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Açúcar e escravidão na colônia portuguesa

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Natasha Varela

on 10 September 2014

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Transcript of Açúcar e escravidão na colônia portuguesa

Primeiro, vamos entender o que é um engenho de açúcar:
O engenho de açúcar era o nome dado às fazendas produtoras de açúcar no período do Brasil Colonial. Este nome era aplicado também à máquina que moia a cana-de-açúcar e outras instalações envolvidas no processo. Grande parte destes engenhos estavam estabelecidos na região nordeste do Brasil. A maior parte do açúcar produzido nos engenhos era destinado ao mercado europeu.
O começo de tudo
Os primeiros engenhos foram criados no Brasil para atender a demanda europeia. Foi em 1518 que ocorreu a primeira instalação de um engenho no Brasil, época onde havia sido registrada a entrada de açúcar brasileiro na alfândega de Lisboa. A necessidade de mão de obra levou os donos dos engenhos a tentar, sem sucesso, escravizar os indígenas. Então optaram por trazer escravos da África.
Escravidão
Os Engenhos do Brasil, eram movidos pelo trabalho escravo. No início da colonização, os portugueses tentaram usar o índio como escravo, mas, como eles eram protegidos pelos jesuítas e por não se adaptarem ao trabalho sistemático, foram deixados de lado. Para solucionar o problema da falta de mão de obra, o Governo Português optou em usar o negro africano como escravo.
Engenhos de Açúcar
Os Engenhos de Açúcar
Açúcar e Escravidão na Colônia Portuguesa
Assim como muitas invenções geraram lucro e desenvolveram o mercado da colônia portuguesa, com a Inglaterra e mais tarde com outros países ao redor do mundo, os engenhos de açúcar foi,durante o período inicial da exploração colonial, o principal produto e a principal base de sustentação da economia brasileira. O único porém é a escravidão indígena e africana que cercaram todo este contexto histórico de economia através do açúcar.
A produção de açúcar
A obtenção do açúcar era resultado de um processo que exigia grandes investimentos em máquinas, instalações, animais e mão de obra especializada, além das áreas destinadas ao plantio da cana. Algumas dessas áreas pertenciam ao próprio engenho. Outras faziam parte de terras cujos proprietários vendiam ao senhor do engenho a cana aí cultivada.
Do açúcar ao etanol
Introduzida na América pelos portugueses ainda no século XVI , a cana e o açúcar foram por muito tempo um dos pilares da economia da colônia portuguesa. Hoje, passamos 500 anos, o potencial econômico da cana-de-açúcar volta à tona, agora com outra finalidade: ser transformada em biocombustível. As primeiras experiências brasileiras voltadas para a transformação da cana-de-açúcar em álcool combustível datam do início do século XX.
Os senhores de engenho
Nos dois primeiros séculos da colonização formou-se no Nordeste a elite agrária da Colônia: os senhores de engenho. A maioria deles vinha da pequena nobreza portuguesa. Também podiam ser comerciantes ou aventureiros pertencentes às boas famílias lusitanas, que recebiam terras na Colônia para produção. Os colonos geralmente casavam-se aqui, pois poucos já haviam constituído família na terra natal. O Senhor do Engenho era o colono de maior prestígio dentro da sociedade colonial brasileira. Existia também os trabalhadores livres nos engenhos, os mais importantes deles era o Mestre do açúcar, responsável por garantir a qualidade do açúcar.
Produção de rapadura
Produto que tem como matéria-prima a cana-de-açúcar, a rapadura pode ser considerada um verdadeiro patrimônio brasileiro. Ela começou a ser produzida ainda nos primeiros tempos da colonização, época em que o governo de Portugal estimulou a construção de engenhos de açúcar no Brasil. O objetivo dos portugueses era fazer de sua colônia na América um grande produtor de açúcar, artigo extremamente valioso na época.
Instalações do engenho
Dentro dos engenhos havia também a casa-grande (habitação do senhor de engenho e sua família), a senzala (habitação dos escravos), capela, horta e canavial.
Mão de obra
Para os trabalhos mais pesados, os senhores de engenho utilizavam a mão-de-obra escrava de origem africana.
Crise
Na metade do Século XVIII, o comércio do açúcar do Brasil tornou-se decadente. Com a União Ibérica em 1580, Portugal quebrou o acordo comercial com a Holanda, principal distribuidora do açúcar brasileiro na Europa. Fracassada a tentativa de fundar uma colônia no Brasil, os holandeses criaram suas próprias industrias na América Central. O açúcar holandês, de melhor qualidade, desbancou o açúcar brasileiro no mercado mundial.
Primeiro engenho
Foi em 1518 que ocorreu a primeira instalação de um engenho no Brasil, época onde havia sido registrada a entrada de açúcar brasileiro na alfândega de Lisboa. Contudo, muitos consideram que a verdadeira indústria do açúcar foi implantada no Brasil a partir de 1530, com a vinda de Martim Afonso de Souza. Em 1570 já havia 60 engenhos no Brasil. Então em 1533, em São Vicente, no atual Estado de São Paulo, foi instalado o primeiro engenho de açúcar do Brasil.
Transporte açúcareiro
A difícil tarefa de transportar o açúcar para a Europa ficou por conta da Holanda. Os Holandeses foram os principais financiadores da empreitada portuguesa na América, em troca eles ganharam o monopólio da venda do açúcar no continente europeu.
Indígena
Com o estabelecimento dos engenhos de açúcar no nordeste do Brasil, os colonos precisavam de grande quantidade de mão-de-obra. Muitos senhores de engenho recorreram a escravização de índios. Organizavam expedições que invadiam as tribos de forma violenta, inclusive com armas de fogo, para sequestrarem os indígenas jovens e fortes para levarem até o engenho.
Africana
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
Os trabalhadores livres
Nos canaviais, a tarefa de preparar o terreno, plantar e colher a cana era em geral realizada pelos escravos. Já nas oficinas, onde a cana era transformada em açúcar, ao lado da mão de obra cativa encontravam-se também brancos ou ex-escravos libertos que trabalhavam mediante pagamento. Esses trabalhadores livres estavam encarregados das atividades mais qualificadas. Eram profissionais como o mestre de açúcar , responsável pela qualidade final do produto, o purgador, encarregado da purificação do açúcar, e o caixeiro, que separava, pesava e encaixotava o produto.
Também recebiam pagamento pessoas de confiança do senhor de engenho, entre os quais o feitor-mor, que gerenciava todo o trabalho, e o feitor dos partidos e roças, que defendia a terra contra invasões e fiscalizava o trabalho dos escravos. Também era remunerado o trabalho dos ferreiros, carpinteiros, alfaiates, cirurgiões-barbeiros, etc.
Nos séculos XVII e XVIII, os senhores de engenho preferiam contratar negros livres e libertos para esses serviços, oferecendo-lhes um salário inferior ao que pagavam a um funcionário branco.
Em muitos engenhos, escravos de confiança dos senhores começaram a executar tarefas administrativas e especializadas, o que se revelou um negócio vantajoso para ambos os lados: enquanto o fazendeiro reduzia suas despesas, o escravo especializado conquistava um status social mais elevados diante dos demais cativos.
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