou a mostrar sinais de fraqueza. Charles Pathé expandiu seus negócios pelo mundo, aproveitando mercados ignorados pelos outros produtores.
Essas "vistas" podiam ser atualidades não-ficcionais (que documentavam terras distantes, fatos recentes ou da natureza) ou encenações de incidentes reais, como guerras e catástrofes naturais, as chamadas atualidades reconstituídas.

Podiam ainda ser números de vaudevile (pequenas gags, acrobacias ou danças), filmes de truques (com transformações mágicas) e narrativas em fragmentos (com os principais momentos de peças famosas, poemas, contos de fadas, lutas de boxe ou os passos da paixão de Cristo).
O trabalho de pesquisadores como Charles Musser mostrou que a falta de certos elementos narrativos não era uma deficiência dos filmes, mas um indício de que a coerência das imagens era dada por elementos externos ao filme - seja o prévio conhecimento dos assuntos por parte dos espectadores, seja a participação, muito comum na época, de um conferencista ou locutor. Musser apontou o papel decisivo dos exibidores nas apresentações dos filmes; como os antigos apresentadores de lanterna mágica, eles usavam recursos sonoros como música e ruídos. A maioria dos filmes da primeira década tinha apenas um plano e, quando havia vários planos, eles não eram filmados de forma a se articularem. Os planos eram vendidos separadamente como filmes individuais, em rolos diferentes. Era o exibidor quem controlava a exibição final, decidindo quais rolos e em que ordem seriam exibidos e até em que velocidade as cenas seriam mostradas.
Estratégia apresentativa,
Interpelação direta do espectador, com o objetivo de surpreender.

O cinema usa convenções representativas de outras mídias. Panorâmicas, travelings e close-ups já existem, mas não são usados como parte de uma gramática como nos filmes de hoje.

Os espectadores estão interessados nos filmes mais como um espetáculo visual do
que como uma maneira de contar histórias.

Na segunda fase, de 1903 até 1907, os filmes de ficção começam a ter múltiplos planos e superar em número as atualidades.

São criadas narrativas simples e há muita experimentação na estruturação de relações causais e temporais entre planos.

Privilegiam-se as ações físicas e os personagens não têm motivações psicológicas profundas.

Em 1905, aparecem os distribuidores: empresários que compram filmes das produtoras e os alugam aos exibidores. Isso faz aumentar a disponibilidade de filmes e diminui o custo de exibição, o que leva à expansão explosiva dos nickelodeons nos EUA. A duração média dos filmes é então de cinco a dez minutos.

Os nickelodeons surgem a partir de 1905, quando muitos empresários de diversões começam a utilizar espaços bem maiores que os vaudeviles para a exibição exclusiva de filmes.
Eram, em geral, grandes depósitos ou armazéns adaptados para exibir filmes para o maior número possível de pessoas, em geral trabalhadores. Eram locais rústicos, abafados e pouco confortáveis, onde muitas vezes os espectadores viam os filmes em pé se a lotação estivesse esgotada.

Mas ali se oferecia a diversão mais barata do momento: o ingresso custava cinco centavos de dólar - ou um níquel, daí seu nome. Os nickelodeons foram adotados imediatamente pelas populações de baixo poder aquisitivo que habitavam os bairros operários das cidades norteamericanas.

Enriqueceram pequenos e grandes exibidores e se espalharam por todos os Estados Unidos. Eles marcam o início de uma atividade cinematográfica verdadeiramente industrial.

A explosão na demanda de filmes causada pela expansão dos nickelodeons forçou uma reorganização da produção.

As companhias dividiram-se entre os diferentes setores da produção e organizaram-se industrialmente, adotando uma estrutura hierárquica centralizada.
Atualidades, filmes de truques, histórias de fadas (féeries) e atos cômicos curtos se tornam cada vez mais populares em espetáculos de variedades.

É o exibidor quem formata o espetáculo.

Inicialmente, filmes e projetores são fabricados pela mesma empresa, mas na virada do século aparecem os exibidores, que compram os equipamentos e filmes dos produtores para explorar economicamente a exibição de filmes.
Essas novas estruturas narrativas são ainda confusas e ambivalentes
Havia muitas diferenças entre as estratégias usadas por cada estúdio ou produtora.

As estruturas de narrativas mais integradas no cinema de transição são fruto de uma tentativa organizada da indústria de atrair o público de classe média e conquistar mais respeitabilidade para o cinema, mas isso não significou a eliminação do público de classe baixa, que continuou a assistir aos filmes nos cinemas mais baratos.

Em 1909, os produtores norte-americanos procuram retomar o controle da indústria, regulamentando a distribuição e a venda de filmes com a criação da Motion Picture Patents Company (MPPC). Por intermédio da MPPC, Edison e a Biograph tentam controlar o mercado utilizando-se de disputas jurídicas sobre patentes.

Com a MPPC, a indústria do cinema queria assentar sua atividade sobre sólidas bases econômicas, precisando para isso aumentar o preço dos ingressos e, conseqüentemente, o dos aluguéis de filmes. Para tal, tinha de atrair as classes médias, transformando o cinema no divertimento de "todas as classes sociais", e não mais no chamado "teatro de operários".

Em 1909, a MPPC propagandeava seus filmes como "divertimentos morais, educativos e sãos".

Mas produtores independentes se opõem à MPPC, que em 1913 já não tem mais poder.

Os filmes de rolo único já não são populares: foram substituídos pelos longas. Há novas companhias independentes.

O melodrama, com sua moralidade polarizada e defesa da ordem social, passa a ser o gênero dominante.
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