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TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO

MAQUIAVEL, HOBBES, BODIN, BOSSUET
by

Higor Ferreira

on 7 June 2015

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Transcript of TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO

TEÓRICOS DO
ABSOLUTISMO

MAQUIAVEL
“Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responda-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e quanto lhes fazem bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se.”
Nicolau
1459-1527
Nicolau Maquiavel reconhecia a validade de se fazer uso de estratégia para a manuntenção do poder. Era fundamental que o governante soubesse compreender as circunstâncias políticas e fazer boa leitura do contextos social no qual estava inscrito de modo a tomar decisões acertadas que pudessem vir a assegurar a ordem política, bem como a manutenção de sua força,
“Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.”
O contexto histórico em que Maquiavel escrevia era de grande instabilidade política. O exercício do poder e sua manutenção já não dependiam apenas da hereditariedade e dos laços de sangue. Por isso, o autor escreve um tratado sobre a conduta do príncipe, sobre as melhores formas de o soberano tomar o poder e conservá-lo.
O autor vai colher na História variados exemplos para comprovar seus pontos de vista, a começar pela conduta de alguns de seus contemporâneos, como César Borgia, Francesco Sforza e o papa Júlio II. Mas Maquiavel recorre também ao conhecimento de outras épocas, como a Antiguidade e a Idade Média, e à sua vastíssima erudição sobre os romanos, os gregos e outros povos, de diversas regiões.
FONTE: http://www.companhiadasletras.com.br/guia_leitura/85009.pdf
"O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo."
HOBBES
“Com isto se torna manifesto que, durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de os manter a todos em respeito, eles se encontram naquela condição que se chama guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens. [...] E os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da natureza (que cada um respeita quando tem vontade de respeitá-las e quando pode fazê-lo com segurança), se não for instituído um poder suficientemente grande para nossa segurança, cada um confiará, e poderá legitimamente confiar apenas em sua própria força e capacidade, como proteção contra todos”.
Thomas
1588-1679
"Porque as leis de natureza (como a justiça, a equidade, a modéstia, a piedade, ou, em resumo, fazer aos outros o que queremos que nos façam) por si mesmas, na ausência do temor de algum poder capaz de levá-las a ser respeitadas, são contrárias a nossas paixões naturais, as quais nos fazem tender para a parcialidade, o orgulho, a vingança e coisas semelhantes".
A vida - quando desprovida de um Estado que regule as ações dos homens - se torna um conflituosa, passando a se constituir em uma guerra generalizada. Ao menos é isso que defende Hobbes, pensador que se mostra adepto de um Estado centralizador como modo de garantir a organização da sociedade civil e a manutenção dos seus vínculos.
A despeito do constante conflito do homem em
Estado de Natureza
, Hobbes acreditava que era desejo dos homens findar com o clima de hostilidade permanente, razão pela qual estariam dispostos a estabelecer um
poder soberano
que pudesse estabelecer a ordem. Como esse processo se dá por intermédio de um contrato entre governantes e governados, ele é reconhecido enquanto um filósofo
contratualista
.
O Príncipe
OBRA CENTRAL
O Leviatã
OBRA CENTRAL
Um homem gigantesco, formado por inúmeras pessoas pequenas, que segura com a mão direita uma espada, com a esquerda um bastão episcopal, protegendo e guardando uma cidade em paz. Sob cada braço – o secular e o espiritual – há uma coluna com cinco desenhos: abaixo da espada vêem-se um castelo, uma coroa, um canhão, em seguida, fuzis, lanças e bandeiras e, por fim, uma batalha; correspondendo a esses, sob o braço espiritual: uma Igreja, uma mitra, raios, símbolos que representam agudamente distinções, silogismos e dilemas e, por último, um concílio.
SCHMITT, Carl. O Leviatã na teoria do Estado de Thomas Hobbes. In: GALVÃO JR, João Carlos. Leviathan cibernético: da quebra das máquinas ao Leviatã cibernético. Rio de Janeiro: NPL:
2008, p. 200.
BODIN
“Nada havendo de maior sobre a terra, depois de Deus, que os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos como seus representantes para governarem os outros homens, é necessário lembrar-se de sua qualidade, a fim de respeitar-lhes e reverenciar-lhes a majestade com toda a obediência, a fim de sentir e falar deles com toda a honra, pois quem despreza seu príncipe soberano despreza a Deus, de Quem ele é a imagem na terra.”
Jean
1530-1596
Os seis livros da República
OBRA CENTRAL
Jacques
Ambos os autores se destacaram pela sua defesa à soberania de reis escolhidos por Deus a partir do princípio cristão. Bodin e Bossuet criam que o governante deveria demonstrar qualidades próprias de um monarca, sendo a subversivência ao Criador uma delas.
Com a laicização crescente ao longo dos séculos, o conceito do
Direito Divino dos Reis
foi se enfraquecendo, de modo que hoje não encontra, ao menos nos círculos de pensadores políticos, força alguma.
BOSSUET
A política tirada da sagrada escritura
OBRA CENTRAL
1627-1704
Três razões fazem ver que este governo (o da monarquia hereditária) é o melhor. A
primeira é que é o mais natural e se perpetua por si próprio. A segunda razão (...) é que esse governo é o
que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o príncipe, que trabalha
para o seu Estado, trabalha para os seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundido com o que
tem pela sua família, torna-se-lhe natural (...) A terceira razão tira-se da dignidade das casas reais (...) A
inveja, que se tem naturalmente daqueles que estão acima de nós, sem repugnância a uma família que
sempre viram como superior e à qual se não conhece outra que a possa igualar (...) O trono real não é o
trono de um homem, mas o trono do próprio Deus (...) Os reis (...) são deuses e participam de alguma
maneira da independência divina. O rei vê mais longe e de mais alto: deve acreditar-se que ele vê melhor, e
deve obedecer-se-lhe sem murmurar, pois o murmúrio é uma disposição para a sedição
“Três razões fazem ver que este governo (o da monarquia hereditária) é o melhor. A primeira é que é o mais natural e se perpetua por si próprio. A segunda razão (...) é que esse governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para os seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundido com o que tem pela sua família, torna-se-lhe natural (...) A terceira razão tira-se da dignidade das casas reais (...) A inveja, que se tem naturalmente daqueles que estão acima de nós, sem repugnância a uma família que sempre viram como superior e à qual se não conhece outra que a possa igualar (...) O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus (...) Os reis (...) são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê mais longe e de mais alto: deve acreditar-se que ele vê melhor, e deve obedecer-se-lhe sem murmurar, pois o murmúrio é uma disposição para a sedição.”
PROFESSOR HIGOR FIGUEIRA FERREIRA
MAQUIAVEL
MAQUIAVEL
HOBBES
HOBBES
BODIN
BODIN
BOSSUET
BOSSUET
MAQUIAVEL, N. O príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991.
ENEM 2013.
Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se.
A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e políticas. Maquiavel define o homem como um ser:
a) munido de virtude, com disposição nata a praticar o bem a si e aos outros.
b) possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para alcançar êxito na política.
c) guiado por interesses, de modo que suas ações são imprevisíveis e inconstantes.
d) naturalmente racional, vivendo em um estado pré-social e portando seus direitos naturais.
e) sociável por natureza, mantendo relações pacíficas com seus pares.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
ENEM 2012.
Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao
a) valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.
b) rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.
c) afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.
d) romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem.
e) redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado).
ENEM 2012.
Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade.
Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao
a) valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo.
b) rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos.
c) afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana.
d) romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem.
e) redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.
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